sábado, 6 de outubro de 2012

Gasolina é quase de graça, mas não tem água potável nas edificações da Venezuela!


Apenas dez dias em Caracas e Isla Margarida não são conclusivos, mas infelizmente, os indícios da "insustentabilidade" foram muito fortes...







Parque Generalísimo Francisco de Miranda (ex-Parque Del Este) em Caracas
de autoria de Burle Marx
Fotos: Parquessustentáveis


Planta do parque del Este, o principal trabalho de Burle Marx fora do Brasil. 
Fonte: Fernando Serapião Saiba mais: http://www.arcoweb.com.br/artigos/fernando-serapiao-parque-del-23-10-2008.html




 Fotos: Parquessustentáveis























Parque Nacional Laguna de La Restinga - Isla Margarita









Incrível: A gasolina é quase de graça, mas não tem água potável nas edificações da Venezuela! 


Para beber ou cozinhar: Só água mineral engarrafada...


Detalhe da água não potável para descarga de sanitários...e não tem captação de água de chuva, reciclagem ou educação ambiental...Estão na década de 80...




Sem comentários...




A agência de viagem...Caraca! Nada sustentável!

A começar pela agência de viagens Ávilatutur , que lhe cabe perfeitamente a propaganda "la garantia soy yo!": Foi um total desastre devido à falta de preparo e compromisso para atender turistas brasileiros e "chinos", como são denominados os asiáticos por lá. 
Em que pese a situação economica da Venezuela, fomos literalmente enganados, desprezados, abandonados, ignorados, discriminados nos 10 dias de estadia...destacando a péssima qualidade (ou será amadorismo?) dos serviços prestados pela equipe venezuelana desta empresa Ávilatutur, com filial em São Paulo. 
O Hotel La Floresta de Caracas (*) e Hotel Puerta Del Sol Porlamar (***) em Isla Margarita,  indicados pela empresa são de categoria muuuito inferior e o atendimento foi pior ainda para nós, brasileiros "chinos", chegando à discriminação.
O transporte da Ávilatutur eram terceirizados com veículos improvisados, sem guias turísticos, equipe de suporte e de passeio de jipe "meia boca", com banheiros sem água ou papel, comida ruim e descortesia da equipe Ávilatutur. 

Conclusão: Foi a pior viagem que fizemos. A Ávilatutur é "chinfrim", não é confiável e não recomendo nem para turismo ecológico. A referência do melhor deles, para nós é o pior. Não são acolhedores, não dão retorno e nem conseguem resolver problemas. 
Os guias do catamarã nem tiraram nossas fotos para "recuerdos"...
Não tratam bem os brasileiros e odeiam asiáticos (e são parceiros da China... dá para entender?).
Não recomendo!  Nada sustentável!.



Protestos contra e a favor de Maduro registram ao menos três mortes na Venezuela

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/02/1411342-protestos-contra-e-a-favor-de-maduro-registram-um-morto-na-venezuela.shtml


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Um suposto militante chavista, ex-membro da Polícia Municipal de Caracas (Policaracas), um estudante de comércio e um de direito morreram ontem durante enfrentamentos ocorridos em marcha realizada na capital da Venezuela, Caracas, no chamado Dia da Juventude.
O confronto eleva a tensão no país e pode levar a retaliação do governo contra opositores, uma vez que o ex-policial era um líder importante do chavismo.
A passeata no centro da cidade, que reuniu milhares de pessoas, foi organizada por estudantes para reivindicar mais segurança no país. Também pediam a libertação de estudantes que haviam sido presos em protestos recentes.
O presidente do Parlamento da Venezuela, Diosdado Cabello, confirmou a morte do militante e atribuiu-a ao fascismo.
"O fascismo estava ali, ali no Ministério Público, e o estavam caçando, um camarada íntegro, lutador (...). Ele foi brutamente assassinado pelo fascismo", disse Cabello ao fazer o anúncio da morte durante uma cerimônia no Estado de Aragua (na região centro-norte do país).
O Ministério Público disse que o homem morto era um lutador revolucionário, que fazia parte de um grupo chavista do bairro 23 de Janeiro, um reduto tradicional do oficialismo venezuelano.
A data de 23 de janeiro remete à queda da ditadura de Marcos Pérez Jiménez, em 1958.
Segundo fontes oficiais, a vítima é Juan Montoya, 40, membro do Coletivo José Leonardo Pirela do 23 de Janeiro.

