sexta-feira, 9 de março de 2012

Quanto custa para adotar a sustentabilidade numa obra? A resposta está aqui!



Comparativo técnico e econômico entre obras comerciais com características sustentáveis e convencionais

  http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/179/comparativo-tecnico-e-economico-entre-obras-comerciais-com-caracteristicas-sustentaveis-250069-1.asp



André Nagalli professor-doutor do Departamento de Construção Civil (Dacoc) Universidade Tecnológica Federal do Paraná nagali@utfpr.edu.br

A indústria da construção civil, grande geradora de empregos diretos e indiretos, possui significativa participação no desenvolvimento econômico mundial. No caso específico do Brasil, é responsável por 63% da Formação Bruta de Capital Fixo (IBGE, 2011) e 15% do Produto Interno Bruto movimentando cerca de R$ 400 bilhões/ano (Brasil, 2010). Estes números refletem a próspera fase que vive este setor.
A questão ambiental tem se tornado uma exigência de mercado cada vez mais contundente e gradativamente tem ocupado cada vez mais espaço nas prioridades das construtoras. Toledo et al. (2011), por exemplo, mostram que o cidadão curitibano está disposto a pagar até 15% a mais por um imóvel certificado. Em todo o mundo há diversas certificações que verificam se uma dada obra é sustentável. A norte-americana Leadership in Energy and Environment Design (LEED) e a francesa Haute Qualité Environment (HQE) são alguns exemplos de certificações estrangeiras. No território nacional há a certificação Alta Qualidade Ambiental (Aqua), baseada na HQE, sendo o primeiro referencial técnico para construções sustentáveis adaptado à realidade brasileira.
Tornar uma edificação sustentável demanda adoção de novos critérios, revisão de procedimentos, substituição de insumos, capacitação de mão de obra, reestruturação de equipe, entre outros aspectos. Toda esta alteração significa inserção de novos custos que influenciam diretamente no valor final do produto. Por sua vez, este suposto encarecimento da edificação é repassado da construtora para o consumidor. Nesta soma de situações as construtoras deparam-se com a seguinte questão: como convencer o cliente a comprar um produto mais caro?
Na grande maioria das vezes, o usuário final não possui o discernimento técnico para traçar um comparativo entre uma obra convencional e uma sustentável. Por exemplo, apresentar ao usuário a pegada de carbono de uma determinada construção exige que a construtora capacite seu respectivo cliente, inviabilizando o negócio. Focado neste problema, este trabalho tem como meta principal demonstrar o custo-benefício de uma edificação sustentável comparando o valor de uma obra convencional a uma com tecnologias sustentáveis, explicitando o chamado ponto de equilíbrio.


Método 
Em uma abordagem financeira, os manuais tradicionais de análises de projetos, independente de sua natureza, trazem uma série de ferramentas a serem utilizadas para a tomada de decisão de um determinado investimento (Martins, 2003). Dentre elas destacam -se Valor Presente Líquido, Taxa Interna de Retorno e Ponto de Equilíbrio.

Assim, procederam-se três estudos de caso compilando e equalizando informações de obras, concluídas ou em andamento, que possuem ou possuíram algum tipo de certificação verde visando avaliar sua economicidade. A primeira e segunda obras são os exemplos de edificação sustentável por possuírem certificações LEED, e a terceira obra serviu como exemplo de um empreendimento com sistemas construtivos convencionais.
A fim de resguardar o sigilo dos dados da construtora, os custos unitários foram convertidos para unidades monetárias (um) por meio de um fator de correção. Este índice corretor é um número absoluto e foi aplicado com a mesma regra e teor a todos os custos utilizados neste trabalho.
Em função da complexa análise probabilística, optou-se pela adoção da fórmula determinística que compõe o método chamado por Viggiano (2010) de simplificado conforme a equação 1:

Onde: 
Ri = retorno do investimento em meses 
C = custo total de implementação e manutenção do processo 
Ci = custo mensal do uso do insumo 
Q = quantidade do insumo economizado no mês



Estudo de caso 1 
Intitulada Obra 1, a construção foi idealizada para receber a certificação LEED, categoria Silver. O prazo de execução da obra foi de 16 meses. Possui área total construída de 14.588,26 m², em terreno de 20.250 m². É composta por três torres comerciais, das quais uma foi analisada. Esta possui 22 salas comerciais.

