quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A água que respiramos!

Máquina que produz água a partir do ar chega ao Brasil
26 de Agosto de 2014 • Atualizado às 09h42


Enquanto a crise da água se torna mais preocupante em todo o mundo, pesquisadores desenvolvem alternativas para minimizar esse problema. A Aozow é uma máquina criada com esse objetivo. Através do processo de condensação, o equipamento é capaz de transformar a umidade da atmosfera em água potável.
A empresa responsável por trazer a tecnologia para o Brasil é a Ecomart, que apresentou a novidade durante a Expo Arquitetura Sustentável. De acordo com o diretor da empresa, Marco Franco, a tecnologia tem um uso bem amplo, podendo ser útil em residências ou em locais com maior demanda. Mas, principalmente, o sistema é ideal para áreas que enfrentam problemas com o fornecimento de água.
A máquina necessita apenas de eletricidade para gerar água potável fria ou quente, em temperatura que vai até 80ºC. A produção é automática e feita através de um microcomputador interno. O sistema calcula a umidade do ar, a temperatura e então produz água. Toda a produção é filtrada, para que sejam retiradas todas as impurezas.
Imagem: Divulgação

De acordo com a empresa, a capacidade varia de acordo com os níveis de umidade do ar. Assim sendo, com a umidade relativa em 40%, a Aozow consegue produzir 12 litros de água potável em 24 horas. Quando a umidade sobre para 90%, a máquina chega a produzir diariamente 34 litros.
Redação CicloVivo

Cientistas ganham Nobel de Física por possibilitar o uso do LED na iluminação:“Sua invenção foi revolucionária. Lâmpadas incandescentes iluminaram o século XX. O século XXI será iluminado por lâmpadas LED.”

Cientistas ganham Nobel de Física por possibilitar o uso do LED na iluminação


07/10/2014 - 07:46

Três pesquisadores, dois japoneses e um americano, criaram o LED azul, componente que faltava para que a luz desse tipo pudesse ser usada na iluminação comum

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O professor Isamu Akasaki, vencedor do Nobel de Física 2014, recebe flores durante coletiva de imprensa realizada após anúncio do prêmio
O professor Isamu Akasaki, vencedor do Nobel de Física 2014, recebe flores durante coletiva de imprensa realizada após anúncio do prêmio - Jiji Press/AFP
(Atualizado às 9h45)
Os cientistas japoneses Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e o japonês naturalizado americano Shuji Nakamura são os vencedores do prêmio Nobel de Física de 2014. A Academia Real de Ciências da Suécia premiou os pesquisadores pela invenção do LED azul, “que permitiu a criação de fontes de luz branca brilhantes e eficientes”, de acordo com o anúncio, feito na manhã desta terça-feira.  
“No espírito de Alfred Nobel, o prêmio reconhece uma invenção de grande proveito para a humanidade; com o uso do LED azul, a luz branca pôde ser criada de uma nova forma. Com o advento de lâmpadas de LED hoje temos alternativas mais duradouras e eficientes a antigas fonte de luz”, diz o comunicado do comitê do Nobel no Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia. “Sua invenção foi revolucionária. Lâmpadas incandescentes iluminaram o século XX. O século XXI será iluminado por lâmpadas LED.”  
Desde os anos 1960, a indústria contava com LEDs vermelhos e verdes — no entanto, sem o componente azul, eles não podiam ser transformados em luz branca e, por isso, esse tipo de energia não podia ser usado na iluminação comum. Foi apenas na década de 1990, com a criação e produção do LED azul pelos três cientistas, que teve início uma grande transformação na área da iluminação. As lâmpadas de LED que surgiram a partir de então são mais eficientes, econômicas e sustentáveis que os bulbos incandescentes ou fluorescentes.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Austrália tem jardim vertical mais alto do mundo com 250 espécies

Austrália tem jardim vertical mais alto do mundo com 250 espécies
06 de Outubro de 2014 • Atualizado às 17h30


O mais alto jardim vertical do mundo está localizado em Sidney, Austrália. A área verde foi instalada em um prédio residencial dentro de um complexo de uso misto. O projeto é assinado pelo renomado arquiteto francês Jean Nouvel e contou com a parceria paisagística do conterrâneo Patrick Blanc.