Protestos antigoverno na Venezuela

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Jorge Silva/Reuters
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Manifestantes jogam pedras contra os policias
De acordo com o relato do presidente da Assembleia, a morte ocorreu na zona oeste de Caracas, num local conhecido como Candelária, onde fica o Ministério Público, local terminou a marcha convocada pelos estudantes e pela oposição.
Em resposta à marcha antigovernista, apoiadores do governo também realizaram passeatas ontem.
O ex-integrante da Policaracas morreu em consequência de dois disparos, um na cabeça e um no peito, durante enfrentamentos entre membros armados dos Coletivos 23 de Janeiro e estudantes.
Esses coletivos são considerados controversos por se envolverem em episódios de violência e porque, para os críticos do governo, são grupos armados paraestatais, espécies de "milícias" governamentais.
Cabello aproveitou para pedir "calma e cordura" aos Coletivos de 23 de Janeiro, pois "isso é uma provocação da direita". Ele, no entanto, disse que "os assassinos deste camarada, deste compatriota, pagarão pelo ato".
A fala do presidente do Parlamento foi transmitida pela televisão estatal.
ATAQUES
Maduro, um ex-motorista de ônibus e sindicalista, afirmou que as manifestações pretendem destituí-lo do poder, apenas dez meses depois de ter assumido o cargo.
"Querem derrubar o governo legítimo que eu comando. Não vão poder, mas vão causar danos à Venezuela", disse Maduro durante um discurso na noite de terça-feira.
"Retratem-se a tempo, e depois, se não se retratarem, não se declarem perseguidos políticos, porque eu vou aplicar a lei e a Constituição com severidade absoluta contra golpistas, desestabilizadores e setores violentos", acrescentou.
Mas os manifestantes, na maioria estudantes, responderam com firmeza. "Quanto mais repressão, os estudantes seguirão mais e mais para a rua", disse a dirigente estudantil Tamy Suárez, em Caracas.
Em 2002, protestos massivos da oposição terminaram levando a um breve golpe de Estado que tirou do poder o falecido presidente Hugo Chávez por 36 horas, mas o líder voltou respaldado por um grupo leal do Exército e graças a partidários que inundaram as ruas pedindo a sua permanência no cargo. 

19/09/2012 - 12h51

Venezuela é o pior lugar do mundo para negócios, aponta pesquisa


DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON
DE SÃO PAULO


Atualizado às 15h17.
A Venezuela é o pior lugar do mundo em termos de facilidade para se abrir uma empresa ou exercer a liberdade econômica, segundo um relatório sobre 144 nações divulgado nesta quarta-feira pelo liberal Instituto Cato.
O Brasil ocupa a 105ª posição, bem abaixo do Chile (10ª posição), o Paraguai (81ª posição) e o México (91ª), para citar somente seus pares latino-americanos. A Argentina está na 127ª posição.
Hong Kong lidera a lista da Liberdade Econômica, com nota 8,90 em uma escala de 0 a 10, segundo a metodologia deste instituto e com base em dados de 2010. Em seguida, estão Cingapura (8,69) e Nova Zelândia (8,36).
Os Estados Unidos, que costumava estar entre os primeiros colocados nos anos 1980, foi caindo até ficar na posição 18.
O instituto americano defende os postulados de economistas como Milton Friedman (1913-2006) ou o austríaco Friedrich Hayek (1899-1992), ambos Prêmios Nobel e partidários do máximo de liberdade econômica possível e de um papel limitado do Estado.
A Venezuela ostenta uma pontuação de 4,07 pontos.
Em penúltimo lugar, está Mianmar (4,29) e, em antepenúltimo, Zimbábue (4,35), ambos países sujeitos a sanções da comunidade internacional.
Venezuela, Argentina, Islândia e Estados Unidos registram as piores quedas na lista desde 2000, destaca o Instituto Cato.