As alvenarias são de blocos cerâmicos, sendo que as vedações externas são no mínimo de 14 cm de espessura e duplas quando na fachada de maior incidência solar. Por sua vez esta fachada é coincidente com a testada da obra que possui maior interferência de ruídos das ruas e avenidas circunvizinhas.
As esquadrias de fachada são predominantemente structural glazing e os vidros, na sua maioria, tipo laminado incolor refletivo tendo como principal característica a não absorção do calor do meio externo.
As coberturas são basicamente de dois tipos: estrutura de madeira com telha dupla preenchida com isolante térmico ou lajes expostas às intempéries isoladas termicamente com elementos reciclados. Os revestimentos externos considerados na obra são do tipo granulados com cores claras, evitando a demasiada absorção de calor.
Avaliando os serviços de vedação, esquadrias, vidros, coberturas e revestimentos externos, nota-se que o conceito de transmitância térmica foi priorizado para tornar o sistema de climatização o mais eficiente possível, com menor consumo energético, atingindo automaticamente maiores pontuações na certificação sustentável anteriormente mencionada. O sistema de ar- -condicionado adotado foi o tipo Variable Refrigerant Flow (VRF).
A reduzida necessidade energética do sistema de ar-condicionado reflete num sistema de instalações elétricas menos carregadas de circuitos, possibilitando o investimento em outros insumos. Neste caso específico, foi considerado cabeamento estruturado, que torna a infraestrutura de cabos independente do tipo de aplicação e do layout. Ainda no que se refere à transmissão de energia elétrica foram projetados cabos de maior seção que possuem, como principal característica, menor perda de energia.
Para as instalações hidráulicas não há grandes diferenças no que se refere a um sistema convencional versus método sustentável. Apenas para os acabamentos foram adotados aqueles que proporcionam menor consumo para o usuário final. Por exemplo, bacias sanitárias e metais sanitários com fluxo diferenciado.



Estudo de caso 2 A exemplo do Estudo de Caso 1, também é um edifício corporativo concebido para receber a certificação LEED, categoria Silver. Possui área total construída de 12.683,40 m². É composto por dois pavimentos de subsolo que totalizam uma área de 2.799,25 m² e 90 vagas de estacionamento. A partir do pavimento térreo iniciam-se os serviços setoriais e 13 pavimentos-tipo.
As alvenarias externas seguem a linha de raciocínio de serem mais espessas nas regiões de maior incidência solar e são de blocos cerâmicos. As esquadrias destas paredes são do tipo structural glazing que sustentarão os vidros tipo laminado refletivo verde com espessura de 8 mm. Estes elementos, além de possuírem característica de tratamento térmico, também possuem isolamento acústico uma vez que são compostos por uma placa de vidro laminado de 5 mm, película plástica chamada polivinil butiral e uma placa de vidro laminado de 3 mm, criando uma descontinuidade sonora. Devido à projeção do subsolo ocupar 100% da área do terreno, existem poucas áreas de absorção e permeabilidade. Sendo assim, optou-se pela adoção de telhado verde nas lajes de cobertura. Este sistema, além do controle de escoamento pluvial, possui como principal característica a baixa transmitância térmica, contribuindo para que o sistema de ar-condicionado seja concebido com maior eficiência energética.
Na Obra 2 também será instalado sistema de climatização tipo VRF. Analogamente à Obra 1, as instalações elétricas foram idealizadas para atender um sistema de ar-condicionado de baixo consumo, possibilitando assim o investimento no cabeamento estruturado, tornando flexível o layout das salas corporativas. A área de seção de cabos também é mais robusta com a finalidade de miniminimizar as perdas de energia para o meio.
Para as instalações hidrossanitárias foram adotados os acabamentos que têm por princípio de funcionamento a economia de água tal qual a Obra 1. Uma estação de tratamento de águas cinzas promove o tratamento dos esgotos provenientes dos lavatórios e reutiliza o efluente tratado no fluxo das descargas das bacias sanitárias. Separadamente a esta estação, há também armazenamento e reúso de água de chuva para rega de jardim e limpeza de passeios.
De todas as técnicas que compõem a Obra 1 e a Obra 2, as mencionadas estão diretamente ligadas ao maior investimento do empreendedor e à racionalização do uso da obra pelo consumidor final. Itens que são de difícil mensuração não foram envolvidos nesta pesquisa. Por exemplo, não foi avaliado o quanto o treinamento de mão de obra, para executar um dado sistema sustentável, onera o custo da edificação e quanto é vantajoso para o cliente final possuir um produto executado por uma equipe melhor qualificada que pode diminuir a frequência de manutenção predial.

Estudo de caso 3 Denominada Obra 3, este empreendimento, também de uso comercial, é uma edificação concebida com sistemas e metodologias convencionais, ou seja, sem os critérios de sustentabilidade. Ainda em fase de viabilidade econômica, é usada neste trabalho como parâmetro de comparação com as Obras 1 e 2. Possui área total construída de 32.529,17 m².
As alvenarias externas são de blocos cerâmicos. As esquadrias são do tipo structural glazing e os vidros são do tipo laminados incolores, sem características reflexivas ou acústicas. A cobertura do empreendimento é composta por estrutura de madeira e telhas de fibrocimento ou lajes impermeabilizadas. O sistema de climatização é o sistema tipo multi-split convencional.
Para as instalações hidráulicas não foi adotado nenhum sistema distinto, isto é, as louças e metais são convencionais não possuindo fluxo diferenciado para o escoamento. Foi adotado sistema de contenção de água de chuva compulsório perante a legislação municipal. As instalações elétricas também são do tipo convencional não possuindo nem barramentos blindados tampouco cabeamentos estruturados.
Pelos elementos verificados deste empreendimento, se comparados com os itens similares dos estudos de caso 1 e 2, percebe-se que são obras distintas. No caso do terceiro empreendimento, como não havia a intenção de certificação em sua idealização, foi priorizado o menor aporte de verba.




