quarta-feira, 6 de abril de 2011

Copa do Mundo 2014: Mapa de oportunidades para MPEs

Copa 2014 gera 448 oportunidades de negócios para pequenas empresas





Sebrae apresenta Mapa de Oportunidades em quatro setores da economia e lança programa de capacitação e desenvolvimento


Autoria e fonte: http://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=5861


05/04/2011




Construção civil, tecnologia da informação, turismo e produção associada ao turismo (gastronomia, artesanato etc). Esses quatro setores da economia oferecem 448 oportunidades de negócios para pequenas empresas nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.



Desenvolvimento de softwares, projetos e assistência técnica, manutenção e suporte. Essas são algumas das 105 oportunidades que podem ser aproveitadas pelas pequenas empresas do setor da tecnologia da informação (TI) nos períodos pré e durante Copa do Mundo de 2014. As empresas que em decorrência da competição se tornarem mais competitivas também terão oportunidades a longo prazo.



Os dados fazem parte do "Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-Sede", divulgado pelo Sebrae nesta terça-feira (29), no Rio de Janeiro.



Veja na íntegra, em formato PDF: Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-Sede


O mapeamento é uma das ações previstas no Programa Sebrae na Copa de 2014, que receberá, até 2013, investimentos de R$ 79,3 milhões. Os recursos serão aplicados em programas de consultoria, inovação e acesso a mercados, como o Sebrae Mais, Sebraetec, Agentes Locais de Inovação (ALI) e Centrais de Negócios. Para atender à demanda, novas soluções também poderão ser criadas.



De acordo com o mapeamento do Sebrae, encomendado à Fundação Getúlio Vargas (FGV), haverá possibilidades de negócios para pequenos empreendimentos antes, durante e após o evento esportivo. Alguns exemplos são as agências de viagens emissivas e de receptivo, fornecedores de uniformes, empresas de terraplenagem, restaurantes e outros estabelecimentos de alimentação e bebidas, comércio de reparação e manutenção de equipamentos de comunicação, empresas de Internet e infraestrutura de TI, produção de artesanato, design de produtos e embalagens, fornecedores de material e mobiliário de escritório, entre outras.



As 448 oportunidades de negócios foram extraídas de uma lista de atividades nas quais essas empresas podem empreender com grande chance de sucesso. Esses segmentos incluem as compras governamentais (com as garantias previstas na Lei Geral da Micro e Pequenas Empresas) e os negócios diretamente com o mercado – que representam a maior parte das oportunidades. Ainda no primeiro semestre de 2011, serão mapeados mais cinco setores: agronegócio, madeira e móveis, têxtil e confecção, comércio varejista e serviços.



Legado



Além da realização de negócios, o Programa Sebrae na Copa 2014 aproveita o impulso do evento esportivo para trabalhar no desenvolvimento das micro e pequenas empresas. “A idéia é permitir que elas ocupem um espaço maior na economia, não apenas no período até 2014, mas no futuro. Atualmente, 99% das empresas brasileiras são micro ou pequenas e elas respondem por 20% do Produto Interno Bruto. Em países como a Alemanha, a participação no PIB chega a 40%”, afirma o presidente nacional do Sebrae, Luiz Barretto.



Entre as ações para a Copa, está prevista, inicialmente, a capacitação de 7,7 mil empreendimentos avançados (com mais de dois anos de funcionamento) nas 12 cidades-sede, que serão multiplicadoras dos avanços de gestão e inovação para centenas de milhares de outros empreendimentos. “Tão importante quanto fazer essa capacitação de gestores é articular, junto às grandes corporações, a inserção das pequenas empresas nas principais cadeias produtivas. Já iniciamos o diálogo com as principais associações empresariais nesse sentido”, revela Luiz Barretto.



Neste primeiro momento, o levantamento está sendo feito em âmbito nacional. A segunda etapa será a identificação das atividades mais promissoras em cada estado que sedia a Copa, levando em consideração as aptidões locais. Estão em andamento 14 mapeamentos locais, sendo nove no setor da construção civil – no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Amazonas, Mato Grosso, Distrito Federal, Ceará e Paraná. Em tecnologia da informação, os mapeamentos ocorrem no Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná, Distrito Federal e Ceará. Até maio deverão estar concluídos os dados regionais dos quatro setores.



As atividades priorizadas pelos Estados serão trabalhadas em encontros de negócios organizados pelo Sebrae e irão contar com a participação de empresários (fornecedores e compradores de produtos e serviços), associações de classe, bancos de financiamento e outras entidades. Ao todo, serão 12 encontros, um por cidade-sede, que devem começar no primeiro semestre.



Regras do jogo



O Mapa de Oportunidades aponta quais são os requisitos obrigatórios e classificatórios que devem ser cumpridos para que os empresários possam garantir seu espaço no mercado. Eliminatórios são aqueles sem os quais uma empresa é ou não contratada, normalmente por questões legais, como alvará de funcionamento, nota fiscal, Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e Inscrição Estadual.



Já os requisitos classificatórios são os que agregam valor à empresa, sendo uma condição diferencial que poderá aumentar as chances de desenvolvimento e exploração dos negócios. São de três tipos: documentação específica (como CREA, certificações ISO), gestão e sustentabilidade. No setor de turismo, por exemplo, contam pontos a favor da empresa o apoio no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e a contratação prioritária de mão de obra de fornecedores locais.



Outro dado relevante do mapeamento é o índice de densidade das empresas nas atividades dos setores. Esse índice oscila entre 0 e 1. Um índice 0,80 significa que, do total de empresas da respectiva atividade econômica, 80% delas são micro e pequenas. No setor de tecnologia da informação, as atividades de rádio têm nível de densidade de 0,82. No turismo, os serviços de guia registram índice de 0,99.