RICO EM RECURSOS
"A Venezuela é um país rico em recursos e com as piores instituições econômica da América Latina", criticam os autores, que recordam que o Banco Mundial também situa este país no último lugar em seu índice anual sobre liberdade empresarial.
Para estabelecer sua lista, o Instituto Cato e os economistas associados ao projeto levam em conta 24 variáveis, agrupadas em cinco categorias: o peso do governo, o sistema legal, a política monetária e os dados econômicos, e a liberdade comercial e a regulação.
Na América Latina, os países mais livres economicamente são o Chile, o Peru, o Panamá, a Colômbia e o México.
"Comparados a outros países, a maioria das nações latino-americanas têm governos cujo porte é pequeno, mas seus sistemas legais estão politizados", explica o texto.

RANKING

Confira a posição das maiores economias

- Estados Unidos: 18º lugar
- Japão: 20º lugar
- Alemanha: 31º lugar
- França: 47º lugar
- Itália: 83º lugar
- México: 91º lugar
- Rússia: 95º lugar
- Brasil: 105º lugar
- China: 107º lugar
- Índia: 111º lugar
Fonte: Instituto Cato


04/10/2012 - 18h43

Venezuela reduz desigualdade, mas sofre com escalada da violência

ABRAHAM ZAMORANO
DA BBC MUNDO, EM CARACAS



Venezuela Vota
Ele gosta de ser chamado de Kevin. Tem 25 anos, mora em um subúrbio de Caracas, se autodenomina bandido e considera natural roubar e matar. "Isto é uma guerra de poder. É preciso se fazer respeitar. Se alguém faz algo louco, [como] um massacre, mata dois ou três com tiros na cara, o outro vê como exemplo e quer fazer algo pior", diz ele.

Kevin já não vive no bairro onde cresceu porque "ficou perigoso demais". "Havia gangues que matavam gente inocente, e nós começamos a nos defender. Por isso você se mete em problema: ou morre, ou mata."
O jovem é um dos muitíssimos venezuelanos que interiorizaram uma situação que mais se assemelha a um filme do velho oeste. Mas não se considera um dos "maus que gostam de matar inocentes".
Parte de uma família desestruturada, educado em áreas urbanas em que reinam as drogas e faltam condições de moradia, Kevin vive sob a certeza de que por muito tempo seus atos permanecerão impunes, apenas engordando as estatísticas que colocam a Venezuela entre os países mais perigosos da América Latina.
Não é à toa, portanto, que a insegurança seja um dos temas-chave da campanha eleitoral para o pleito presidencial que será disputado no próximo domingo, quando o presidente Hugo Chávez enfrentará nas urnas o opositor Henrique Capriles.

PROBLEMA
A Venezuela está mais perigosa e, ao mesmo tempo, menos desigual. Um recente estudo do braço de moradia das Nações Unidas apontou que o país tem a menor desigualdade de renda na América Latina. Sendo assim, o caso venezuelano parece mostrar que a origem da violência não é necessariamente a pobreza; ou, ao menos, que o fenômeno é muito mais complexo.
Não há estatísticas oficiais sobre violência nos últimos sete anos. A cifra mais recente é do ministro de Interior e Justiça, Tareck el Aissami, que falou em 48 homicídios a cada 100 mil habitantes em 2010. Mas o número é menor do que o fornecido pela ONG Observatório Venezuelano da Violência, que calcula que haja 57 homicídios para cada 100 mil pessoas no mesmo ano.
Chávez já admitiu que o problema é "grave" e reagiu com a criação do plano "Grande missão para toda a vida", prometendo prevenção, investimentos em forças de segurança e reforma judicial.
O presidente afirma que, nos seus 14 anos no poder, seu governo tem combatido a criminalidade por meio de programas de redução da pobreza. Mas reconheceu que "a Venezuela é um exemplo de que não bastam políticas sociais para reduzir os índices de violência criminal."
Mas afirma que o maior crescimento da criminalidade ocorreu na década de 90, "por culpa de políticas neoliberais".
DESIGUALDADE
Segundo a ONU, o índice de Gini (que mede a desigualdade) da Venezuela é de 0,41, o melhor da América Latina (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade). A taxa de pobreza urbana no país passou de 49% em 1999 para 29% em 2010. A taxa é um pouco menor que a do México (32%), país que, mesmo em plena "guerra contra o narcotráfico", registra uma taxa de homicídios muito menor, estimada em 18 a cada 100 mil habitantes.
Para Roberto Briceño, responsável pelo Observatório Venezuelano da Violência, a situação é "trágica".
"[A Venezuela] É o único país que, em 12 anos, triplicou a taxa de homicídios, sem haver guerras ou eventos 'espetaculares'. É trágico pela falta de resposta das autoridades e a falta de proteção aos cidadãos", afirmou, alegando que, no mesmo período, cidades como São Paulo e metrópoles colombianas reduziram suas taxas de homicídio.
Briceño afirma que, "ao considerar que a violência e o crime têm sua origem na pobreza e no capitalismo", o governo optou por "não se mostrar como repressivo" à criminalidade.
"A noção de que diminuir a pobreza reduzirá a violência é falsa, a explicação não está na desigualdade", opina. "A explicação está na institucionalidade, nas regras do jogo que regem a sociedade."
O "nível" de impunidade também contribui para esse cenário, diz ele. "Em 1998, para cada cem homicídios, houve 118 detenções. Em 2011, esse número caiu para nove. Isso quer dizer que a impunidade é total -em 91% dos casos, sendo otimista. Não há processos nem condenações. Não há motivos para não delinquir na Venezuela."