Resultados Como são obras de períodos distintos, a primeira ação foi atualizar o custo de todas as três para a mesma data-base. Para isso utilizou-se a tabela de Custo Unitário Básico (CUB-PR) do Sinduscon-PR para indexação. Os custos foram calculados com base na data mais recente de orçamento, ou seja, no período da Obra 2. Uma vez criado cada respectivo índice de atualização, as planilhas orçamentárias das Obras 1, 2 e 3 tiveram seus custos alinhados. Primeiramente, nas tabelas 1 e 2 foram comparados os custos totais:
A comparação entre custos totais das obras demonstra que existe uma tendência de uma obra idealizada sustentável ser mais cara (11% a 24%) que uma obra com métodos convencionais. Embora seus custos estejam alinhados, não se pode ignorar o fato de que são obras distintas, com quantitativos diferentes. Isto implica que serviços inerentes ao tipo de obra podem, por hipótese, estar maximizando a diferença de custos entre as obras estudadas. Por exemplo, tipo de fundação dos empreendimentos.
Procedeu-se à análise detalhada dos sistemas escolhidos, dispositivo a dispositivo, de sorte a eliminar eventuais distorções, cujos resultados são apresentados em Okraska (2011) e que, de forma geral, mostram uma diferença média de custo da ordem de 11%. Em termos globais, ao verificar o delta de custo entre Obra 1 e Obra 3 e entre Obra 2 e Obra 3, para estes casos específicos pode-se afirmar que por serem sustentáveis, são em média 10% mais caros que se fossem concebidos de maneira convencional.
A fim de justificar o maior aporte de verba (10%), foi determinado o ponto de equilíbrio de cada sistema sustentável eleito, tanto para a Obra 1 como para a Obra 2. No que concerne aos aparelhos hidráulico-sanitários, utilizou-se como parâmetro C o valor de $ 2.116,75 UM, e como Q, que define a quantidade de insumo economizado, utilizou-se da norma NBR 5626 que estima o consumo de água para edifícios comerciais (60 l/hab/dia).
Na Obra 1 a população soma 1.080 colaboradores. Em um mês de 22 dias trabalhados, considerando-se a economia proporcionada pela adoção de bacias sanitárias de fluxo diferenciado (6 l para sólidos e 3 l para descarga de dejetos líquidos), chega-se a uma economia de 356,4 m³/mês.
O parâmetro Ci, a cobrança do insumo, foi definido de acordo com a tarifa da concessionária, em $ 89,74 UM para o consumo de 10 m³ de água e $ 10,16 UMpara cada metro cúbico excedente aos dez inicialmente cobrados. Utilizando o consumo real calculado, o custo total é de $ 10.851,21 UM. Para possibilitar a aplicação em ambos os métodos basta dividir o custo total pelo consumo total, obtendo $ 10,15 UM/m³. Pela equação 1, obtém-se Ri igual a 18 dias.
Analogamente, calculou-se o período de retorno para o sistema de climatização (7,92 anos) e instalações elétricas (7,86 anos). Finalizando o cálculo do ponto de equilíbrio para a Obra 1, adaptando-se a equação 1, tem-se Ri igual a 7,07 anos. O mesmo raciocínio foi aplicado à análise das Obras 2 e 3, sendo também detalhado em Okraska (2011). Estas etapas de cálculo foram suprimidas do presente artigo por uma questão de concisão.
Na Obra 2, o quesito aparelhos hidráulico- sanitários teve seu equilíbrio aos 49 dias. O sistema de climatização e serviços correlatos teve seu ponto de equilíbrio aos 8,91 anos. O sistema de tratamento de águas cinzas e águas pluviais teve seu ponto de equilíbrio aos 4,88 anos. O quesito instalações elétricas aos 10,35 anos. Desta forma, procedeu- se ao cálculo global do ponto de equilíbrio dos dispositivos sustentáveis da Obra 2 chegando-se a 6,70 anos.
Analisando os resultados finais das Obras 1 e 2 percebe-se que os maiores investimentos ocorrem nos sistemas que envolvem energia elétrica (instalações elétricas e sistema de climatização). Nota- se também que, para o caso específico das obras estudadas, estes sistemas tendem a pagar-se num período de médio prazo de 14 anos. Em contrapartida, os outros processos construtivos sustentáveis estudados (aparelhos hidráulico-sanitários e estação de tratamento de água e esgoto), além de constituírem um aporte de verba menor possuem um ponto de equilíbrio mais rápido e dinâmico, girando em torno de dois anos.
A análise financeira isolada de cada método construtivo pode taxar um dado sistema como caro e inviável ou até mesmo barato, viável e obrigatório. O que não se pode deixar de considerar é que, para a obtenção da certificação, diversas áreas devem ser pontuadas e vários critérios devem ser atingidos, eliminando assim a interpretação individual de cada processo.
Quando somados os resultados, as Obras 1 e 2 atingem seu ponto de equilíbrio em um período médio de sete anos, viabilizando o investimento. Portanto, sete anos após a inauguração as medidas de sustentabilidade das Obras 1 e 2 tornam-se agentes de economia para o cliente final.