Foto: Divulgação
Apelidado de One Central Park, o complexo foi planejado para oferecer conforto aos moradores e muitas outras facilidades, mantendo a harmonia com o meio ambiente. O jardim vertical possui 250 espécies de plantas nativas da Austrália, um jeito muito interessante de dar continuidade às áreas florestadas em terra firme.

Foto: Divulgação
Todos os detalhes foram planejados com muito cuidado. Um dos destaques é a utilização de um conjunto de espelhos motorizados no topo das torres. Eles foram aplicados para captar a luz solar e os raios, direcionando-os para a paisagem viva abaixo.

Foto: Divulgação
Assim como o parque de mesmo nome em Nova York, o One Central Park está em um complexo que conta com uma grande área verde. São 64 mil metros quadrados de vegetação centro da metrópole australiana, com espaços para lazer, descanso, show e festivais ao ar livre.

Foto: Divulgação
A forma como o jardim vertical foi planejado passa a ideia de que as plantas foram crescendo aleatoriamente até dominarem parte do edifício. O site oficial do complexo o caracteriza como uma “casa na árvore gigante” e “uma torre high-tech com proporções épicas”.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação
Redação CicloVivo

domingo, 5 de outubro de 2014

Parques do Brasil: desafios, modelos de gestão, oportunidades e exemplos que inspiram

Arq.Futuro e Semeia
Apresentam
Parques do Brasil: desafios, modelos de gestão, oportunidades e exemplos que inspiram

O Semeia e o Arq. Futuro promovem debate sobre parques urbanos e unidades de conservação no dia 7 de outubro, no Auditório da Fundação Bienal de São Paulo, no Parque Ibirapuera.O evento reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir como o uso público desses espaços pode propiciar a conservação, o desenvolvimento socioeconômico e o bemestar em núcleos urbanos e não urbanos, por meio de modelos de gestão inovadores.

7 DE OUTUBRO | 8h ÀS 18H
AUDITÓRIO DA FUNDAÇÃO BIENAL SÃO PAULO


Palestrantes confirmados:
Fred Kent, fundador e presidente da ONG Project for Public Space
Roberto Vizentin, presidente do ICMBio
Fernando de Mello Franco, Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo
Lydia Ragoonanan, gestora da organização britânica Rethinking Parks
Rute Andrade, pesquisadora da Fundação Museu do Homem Americano, fundação co-gestora do Parque Nacional da Serra da Capivara
Pedro Passos, presidente do Conselho do Semeia
Patrice Etlin, sócio-diretor do Advent na América Latina
Heraldo Guiaro, diretor do Parque do Ibirapuera
Athos Comolatti, presidente da Associação Parque do Minhocão
Stela Goldenstein, geógrafa e diretora da Associação Águas Claras do Rio Pinheiros


No evento, lançamento do livro
Como cuidar da nossa água
4ª edição – com novos dados e infográficos
Informação simples e atualizada para entender, enfrentar e superar a crise hídrica

EDIÇÃO DE PARQUES URBANOS do BRASIL, NO RIO DE JANEIRO – 18 e 19 DE NOVEMBRO:
Centro Cultural da FGV – Praia de Botafogo 190, Botafogo – Rio de Janeiro

Fundação Bienal São Paulo
Parque Ibirapuera – Portão 3, Pavilhão
Ciccillo Matarazzo – São Paulo

*Lista de palestrantes sujeita a alterações


INSCRIÇÕES:


Arq.Futuro e Instituto Semeia promovem evento “Parques do Brasil”, em São Paulo




http://www.archdaily.com.br/br/628146/arq-ponto-futuro-e-instituto-semeia-promovem-evento-parques-do-brasil-em-sao-paulo