COEFICIENTE DE GINI DA VENEZUELA É 0,39...







Reeleito pela 3ª vez, Chávez deve nacionalizar bancos, indústria alimentícia e saúde

Lourival Sant´Anna analisa a campanha intensa do presidente da Venezuela, que lhe deu nova vitória, mas ressalta desempenho da oposição. Eleição venezuelana representa sobrevida ao governo cubano.


24/05/2013 - 23h21

Capriles lamenta piadas sobre falta de papel higiênico na Venezuela



"Somos uma piada nos outros países. Já me ligaram de outros países para me perguntar, surpresos, porque não entendem como é que agora não se consegue papel higiênico na Venezuela. Eu não tenho como explicar isso", disse Capriles em um comício na cidade de Barquisimeto (oeste).

Há quase um mês, o papel higiênico sumiu das prateleiras dos supermercados de todo o país, devido a uma baixa na produção e nas importações. O problema foi debatido pelo primeiro escalão do governo venezuelano, seguido pelo anúncio do Ministério do Comércio da importação de 39 milhões de rolos.

A operação foi discutida e aprovada na Assembleia Nacional na última terça.

Para Capriles, as importações do governo não vão resolver o problema, porque a Venezuela conta com uma população de pouco mais de 29 milhões de habitantes.

"Teremos de andar com uma rolha, ou ninguém come, porque, além disso, dizem no governo que não tem papel, porque as pessoas comem muito e por isso vão muito ao banheiro", ironizou Capriles.

Nos últimos anos, os venezuelanos vêm enfrentando o desabastecimento periódico de diferentes alimentos e produtos, principalmente importados.

A cotação oficial do bolívar é 6,3 por dólar, mas o controle cambial disposto pelo governo fomenta um mercado paralelo, no qual o dólar chega quase a quintuplicar seu valor.







Jornal | 08/11/2013 22:45

Jornalista do Miami Herald está sob custódia na Venezuela


Correspondente foi detido por soldados da Guarda Nacional enquanto realizava uma reportagem sobre a escassez de produtos

Robert Sullivan/AFP
Sede do Miami Herald
Sede do Miami Herald: segundo informou, depois da detenção, o jornalista foi transferido à Direção Geral de Inteligência Militar (DGIM)
Miami - O correspondente-chefe para a região andina do jornal "The Miami Herald", Jim Wyss, foi detido ontem na Venezuela por soldados da Guarda Nacional enquanto realizava uma reportagem sobre a escassez de produtos e as próximas eleições municipais nesse país.
Segundo informou "The Miami Herald" nesta sexta-feira, depois de sua detenção o jornalista foi transferido à Direção Geral de Inteligência Militar (DGIM) em San Cristóbal, no estado de Táchira, onde se encontra detido sob custódia.
Os editores do principal jornal do sul da Flórida mantiveram diversas conversas com funcionários do governo venezuelano para conseguir que Wyss seja posto em liberdade, enquanto o Ministério do Poder Popular para a Comunicação e a Informação da Venezuela não pôde esclarecer as causas da detenção.
"Estamos muito preocupados", declarou a diretora-executiva do "Herald", Aminda Marqués Gonzalez, que ressaltou que não existem indícios para a detenção do repórter.
"Estamos tentando determinar o que é o que está acontecendo. Estamos pedindo que Jim Wyss seja libertado imediatamente", ressaltou.
De acordo com declarações de alguns jornalistas na cidade de San Cristóbal, Wyss foi visto em custódia na tarde de hoje.
"Esteve aí por mais de 12 horas e segue sob custódia", disse a jornalista do jornal venezuelano "El Universal", Lorena Arráiz, em declarações recolhidas pelo "Herald".
Arráiz confirmou que conseguiu ver ao repórter, que " parecia bem", embora não tenham deixado que outros jornalistas se aproximassem para fazer perguntas.