Copa do Mundo 2014: Mapa de oportunidades para MPEs


Mapa de oportunidades para micro e pequenas empresas nas cidades-sede

Empresários de micro e pequenas empresas de vários setores podem se beneficiar

Estudo aponta mapa de oportunidades de negócios e desenvolvimento empresarial para micro e pequenas empresas nos setores: Construção civil, Tecnologia da informação, Turismo e Produção associada ao turismo.



Com a seleção das doze cidades-sede para a Copa do Mundo de Futebol da FIFA em 2014, o Brasil inicia uma etapa de planejamento dos projetos necessários para a maximização dos resultados do evento para o País.



Os investimentos programados para a organização e realização da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil, bem como o maior volume de movimentação econômica durante (e após) o evento, representam uma oportunidade de apropriação desses montantes pelas micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras situadas nos estados onde ocorrerão os jogos.



Conforme estimativas da Ernest & Young, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o valor investido em obras de infraestrutura e organização do País será de R$ 22,46 bilhões.



Adicionalmente, a competição deverá injetar R$ 112,79 bilhões na economia brasileira, com a produção em cadeia de efeitos diretos, indiretos e induzidos. Estima-se que, no período de 2010 a 2014, sejam movimentados R$ 142,39 bilhões adicionais no País.



Apenas para o setor de tecnologia da informação (TI), serão necessários investimentos de R$ 309 milhões para acomodar o grande fluxo de dados associado ao megaevento.



Esse números indicam fortemente que muitas oportunidade se abrirão para empresários de vários setores. Foi pensando nisso que o Sebrae apresenta nesse primeiro estudo, exclusivamente, o mapeamento de oportunidades da Copa do Mundo 2014 para as micro e pequenas empresas nos setores de construção civil, tecnologia da informação, turismo e produção associada ao turismo em nível nacional.



Leia o estudo completo (em pdf) e acompanhe as novidades sobre o assunto no portal do Sebrae.


terça-feira, 5 de abril de 2011

Usina japonesa vai lançar 11, 5 mil toneladas água radioativa no oceano...Minamata* ou Godzilla?

Usina japonesa vai lançar 11, 5 mil toneladas água radioativa no oceano


 
Despejo de água com baixa radioatividade é 'medida inevitável', diz Agência Nuclear japonesa


04 de abril de 2011
9h 07

TÓQUIO - A Tokyo Electric Power (Tepco), empresa que opera a usina nuclear de Fukushima, no Japão, informou nesta segunda-feira, 4, que irá lançar 11,5 mil toneladas de água com baixa radioatividade no Oceano Pacífico.


Segundo a companhia, a medida faz parte dos esforços para acelerar a eliminação de poças na usina, que foi danificada pelo terremoto e pelo tsunami de 11 de março no país.



A Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão endossou o plano, sob o argumento de que se trata de "uma medida inevitável".



O objetivo é lançar 10 mil toneladas de água com baixa radioatividade que se empoçou na usina após as tentativas de resfriamento tomadas desde o desastre natural.



A Tepco quer secar a usina e utilizá-la para estocar água altamente radioativa que está no piso inferior do prédio da turbina do reator número 2. A Tepco irá também lançar também um total de 1,5 mil toneladas de água que foi coletada debaixo dos reatores número 5 e 6. As informações são da Dow Jones.



 



 
 
 
Minamata disease*




Desastre de Minamata é a denominação dada ao envenenamento de centenas de pessoas por peixes e frutos do mar contaminados por mercúrio lançados na baía de Minamata pela empresa Chisso , ocorrido na cidade de Minamata, no Japão, em 1956.


Poluição do ar em SP equivale a fumar dois cigarros por dia... E a contribuição dos fumantes?

Poluição do ar em SP equivale a fumar dois cigarros por dia






Do G1 SP, com informações do Jornal Nacional





04/04/2011 21h18 - Atualizado em 04/04/2011 21h46



Autoria e fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/respirar/noticia/2011/04/poluicao-do-ar-em-sp-equivale-fumar-dois-cigarros-por-dia.html



Moradores de grandes cidades apresentam perda de capacidade pulmonar.

Índices que medem a poluição em SP estão desatualizados.
A poluição presente no ar da capital paulista e inalada por quem mora na cidade equivale a fumar dois cigarros por dia, segundo especialistas.



“A gente tem uma perda da capacidade pulmonar. Isso explica porque se morre mais de bronquite crônica, de asma, de enfisema pulmonar e de câncer de pulmão nas cidades poluídas”, diz o pesquisador Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição da USP.



No Brasil, os índices de medição usados atualmente são os mesmos desde 1990, estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Eles nunca foram revisados. O padrão desatualizado dá a impressão de que a qualidade do ar em São Paulo é boa na maior parte do tempo. Mas de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que adota padrões mais rígidos e mais atuais, o ar que se respira na capital paulista é três vezes pior.

O Governo do Estado de São Paulo já se comprometeu a mudar o padrão de medição da poluição do ar, mas até agora nenhuma alteração foi feita.



“É muito importante você ter os critérios da OMS para medir a poluição porque assim você pode tomar as medidas corretas para preservar a saúde pública”, diz Oded Grajew , integrante da Rede Nossa São Paulo.



Em São Paulo, a frota de mais de 7 milhões de veículos é responsável por 90% da poluição do ar. Quando circulam pelas ruas da cidade e mesmo quando ficam parados nos congestionamentos eles emitem poluentes e partículas bem finas que ficam suspensas na atmosfera e acabam sendo respiradas pelo ser humano.



Medição

Por volta das 21h10 desta segunda-feira (4), o “Respirômetro”, equipamento desenvolvido pelo projeto RespirAR, da TV Globo, para medir a qualidade do ar em São Paulo, registrou a concentração de poeira fina de 94 microgramas por metro cúbico. A medição foi feita na Ponte Eusébio Matoso, Zona Oeste. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que para o ar ser considerado bom é preciso que o limite inalado de poluição seja de 25 microgramas por metro cúbico.