Conclusão Os estudos econômico-financeiros realizados permitiram analisar a viabilidade de alguns dispositivos atualmente empregados em construções sustentáveis. Demonstrou-se que uma obra sustentável tende a exigir maior aporte de verba para sua idealização e construção, mas também que este acréscimo de custo torna-se um investimento com o uso da edificação, justificando-se no momento em que esta atinge seu ponto de equilíbrio.
Assim sendo, quando em negociação, o construtor pode apresentar ao investidor as diferenças percentuais existentes entre uma obra sustentável e uma obra convencional, que no caso específico deste trabalho foram em torno de 10% mais caras para empreendimento sustentável. Continuando na esfera do raciocínio financeiro, a construtora pode evidenciar junto ao cliente que, mantidos os mesmos critérios e metodologias analisadas, a obra sustentável pode se pagar em um prazo médio de sete anos e, a partir deste momento, o investimento em metodologias sustentáveis torna-se um agente de economia no edifício.
O principal mote desta pesquisa foi o comparativo de custo entre procedimentos sustentáveis versus metodologias convencionais, desconsiderando quaisquer critérios de "certo e errado" ou "melhor e pior". No entanto, é inegável o fato de que muitos dos processos construtivos da indústria da construção civil brasileira são insustentáveis e até mesmo predatórios e que, apesar disso, continuam sendo utilizados, pois estão consolidados mercadologicamente, tornando- se automaticamente mais baratos quando comparados com novos sistemas. É neste momento que cabe ao construtor o papel de conscientização junto aos seus clientes de que a obra sustentável (não necessariamente certificada), além de poder possuir vantagens técnicas e de não agressão ambiental, pode também, se bem planejada, justificar-se no aspecto financeiro durante sua vida útil.

LEIA MAIS
Instrução Normativa no 33, de 12 de julho de 2007. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Disponível em: . Acesso em: 18 dez. 2010. Brasil.
Produto Interno Bruto. Disponível em: . Acesso em: 05 mar. 2011. IBGE.
Contabilidade de Custos. E. Martins. Ed. Atlas. São Paulo, 2003.
Comparativo Tecno-Econômico entre Obras com Características Sustentáveis e Convencionais. F. Okraska. Monografia de Especialização. Programa de Pós-Graduação em Construções Sustentáveis, UTFPR. Curitiba, 2011
Pesquisa Mercadológica para Edifícios Residenciais Sustentáveis em Curitiba. B. A. S. Toledo; H. C. C. Bastos; L. O. C. Bastos; A. Nagalli. Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, Porto Alegre, RS. Anais, 2011.
Cartilha de Edifícios Públicos Sustentáveis. M. Viggiano. Senado Verde. Brasília, 2010.




Inacreditável! E o CREA?


6/Março/2012

Engenheiros desconhecem uso dos estribos


http://www.piniweb.com.br//construcao/tecnologia-materiais/engenheiros-desconhecem-uso-dos-estribos-252562-1.asp


Para Ricardo França, erros são continuamente cometidos por falta de informação


Luciana Tamaki

No seminário Concreto - Estruturas e Fechamentos para Edificações, realizado hoje (6) pela PINI, o engenheiro Ricardo França alertou para um erro comum nas armaduras das estruturas de concreto, que é a má utilização dos estribos, como corte sem reposição, ou mesmo ausência deste elemento. Para ele, muito dessas falhas se deve ao fraco aprendizado dos engenheiros, que só conhecem o uso de travamento contra "flambagem" das armaduras longitudinais.
Outros usos do estribo, explica França, são de armadura de costura na região de emendas da armadura vertical; armadura de costura para as variações de tensão decorrentes dos momentos fletores; armadura de costura das bielas comprimidas de concreto no nó viga-pilar; armadura de força cortante em casos especiais; e armadura para o equilíbrio de modificações suaves de direção da armadura vertical.
Sobre o nó viga-pilar, o engenheiro explica no vídeo abaixo:
Outro alerta de França foi sobre erros de execução em obras. Para ele, seria importante que as construtoras mantivessem uma equipe própria para inspeção de obras. Esta equipe, independente mas da própria construtora, com experiência, impediria erros que muitas vezes são repetidos obra após obra.

Expo Revestir


6/Março/2012

Expo Revestir começa em São Paulo


http://www.piniweb.com.br//construcao/tecnologia-materiais/expo-revestir-comeca-em-sao-paulo-252560-1.asp

Feira traz as principais novidades em revestimentos, telha, louças e metais sanitários. Confira alguns destaques


Mauricio Lima

Começou hoje (6) em São Paulo a Expo Revestir 2012, com as principais novidades na área de revestimentos, pisos, louças e metais sanitários e telhas. A feira mantém a tendência, já apresentada em outras edições e em exposições internacionais, de apresentar produtos que imitam outros materiais, como o porcelanato que imita a madeira ou a telha metálica termoisolante que se assemelha a telhas coloniais.
Neste ano, a feira conta com 230 expositores, um público estimado em mais de 40 mil visitantes provenientes de 60 países, e pretende ultrapassar os US$ 170 milhões em negócios. A exposição segue até o dia 9 de março de 2012, simultaneamente ao 10º Fórum Internacional de Arquitetura e Construção.
Confira abaixo alguns destaques da Revestir:

