domingo, 30 de março de 2014

Copa 2014 pouco sustentável...é futebol ou uma guerra?

Tarja - Brasil 2014
29/03/2014 - 17:00

Acidente

Morre operário que caiu no Itaquerão; Copa tem 8 vítimas


Fabio Hamilton da Cruz trabalhava na montagem das arquibancadas provisórias necessárias para a abertura da Copa. Foi a terceira morte em acidentes no local

Local onde um operário que prestava serviço a WDS Engenharia, contratada pela empresa Fast, caiu durante obras da Arena Corinthians, em Itaquera, na Zona Leste da capital, na manhã deste sábado (29)
Local onde um operário que prestava serviço a WDS Engenharia, contratada pela empresa Fast, caiu durante obras da Arena Corinthians, em Itaquera, na Zona Leste da capital, na manhã deste sábado (29) (José Patricio/Estadão Conteúdo)
Além das duas vítimas do outro acidente no Itaquerão, quatro trabalhadores morreram na Arena Amazônia, em Manaus, e um no Estádio Nacional, em Brasília. Nas obras para a África do Sul-2010, dois operários morreram
O operário Fabio Hamilton da Cruz morreu neste sábado, no Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste de São Paulo, depois de sofrer uma queda enquanto trabalhava na montagem das arquibancadas temporárias do Itaquerão. Cruz era funcionário da WDS, subcontratada pela Fast Engenharia para realizar a obra, exigida pela Fifa para que o futuro estádio do Corinthians tivesse a capacidade de público necessária para receber a abertura da Copa do Mundo. O acidente ocorreu pela manhã, quando o operário participava da instalação dos pisos das arquibancadas do setor sul da arena. Socorrido no local, foi levado ao hospital por uma ambulância da Odebrecht, empreiteira responsável pela obra. À tarde, a Fast já havia informado que seu estado era muito delicado. Fabio Hamilton da Cruz é o terceiro operário morto em decorrência de acidentes na construção do estádio que abrirá o Mundial.
De acordo com funcionários do hospital, o operário não deu entrada na internação, o que sugere que ele tenha sido levado diretamente para o centro cirúrgico ou Unidade de Tratamento Intensivo. De acordo com os trabalhadores que estavam no canteiro neste sábado, Cruz sofreu a queda quando tentava içar o gancho do mosquetão do cinto se segurança. Ele teria atirado o gancho, que não prendeu, e acabou se desequilibrando com o movimento do corpo. Como não estava preso, caiu. Em nota, a Fast Engenharia corrigiu informação divulgada pelo Corpo de Bombeiros de que o operário teria caído de 15 metros de altura. Segundo a empresa, o operário estava a oito metros do chão quando sofreu a queda. Apesar do acidente, as obras no Itaquerão não foram paralisadas. O Brasil já soma oito mortes nas obras de estádios da Copa. Além das duas vítimas do outro acidente no Itaquerão, quatro trabalhadores morreram na Arena Amazônia, em Manaus, e um no Estádio Nacional, em Brasília. Nas obras para a África do Sul-2010, dois operários morreram.
A Fast foi contratada pela Ambev para montar os setores temporários do estádio. A cervejaria aceitou bancar os 38 milhões de reais para colocar as arquibancadas provisórias, que terão capacidade para receber pouco menos de 20.000 torcedores (17.600 cadeiras nos setores sul e norte, 1.200 no leste e outros mil no oeste). O palco da abertura da Copa, em 12 de junho, já teve outro acidente grave, com a queda de um guindaste que matou dois trabalhadores, em 27 de novembro. A obra é uma das principais preocupações da Fifa para o Mundial no país – afinal, a reforma está atrasada e, pelo estádio ser o local da abertura, os requisitos e a complexidade dos preparativos são ainda maiores. Depois do acidente de 2013, a Fifa lamentou o fato de o Corinthians ter ficado "sem margem de erro" para a conclusão da obra. A entrega do estádio não tem data definida – alguns envolvidos falam em abril, mas a Fifa acredita que só verá o Itaquerão pronto em maio, o mês que antecede a Copa. 


7 de Março de 2014

Protestos no Brasil

Protesto contra a Copa do Mundo em SP e no Rio


Em São Paulo, cerca de 500 pessoas caminharam da avenida Paulista à praça da República. Entre os manifestantes, havia cerca de 40 blackblocs. A Polícia Militar destacou quase 1000 policiais para acompanhar o grupo, segundo o tenente-coronel Marcelo Pignatari. Não houve incidentes durante a caminhada. No Rio de Janeiro, aproximadamente 50 pessoas andaram da Central do Brasil até a avenida Rio Branco.
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Black blocs acompanham ato contra a Copa do Mundo, que ocupa parte da Avenida Paulista em São Paulo
Black blocs acompanham ato contra a Copa do Mundo, que ocupa parte da Avenida Paulista em São Paulo - Ivan Pacheco

sexta-feira, 28 de março de 2014

Entenda o que é o Marco Civil da Internet e quais mudanças trará para os usuários

Entenda o que é o Marco Civil da Internet e quais mudanças trará para os usuários

O projeto de Lei 2126/11 foi aprovado no último dia 25/03/2014 na Câmara dos Deputados e depende apenas de aprovação no Senado e sanção presidencial.