Forno solar ganha tecnologia e é comercializado em grande escala

Forno solar ganha tecnologia e é comercializado em grande escala






Autoria e fonte: http://www.recriarcomvoce.com.br/blog_recriar/forno-solar-ganha-tecnologia-e-e-comercializado-em-grande-escala/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+recriarcomvoce+%28Blog+Recriar+com+Voc%C3%AA%29



A empresa portuguesa SunOK é a responsável pela fabricação do primeiro forno solar produzido em larga escala. O produto era comercializado desde 2002, mas só agora voltou a ter espaço no mercado e recebeu inovações tecnológicas que melhoraram seu desempenho.



O intuito da empresa é transformá-lo em referência na categoria de produtos ambientalmente corretos. O projeto é inovador e coloca Portugal em nível avançado em tecnologia ótica.



O Sun Cook utiliza um sistema chamado de “ótica ideal” para recolher e concentrar os raios solares para o aquecimento dos alimentos. Isso significa que a sua estrutura é equipada com uma série de espelhos curvos, que direcionam a radiação para um ponto específico. A chapa que recebe esse calor serve para cozinhar qualquer tipo de alimento que o usuário quiser. Dessa forma, o forno não precisa ser ajustado constantemente para estar de frente para o sol e receber a maior quantidade de calor possível.



O equipamento possui as dimensões de uma caixa pequena e pesa 13 quilos, para que o seu transporte seja facilitado. Além disso, os materiais que compõem essa estrutura de proteção proporcionam isolamento total, para evitar qualquer tipo de acidente causado pela alta temperatura.



O forno solar colabora para o cuidado com o meio ambiente, pois não necessita de combustíveis fósseis ou recursos naturais, como a madeira, para funcionar. Ele também é eficiente para a redução de gastos, pois precisa somente de uma fonte de energia abundante e gratuita, que é o sol.



Conforme especificações da empresa portuguesa o forno alternativo pode ser usado para cozinhar qualquer tipo de alimento, garantindo que eles mantenham mais nutrientes do que aqueles aquecidos em fornos normais. Isso acontece porque o Sun Cook não funciona com altas temperaturas, por isso precisa de pouca água.



Um dos diferenciais do produto português, em relação a outros fornos solares comercializados por todo o mundo, é que ele possui um sistema de timer, que funciona através de um relógio solar. Assim o usuário não precisa se preocupar com a possibilidade de esquecer e queimar a comida.



O equipamento custa pouco mais de 200 euros e está a venda pela internet através do site Buy on Future.



Fonte: CicloVivo



segunda-feira, 4 de abril de 2011

Novo Código Florestal deve proibir desmatamento em florestas nativas, diz ministra

Novo Código Florestal deve proibir desmatamento em florestas nativas, diz ministra

01/04/2011 - 16h12

Meio Ambiente

Autoria: Lúcia Nórcio

Repórter da Agência Brasil


 


Curitiba – O projeto do novo Código Florestal busca a sustentabilidade e o desenvolvimento do país, disse hoje (1º) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Para ela, a agricultura brasileira não será sustentável se não proteger as nascentes dos rios e outros recursos naturais. Em sua visita a Curitiba, onde foi debater com produtores rurais, empresários e parlamentares a proposta de mudança na legislação em tramitação no Congresso Nacional, a ministra adiantou que o governo não permitirá mais desmatamentos em florestas nativas.



“Temos que proteger a biodiversidade, fazendo uso de instrumentos ecológicos mais modernos que permitam aumentar renda dos que têm florestas nas suas terras”, afirmou Izabella. Por isso, acrescentou, o Brasil está buscando alternativas para não ter mais desmatamentos em florestas nativas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.



Na manhã de hoje, a ministra participou de audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná. “Estamos ouvindo a posição de agricultores familiares, conservacionistas e grandes produtores para que possamos avaliar se estamos no caminho certo para termos um Código Florestal moderno. A ideia é que ele resolva situações injustas do passado e propicie novas condições para a produção sustentável da agricultura brasileira e da economia florestal, além da conservação da biodiversidade.”



De acordo com a ministra, desde o ano passado o governo vem apresentando propostas para as alterações do Código Florestal. “Estamos em contato permanente com o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), autor do projeto que propõe a mudança, com deputados da bancada ruralista e ambientalistas para identificar alternativas para os problema apontados.”



Uma lei mais sólida, assinalou Izabella, evitará tragédias como a da região serrana do Rio, devastada por enxurradas e avalanches de terra no início deste ano. Ela estima que 90% dos prejuízos sofridos pelos municípios da região – quase mil pessoas morreram, cerca de 500 desapareceram e mais de 8 mil ficam desabrigados - ocorreram em consequência de ocupações inadequadas em área de preservação permanente.



Agora à tarde, Izabella se reúne com representantes do setor industrial, na Federação das Indústrias do Paraná, para ouvir sugestões ao novo Código Florestal. Presidentes de sindicatos e empresários do setor florestal vão pedir que o assunto seja tratado de maneira técnica e responsável.



Eles dizem que os empresários do setor florestal devem ser vistos como participantes ativos e corresponsáveis pelo desenvolvimento e o equilíbrio ambiental. Também reclamam do tratamento dado à cadeia produtiva, responsável pela produção da matéria-prima para as indústrias de móveis, celulose, papel e para fins energéticos.



De acordo com a Fiep, a indústria de base florestal é de grande importância para a economia do Paraná. O setor é composto por 6,2 mil empresas, que geram quase 100 mil empregos diretos. No ano passado, as exportações do segmento somaram US$ 1,183 bilhão.



O coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf- Sul), Neveraldo Oliboni - entidade que representa 150 mil agricultores familiares - entregou um documento à ministra sugerindo, entre outras medidas, a criação de uma política de pagamentos por serviços ambientais aos agricultores familiares.



