As práticas de sustentabilidade devem ganhar todos os canteiros de obras do Brasil em sete anos. A previsão é do CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável) e do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).
A meta parece arrojada, mas, hoje, o Brasil é o quarto país com o maior número de obras certificadas por sustentabilidade. Segundo dados do GBC (Green Building Council Brasil), o país fica atrás de Estados Unidos, China e Emirados Árabes Unidos.
De acordo com o CBCS e o Secovi, os produtos com características sustentáveis já estão presentes em 90% das obras paulistas, mesmo nas que não têm certificação.
Os motivos para a implantação dessas tecnologias --principalmente sobre economia de água e energia-- começou como estratégia de marketing nos edifícios corporativos e conquistou adeptos entre os residenciais.
São Paulo, por exemplo, tem leis que visam a incentivar a sustentabilidade nas construções. Entre elas, a de acessibilidade (que estabelece amplo acesso a cadeirantes nas áreas comuns), a que proíbe o uso de amianto e a de necessidade de execução de projeto para recebimento de água das chuvas e de calçadas verdes.
"Ainda cobramos políticas de incentivo, como descontos no IPTU [imposto territorial], a obras com características sustentáveis", diz Marcelo Takaoka, presidente do CBCS, a exemplo do "IPTU verde", no Rio.
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PARÂMETROS
Segundo a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, as alterações no Plano Diretor da cidade, que foram entregues à Câmara em setembro, estabelecem novos parâmetros em relação ao tema. No entanto, não há definição se incluirá a revisão no valor do IPTU.
Para o professor da Universidade Federal de Santa Catarina e especialista em eficiência energética, Roberto Lamberts, além de leis, é preciso reforçar fiscalizações e a ideia do que é sustentável.
"No fundo essas leis são inócuas porque as prefeituras não têm estrutura para fiscalizar. Então, as empresas recorrem ao selos, que custam caro. Mas, sem eles, fica a dúvida se o projeto é o que diz ou se é só marketing."
Entre os selos mais conhecidos estão a Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), do GBC, e a Aqua, da Fundação Vanzolini. Há também o Casa Azul, da Caixa Econômica Federal, e o Procel Edifica.
Vaso sanitário com caixa acoplada que garante até 60% de economia de água (Deca)
Para Marcelo Takaoka, a efetividade do uso racional de produtos nas construções depende não apenas da implementação da tecnologia na obra, mas do usuário.
"Ter o selo sustentável pode deixar a obra até 5% mais cara, mas a economia após a entrega é de 30% no condomínio. Mas isso depende do uso racional dos recursos por quem compra o imóvel", diz.
O arquiteto Edo Rocha, no entanto, aconselha cautela sobre as promessas de soluções (e resultados). Segundo ele, nos corporativos, os recursos são generosos e promissores --ao contrário dos residenciais, que investem em pequenas doses no tema.
"No prédio corporativo há maior sustentabilidade porque isso faz parte do marketing das empresas. No residencial, ninguém quer gastar mais para fazer isso", diz.
Segundo ele, o que se encontra em projetos para moradia é conservação de energia, consumo racional de água e isolamento térmico.
A secretária Kelly Cristina Fantini, 33, mora em condomínio com itens sustentáveis no Ipiranga (zona sul de São Paulo). O prédio usa a água da chuva para os vasos sanitários, tem churrasqueira a gás e coleta seletiva. "Escolhi morar ali pela economia que pode conseguir com os recursos do prédio."
Após estudo aprofundado, Damy Auto Center adota medidas sustentáveis e se adequa a leis ambientais
Transformar uma oficina fundada há 10 anos, na Vila Mariana, em um modelo de centro automotivo sustentável, ecologicamente correto. Este era o sonho de Adalberto Keslau Gonçalves, proprietário da Damy Auto Center, e já se tornou realidade.
A Damy sempre se diferenciou em seu mercado, prestando serviços de qualidade em reparos de veículos. Hoje, além disso, é uma referência para oficinas do Brasil inteiro, ao adotar um modelo inovador e revolucionário, implementando medidas sustentáveis em ações cotidianas.