10 Most Corrupt Countries





Preços | 31/12/2013 09:06

Venezuela termina 2013 com inflação mais alta da AL



Inflação na Venezuela chegou a 56,2% em 2013, a mais alta da América Latina e quase o triplo da registrada há um ano

Marcelo Daniel Brusa, da 
Juan Barreto/AFP
Presidente venezuelano Nicolás Maduro durante coletiva de imprensa
Presidente venezuelano Nicolás Maduro: 2013 encerra com "inflação acumulada, especulativa (...) criada por uma economia capitalista parasitária, de 56,2%", afirmou
Caracas - A inflação na Venezuela chegou a 56,2% em 2013, a mais alta da América Latina e quase o triplo da registrada há um ano, informou o presidente Nicolás Maduro nesta segunda-feira.
O ano de 2013 encerra com uma "inflação acumulada, especulativa (...) criada por uma economia capitalista parasitária, de 56,2%", afirmou Maduro, em uma entrevista coletiva.
Pouco antes, com quase um mês de atraso, o Banco Central da Venezuela (BCV) havia publicado o índice de inflação de novembro - de 4,8% - junto com o de dezembro - de 2,2%.
O BCV destacou a "paulatina tendência à desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)", em comparação com os 5,1% registrados em outubro.
Para enfrentar a "guerra econômica", antes das eleições municipais de 8 de dezembro último, o herdeiro político de Hugo Chávez ordenou cortes nos preços de eletrodomésticos, roupas, carros, móveis e brinquedos, sob a ameaça de prender os comerciantes.
"Se a Venezuela não estivesse sujeita a essa guerra econômica, teríamos uma inflação de um dígito, e não de 56%", justificou Maduro.
O presidente também afirmou que os controles do governo detectaram "uma bolha inflacionária no setor de alimentos acima de 3.000%. Se não existisse o sistema alimentar (subsidiado pelo governo), teria havido fome", garantiu.
O presidente advertiu que "2014 será o ano da instauração de uma nova ordem econômica interna", na transição para o socialismo e, nesse processo, "um elemento poderosíssimo será a nova Lei de Custos, Lucros e Preços Justos".
No âmbito dos poderes especiais que permitem ao presidente governar por decreto durante um ano em temas ligados à economia, a nova lei fixará as margens de lucro em todas as etapas da cadeia produtiva.
18/02/2013 17:54

Brasileiro é morto em assalto na Venezuela

Ernandes Gomes foi baleado ao fazer uma parada em uma estrada entre as cidades de Anaco e El Tigre

Morador de Boa Vista, em Roraima, Ernandes levou um tiro de escopeta no pescoço / Reprodução/Facebook

O brasileiro Ernandes da Silva Gomes morreu durante um assalto numa estrada entre as cidades de Anaco e El Tigre, no estado de Anzoátegui, na Venezuela. Morador de Boa Vista, em Roraima, Ernandes estava em Ilha Margarita e voltava para a casa com a esposa, Nice, o filho, Mateus, e um amigo. No caminho, eles fizeram uma parada e, quando entravam novamente no carro, um homem anunciou o assalto. O brasileiro levou um tiro de escopeta no pescoço, segundo relato de amigos e familiares no Facebook.
Relato/ Nice, Mateus e o amigo de Ernandes não foram feridos e passam bem. O filho do brasileiro relatou na rede social, no domingo, o ocorrido: “Não tenho palavras para descrever o que acaba de acontecer nem de onde estou tirando forças para escrever isso. Na volta de Margarita para Boa Vista, na estrada próximo a El Tigre, fomos vítimas de um assalto onde meu pai, Ernandes da Silva Gomes, foi baleado covardemente e veio a falecer. Depois de horas esperando ajuda e dando depoimentos, estamos em um hotel para logo em seguida tentar resolver nossa delicada situação com o consulado. Estamos muito abalados”, disse Mateus, na rede social.
Em relatos no Facebook, amigos informam que o corpo foi encaminhado para autópsia em El Tigre. O governo de Roraima confirmou ter disponibilizado uma aeronave para fazer o traslado do brasileiro.