http://www.archdaily.com.br/br/author/romullo-baratto



Arq.Futuro, em parceria com o Instituto Semeia, promove o evento “Parques do Brasil: modelos de gestão, oportunidades e exemplos que inspiram”, que acontecerá no dia 7 de outubro, no auditório da Fundação Bienal, no Parque do Ibirapuera em São Paulo.
Especialistas internacionais vão compartilhar suas experiências na gestão de parques, entre os quais Lydia Ragoonanan, gerente do Rethinking Parks, que trará a perspectiva da instituição britânica na manutenção e melhoria de parques no Reino Unido.
A Rethinking Parks trabalha com um fundo de £1 milhão, a partir de recursos do Heritage Lottery Fund, do Big Lottery Fund e da organização filantrópica Nesta, para financiar projetos de até £100 mil que tragam ideias inovadoras para a gestão de parques.
Dados da Rethinking Parks indicam que o financiamento público para serviços de parques terá uma queda de 60% no orçamento do governo na próxima década, embora 70% dos administradores de parques tenham notado um aumento expressivo no número de visitantes. Com o aumento da importância desses espaços públicos para a vida urbana, surge a necessidade de contemplar novos modelos de negócios que possam tornar os parques economicamente atraentes e sustentáveis.
A Rethinking Parks organizou uma competição nacional para reunir projetos inovadores para parques. A organização selecionou 11 finalistas que serão apresentados por Lydia Ragoonanan no seminário Parques do Brasil, em São Paulo.
Algumas ideias levantadas incluem a produção de instalações temporárias para gerar receitas ao parque, como cinemas a céu aberto, festivais culinários e exposições artísticas. O Park Hack, no bairro de Hackney em Londres, prevê um modelo de negócios em que as empresas da região financiam a manutenção dos parques, mas, em contrapartida, podem usar o espaço para eventos corporativos.
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Park Hack, Londres. A organização filantrópica Groundwork London e o escritório de arquitetura Gensler desenvolvem um modelo de negócios em que empresas financiam e usam os parques da região para eventos corporativos. Cortesia de Park Hack/Rethinking Parks
Na comunidade de Burley, uma iniciativa que será testada é o uso da criação de abelhas e plantação de flores para produção de óleo, como maneiras de gerar receita para os parques e, assim, custear sua manutenção. Outro projeto em andamento na Escócia vai procurar aproximar os parques dos cidadãos por meio de um mapa digital com uma agenda atualizada de todas as atividades culturais que acontecem nos parques de Glasglow e Edimburgo.
As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas através da página do Arq.Futuro. Conheça os 11 projetos apoiados pela Rethinking Parks aqui.