Para transformar a Damy em uma “oficina verde”, Gonçalves se dedicou a um estudo aprofundado de um novo conceito para o estabelecimento. “Foi necessária uma ampla reforma e a adoção de processos que adequassem o projeto a uma série de padrões de sustentabilidade e leis ambientais. As mudanças resultaram não só em um ambiente de trabalho ecologicamente correto, mas também em clientes cada vez mais satisfeitos e em funcionários motivados e ambientalmente conscientes”, explica o proprietário.
Para colocar as mudanças em prática, uma equipe especializada, com profissionais da Universidade Sonora do México, estudou detalhadamente todos os aspectos do negócio, desde a rotina de cada uma das áreas da Damy até a postura de sua mão de obra. Foi elaborado um plano que buscou soluções, dentro da cadeia de produtos e serviços da oficina, para que o empreendimento gerasse mais equilíbrio e menos desgaste ao meio ambiente.
Entre estas soluções, destaca-se o piso com uma câmara de contenção impermeável, que impede que resíduos poluentes contaminem o solo e atinjam o lençol freático e as águas superficiais. Este detrito passa por processo de filtragem e o material indevido é recolhido por empresa especializada. Economia de água e energia, uso de panos reciclados, coleta de sucata e de resíduos sólidos, reciclagem do tiner e do óleo e utilização de produtos químicos menos agressivos estão entre outras medidas ecológicas adotadas.
“Investimos em uma série de mudanças, como a captação da água de chuva e a implantação de telhas translúcidas para aproveitar a luz solar e não gastar tanta energia”, detalha Gonçalves. Com o projeto, evita-se uma série de agressões ao meio ambiente, como emissão de gases provenientes do processo de repintura, contaminação por meio de resíduos químicos jogados em lixo comum, entre outros.
Como parte das suas ações de apoio a iniciativas voltadas à Qualidade de Vida de sua equipe de colaboradores, a Damy recebe, toda terça-feira, um massagista do Projeto Serenidade do Toque, ONG criada em 2006, que visa a capacitação e a formação de jovens e adultos com deficiência visual na área de massagem para a inclusão no mercado de trabalho.
Para o proprietário da Damy, seu projeto deve ser um embrião para mudar oficinas de todo o Brasil. “Gostaria muito que nosso modelo ajudasse centros automotivos que despertassem para a sustentabilidade a criar seus próprios projetos. Eu já fiz a minha parte e mostrei que é um sonho possível”, conclui o empresário.
O prédio do Ituano Clube, com 2 mil metros quadrados, contará com 42 ambientes que mesclarão novidades a serem usadas em residências e locais públicos, além de comerciais: quarto de casal, filhos, banheiros privativos, hall de entrada, cozinha, tudo no piso térreo. Mas no primeiro andar, um salão de festas será o centro das atenções, dividindo espaço com boteco, bar, restaurantes, sacadas, palco, banheiros públicos. "O Ituano Clube é um patrimônio local, faz parte de nossa história", emendou a idealizadora da mostra, Renata Fraia.
Fundado em 15 de novembro de 1923, o Ituano Clube nasceu com a proposta de abrigar amantes do carteado. Com sede própria, ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, foi ao auge entre as décadas de 40 e 70. Neste período e até a década de 80, também sediou os bailes luxuosos da sociedade ituana, como Carnaval, Reveillon e Havai, marcando gerações de associados e pessoas de todo o Estado. Mas no início dos anos 90 começou a decair, principalmente devido a abertura de boates, até que fechou as portas há alguns anos.
Até por isso a proposta da mostra é uma viagem ao passado glorioso do clube. "Deixamos aos profissionais a liberdade de destacar nossa história e cultura por meio de inovações e tecnologias", acrescentou Renata Jancowski. São profissionais de 11 cidades da região, mais a grande São Paulo que também criarão ambientes focados na sustentabilidade. "Para motivá-los a trabalhar com o conceito, manteremos o Premium Sustentabilidade", destacou ela que explicou ainda: "Durante a Copa, os visitantes poderão assistir os jogos da seleção no boteco do primeiro andar. A entrada será limitada devido ao espaço", avisou.