Design verde: a tendência que está ganhando o mundo


Sustentabilidade    05/10/2012 12:22


Confira alguns projetos criativos que estão surgindo nesse mercado efervescente



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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vacas transgênicas


02/10/2012 - 13h30

Vacas transgênicas produzem leite que não causa alergia

RICARDO BONALUME NETO
DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1162609-vacas-transgenicas-produzem-leite-que-nao-causa-alergia.shtml


Cientistas conseguiram criar na Nova Zelândia uma vaca transgênica cujo leite não produz uma proteína que causa alergia em bebês. Como escrevem os autores do estudo publicado na revista científica americana "PNAS", "nos países desenvolvidos, entre 2% a 3% das crianças são alérgicas a proteínas do leite de vaca no primeiro ano de vida".
O estudo foi feito por cinco pesquisadores da empresa estatal de pesquisa AgResearch e da Universidade de Waikato, liderados por Goetz Laible.
A proteína que causa a alergia é conhecida como BLG, sigla para beta-lactoglobulina. Ela não existe no leite humano, mas é comum no leite de vacas e ovelhas.
Deu muito trabalho chegar à bezerra transgênica cujo leite não tem BLG. Foram necessários estudos em células; depois, em um modelo genético com camundongos; e, por fim, o teste com bovinos.
Existem fórmulas "hipoalergênicas" para bebês, mas o resultado não é perfeito: o leite pode ter gosto amargo, e o custo é elevado.
Tentar tirar os genes da BLG dos bovinos também não deu certo. A equipe de Laible resolveu usar outra técnica de engenharia genética, usando a "interferência de RNA", método que usa um dos ácidos nucléicos para inibir a ação de certos genes.
Depois dos testes com células, foram testados camundongos que foram modificados para imitar a glândula mamária de uma ovelha (onde se produz a BLG). O "micro RNA" da técnica cortou em 96% a produção da proteína BLG.
Obviamente custa mais barato fazer os testes em células e em camundongos do que ficar produzindo bezerros e bezerras. Mas, uma vez demonstrado que a coisa funcionava, o próximo passo foi partir para criar um bovino transgênico _claro, uma fêmea.
Foram clonados 57 embriões e o resultado foram cinco gestações; uma resultou em uma fêmea, mas que nasceu sem a cauda... Mas o problema parece estar ligado à técnica de clonagem, não à modificação da proteína do leite.
Apesar de ser uma mera bezerra, com o uso de hormônios foi possível fazê-la lactar. A bezerra transgênica não tinha a proteína BLG, mas tinha maior índice de outras, as caseínas, no seu sangue.
Não se sabe muito sobre o papel da BLG, sua função biológica. Os estudos são difíceis por que não há modelos em camundongos capazes de produzir bons resultados. Mesmo a técnica de "interferência de RNA" ainda é algo novo nos estudos com animais de pecuária.
Como os autores admitem, ainda falta muito estudo para se ter vacas transgênicas produzindo o leite que se deseja.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Projeto Hydros




Publicado em 05/06/2012 por 
Personagens da Turma do Cocoricó são estrelas de filmetes do Projeto Hydros
O Projeto Hydros (www.projetohydros.com), campanha de conscientização pública da Mexichem Brasil voltada para a preservação dos recursos hídricos, ganha importantes aliados a partir de 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, quando estreia a série "Pílulas de Cultura" focada no tema da água, com a Turma do Cocoricó.