ServiçoExpo Revestir
Data: 6 a 9 de março
Horário: 10h00 às 19h00
Local: Transamérica Expo Center, São Paulo, SP
Informações: http://www.exporevestir.com.br/

Habitando o container - Living inside the container

Habitando o container - Living inside the container

Fonte: http://www.usp.br/nutau/CD/68.pdf










quinta-feira, 8 de março de 2012

BB e governo de SP lançam 'Minha Casa' paulista




MARIA CRISTINA FRIAS cristina.frias@uol.com.br



O Banco do Brasil e o governo de São Paulo lançam convênio para aquisição da casa própria pelos servidores públicos estaduais.
O Casa Paulista é alinhado ao Minha Casa, Minha Vida da administração federal.
O benefício dado pelo programa paulista pode chegar até a 150% do valor dos descontos ou subvenções oferecidos pelo programa federal, segundo o novo diretor do BB em SP, Walter Malieni.
"Ele integra o subsídio do programa do governo federal ao do governo paulista, podendo ser de cerca de R$ 60 mil", afirma. Os recursos virão do governo estadual, de acordo com o diretor.
O Casa Paulista estará disponível para servidores ativos e inativos da administração direta, fundacional e autárquica dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Para solicitar o subsídio complementar da Casa Paulista, o servidor deve atender às condições exigidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, pelo FGTS e pelo banco, e ter renda familiar bruta mensal de até R$ 3.100.
O imóvel deve ser novo e localizado em área urbana de qualquer município do Estado de São Paulo.
A expectativa é de 20 mil operações em quatro anos - 8.000 ainda em 2012.
Os juros são de 5% a 6% ao ano e o prazo, de 360 meses.
"O programa ampliará a participação do banco no mercado imobiliário", diz.

Casa eficiente deve ser inaugurada na capital em agosto


08/03/2012 - 07h00



ROSANGELA DE MOURA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Até agosto, São Paulo deverá ter uma construção referência em economia energética. Essa é a proposta da Basf com a CasaE, que será construída no Campo Belo (zona sul da capital) e ficará aberta ao público.
O projeto de dois andares, desenvolvido pelo escritório da arquiteta Athié Wohnrath, economizará até 70% de energia elétrica em relação a uma construção tradicional.
Divulgação
Casa Basf
CasaE será construída pela Basf no Campo Belo
As paredes são feitas com placas de poliestireno expandido preenchidas por concreto, o material proporciona, além de resistência, conforto acústico e térmico.
Ainda no processo construtivo, produtos químicos aumentam a hidratação do cimento, reduzindo o uso de água e a emissão de CO2. No acabamento, tintas que refletem a luz são aplicadas externamente e tintas contra mofo e maresia, nas paredes internas.
A energia para a casa é captada por painéis solares. Vidros especiais permitem a entrada da luz do dia, sem a interferência do calor do Sol. A água da chuva também é captada para reúso nas descargas de banheiros. E pisos drenantes evitam o acúmulo da água.
A casa de 400 m² foi orçada em R$ 3 milhões, cerca de 30% a mais em relação a uma casa com as mesmas medidas com construção convencional, pois alguns materiais ainda são importados.
Antônio Lacerda, vice-presidente da Basf para a América Latina, conta que o projeto ainda é considerado conceito porque alguns dos produtos não foram lançados no mercado. "Com essa gama de produtos no varejo, o acréscimo de 30% no custo da construção tende a desaparecer", estima.

Dia Internacional da Mulher no centro da cidade...


08/03/2012 - 04h41

Mulheres sem-teto ocupam prédio e fazem panelaço em SP


MARTHA ALVES
DE SÃO PAULO

Atualizado às 05h16.
Um grupo de ao menos 200 mulheres ligadas a movimentos de luta por moradia ocuparam um prédio particular de dez andares na esquina da Praça João Mendes com rua Quintino Bocaiúva, na região central de São Paulo, por volta da 0h desta quinta-feira. Não houve confrontos.
A ocupação faz parte de um protesto em comemoração ao Dia Internacional da Mulher para chamar a atenção dos governos municipais e estaduais para políticas sociais de habitação para as mulheres e denunciar a violência nos despejos de áreas ocupadas.
Eduardo Anizelli/Folhapress
Grupo de mulheres sem-teto invadem predio no centro de SP
Grupo de mulheres sem-teto invadem predio no centro de SP
Segundo líderes do movimento, a ocupação tem horário para terminar. Por volta das 14h, o grupo se reúne a outro grupo de mulheres ligadas a organizações feministas. Elas deixam o local fazendo um panelaço -relembrando o movimento das panelas vazias da década de 80.
As manifestantes seguem em passeata até o TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo, na praça da Sé, para protestar contra a violência no despejo das famílias da área ocupada do Pinheiro (São José dos Campos) e de outras 150 mil famílias podem ser despejadas até 2014.
Após o protesto em frente ao TJ, as mulheres continuam a passeata passando pela CDHU --na rua Boa Vista-- e a prefeitura. O encerramento do protesto será em frente à Secretaria da Educação, na praça da República, onde o grupo espera reunir ao menos 15 mil mulheres para reivindicar melhorias na educação.