Mostra
Em edição comemorativa, a mostra celebra seus 5 anos de existência e mais a entrada para o calendário nacional de mostras de arquitetura, decoração e paisagismo. E justamente por causa da Copa do Mundo, o evento, que acontece sempre em abril de cada ano, em 2014 acontecerá entre maio e julho. Segundo o prefeito local, já está em andamento um plano estratégico de logística para atender os profissionais durante a composição da mostra e durante o evento também, quando agentes de trânsito auxiliarão no tráfego central.
Nos últimos dias da mostra, vários elementos decorativos estarão à venda ao público interessado. E as benfeitorias do prédio ficarão para o clube, que atualmente é mantido por cotistas. "Nosso objetivo é devolver a cidade de Itu um de seus grandes patrimônios culturais", afirmou Fraia. Há expectativa de que o local volte a funcionar após a mostra. O Ituano Clube fica na Praça Padre Miguel, conhecida como Praça da Matriz ou do Orelhão, número 118, Centro Histórico de Itu.
Notícia publicada na edição de 27/10/13 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 002 do caderno Casa e Acabamento - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h
O maior desafio do Brasil na área da sustentabilidadeenvolve a adequação das grandes cidades, disse hoje (24) o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre, que participou de encontro da Rede Global de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
Nesta quinta-feira, a Rede Global fez a segunda discussão sobre o Rio de Janeiro, que, junto com Nova York, Estocolmo, Bangalore, na Índia, e Accra, em Gana, é objeto de estudo de especialistas de diversas áreas, que buscam soluções de sustentabilidade para cidades com diferentes características.
"A parte mais difícil para o Brasil se tornar uma potência ambiental é a questão da cidade. Corremos o risco de conseguir sustentabilidade na agricultura e em outros setores e ter uma grande dificuldade com a estrutura de cidades como o Rio ou São Paulo", ressaltou Nobre. Para ele, as cidades serão um desafio também no que diz respeito ao impacto das mudanças climáticas. O encontro foi na sede da Fundação Brasileira para Desenvolvimento Sustentável e tratou da capacidade das cidades de resistirem a desastres futuros que possam ser intensificados pelas mudanças no clima, de oportunidades econômicas e da biodiversidade, considerada uma vantagem do Rio.
O professor Paulo Gusmão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, destacou a necessidade de investimentos estruturantes, que têm sido feitos na região metropolitana, como os polos industriais de Itaguaí e Itaboraí. Como 10,3% do território da capital, essas áreas têm menos de 10 metros de altitude e podem ser mais sujeitas a inundações, com chuvas mais fortes ou níveis mais altos dos mares. Bairros das zonas oeste e norte, às margens das baías de Guanabara e de Sepetiba, e as lagoas da Barra da Tijuca também poderiam ser afetados ao menos em um cenário crítico, disse ele.
De acordo com Gusmão, as cidades da região metropolitana são díspares quando o assunto é a base de dados, e alguns municípios sofrem com a falta de servidores especializados que permaneçam nos postos para dar continuidade às políticas públicas: "A municipalidade precisa de equipes permanentes, e não de profissionais de passagem", afirmou.
Membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas, Fábio Scarano disse que, quanto à biodiversidade, a região metropolitana está bem posicionada, por já ter 16% do território protegido em reservas ambientais, enquanto a meta global é atingir 17% até 2020. Apesar disso, o principal rio fornecedor de água para a capital, o Guandu, requer 300 toneladas de produtos químicos por dia para ser tratado, devido à poluição e a falta de arborização das margens, alertou.
Sobre a economia, o diretor da Bradesco Asset Management, Joaquim Levy, disse que a cidade precisa aproveitar o momento, não deixar que ele passe, para evitar novas distorções. "O Rio está passando por um novo ciclo de investimentos, como aqueles que a cidade só viveu de 50 em 50 anos. O primeiro foi com a vinda da família real portuguesa [1808] e o último no governo de Carlos Lacerda, na década de 60 [do século passado]".