30/09/2012 - 12h00

Personagens do 'Cocoricó' falam sobre importância da água

DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/1161155-personagens-do-cocorico-falam-sobre-importancia-da-agua.shtml


Para marcar o Dia Interamericano da Água, comemorado em 8 de outubro, o projeto Hydros lança o vídeo "Tudo é Água", com a participação de personagens do programa "Cocoricó".
A estreia acontece no dia 6, na TV Cultura, no intervalo da programação da emissora. O vídeo fala da presença da água na vida das pessoas, das mais variadas formas, desde a água que se bebe até o suor que se transpira.
Através de campanhas e atividades em escolas, o Projeto Hydros foca na conscientização sobre o uso responsável da água.
No site do projeto, professores interessados em tratar do tema água podem ter acesso a uma cartilha ilustrada, que alia imagens e textos para tentar estimular o uso responsável.
A cartilha está disponível em versão completa (51 páginas) ou reduzida (11 páginas), nosite do projeto.
Joel Silva/Folhapress
Vista da usina hidrelétrica de Itaipu em Foz do Iguaçu, no Paraná
Vista da usina hidrelétrica de Itaipu em Foz do Iguaçu, no Paraná






..."apenas a redução da taxa de natalidade não será suficiente para garantir o desenvolvimento sustentável do planeta."


28/09/2012 - 12h04

"A demografia não é um destino", diz diretor do Fundo de População da ONU

DENISE MENCHEN
DO RIO

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1160727-a-demografia-nao-e-um-destino-diz-diretor-do-fundo-de-populacao-da-onu.shtml