Alterada para acréscimo de informação às 16h27 - Edição: João Carlos Rodrigues



Especialistas alertam para o perigo dos agrotóxicos para a saúde humana e o meio ambiente

Especialistas alertam para o perigo dos agrotóxicos para a saúde humana e o meio ambiente


 
02/04/2011 - 13h46


autoria: Lourenço Canuto

Repórter da Agência Brasil


Brasília – Especialistas que participaram de mesa-redonda promovida pela Rádio Nacional de Brasília, da Empresa Brasil de Comunicação, para debater o uso inadequado de agrotóxicos nas lavouras, alertaram para a importância de substituir os defensivos agrícolas por produtos de menor toxicidade e também para o perigo do uso de agrotóxicos contrabandeados.



Eles observaram que é preocupante a contaminação dos produtos agrícolas e de origem animal que pode afetar a saúde humana. Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, José Luiz Santana, um dos debatedores, ponderou que o uso de defensivos acaba sendo necessário para que a produção agrícola mundial se situe no patamar anual de 2 bilhões de toneladas de grãos.



Por isso, segundo ele, “é preciso que a própria sociedade cobre o emprego correto desses produtos de forma que os efeitos negativos para a saúde do consumidor sejam reduzidos”.



O médico e doutor em toxicologia da Universidade Federal de Mato Grosso Wanderlei Pignatti afirmou que, em 2009, foram utilizados, no Brasil, 720 milhões de litros de agrotóxicos. Só em Mato Grosso, foram consumidos 105 mil litros do produto. Ele indaga “onde vai parar todo esse volume” e defende a reciclagem das embalagens vazias a fim de não contaminarem o meio ambiente.



Pignatti alerta que a chuva e os ventos favorecem a contaminação dos lençóis freáticos. Entre os defensivos agrícolas mais perigosos, ele cita os clorados, que estão proibidos em todo o mundo e ainda são utilizados largamente no Brasil. São defensivos que causam problemas hormonais e que podem afetar a formação de fetos, segundo o médico.



O professor relatou que, nos locais onde o uso de agrotóxicos não é feito com critério, encontram-se casos de contaminação do próprio leite materno, “o alimento mais puro que existe”, o que ocorre pela ingestão do leite de vaca. “A mulher vai ter todo o seu organismo afetado quando o seu leite não estiver puro e os efeitos tóxicos podem ficar armazenados nas camadas de gordura do corpo”.



Ele lembrou ainda há resolução do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que proíbe a pulverização de agrotóxicos num raio de 500 metros onde haja habitação e instalações para abrigar animais, distância que tem que ser observada também em relação às nascentes.



O professor Mauro Banderali, especialista em instrumentação ambiental na área de aterros sanitários, reconhece que, apesar da cultura de separação do lixo tóxico em aterros que há existe no país, ainda não se sabe exatamente o potencial dos agrotóxicos para contaminar o solo e a água e, consequentemente, os seres humanos pelo consumo de alimentos cultivados em áreas pulverizadas. “A preparação do campo para o plantio é, frequentemente, feita sem se saber se vai vir chuva. Quando o tempo traz surpresas, ocorre a contaminação das nascentes em lugares onde a aplicação foi demasiada”.



O professor José Luiz Santana ressalva que há, no país, propriedades muito bem administradas onde há a preocupação de manter práticas sustentáveis. Ele, no entanto, denunciou que há agricultores que usam marcas tidas como ultrapassadas na área dos químicos e que podem ser substituídas por alternativas de produtos mais evoluídos, disponíveis no mercado.



Para ele, apesar da seriedade do assunto, “não se deve assustar as pessoas quanto ao consumo de alimentos”, já que as áreas do governo que cuidam do tema têm o dever de trabalhar pelo bom uso dos agrotóxicos e, além disso, conforme ressaltou, a agricultura conta com um “trabalho de apoio importante por parte de organizações não governamentais que procuram difundir o uso correto dos defensivos agrícolas.



Edição: Lana Cristina



E se escapar?

Brasil reforça fiscalização para impedir entrada de produtos japoneses contaminados por radiação



 
04/04/2011 - 16h29


Autoria: Carolina Pimentel

Repórter da Agência Brasil



 
Brasília – A partir de hoje (4), o governo federal inicia o monitoramento de alimentos vindos do Japão, para prevenir a entrada, no Brasil, de produtos contaminados por radiação. Os fiscais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura irão coletar amostras das cargas de alimentos para checar se o nível de radiação está dentro dos padrões aceitos internacionalmente. O material coletado será analisado pelos institutos da Radioproteção e Dosimetria (IRD) e de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), ambos ligados à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).



Os alimentos que apresentarem nível radioativo acima do limite tolerado serão descartados ou devolvidos ao Japão, de acordo com a Anvisa. Os importadores brasileiros terão ainda de apresentar, no desembarque no Brasil, um certificado comprovando que a carga foi examinada e liberada pelas autoridades sanitárias japonesas.



Os fiscais também vão intensificar a fiscalização de bagagens dos passageiros vindos do Japão. Avisos sonoros nos aviões e aeroportos irão alertar os passageiros sobre a proibição de ingressar no Brasil com alimentos originários de outros países.



Para a Anvisa, a possibilidade de um alimento contaminado entrar no Brasil é pequena, pois é reduzido o volume de importação de alimentos japoneses. A maior parte é massa semipronta para panificação e pastelaria, chás e algas. A previsão é que os próximos carregamentos vindos do Japão cheguem ao Brasil na próxima semana, segundo fiscais agropecuários.