Para Levy, três setores têm potencial para aprimorar a cidade e contribuir para a sustentabilidade: a indústria criativa, a da hospitalidade e da tecnologia. Para a pesquisadora norte-americana Cynthia Rosenzweig, do Nasa Goddard Institute for Space Studies, o futuro reserva um papel de liderança às metrópoles. "As cidades devem liderar a busca por sustentabilidade. Elas se conectam em vários fluxos, mas o que pode ser feito para que assumam essa posição? É preciso criar um sistema que ajude as cidades como um todo, com mais financiamento à pesquisa e soluções implementáveis", afirmou.
O Guandu é responsável por 80% do abastecimento do Rio de Janeiro e recebe águas já contaminadas do Paraíba do Sul, problema cuja solução, segundo Sacarano, precisaria de uma articulação com São Paulo. O Rio também sofre com um déficit de 860 mil árvores, com arborização deficiente ou criticamente deficiente em 93% dos bairros, acrescentou.
Dez empresas multinacionais detêm grande fatia do mercado mundial de alimentação. Apesar de seu faturamento volumoso, elas nem sempre adotam práticas socioambientais corretas. Para expor essas fragilidades, a Oxfam, organização internacional presente em mais de 90 países, criou a campanha Por Trás das Marcas.
A ideia é mostrar quais são as empresas responsáveis por cada uma das principais marcas de alimentos, como elas tratam seus produtores, quais medidas de sustentabilidade adotam e que nível de transparência apresentam. Assim, o site da campanha divulga um ranking, atualizado periodicamente, que avalia cada companhia em sete categorias diferentes.
Itens avaliados
Elas são: terra, que verifica se as áreas de produção dos fornecedores estão livres de apropriações de terra; gênero, que analisa se as mulheres recebem um tratamento igualitário e justo; agricultores, que avalia o compromisso das empresas para que os agricultores familiares e de pequena escala não passem fome; trabalhadores, que considera o que as empresas dizem fazer para assegurar os direitos trabalhistas nas suas cadeias de suprimento; clima, que estima o quanto as empresas se comprometem para que sejam reduzidas as emissões de gases de efeito estufa nos produtores primários; transparência, que mede a divulgação das práticas de lobby e contribuições financeiras aos governos; eágua, que mede o compromisso em diminuir o uso de água e a manutenção dos mananciais.
Os alvos da campanha são Coca-Cola, Unilever, Associated British Foods (ABF), General Mills, Kellogg's, PepsiCo, Danone, Mars, Mondeléz e Nestlé. As empresas recebem uma nota para cada uma das categorias – que têm peso igual – e a soma dos resultados determina as posições da lista e o conceito (péssimo, muito ruim, ruim, razoável ou bom). Além da nota, o ranking exibe um texto justificando a avaliação em cada um dos itens. Os dados colhidos para a criação do ranking são informações públicas, divulgadas pelas próprias empresas.
O objetivo da campanha é informar aos consumidores sobre as cadeias de fornecimento dessas grandes empresas e a sua responsabilidade em cada uma delas. "É a estratégia da Oxfam para influenciar as práticas e políticas do setor privado alimentício. São 10 empresas que monopolizam a produção de alimentos no mundo, e movimentam recursos enormes", conta Veronica Barbosa, coordenadora de Mídia e Comunicação da Oxfam no Brasil.
Segundo ela, a Por Trás das Marcas é fruto da Campanha Cresça, que existe em 40 países. "A campanha é para que o sistema de alimentação e produção seja menos dominado pela influência do capital e pelo agronegócio, que tem seu papel, mas também tem um efeito nefasto na agricultura e segurança alimentar", afirma.