Em outubro de 2011, a ONU anunciou que a humanidade tinha atingido a marca de sete bilhões de pessoas. Oito meses depois, em junho, a mesma entidade revelou que 222 milhões de mulheres no mundo querem evitar a gravidez, mas não têm acesso a métodos contraceptivos modernos. Dessas, 162 milhões estão nos 69 países mais pobres do mundo, especialmente em áreas rurais.
Para o diretor-executivo do Fundo de Populações das Nações Unidas, o nigeriano Babatunde Osotimehin, isso mostra que a demografia não é um destino. Em entrevista à Folha, ele defendeu a importância de garantir às mulheres meios de decidir se e quando ter filhos como forma de desacelerar o crescimento populacional e dar mais qualidade de vida para as pessoas. Mas alertou: apenas a redução da taxa de natalidade não será suficiente para garantir o desenvolvimento sustentável do planeta.
Leia os principais trechos da entrevista:
Folha - Muitos estudos científicos mostram que estamos ultrapassando vários limites do planeta, ao mesmo tempo em que a população mundial cresce em ritmo acelerado. Que tipo de perspectiva essas duas realidades trazem para a humanidade?
Babatunde Osotimehin - Quando se fala dos desafios ambientais e das mudanças climáticas, a resposta não está apenas no crescimento populacional. Neste exato momento em que conversamos, a parte do mundo que está contribuindo com a maior pegada de carbono não é o mundo em desenvolvimento, onde a população cresce. É muito importante ter isso em mente. Por outro lado, nesses locais onde a população está crescendo a aspiração é chegar à classe média e ter um consumo similar ao que existe no mundo desenvolvido hoje. Por isso precisamos de um novo paradigma para tratar dessa questão, por isso se fala tanto na economia verde.
De qualquer forma, desacelerar o crescimento da população parece importante...
Sim, e para isso é fundamental dar condições para mulheres e meninas fazerem suas próprias escolhas. É preciso assegurar que elas tenham acesso aos serviços de saúde reprodutiva, especialmente ao planejamento familiar, para que possam optar por ter apenas o número de filhos de que possam cuidar. Isso fará diferença não apenas para as mulheres, mas também para os orçamentos domésticos e para os países.
O que o senhor achou do fato de que, por pressão do Vaticano, a menção aos direitos reprodutivos femininos acabou excluída do documento final da Rio+20 [Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu em junho no Rio]?
Eu prefiro ver o copo meio cheio, não meio vazio. Quando o primeiro rascunho do documento foi divulgado, ele sequer mencionava a palavra saúde [a redação final fez menção à saúde reprodutiva]. Então trilhamos um longo caminho até aqui. E o documento final reitera a agenda que resultou da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, a agenda do Cairo. Isso significa que os direitos reprodutivos estão citados de forma implícita.
Quando se fala dos problemas ligados ao crescimento da população, muita gente os associa às previsões de Malthus [que dizia que a expansão da produção de alimentos não iria acompanhar o ritmo de expansão da população e aconselhava a abstinência sexual para diminuir a natalidade]. O senhor vê similaridades?
O malthusianismo não tem nada a ver com as discussões atuais. O jeito que abordamos a questão do crescimento populacional é diferente. Hoje muitos países têm políticas e programas específicos para o tema. O Brasil é um exemplo. Em 30 anos, o número de filhos por mulher caiu consideravelmente. E o mesmo está acontecendo em muitos outros países. Quanto mais conseguirmos engajar os governos, mais o que aconteceu aqui vai acontecer também em outros lugares.
Relatório recente divulgado pelo UNFPA destaca que a média das projeções populacionais apontam que seremos 10 bilhões ao fim do século, mas há estimativas que chegam a 16 bilhões...
A demografia não é um destino. A questão é o que faremos para não ultrapassar essa projeção média. Precisamos dar o poder de escolha para as mulheres. Mas muitos países no sul global ainda têm uma população muito jovem e assistirão ao crescimento de suas populações. Só que ele não será tão rápido como tem sido se as medidas necessárias forem tomadas.
Por outro lado, o envelhecimento da população também é um problema.
Essa é outra questão que deve ser abordada. Alguns países no mundo já estão elaborando políticas sociais para garantir que a população envelheça com dignidade. Porque isso vai ter consequências nas aposentadorias, nos serviços sociais, no sistema de saúde, na habitação, nos transportes... É algo para o qual não estamos preparados. E claro que esses países também vão perder competitividade. A produtividade vai cair porque eles não vão ter o mesmo contingente de jovens na indústria, nos serviços... Por isso, alguns países já estão fazendo esforços para rejuvenescer suas comunidades. A Dinamarca, por exemplo, conseguiu elevar o número de filhos por mulher, que estava abaixo de 2 e agora está em 2,1 ou 2,2. E isso só foi possível porque criaram uma série de políticas amigáveis para as mulheres, com licenças maternidade mais longas, segurança no trabalho e instalações para crianças nas proximidades dos locais de trabalho. Cada país tem que achar a solução para os seus desafios.
O senhor falou da perda de produtividade decorrente do envelhecimento da população, exatamente num momento em que o mundo precisa aumentar a produtividade para alimentar sua população crescente sem aumentar a pressão sobre recursos naturais. Isso não torna o desafio ainda mais difícil?
Isso nos leva de volta à questão da economia verde. No hemisfério sul há muitos jovens que estão em busca de educação, em busca de empregos, e eles podem ajudar a aumentar a produção de alimentos e de outros bens sem causar desequilíbrios ao meio ambiente. Não podemos esquecer que vivemos em um mundo globalizado, onde muito possivelmente as maçãs que são comidas em Nova York foram produzidas na África do Sul.
E qual o papel que a ciência e a tecnologia terão nesse novo cenário?
Um papel crucial. Em meados dos anos 60, havia uma previsão interessante de um dos maiores pesquisadores do mundo sobre população. Ele dizia que a Índia iria colapsar porque não seria capaz de alimentar sua população em crescimento. Mas a produção de comida na Índia cresceu tremendamente. E as tecnologias para aumentar a produção agrícola vão continuar a fazer diferença no futuro. Tem também a questão da água. Vamos ter que desenvolver tecnologias que nos permitam utilizar a água de forma melhor.
Quando se fala sobre crescimento populacional, o foco sempre está nas mulheres. Claro que são elas que dão à luz os filhos, mas o senhor não acha que deveria haver uma tentativa de envolver mais os homens nessa discussão?
Você está absolutamente correta. Nós sabemos que muitas decisões tomadas tanto no nível macro quanto no micro têm a participação dos homens. Em algumas culturas, até mesmo a decisão de a mulher ir para o hospital ou tomar medicamentos depende do homem. É essencial envolvê-los na discussão.
Em muitos países, questões religiosas e culturais acabam funcionando como uma barreira ao planejamento familiar. Como mudar isso?
Essas questões têm que ser abordadas com base na realidade de cada país. Temos que engajar os governos e as partes interessadas para garantir acesso aos serviços. É preciso fazer um diagnóstico de cada comunidade para ver qual a melhor forma de fazer isso.
E o senhor acha que o aborto deveria ser uma opção para uma mulher que teve uma gravidez indesejada?
O Fundo de População da ONU apoia o que já foi acordado na ONU, de que nos países onde o aborto é legal, ele tem que ser seguro. Mas é importante enfatizar que, se formos capazes de atender as necessidades das mulheres por planejamento familiar, vamos reduzir os abortos, porque elas terão o poder de fazer escolhas antes que seja tarde demais.