Planejamento é essencial para o desenvolvimento da sustentabilidade nas cidades

Enviado em 05/10/2014 às 19h44

Planejamento é essencial para o desenvolvimento da sustentabilidade nas cidades

DIÁRIO DA MANHÃ
HEIKO HOSOMI SPITZECK E RAFAEL TELLO





Planejamento é a palavra chave quando pensamos na necessidade de tornar as construções – e as cidades – mais sustentáveis. Fatores como o consumo de energia, água e as emissões de gases não são questões que podem ser mudadas em pouco tempo. São transformações essenciais que devem ir além dos ciclos eleitorais. É preciso investir hoje para colher os frutos em infraestrutura em longo prazo.
Essa questão envolve todas as fases do desenvolvimento das cidades. As construtoras, por exemplo, costumam despender pouco tempo no planejamento para logo iniciar a construção, deixando de lado detalhes importantes a contemplar, como mobilidade urbana. O resultado é a baixa qualidade de vida para os moradores e para população depois da obra pronta. 
Seria preciso alinhar o trabalho das construtoras com o planejamento urbano e, principalmente, as necessidades da população, para que as cidades tenham estratégias de crescimento e organização que fomentem maior qualidade de vida e eficiência das relações entre pessoas e empresas.
Principalmente nas grandes cidades, existe um problema de governança metropolitana, que impõe dificuldades para a resolução de desafios que extrapolam os limites municipais. Esta governança deve incluir a prefeitura, as empresas e a população para alinhar as atividades e trabalhar colaborativamente frente a uma visão comum. Os protestos recentes demonstram que existem muitas diferenças entre as expectativas da população e do setor público sobre o futuro das cidades. Em muitos casos, a governança metropolitana não existe ou não está orientada para o bem comum.
Também observa-se que muitas empresas estão trabalhando para promover desempenho ambiental e social. Mas o setor sofre com a alta informalidade e com a autoconstrução, estimadas em 70% das atividades. São os segmentos que representam os maiores desafios para a promoção da sustentabilidade na construção.
É preciso industrializar o setor de construção, investir em qualidade e tecnologia para que se possa produzir de forma mais rápida, com mais qualidade, com menores impactos negativos e melhor desempenho no ciclo de vida.  
Um exemplo é a Casa E, Casa de Eficiência da Basf, que apresenta a existência de um novo padrão para a construção civil que minimiza os problemas e riscos e ao mesmo tempo reduz os custos ao longo do ciclo de vida de uma construção. Além de expor um conjunto de produtos que podem ser utilizados em construções sustentáveis, o projeto é um exemplo de construção que pode ser visitado, criticado e avaliado como referência. É certamente uma iniciativa importante para disseminar conhecimento relevante sobre sustentabilidade na construção para o Brasil.
Além disso, alguns importantes fatores estão tornando atraentes as construções mais limpas, rápidas e com melhor performance, como a Norma de Desempenho NBR 15.575, os crescentes preços da energia, o risco de inflação crescente, escassez de mão de obra, entre outros.
O quinto lugar em certificações green building no mundo registrado pelo Brasil também mostra o interesse de incorporadores e clientes corporativos, mas ainda é preciso desenvolver o mercado residencial, que deve começar a mudar quando os clientes passarem a cobrar desempenho mínimo de suas moradias. É o consumidor que tem papel chave, mas ainda não reconhece o valor adicional de uma construção sustentável. Mudar esse pensamento é uma meta para o setor. O desafio está lançado, em prol de uma sociedade mais eficiente e de uma melhor qualidade de vida.
(Heiko Hosomi Spitzeck, coordenador do Centro de Referência em Sustentabilidade nas Cidades da Fundação Dom Cabral / Rafael Tello, sócio-diretor da NHK Sustentabilidade e professor associado da FDC)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