Um exemplo de hábito que atende a essas exigências é o consumo de alimentos sazonais na sua época de colheita no Brasil. Dessa forma, evita-se que esses mesmos alimentos venham de milhares de quilômetros de distância, o que contribuiria para a emissão de carbono na atmosfera. Esse fator compõe o caráter holístico da campanha, como destaca Veronica, afinal ela trata de aspectos sociais, econômicos e ambientais.
Desde o início do projeto, as grandes empresas já foram avisadas sobre a criação do ranking. "Esperávamos que reagissem desde o início. Recebemos informações das empresas o tempo inteiro, mas achamos que não reagiram com a rapidez e energia que gostaríamos", diz Veronica. A interlocução entre a Oxfam e as empresas é uma das três frentes de atuação para propiciar mudanças. As outras duas são a sensibilização do consumidor e a divulgação das informações pela mídia – ainda superficial, na avaliação de Veronica.
Empresas
A Coca-Cola, a Unilever, a Danone e a PepsiCo, empresas consultadas pelo Terra, reforçaram seu compromisso com a sustentabilidade, com a transparência das ações em seu sistema de produção e com o objetivo de melhorar sua posição em questões socioambientais avaliadas por campanhas como a Por Trás das Marcas.
"Como parte do compromisso de transparência da Coca-Cola Company na adoção de práticas sustentáveis e responsáveis, estamos trabalhando com a Oxfam para enfrentar os desafios globais de forma colaborativa", informa a empresa em comunicado à imprensa. "Como líder global de bebidas, a Coca-Cola Company está comprometida em fornecer práticas que promovam a agricultura sustentável e apoiem o nosso compromisso para a construção de comunidades mais sustentáveis. Nosso Guia de Princípios de Agricultura Sustentável reconhece e assegura os direitos das comunidades e povos locais para garantir o acesso à terra e aos recursos naturais, e respeita os Direitos Humanos e do Trabalho".
"Como parte de seu Plano de Sustentabilidade, a Unilever se comprometeu a obter 100% de suas matérias-primas agrícolas de fontes sustentáveis até o ano 2020", anuncia a empresa. "Progredimos bastante nessa área - aumentando a porcentagem de matérias-primas obtidas de fontes sustentáveis de 14%, em 2010, para 24%, em 2011, e para 36%, em 2012". A Unilever também informa que participa da Bonsucro, uma iniciativa sem fins lucrativos que busca a redução de impactos ambientais e sociais da produção de cana-de-açúcar, e que, compartilhando da visão da Oxfam sobre os direitos da posse de terras, estuda a melhor forma de implementar as Diretrizes do Comitê Mundial de Segurança Alimentar nessa área.
A PepsiCo esclarece que "possui um Código de Conduta Global para fornecedores. O documento tem como objetivo garantir que nossas operações estejam alinhadas às práticas que respeitam as relações de trabalho, saúde e segurança, gestão ambiental e integridade nos negócios. Esse código vem sendo incorporado no processo de contratação dos fornecedores e já foi traduzido para mais de 25 idiomas. Para aprimorar ainda mais o documento, a PepsiCo está lançando processos cada vez mais rigorosos para responsabilidade, comprometimento, avaliação e mitigação de riscos. (...) continuamos empenhados em trabalhar com parceiros e organizações externas, como a Oxfam".
Já o Grupo Danone diz que "respeita a abordagem adotada pelo relatório da Oxfam, mas ressalta que emprega uma abordagem diferente, cujas prioridades são definidas de acordo com a capacidade de ter um impacto positivo e valer-se de sua experiência consolidada para o tema. Vale ressaltar que, ano após ano, as conquistas da Empresa no âmbito da sustentabilidade são reconhecidas pelas principais agências de rating do mundo, incluindo uma classificação de 97/100 do Carbon Disclosure Project, 83/100 do Dow Jones Sustainability Index (DJSI), o melhor da categoria para gestão de fornecedores".
Açúcar
No Brasil, as atenções da campanha voltam-se principalmente às empresas Coca-Cola, PepsiCo e ABF (que gere a Ovomaltine, entre outras marcas). Elas são as maiores consumidoras de açúcar no mundo, enquanto o Brasil configura-se como o maior produtor. "O que acontece é que hoje as condições de trabalho mais degradantes estão associadas à produção de cana-de-açúcar. E nesse setor, há também apropriações injustas de terras", acusa Veronica.