Publicado por Philipe Monteiro Cardoso - 1 dia atrás
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Entenda o que o Marco Civil da Internet e quais mudanas trar para os usurios
Caro leitor (a), você sabe do que se trata o projeto de Lei 2126/11? Caso nunca tenha ouvido falar, talvez você o conheça como Marco Civil da Internet. Lembrou? Você sabe o que isso acarretará e mudará nas normas de utilização da internet pelos usuários? O artigo de hoje visa esclarecer estes pontos, já que o Marco Civil da internet “teve seu primeiro passo dado”, para que suas normas possam surtir efeito, já que a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (25/03/2014), por votação simbólica o referido projeto de lei.
Primeiramente, temos que relembrar a história e analisar a proposta da PL (projeto de lei) verificando quais garantias esta veio resguardar.
A iniciativa surgida no final do ano de 2009, é uma espécie de constituição para quem utiliza a internet, ditando normas, sanções e inicialmente, colocando o governo como uma espécie de administrador da rede. O projeto ganhou bastante força após a descoberta das práticas de espionagem utilizadas pelo governo Norte Americano contra o Brasil e outros países.
A proposta está sendo alvo de divergências políticas e de opinião, o grande receio é que com a aprovação desta lei, seja criada a censura a liberdade que existe e sempre existiu na utilização da rede, dando controle em excesso ao governo e possibilitando atos discricionários de privação de liberdade por parte deste.
Nestes 5 anos que a lei vem sendo discutida, o texto sofreu diversas alterações, sendo aprovada na câmara de forma menos controladora por parte do Governo, e mantendo a liberdade do usuário.
Segundo o Deputado Federal Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto, os principais princípios deste são: privacidade, vigilância na web, internet livre, dados pessoais, fim da propaganda dirigida, liberdade de expressão, conteúdo ilegal e armazenamento de dados.

Mas o que muda em relação ao projeto original?

I) Armazenamento de dados
A principal medida adotada pelo Governo Brasileiro no Marco Civil, era a de prevenir a espionagem internacional, razão pela qual o projeto determinava que empresas de internet deveriam criar data centers no Brasil para que pudessem operar, esta norma obrigava estas empresas a manter os dados dos brasileiros em servidores nacionais, dificultando uma possível espionagem, tal medida afetava diretamente empresas como Google e Facebook, além de criar a polêmica sobre o controle destes dados pelo Governo Brasileiro, gerando grande discussão política e dividindo milhares de opiniões.
O projeto passou por alterações e na recente aprovação pela Câmara dos Deputados, deixou de existir esta exigência, permitindo que as empresas de internet continuem a armazenar os dados de Brasileiros em servidores estrangeiros.
II) Neutralidade
O objetivo de criar a neutralidade na rede visa impedir que provedores de internet possam ofertar serviços de conexões diferenciados, como a venda de um pacote que permite apenas o acesso a e-mails ou a rede sociais. Ou seja, limitando o uso geral de sua conexão. A neutralidade prevê que as empresas que fornecem o serviço de internet, sejam neutras em relação ao tráfego de dados, não podendo criar qualquer impedimento para que este usuário acesse qualquer conteúdo ou utilize qualquer serviço.
Neste ponto, a lei acertou em cheio, garantindo a liberdade de expressão e a utilização do serviço contrato da maneira que o usuário preferir, impedindo a prática comum de determinadas empresas que oferecem pacotes de assinatura de internet fazendo limitação no acesso para que o usuário usufrua somente do serviço A ou B..
III) Fim da propaganda dirigida
O texto do projeto de lei, proíbe a utilização da propaganda específica. Atualmente as empresas captam informações dos usuários quando ele faz pesquisas, marca que está frequentando determinado lugar, curte ou compartilha alguma informação, basicamente tudo que você faz na internet. Reparem que quando realizamos a busca por determinado produto, milhares de campanhas similares começam a aparecer? Isso se deve a estratégia de marketing adotada por estas empresas que comercializam os dados dos usuários por preços exorbitantes, tudo isto para oferecer a “campanha certa para o cliente certo”.
Esta decisão novamente atinge de forma direta tanto a Google como o Facebook, que possuem bases de dados com este tipo de informações dos usuários. A partir de agora estas empresas poderão apenas guardar os dados pelo período de seis meses, desde que este armazenamento esteja especificado no contrato aceito pelo usuário no momento da contratação do serviço.
Reitera-se aqui que o serviço não precisa ser pago, como no caso do Facebook que é gratuito.
IV) Da Requisição de Registros
De acordo com o artigo 17 e incisos, o projeto prevê que os dados referentes aos registros de conexões e acesso de informações, somente poderão ser requisitados e exibidos mediante ordem judicial fundamentada.
Estas informações poderão ser requeridas para a formação de provas em ações civis ou penais, desde que se prove os indícios da ocorrência do ilícito, justificativa motivada da utilidade dos registros e o período do qual se referem.

Resumindo: Quais os direitos do consumidor com a aprovação da Lei?