PROTESTO CONTRA AÇÃO DA POLÍCIA
Sem-teto ligados ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) se reúnem por volta das 9h desta quinta-feira em frente à estação da Luz, na região central de São Paulo, para sair em passeata pelas ruas do centro.
Após a aglomeração, os manifestantes partem em marcha até a avenida Tiradentes e ao quartel da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), no bairro da Luz. O protesto termina em frente a sede do Comando Geral da Polícia Militar de São Paulo.
Segundo líderes do movimento, o grupo aproveita a comemoração do Dia das Mulheres para protestar e denunciar estupros praticados por policiais durante o despejo da área ocupada do Pinheirinho (São José dos Campos) e exigir a punição dos envolvidos.
O grupo também informou que quer deixar claro à PM que não aceitará "um novo massacre, tal como ocorreu em São José dos Campos" em outras áreas ameaçadas de despejo como o Novo Pinheirinho de Embu e Santo André, na Grande São Paulo, e a ocupação Zumbi de Palmares, em Sumaré (118 km de São Paulo).

Concurso internacional busca projetos sustentáveis para habitações no Peru


5/Março/2012


Trabalhos devem se integrar às características arquitetônicas de três regiões distintas



Mauricio Lima





Divulgação: Green Building Council Peru
Projetos são para três áreas diferentes
O Green Building Council abriu inscrições para o concurso de projetos Arquitetura Sustentável e Inclusão Social, que busca propostas para habitação social. Podem participar arquitetos de todo o mundo, devidamente habilitados.


Os participantes podem criar projetos para três regiões do país: Costa, Serra ou Selva, observando os critérios de sustentabilidade energética e ambiental. Os trabalhos devem se integrar às características arquitetônicas de cada local.
As inscrições podem ser realizadas pelo site do concurso, sob pagamento de taxa de US$ 100. Os trabalhos devem ser enviados até o dia 30 de abril de 2012.
O resultado do concurso será divulgado em 18 de maio de 2012. O primeiro colocado ganhará US$ 4 mil, enquanto os segundo e terceiro colocados receberão US$ 2 mil e US$ 1 mil, respectivamente.

SP anuncia plano contra enchentes para 2040




Obras mais simples, no entanto, devem ficar prontas em cinco anos
Kassab vai priorizar seis das 78 bacias existentes na capital; gestão ainda não tem estimativa de custos

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/29895-sp-anuncia-plano-contra-enchentes-para-2040.shtml




EDUARDO GERA
QUE
DE SÃO PAULO


A cidade de São Paulo, pela primeira vez em sua história, pode ter um plano integrado contra as cheias. Mas mesmo que a intenção da prefeitura anunciada ontem dê certo, as medidas só vão ficar totalmente prontas em 2040.
A gestão Kassab, com consultoria de pesquisadores da USP, passou mais de um ano para escolher seis bacias prioritárias da cidade (veja quadro ao lado).
Elas representam apenas 12,5% da área da capital ou 20% da população. São Paulo tem 78 bacias totalmente contidas no município.
Pelo plano anunciado ontem, haverá uma concorrência pública internacional que será lançada, provavelmente, no mês de abril.
As empresas ou consórcios interessados no edital terão um ano para apresentar as soluções contra enchentes, em cada uma das seis bacias.
O resto da cidade, por enquanto, não será contemplado pelos estudos iniciais.
Com seis conjuntos de ações prontos, a prefeitura poderá fazer um novo edital para realmente começar a tocar as diversas obras. O poder público não tem uma estimativa de custo dos planos.
"Não se trata apenas de grandes intervenções", explica o secretário Miguel Bucalem (Desenvolvimento Urbano). "Em alguns casos, pequenas medidas, ou até mesmo ações não estruturais, como a restauração da vegetação em algum ponto, também será importante."

ETAPAS
Os seis planos contra cheias terão que apresentar as soluções para cada uma das bacias em três etapas. A primeira, emergencial, deve contemplar ações para cinco anos. A segunda para 15 anos e a terceira tem como horizonte o ano de 2040.
A cidade, até lá, terá seis novas administrações, que vão precisar dar continuidade ao processo em curso.
No chamado longo prazo, afirma Mario Thadeu de Barros, professor da USP e assessor da prefeitura, haverá obras na capital para uma taxa de retorno de cem anos.
Ou seja, pelo menos parte da cidade estará protegida contra chuvas fortíssimas, que costumam atingir a cidade em uma média de cem anos. Segundo o especialista, não existe, entre as seis bacias escolhidas, aquela que seja mais ou menos complicada para o planejamento contras as cheias.

Bombeamento d'água à energia solar




Bomba de água movida por energia solar -- anauger


Coopercitrus e Anauger apresentarão, na feira Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), o novo sistema




Um equipamento de bombeamento de água que, para funcionar, depende única e exclusivamente da energia solar. Essa será a novidade que a Coopercitrus, em parceria com a Anauger, apresentará na Agrishow 2012 – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, que acontecerá em Ribeirão Preto, interior de SP, entre os dias 30 de abril e 04 de maio.
O produto estará exposto num local estratégico, que abrangerá áreas interna e externa do estande da Coopercitrus, de forma que os visitantes possam compreender o seu funcionamento completo. Destinado a inúmeros fins, o novo equipamento poderá ser usado em fazendas e sítios que não disponham de energia elétrica (em função de apresentarem grandes extensões) ou que não possam instalar as bombas hidráulicas tradicionais.