Edição: Vinicius Doria



Arquiteta da Unicamp projeta casa para vítimas de desastres naturais

Arquiteta da Unicamp projeta casa para vítimas de desastres naturais

02/ Abril 2011




Autoria e fonte: http://www.portaluniversidade.com.br/noticias-ler/arquiteta-da-unicamp-projeta-casa-para-vitimas-de-desastres-naturais/1838



Dois dias após as chuvas terem alagado o município de São Luiz do Paraitinga – cidade turística no interior do Estado de São Paulo –, em janeiro de 2010, mais de cinco mil pessoas não tinham como voltar pra casa. Os danos materiais deixaram milhares de desabrigados que precisaram buscar acolhida em locais improvisados oferecidos pelas autoridades. A tragédia foi o ponto de partida da arquiteta Giovana Savietto Feres para desenvolver um projeto de habitação efêmera para situações emergenciais.



O projeto consiste em construções pré-fabricadas e desmontáveis, feitas de polietileno de alta densidade – o mesmo material usado em dutos de ar condicionado –, com boa resistência e que oferece conforto térmico e acústico para os seus usuários, sem necessidade de se utilizar argamassa ou cimento. Pelo projeto, os módulos são individuais e transportados em uma espécie de maleta para serem usados quantas vezes forem necessárias em situações de emergência. Poderiam ser instalados em um local, longe do perigo dos desastres naturais, para abrigar as vítimas por um período determinado. Segundo apurou a arquiteta, em média, 50% dos acampamentos emergenciais duram mais de cinco anos, enquanto apenas 25% permanecem menos de dois anos.



“A ideia é implantar um bairro novo e provisório para o primeiro socorro das vítimas, mas mesmo assim seria dotado de toda infraestrutura para que morassem com relativo conforto e sem ter que recorrer às escolas e ginásios ou às barracas improvisadas e desprovidas das necessidades básicas”, explica Giovana, que visitou várias vezes São Luiz do Paraitinga para fundamentar seu trabalho.



O projeto foi apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC), em dezembro último. Orientado pelo professor Leandro Medrano, o TCC arrancou elogios da banca examinadora, formada por especialistas na área. “O assunto é novo no Brasil e o tema surpreendeu os professores por ser inusitado. Além disso, trata-se de um problema real no país. Giovana conseguiu uma solução simples e factível”, salienta Medrano. Segundo ele, por sugestão da banca, será construído um protótipo da habitação para ser apresentado ao Ministério das Cidades, como proposta a ser implantada no Brasil.



Medrano lembra que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o número de desastres naturais passou de uma média de 50 por ano, na década de 1960, para 165 por ano na década de 1980. Ademais, estima-se que são cerca de 1,7 bilhão de pessoas afetadas nos anos 90. “É certo que os fenômenos vão continuar acontecendo, e a arquitetura pode buscar soluções para auxiliar os desabrigados de eventos como terremotos ou enchentes. A proposta apresentada é viável, além de sustentável”, elogia.



Mesmo sendo um projeto inicial, o abrigo emergencial portátil apresenta uma riqueza de detalhes grande e uma preocupação com a preservação do meio ambiente. Tudo foi pensado como forma de solucionar as questões de espaço e oferecer praticidade para ser montado em poucas horas. Os cômodos, por exemplo, foram projetados para abrigar famílias de quatro, seis ou oito pessoas, podendo perfeitamente ser montados por apenas duas pessoas. O módulo para quatro pessoas, por exemplo, possui em torno de 16 metros quadrados. Ademais, há possibilidade de ser adaptado para abrigar escolas, posto de saúde e outras instalações necessárias para proporcionar uma estadia adequada aos desabrigados por um período de cerca de um ano.



O piso, feito de material reciclado à base de pneu, aumenta a sustentabilidade do projeto. Já as camas seriam dobráveis no formato leito, como os de carros de passageiros de trens. A habitação teria ainda uma bancada para acomodar a pia e fogão elétrico. O banheiro seria químico, semelhante àqueles utilizados na construção civil. Todo o projeto de instalação hidráulica e elétrica também seguiria o modelo sustentável, com utilização de energia eólica. Os módulos podem ser agrupados e formados em torno de uma praça central, destinada ao lazer dos moradores, à semelhança do que ocorre em um bairro planejado.







Fonte: www.unicamp.br



Desafios da acessibilidade para a Copa de 2014 e Paraolimpíadas de 2016


Inscrições somente para a feira: http://www.inscricaofacil.com.br/cipa/reatech2011/




PREFEITURA APRESENTA PROJETOS E DEBATE INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA REATECH 2011








Estande com nichos temáticos e um auditório em que serão realizadas



16 mesas-redondas são destaques deste ano.







O espaço da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida será dividido em nichos temáticos (Trabalho, Saúde, Educação, Transportes, Acessibilidade), em que serão apresentados os principais programas e serviços oferecidos às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida na cidade de São Paulo. Haverá também áreas dedicadas à Câmara Municipal e ao Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência.




X REATECH 2011



Estande da Prefeitura de São Paulo



Ruas 500/600







Data: 14 a 17 de abril de 2011



Horário: quinta e sexta-feira das 13h às 21h – sábado e domingo das 10h às 19h



Local: Centro de Exposições Imigrantes



Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5

Estande com nichos temáticos, lançamento do Censo-Inclusão e um auditório em que serão realizadas 16 mesas-redondas são destaques deste ano. A Reatech acontece de 14 a 17 de abril, no Centro de Exposições Imigrantes. Transporte Gratuito Estação do Metrô Jabaquara (saída das Vans na Rua Nelson Fernandes, 400)






Um auditório com capacidade para até 60 pessoas receberá 16 mesas-redondas e oficinas, estimulando o debate sobre temas como Educação Inclusiva x Bullying, Desafios da acessibilidade para a Copa de 2014 e Paraolimpíadas de 2016, Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Transporte Acessível na Cidade de São Paulo, Tem um Deficiente Lá em Casa - Adaptações residenciais mínimas, Como Baratear Produtos Voltados para PcD, entre outros.