  • Inviolabilidade e sigilo de suas comunicações. Só ordens judiciais para fins de investigação criminal podem mudar isso;
  • Não suspensão de sua conexão, exceto em casos de não pagamento;
  • Manutenção da qualidade contratada da sua conexão;
  • Informações claras nos contratos de prestação de serviços de operadoras de internet, o que inclui detalhes sobre proteção de dados pessoais;
  • Não fornecimento a terceiros sobre registros de conexão à internet.
  • O Marco Civil estabelece que a guarda de registros seja feita de forma anônima. Ou seja, os provedores poderão guardar o IP, nunca informações sobre o usuário.

Quem responde pelo conteúdo veiculado na rede?

  • Os usuários respondem pelo conteúdo que publicam.
  • Os provedores de acesso (responsáveis por oferecer o serviço de conexão à internet aos usuários) não podem ser responsabilizados por danos decorrentes de conteúdo gerado por usuários.
  • Já os provedores de conteúdo – no caso, quem administra os sites da internet – só serão responsabilizados caso não acatem no prazo correto decisões jurídicas específicas de retirar do ar conteúdos gerados pelos usuários.

Apoio do criador

Recentemente foi divulgado em nota, o apoio de Tim Berners Lee conhecido como o “pai da internet”, ao projeto de lei brasileiro, onde ele afirma que o país deu um grande passo ao elaborar estas novas regras, tendo inclusive assumido o papel de liderança mundial nesta questão. Ele cita ainda países como a Austrália e Holanda que possuem leis similares ao Marco Civil Brasileiro e que possuem uma relação avançada entre usuário e internet.

O que falta para o projeto ser sancionado?

O projeto agora segue para o Senado e, em seguida, para a sanção presidencial, havendo aprovação no senado e aprovação presidencial, a Lei entrará em vigor sessenta dias após a data de sua publicação.

E o que você acha?

E você caro leitor? Qual sua opinião acerca do Projeto de Lei 2126/11? Seria está uma maneira do Governo controlar as informações do usuário ou apenas uma norma que visa tão somente garantir os direitos dos usuários?

Referências:

Philipe Monteiro Cardoso
Publicado por Philipe Monteiro Cardoso
Você tem dúvidas ou sugestões, entre em contato diretamente com o autor. email: philipe@cardosoadv.com.br site: www.cardosoadv.com.br

quinta-feira, 27 de março de 2014

Bateria que respira promete dar fôlego aos carros elétricos

Bateria que respira promete dar fôlego aos carros elétricos


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Bateria que respira promete dar fôlego aos carros elétricos. 24/03/2014. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bateria-que-respira-ar-litio. Capturado em 27/03/2014. 
Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/03/2014
Autonomia elétrica
Desde que se descobriu a possibilidade técnica de construir baterias de lítio-ar que inúmeros grupos de pesquisas ao redor do mundo vêm tentando fabricar essa bateria que respira.
Os cálculos indicam que uma bateria de ar-lítio pode armazenar 10 vezes ou mais energia do que as melhores baterias de íons de lítio disponíveis no mercado atualmente.
A principal diferença entre as baterias de íons de lítio e a bateria de lítio-ar é que esta substitui o catodo tradicional - um componente-chave da bateria envolvido no fluxo da corrente elétrica - pelo ar atmosférico.
Isso torna a bateria recarregável mais leve e com maior densidade de energia.
O problema é que tem sido difícil construir essas baterias de forma que elas consigam respirar por longos períodos sem se degradar.
Os melhores resultados foram relatados agora pela equipe do professor Nobuyuki Imanishi, da Universidade Mie, no Japão.
"A densidade prática de energia do nosso sistema é de mais de 300 Wh/kg [watts-hora por quilograma], em comparação com a densidade de energia de uma bateria de íons de lítio comercial, que é de 150 Wh/kg," disse Imanishi.
Isso seria suficiente para dar aos carros elétricos a mesma autonomia que um carro a gasolina tem hoje com um tanque cheio.
Bateria que respira promete dar fôlego aos carros elétricos
A bateria ar-lítio - a barra inferior, identificada como lítio-oxigênio - tem uma densidade de energia muito superior às baterias mais modernas. [Imagem: Cortesia Winfried Wilcke/IBM]
Bateria de ar-lítio
A receita do professor Imanishi para fazer uma bateria lítio-ar prática parece bem simples: adicionar água ao eletrólito, o material que conduz os elétrons entre os eletrodos.
Esse design "aquoso" impede que o lítio reaja com os gases da atmosfera, além de permitir reações mais rápidas no eletrodo "aéreo".
Para evitar que a água danifique o lítio, os pesquisadores fizeram um sanduíche de polímero com alta condutividade e um eletrólito sólido entre o eletrodo de lítio e a solução aquosa.
O resultado foi uma bateria com capacidade para reter o dobro da energia de uma bateria de íons de lítio convencional.
A tarefa agora é aumentar a vida útil da bateria que respira, que sobreviveu a 100 ciclos de inspiração e expiração (recarga e descarga), o que significa que ela ainda precisa ganhar algum fôlego.