O novo sistema da Anauger poderá atender usuários que dependem de água limpa para irrigação e abastecimento de bebedouros animas, garantindo inclusive a saúde dos bichos e evitando contaminações.
“O nosso produto funciona somente através da energia do sol”, salienta Marco Aurélio Gimenez, diretor comercial da Anauger. "Essa é a missão da empresa. Poder oferecer equipamentos inovadores e, ao mesmo tempo, sustentáveis, que é uma preocupação do consumidor de hoje", conclui.

Futuro da construção é incorporar resíduos de outras indústrias


6/Março/2012

Reciclagem de concreto para agregado também é tendência mundial





Luciana Tamaki





Uma das maiores tendências para as estruturas de concreto é incorporar resíduos de origens diversas. Ou seja, a construção civil deve receber cada vez mais os resíduos de outras indústrias. Consequentemente, explica Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, a construção deve aprender a construir com materiais não tão bons como no passado. O engenheiro analisou as tendências para o concreto estrutural no seminário Concreto - Estruturas e Fechamentos para Edificações, realizado hoje (6) pela PINI.
Outro tipo de reúso que deve crescer é de agregado reciclado de concreto. Segundo índices do Japão apresentados por Silva, o custo inicial de concreto com este agregado é quase o dobro de quando se usa agregado convencional, porém, em sua vida útil, seu custo já compensa. No Reino Unido, 22% do agregado é reciclado de concreto. Para sua disseminação no Brasil, analisa o engenheiro, o desafio é a gestão de coleta, separação e processamento deste material.
Ainda segundo Silva, será essencial reduzir o clínquer no cimento e reduzir em geral a emissão de CO2 em toda a cadeia da construção, uma das atividades mais emissoras do mundo. Também será realidade o mapeamento do ciclo de vida dos materiais, para controle ambiental.
Em relação ao uso, o concreto autoadensável, já conhecido de todos, será o componente de praxe e deve virar o novo "convencional". O concreto não será mais especificado somente em relação à sua proporção água-cimento, mas também, defende o engenheiro, serão necessárias especificações por desempenho, como por exemplo o coeficiente de difusão.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Eólica: Brasil lidera mercado na América Latina




Da Agência Ambiente Energia -  O Brasil ocupa a liderança do mercado de energia eólica na América Latina, segundo apontaram os números apresentados no Comitê Latino-Americano do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) durante encontro realizado no México. O país foi responsável por 50% das instalações efetuadas na América Latina em 2011, com 582,6 gigawatts (GW), e também se destaca quanto à capacidade total investida em energia eólica.

Na segunda posição do ranking, está o México, com 31%; seguido por Honduras, que responde por 9%; Argentina, com 7%; e Chile, com 3%. No levantamento, o Brasil também se destaca no aspecto da potência instalada acumulada por país, de 2008 a 2012, alcançando um volume de 1.509 MW.
Analisando as perspectivas de crescimento até 2020, a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) , instituição que congrega e representa o setor eólico no país, continua atuando para garantir asustentabilidade da indústria eólica, que apresentou crescimento notável nos últimos anos. “Nossa previsão é que o Brasil atinja o potencial de 20.000 MW instalados até 2020 e esse número é muito plausível. Para sustentar essa indústria, basta vender, pelo menos, 2 GW por ano, somando-se o mercado regulado e mercado livre”, destaca Pedro Perrelli, diretor executivo da Associação de Energia Eólica (ABEEólica), que participou do encontro.
Segundo dados disponibilizados pelo GWEC, a previsão é de que América Latina e Caribe atinjam 30.000 MW de capacidade cumulativa até 2020. O Conselho também disponibilizou estatísticas quanto à participação dos fabricantes de turbinas eólicas nos três principais mercados latino-americanos. No Brasil, a Enercon tem 43%, Suzlon 24%, Impsa 22% e Vestas 10%. No México, a Acciona WP tem 63%, Gamesa 23% e Clipper 14%. Já no Chile, Vestas detém 57%, Acciona 30%, Dewind 10% e Siemens 2%.

Residências com containers para universitários da Universidade de Ultrecht, na Holanda.



fonte: http://rodrigobarba.com/blog/2007/05/18/casa-container-nao-e-favela-japonesa/

autor: Rodrigo Barba


Rodrigo Barba tem 27 anos é doutorando em comunicação, desenvolvedor web, curioso, publicitário, entusiasta, adorador de jogos de tabuleiro e interessado em ativismo, design, arquitetura, green design, comunicação e web.blog@rodrigobarba.com


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18MAI

Casa “container” não é favela japonesa

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Sabe aquele tipo de email que você recebe com algo muito legal e que só vem com fotos e um título sem fonte nenhuma pra você saber mais? Pois este é um desses casos, eu já recebi pelo menos duas vezes um email falando dessas mini-casas em forma de containers que diziam ser as “favelas” japonesas.
Finalmente eu encontrei elas, o nome dado ao projeto é Spacebox e são como mini apartamentos, contendo cozinha, banheiro, chuveiro em uma área de 18m² o menos modelo.
A obra é do arquiteto Mart de Jong / De Vijf e sabe da onde ele é? da Holanda e o projeto foi desenvolvido para ser residências para universitários da Universidade de Ultrecht em 2005. Incrível o que dá para fazer com 18m², adorei a idéia. Mais fotos e informações no Fotos De Arquitectura, no Arcaid e no MocoLoco.
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Ciclistas se reúnem na Avenida Paulista para manifestação


'Bicicletada Nacional' acontece em cerca de 25 cidades nesta terça.
Morte de ciclista na avenida na sexta-feira (3) é um dos motivos.