Conheça as mesas-redondas promovidas na Retech
 

Serão 16 mesas-redondas, palestras e oficinas realizadas no estande da Prefeitura. Inscrições gratuitas pelo e-mail: mobreduzida@prefeitura.sp.gov.br




Eventos da Prefeitura de São Paulo na Reatech 2011



Estande: Ruas 500/600

Inscrições gratuitas: mobreduzida@prefeitura.sp.gov.br

Vagas: 80 (cada evento)





Dia 14 de abril

14h às 14h40



Abertura





Dia 14 de abril

15h às 16h30



– Lançamento do Censo-Inclusão e Cadastro-Inclusão de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida na Cidade de São Paulo



• Prefeitura de São Paulo

• Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida





Dia 14 de abril

17h às 18h30



Mesa-Redonda – Desafios da acessibilidade para a Copa de 2014 e Paraolimpíadas de 2016



• Andrew Parsons – presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro

• Mariana Vieira de Mello – Gerente de Integração do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016

• Raquel Verdenacci – Comitê Organizador SP da Copa do Mundo FIFA 2014

• André Oliveira – Atleta paraolímpico

• Eliana Mutchnik – assessora técnica da Sec. Mun. Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida







Dia 14 de abril

19h às 21h



Mesa-Redonda – Educação Inclusiva x Bullying

• Secretaria Municipal de Educação

• Profa. Marie Claire Sekkel – Instituto de Psicologia da USP

• Eliana Cunha Lima – coord. de Educação Especial e Clínica de Visão Subnormal da Fundação Dorina Nowill

• Monica Amoroso – diretora da EMEE Hellen Keller para surdos

• João Álvaro de Moraes Felippe – professor da Associação Laramara









Dia 15 de abril

14h às 16h



Mesa-Redonda – Abordagem da PcD na mídia: temos boas notícias?

• Jairo Marques – jornalista, blogueiro e colunista da Folha de S. Paulo

• Flávia Cintra – repórter do Fantástico (TV Globo)

• Johnny Savalla – jornalista, pauteiro do Jornal da Cultura/TV Cultura

• Tuca Munhoz – Instituto MID Para a Participação Social das Pessoas com Deficiência





Dia 15 de abril

16h30 às 18h



Palestra: Transporte acessível na cidade de São Paulo

• Serviço ATENDE

• Bilhete Especial

• Cartão de estacionamento

• Transporte escolar

• Ônibus e táxis acessíveis





Dia 15 de abril

19h às 21h



Oficina – Tem um deficiente lá em casa - Adaptações residenciais mínimas



• Silvana Cambiaghi – arquiteta da SMPED e presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA)







Dia 16 de abril

11h às 13h



Mesa-Redonda – Como baratear os produtos e serviços para PcD?

• Mara Servan – diretora comercial da empresa Baxmann Jaguaribe

• Rodrigo Rosso – Ass. Bras. Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef)

• Representantes da FIESP e da Associação Comercial de São Paulo





Dia 16 de abril

14h às 16h



Mesa-Redonda – A imagem da deficiência na arte e a acessibilidade das obras



• Glauco Matoso – poeta e escritor com deficiência visual

• Amanda Tojal – especialista em acessibilidade em museus

• Luiz Carlos Merten – crítico de cinema do jornal O Estado de S. Paulo

• Deto Montenegro – diretor teatral





Dias 16

16h30 às 17h30



Oficina de Libras

• Assessores Técnicos da SMPED





Dia 16 de abril

17h30 às 19h



Mesa-Redonda – Acesso à Comunicação: SMS, Closed Caption, Intérprete de Libras, Vídeo-Chamada e Audiodescrição



• Claudia Cotes – coordenadora da ONG Vez da Voz

• Naziberto Lopes de Oliveira – assessor da SEDPD

• Neivaldo Zovico – coordenador de Acessibilidade da FENEIS

• Luis Henrique da Silveira Mauch – ONG Mais Diferenças

• Leonardo Gleison – técnico do Laratec (Associação Laramara)

• Paulo Vieira – assessor técnico da SMPED











Dias 17 de abril

11h às 13h



Mesa-redonda – Políticas públicas e Código Internacional de Funcionalidade (CIF): deficiência não é lesão



• Denise de Siqueira – formada em Relações Internacionais pela UFSC e membro do GT Floripa Acessível

• Evandro Furlan – cirurgião-dentista pela UFSC e membro do GT Floripa Acessível

• Marina Coutinho de Carvalho Pereira – assistente social pela UFSC e membro do GT Floripa Acessível

• Fernanda Ramos Melo – designer e mestre em Engenharia Civil, especialista em acessibilidade e membro do GT Floripa Acessível.

• Victorino Bala – advogado, membro do GT Floripa Acessível e da Comissão sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB-SC.





Dias 17 de abril

13h30 às 14h30



Mesa-Redonda – Desafios da Profissionalização do Tradutor/Intérprete de Libras/Português e Guia-Intérprete para Surdocegos (TILPS / GI)

• Regiane Eufrausino - Movimento Paulista Pró Categoria TILSP e GI

• Juliana Fernandes - Feneis SEINT

• Elsa Basílio – Associação dos Profissionais Intérpretes e Guias-Intérpretes de Língua de Sinais Brasileira do Estado de São Paulo (APILSBESP)

• Odirlei Faria – assessor técnico Sec. Mun. Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida





Dia 17 de abril

14h30 às 16h



Políticas Públicas para PcD: os próximos passos



• Marcos Belizário – Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida

• Linamara Rizzo Battistella – Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência:

• Humberto Lippo – Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência

• Gersonita Pereira de Souza – presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência





Dia 17 de abril

16h às 17h30



Mesa-Redonda – Autodefensores: a palavra à pessoa com deficiência intelectual



• Representantes da sociedade civil e instituições







Dia 17 de abril

17h30 às 18h30

Oficina de Libras

• Assessores Técnicos da SMPED



Eventos Especiais



• CURSO “SEM BARREIRAS NO TRABALHO” (Auditório 3)



14 de abril

15h às 19h



Voltado a profissionais de RH, com informações sobre os principais elementos do processo de inclusão profissional de pessoas com deficiência, como procedimentos legais e técnicos.