De acordo com o estudo de caso feito pela Oxfam, a produção de açúcar no Brasil dobrou entre 2000 e 2010, em razão do aumento do seu preço internacional e da demanda interna de etanol. Nessa mesma década, as terras ocupadas com plantações de cana em Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso subiram de 4,2 para aproximadamente 7,6 milhões de hectares.
Para atender a essa demanda, segundo o estudo de caso, a área para cultivo de cana-de-açúcar tem se expandido com extrema rapidez, o que acarreta efeitos como a derrubada de mata nativa e conflitos entre comunidades e empresas produtoras de commodities. Essa situação motivou a criação de um abaixo assinado destinado às três empresas, contra a apropriação injusta de terras.
Segundo o relatório O Gosto Amargo do Açúcar, produzido pela Campanha Cresça, o consumo mundial de açúcar e adoçantes mais do que dobrou entre 1961 e 2009. Até 2020, a estimativa é que a demanda cresça 25%.
Utilizada em larga escala desde o final do século 19, lâmpada incandescente deve desaparecer em breve por culpa de sua ineficiência energética
Foto: Arte Terra / Getty Images
Você talvez consiga imaginar sua vida sem muitos apetrechos tecnológicos que existem hoje. Mas certamente não se imagina vivendo em um mundo sem luz. E quando falamos em luz, difícil não pensar na lâmpada incandescente, presente na vida das pessoas desde sua disseminação comercial, no fim do século 19, por conta de Thomas Alva Edison.
O problema é que as lâmpadas incandescentes não são sustentáveis: gastam mais energia, iluminam menos e têm vida útil menor do que os produtos mais recentes – ao menos seis vezes inferior do que a das fluorescentes, por exemplo. "Elas produzem 5% luz e 95% calor. Com a sua substituição por outras tecnologias, o meio ambiente ganhará com a menor produção de calor, de CO2 e, portanto, de efeito estufa. O País ganhará economizando recursos para gerar e transmitir energia", explica Isac Roizemblatt, diretor Técnico da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux).
A iluminação corresponde a 15% do gasto com energia elétrica em um lar brasileiro médio, segundo estudo realizado pela Eletrobrás em 2007. Esse percentual tende a ser reduzido, já que a comercialização das incandescentes tem diminuído em relação à das novas lâmpadas. Por lei, caso não atinjam maior nível de eficiência, elas deixarão o mercado brasileiro nos próximos anos.
De acordo com levantamento da Abilux, em 2011 e 2012, no Brasil, foram vendidas 300 milhões de lâmpadas incandescentes, 200 milhões de fluorescentes compactas, 90 milhões de fluorescentes tubulares, 20 milhões de halógenas e 250 mil LEDs. Considerando as vendas de 2012 e 2013 (com a estimativa de vendas até o final do ano), o número de vendas é, respectivamente, 250 milhões, 200 milhões, 90 milhões, 20 milhões e 500 mil.
Confira a seguir alguns dados sobre os tipos de lâmpadas existentes hoje no mercado.
NO CASO DAS MULHERES, POR EXEMPLO, AS PIORES CONSEQUÊNCIAS ESTÉTICAS SÃO CABELOS DANIFICADOS E CRESCIMENTO EXCESSIVO DE PELOS NO ROSTO E NOS BRAÇOS
Você sabia que o cigarro também pode danificar os fios de cabelo e antecipar o aparecimento de brancos? Os estragos que o cigarro causa no corpo humano:
No caso das mulheres, por exemplo, as piores consequências estéticas são cabelos danificados e crescimento excessivo de pelos no rosto e nos braços. A explicação é que o fumo aumenta os níveis do hormônio masculino testosterona.
A pele dos fumantes é mais propensa a ter manchas e infecções, como acne (espinhas). Além disso, a pele do fumante parece insalubre porque os produtos químicos da fumaça do cigarro promovem a perda da elasticidade.