Rafael Sampaio Do G1 SP

'Bicicletada Nacional' reuniu ciclistas na Avenida Paulista nesta terça-feira (Foto: Rafael Sampaio/ G1)'Bicicletada Nacional' reuniu ciclistas na Avenida Paulista nesta terça-feira (Foto: Rafael Sampaio/G1)
Cerca de 500 ciclistas, segundo a Polícia Militar, se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, para fazer um protesto na noite desta terça-feira (6) contra o atropelamento de três pessoas que estavam em bicicletas em diferentes cidades. Uma das vítimas foi Juliana Dias, morta na principal avenida da capital na última sexta-feira (2).

A manifestação, chamada de Bicicletada Nacional, ocorre em pelo menos 25 cidades.
A Polícia Militar destacou 30 homens, 16 motos e cinco carros de polícia para atuar na operação. Responsável pelo policiamento, o comandante Benedito Del Vecchio afirmou que a manifestação era pacífica.
Os manifestantes saíram por volta das 20h20 da Praça do Ciclista, na Consolação, em direção ao Museu de Arte de São Paulo. No momento da largada, eles ocuparam todas as pistas da Paulista no sentido Paraíso. O protesto seguiu por toda a Avenida e chegou a ultrapassar as ruas Pamplona, Joaquim Eugênio de Lima, e a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio.
Em memória
Os manifestantes passaram pela "ghost bike" colocada em memória à Juliana, na esquina da Rua Pamplona com a Avenida Paulista. Velas foram acesas e flores foram depositadas sobre a bicicleta. Selma Bonbachini, de 58 anos, mãe de uma cicloativista muito amiga de Juliana, chorou após colocar suas flores.
Ativista acende vela em local onde está a "Ghost Bike" de Juliana Dias (Foto: Rafael Sampaio/G1)Ativista acende vela em local da "Ghost Bike" em
homenagem à ciclista Juliana Dias
(Foto: Rafael Sampaio/G1)
"Eram frequentes os encontros entre elas", disse Selma. "Quis fazer uma homenagem a Juliana, que eu conhecia. Podia ser a minha filha no acidente", lamentou. Ela disse ter dois filhos cicloativistas - Maíra e Henrique - e ser favorável à causa. Selma  espera que São Paulo se torne no futuro "uma cidade preparada para quem anda de bicicleta".
A secretária bilíngue Célia de Moraes, de 34 anos, participa das bicicletadas desde 2007. Ela conhecia Juliana . "Ela era ex-namorada do meu melhor amigo", disse Célia, que conhecia a garota havia ao menos um ano. A secretária disse se lembrar de Juliana como uma pessoa alegre, extrovertida, "uma ativista como a gente". "A Julie [apelido de Juliana] vai ficar na nossa memória para sempre, ela poderia estar aqui", ressaltou.
Ela, que mora no Brooklin e trabalha em Pinheiros, faz todos os dias o trajeto de bicicleta. "Prefiro a bike, porque não aguento mais ficar no carro." Célia criticou os motoristas de ônibus pelo desrespeito com os ciclistas. "Tem muito motorista de ônibus despreparado. A SPTrans não fiscaliza direito se eles estão preparados, as empresas de ônibus contratam qualquer um", disse.
A secretária afirmou que o que ocorreu com Juliana não foi um acidente. "Foi culpa de um motorista imprudente e da falta de políticas no trânsito para proteger o ciclista", ressaltou. A manifestação, que estava prevista para acabar por volta de 22h, de acordo com a Polícia Militar, chegou a fechar as duas pistas da Paulista junto à Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, por volta de 21h.
Protestos na Paulista
Logo após o acidente que resultou na morte de Juliana Dias, na sexta-feira, alguns ciclistas chegaram a deitar no meio da pista como forma de protesto. Na noite daquele dia, centenas de pessoas participaram de um outro protesto, desta vez na Praça do Ciclista - próximo à Rua da Consolação.
Integrantes do Pedal Verde, que organizou a ação, plantaram mudas de cerejeira no local, a árvore preferida de Juliana. Com flores nos capacetes e em punho, alguns chorando, os ciclistas desceram do selim e caminharam pela Paulista, sentido Paraíso, empurrando a bicicleta. Ao chegar no ponto em que houve a colisão, a massa de pessoas cruzou a via e bloqueou todas as pistas no sentido Consolação, em uma homenagem que durou mais de uma hora.
Ciclistas realizam manifestação em prol de maior segurança em vias da cidade (Foto: Rafael Sampaio/ G1)Ciclistas realizam manifestação em prol de maior segurança em vias da cidade (Foto: Rafael Sampaio/ G1)