PROMOÇÃO: Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida

INSCRIÇÕES GRATUITAS: sembarreiras@prefeitura.sp.gov.br



Mandar e-mail com as seguintes informações:

Quero participar do Curso “Sem Barreiras no Trabalho”

Nome Completo (sem abreviação):

Telefone:

Endereço Completo:

Instituição/Empresa:

Tem algum tipo de deficiência?

Sim ( ) Não ( ) Qual?







• V SEMINÁRIO DA MULHER COM DEFICIÊNCIA (Auditório 1)



16 de abril

10h às 17h



Objetivo: discutir as especificidades da deficiência no universo feminino, levantar propostas de políticas públicas e ações de inclusão que contemplem a mulher como cidadã, trabalhadora e mãe.





PROMOÇÃO: Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência

INSCRIÇÕES GRATUITAS: cmpd@prefeitura.sp.gov.br








Paletra: Consumo Sustentável e Sustentabilidade

domingo, 3 de abril de 2011

ONGs ambientais alemãs pedem que governo alemão desista de financiar Angra 3: Vielen Dank, thank you, arigatôo, obrigado!

ONGs ambientais pedem que governo alemão desista de financiar Angra 3


ONGs alemãs dizem que governo não deve financiar Angra 3



Autoria: Camilla Costa*


Da BBC Brasil em São Paulo


Organizações ambientais pediram ao governo alemão que desista do acordo que prevê um subsídio de 1,3 bilhão de euros (cerca de R$ 3 bilhões) para a construção da usina nuclear de Angra 3, no município de Angra dos Reis (RJ).



A partir dos anos 70, a Alemanha passou a colaborar com o programa nuclear brasileiro. No caso de Angra 3, o país se comprometeu em subsidiar a empresa alemã Siemens, que forneceria equipamentos e insumos para a construção da usina.



Este tipo de subsidio do governo alemão serve para proteger as empresas do país, caso um empreendimento em outro país fracasse. Em 2010, a Alemanha reafirmou seu compromisso com Angra 3, mas nenhum contrato de financiamento nem de fornecimento de materiais chegou a ser assinado.



A ONG ambiental Urgewald e outras dez instituições assinaram uma carta enviada à chanceler Angela Merkel e aos ministros da Economia, das Finanças e das Relações Exteriores do país, pedindo que o país desista da parceria.



Na carta, as organizações argumentam que a situação da usina Angra 2, que funciona há dez anos sem uma licença permanente e que também foi resultado de uma parceria com a Alemanha, comprova que o Brasil é um país com "baixos padrões de segurança e sem uma fiscalização nuclear independente".



Os ambientalistas argumentam também que o projeto de Angra 3, feito nos anos 80, é ultrapassado e apresenta sérios problemas relativos à segurança das pessoas e do ecossistema da região.



A carta chegou às mãos dos ministros antes de um debate sobre a questão no parlamento alemão, na última semana. Após a discussão, o governo disse que voltará a discutir as condições da construção de Angra 3 com o governo brasileiro.



Segurança



A especialista em instituições financeiras da ONG Urgewald, Barbara Happe, disse que a crise nuclear na usina de Fukushima, no Japão, deve fazer com que o governo alemão repense não só sua política nuclear interna, mas também a ajuda aos projetos nucleares de outros países.



"Entre 2001 e 2009, conseguimos que a Alemanha não aprovasse nenhum financiamento na área de energia nuclear. Mas, desde que o governo mudou, usinas da China, do Vietnã, da França e de outros países receberam financiamentos. Nós só ficamos sabendo depois", disse.



Segundo Happe, uma das autoras da carta aos ministros alemães, a verba prevista para a usina de Angra 3 é a maior que todas as que Alemanha concedeu recentemente.



A especialista, que já morou no Brasil e analisou o projeto da nova usina, apontou diversos argumentos contra a construção, como os problemas de segurança do local previsto e a falta de um depósito seguro para os resíduos nucleares. Atualmente, eles são armazenados dentro do próprio complexo nuclear, em frente ao mar.



"Sabemos que aquela região sofre fortes chuvas e está sujeita a deslizamentos. Em casos como estes, a rota principal de fuga, que é a BR-101 (Rio-Santos), geralmente fica interditada", disse Barbara Happe.



"Em caso de acidentes, seria preciso retirar cerca de 170 mil pessoas dali. Sem a rodovia, fica difícil."



As instalações da usina Angra 3 já estão sendo construídas no complexo em Angra dos Reis.



A Eletronuclear, empresa que opera as usinas nucleares brasileiras, anunciou ao longo da última semana uma série de medidas de segurança como a construção de quatro píeres nas imediações de Angra 1, 2 e 3 para aumentar o número de rotas de fuga da região e facilitar a evacuação em navios.



Um porta-voz da empresa anunciou também o plano de contratar uma consultoria para avaliar o risco de deslizamentos nas encostas da BR-101.



Ele disse também que a Eletronuclear estuda a possibilidade de construir uma pequena central hidrelétrica nas bacias dos Rios Mambucaba e Bracuí, para resfriar os reatores das usinas caso os geradores existentes falhem, como ocorreu em Fukushima.



Exemplo japonês



A crise provocada pelo vazamento de radiação da usina nuclear de Fukushima Daiichi, danificada pelo tsunami e terremoto que atingiram no Japão no início do mês de março, fizeram com que diversos países europeus anunciassem mudanças em seus programas nucleares.



Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel decidiu voltar atrás em sua decisão de estender a vida útil das usinas do país após protestos populares contra o uso da energia nuclear.



Segundo a agência estatal alemã Deutsche Welle, o ministério da Economia divulgou uma nota em que prometeu consultar o governo brasileiro para saber "em que medida os acontecimentos no Japão terão efeito nos próximos procedimentos e nos padrões a serem utilizados na futura usina".