Para se ter uma ideia, os não-fumantes têm cinco vezes menos rugas que as pessoas que fumaram um maço por dia durante 25 anos.
As mulheres que fumam um maço de cigarros ou mais por dia são mais propensas a períodos menstruais irregulares e menopausa precoce. Os homens que fuma têm duas vezes mais chances de apresentar problemas de ereção, já que a nicotina prejudica o fluxo de sangue para o pênis. Outro problema provoca pelo fumo é em relação à fertilidade.
As toxinas do cigarro diminuem a concentração e a mobilidade dos espermatozoides no sêmen, prejudicando a estrutura da célula. Além de prejudicar o pulmão, o cigarro também aumenta o risco de úlceras no estômago. Isso porque a nicotina reduz a capacidade do estômago combater uma bactéria que provoca a doença.
Este curso vai mostrar o que sustentabilidade tem a ver com você e como esse conceito tem provocado grandes mudanças nas pessoas e organizações. Por meio de situações cotidianas vividas pelo personagem Roberto, você vai descobrir um novo jeito de ver e de agir. Um jeito que é bom para a sociedade, para o planeta e para os negócios.
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Plano de Dilma tentará esvaziar discurso de Marina
No momento em que a oposição se prepara para atacar a política ambiental do governo, a presidente disse que o país pode crescer protegendo o meio ambiente
Dilma Rousseff durante lançamento do Plano Brasil Agroecológico: o programa visa ampliar a produção e o consumo de alimentos orgânicos e agroecológicos
Brasília - Em discurso durante o lançamento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica - Brasil Agronegócio, a presidente Dilma Rousseff disse que o país pode crescer com melhor distribuição de renda e protegendo o meio ambiente. "É possível que o Brasil cresça e proteja o meio ambiente", disse a presidente.
O discurso acontece num momento em que a ex-senadora Marina Silva se alia ao presidenciável Eduardo Campos para a sucessão de 2014 e a oposição se prepara para atacar a política para o meio ambiente do atual governo, com a bandeira da sustentabilidade.
No discurso, Dilma disse que o país tem dado passos significativos na construção de um padrão de desenvolvimento sustentável. Segundo ela, cresce a importância e consciência sobre agroecologia e a agricultura orgânica. "É crescente no planeta", afirmou.
O Brasil Agronegócio visa ampliar a produção e o consumo de alimentos orgânicos e agroecológicos. No início do evento, o ministro da Agricultura, Antonio Andrade, foi vaiado pela plateia. O plano tem por objetivo articular políticas e ações de incentivo ao cultivo de alimentos orgânicos e com base agroecológica.
O investimento inicial será R$ 8,8 bilhões, divididos em três anos. Desse total, R$ 7 bilhões serão disponibilizados via crédito agrícola por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Plano Agrícola e Pecuário e R$ 1,8 bilhão será destinado para ações específicas, como qualificação e promoção de assistência técnica e extensão rural, desenvolvimento e disponibilização de inovações tecnológicas e ampliação do acesso a mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Ao lado da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, Dilma disse hoje que a execução do plano de agroecologia é compromisso do seu governo.
"É possível uma produção rural compatível com o meio ambiente", afirmou a presidente. Segundo Dilma, o governo também pretende ampliar o PAA, alvo de suspeitas de irregularidades apuradas pela Polícia Federal, e incentivar a produção agrícola de baixo carbono.
"Nós queremos também uma produção agroecológica", disse. Ao falar sobre os investimentos no setor, a presidente informou que foram direcionados mais de R$ 4,5 bilhões em agricultura de baixo carbono na safra de 2013-2014.
Dilma anunciou também que o governo prepara um decreto com 100 desapropriações para a reforma agrária até o final do ano. "Vamos seguir trabalhando juntos, cada um com sua visão, por uma agricultura sustentável", defendeu. Ao final do discurso, Dilma prometeu levar creches e profissionais do Programa Mais Médicos para o meio rural.