*Colaboração de Júlia Carneiro, da BBC Brasil no Rio de Janeiro.



Tragédia ambiental em Fukushima continua: Radiação ionizante da usina nuclear dispersando pela atmosfera, água, solo, mar...

Pó absorvente será usado para frear vazamento em usina


03/04/2011 - 04h43
Do UOL Notícias*

Em São Paulo Comentários [10]



 Entenda o acidente nuclear no Japão




 



Infográfico mostra acidente nuclear em Fukushima. Clique para vê-lo em tamanho maior:


http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/infografico/2011/03/16/a-crise-nuclear-no-japao.jhtm



Os técnicos da Tepco, a operadora da usina nuclear de Fukushima, no Japão, planejam utilizar polímero em pó, altamente absorvente, para frear o escapamento de água radioativa ao mar, após tentar sem sucesso conter esse vazamento com concreto.







No sábado foi encontrada uma rachadura de cerca de 20 centímetros no muro de uma fossa próxima ao reator, na qual há água com elevada radioatividade (um nível de iodo 131 que excede 10 mil vezes a concentração legal) que vaza para o oceano.



Os técnicos tentaram cobrir a rachadura com o uso de concreto, mas a contínua presença de água impediu que o material se solidificasse.



Por isso, foi decidido injetar neste domingo polímero em pó nos encanamentos que conduzem à fossa, situada perto da tomada de água do reator 2 e que contém cabos elétricos, informou a agência local "Kyodo".



Os especialistas acreditam que a água que inunda tanto a fossa como o porão do prédio da unidade 2 provém do núcleo do reator, dada sua elevada radioatividade.



Segundo um porta-voz da Tepco, as fossas das outras unidades da usina nuclear não mostram fendas similares.



Corpos de funcionários



Os corpos de dois funcionários da Tepco foram encontrados em uma das unidades da usina nuclear de Fukushima na última quarta-feira. No entanto, a informação foi divulgada apenas neste domingo. Os trabalhadores, de 21 e 24 anos, estavam desaparecidos desde o tsunami que atingiu o país no dia 11 de março.



Até o momento, o número de mortos por causa do terremoto e do tsunami é de 12.009, segundo o último cálculo da Polícia japonesa.




Usina no Japão vaza radioatividade para o mar



O primeiro-ministro Naoto Kan esteve na zona de desastre neste sábado

A Tepco (Tokyo Electric Power Co.) – empresa que opera o complexo nuclear de Fukushima, no Japão – afirmou neste sábado que água contaminada com radioatividade está vazando para o mar.



Especialistas descobriram uma rachadura de 20cm na parede de concreto do poço de contenção do reator dois, que teria sido provocada pelo terremoto do dia 11 de março.



A Tepco suspeita que a rachadura esteja por trás dos altos níveis de contaminação detectados na zona costeira e já prepara uma operação para vedar o poço com concreto.



Ainda neste sábado, três semanas após o tremor e o tsunami que devastaram áreas inteiras do país, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, entrou na área de exclusão de 20 km ao redor da usina para visitar a base que vem sendo usada por funcionários da Tepco para combater a crise nuclear.



Kan também esteve em outras regiões afetadas no nordeste do Japão.



Incertezas



O vice-diretor-geral da Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão, Hidehiko Nishiyama, afirmou que a Tepco pretende vedar a rachadura com uma injeção de concreto.



"Com os níveis de radiação subindo na água do mar próximo à usina, vínhamos tentando descobrir a razão, e neste contexto, essa pode ser a fonte", disse Nishiyama.



No entanto, ele disse que outras rachaduras parecidas poderiam ter aparecido no concreto e que elas precisam ser encontradas "o mais rápido possível".



A Tepco já tinha afirmado anteriormente suspeitar de que material radioativo estivesse vazando continuamente da usina, mas ainda não tinha descoberto a fonte.



Medições indicam que o ar acima da água contaminada do poço de contenção apresenta mil millisieverts de radioatividade.



Durante a sua visita à zona de desastre, Kan assegurou a população local de que o governo japonês fará de tudo para prestar-lhes apoio.



Reconstrução



"Conversei com funcionários da administração local sobre como reconstruir a indústria pesqueira, inclusive como reconstruir criadouros de peixe e crustáceos", disse.



"O governo vai fazer o máximo para apoiar estes esforços."



No entanto, um dos milhares de refugiados por causa do desastre, Ryoko Otsubo, de 60 anos, criticou a visita.



"O momento para a visita já passou. Gostaria que ele tivesse visitado este local antes. Queria que ele visse as pilhas de destroços em cima das ruas. Agora, as ruas estão limpas", disse.



Kan viajou de Tóquio a Rikuzentakata em um helicóptero militar.



Ele já tinha sobrevoado a usina nuclear no dia seguinte ao terremoto.



Água radioativa continua a vazar da Usina Fukushima 1



A Agência Nuclear e Industrial do Japão informa não ter havido mudança no volume de água radioativa que está vazando da usina nuclear Fukushima 1 depois que um polímero absorvente foi injetado em um poço com rachadura.



A Companhia de Energia Elétrica de Tóquio (Tepco) constatou sábado que água contaminada estava vazando para o mar a partir de uma rachadura de 20 centímetros no poço de concreto.



Neste domingo, a empresa usou um polímero absorvente para tentar fazer cessar o vazamento de água radioativa.



A agência nuclear do governo japonês informou que a injeção da substância química começou logo depois das 13h40 deste domingo, mas não confirmou que tenha havido declínio no volume de água radioativa que está vazando para o mar.



O órgão acrescentou que também foram usados serragem e jornais velhos, sem que no entanto a substância absorvente tenha alcançado a tubulação.



Até segunda-feira a agência planeja continuar a acompanhar a situação para verificar se obtém algum resultado positivo.