França começa a restringir uso do cigarro eletrônico

29 DE SETEMBRO DE 2014
França começa a restringir uso do cigarro eletrônico
Maioria dos consumidores de cigarros eletrônicos na França são jovens.
Maioria dos consumidores de cigarros eletrônicos na França são jovens.
gettyimages
Lúcia Müzell
O governo francês deu o primeiro passo para fechar o cerco ao cigarro eletrônico, que já seduziu 1,5 milhão de fumantes no país. O consumo do produto será proibido perto de crianças, dentro dos transportes públicos ou no local de trabalho. A partir de 2016, a publicidade dos cigarros eletrônicos será restringida.
As medidas fazem parte de um plano contra o tabagismo revelado pela ministra da Saúde, Marisol Touraine, na semana passada. O anúncio inclui uma reivindicação antiga das associações de luta contra o fumo: a adoção de embalagens neutras para os cigarros comuns. O espaço para a marca será reduzido e todos os pacotes terão a mesma forma, tamanho e tipografia. O fumo dentro de veículos com a presença de menores de 12 anos vai ser proibido.
A ministra reconhece que o cigarro eletrônico é menos nocivo para a saúde e pode ser um bom caminho para quem quer parar de fumar, afinal o produto contém nicotina, mas não tabaco. O pneumologista Bertrand Dautzenberg, presidente da Agência Francesa de Prevenção ao Tabagismo, garante que o cigarro eletrônico provoca menos dependência.
“O cigarro eletrônico faz menos mal e mantém uma boa imagem mesmo com essas medidas. Não houve a intenção de questionar os benefícios do cigarro eletrônico em relação ao cigarro normal”, afirma. “O governo quis dizer que ele não é um produto sadio, mas é infinitamente melhor do que o cigarro de verdade.”
Mais limites no futuro
O governo francês já indicou a intenção de adotar, para os cigarros eletrônicos, as mesmas restrições aplicadas aos cigarros à base de tabaco. A questão ainda provoca controvérsias dentro da Europa – enquanto a Itália classifica os cigarros eletrônicos como medicamento para parar de fumar, a Croácia proíbe o uso do produto em todos os lugares públicos.
Dautzenberg é favorável a esse método para acabar com o vício. “O meu desejo é que daqui a 20 anos não haja mais nenhum fumante na França graças ao cigarro eletrônico, e cinco anos depois não tenha mais nenhum usuário de cigarro eletrônico. As coisas caminham nesse sentido”, observa. ”Seja fumaça ou vapor, o melhor é que crianças e jovens não cresçam assistindo à cena de pessoas consumindo cigarros.”
A radiologista Amélie, de 26 anos, fumava um maço de cigarros por dia e, desde que adotou o cigarro eletrônico, afirma estar menos dependente. “Eu acho que é compreensível que seja comparado com o cigarro normal, enquanto não se sabe com certeza quais são os efeitos na saúde. Mas se um dia provarem que não é prejudicial, espero que voltem a nos dar o direito de fumar o cigarro eletrônico em todos os lugares”, comenta. “Parei com o cigarro normal e hoje o cheiro do tabaco me dá tanto nojo quanto para uma pessoa que parou totalmente de fumar. Só continuo com o cigarro eletrônico por causa da dependência à nicotina.”
Já a vendedora Lucie, 28 anos, acha as restrições ao produto um retrocesso. Ela é fumante há 12 anos e também abandonou o tabaco.
“Já demos esse passo à frente, por que voltaríamos atrás? Seria ridículo. Restringir o acesso não é uma solução para ninguém – pelo contrário, é uma burrice”, reclama. “Eu acho que não tem comparação: o gosto é bem melhor e a gente sente que está agredindo menos a saúde.”
Fabricantes protestam
Entre os comerciantes do produto, as medidas não foram bem recebidas. O presidente da federação dos fabricantes, Arnaud de Rauly, acha que as proibições vão de encontro ao plano do governo francês de, em 20 anos, acabar com o tabagismo.
“As medidas que atingem o cigarro eletrônico são simplesmente aberrantes, porque os colocam no mesmo nível de um produto de tabaco. Já foi provado que os cigarros eletrônicos são infinitamente menos perigosos que o cigarro clássico”, diz. “Nós vamos dialogar com as instituições competentes para explicar essa situação e chegar a medidas bem menos punitivas, afinal as vendas de tabaco caíram 7% em agosto em relação a janeiro deste ano – e isso graças ao cigarro eletrônico.”
Rauly argumenta que quem adota o cigarro eletrônico acaba fumando menos porque os hábitos do vício se modificam. “Quando você acende um cigarro, você fuma ele até o fim. Quando você usa um cigarro eletrônico, você dá uma ou duas tragadas e depois só volta a usá-lo uma ou duas horas depois”, explica. “Você não vai dar 12 tragadas de uma vez só porque o cigarro está aceso.”

No Brasil e em boa parte da América Latina, o cigarro eletrônico é proibido. Em Honk Kong, a simples posse do produto é passível de uma multa de R$ 30 mil.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Em 10 anos, o fumante gasta mais de R$9 mil com cigarro!

| Publicada em 29/09/2014 às 09:22:26h
UFSCar realiza campanha de prevenção ao tabagismo em São Carlos na próxima sexta-feira

Professores e alunos buscam facilitar uma mudança de hábito dos fumantes




No próximo dia 3 de outubro, das 8 às 17 horas, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza uma campanha para estimular tabagistas a abandonarem o vício, visando a preservação da qualidade de vida e da saúde. A ação acontece na Praça do Mercado Municipal de São Carlos e é organizada pelo Departamento de Medicina (DMed), Liga Acadêmica de Clínica Médica da UFSCar (LACMU), Liga de Oncologia Médica e Cirúrgica da UFSCar (LOCCU), Centro Acadêmico da Engenharia de Produção da UFSCar (CAEP) e Pró-Reitoria de Extensão (ProEx).

A campanha tem como objetivo esclarecer sobre os malefícios do cigarro, assim como disponibilizar material informativo que ajude o indivíduo fumante a abandonar o vício. Cerca de dez pessoas, em cada período do dia, entre professores e alunos do curso de Medicina da UFSCar, irão conversar e orientar as pessoas que fumam.

De acordo com Caio Freitas Ramos, aluno do curso de Medicina da UFSCar e diretor de comunicação da LOCCU, muitos fumantes não imaginam o mal que o hábito causa. "Como o tabagismo influencia inúmeras doenças, pensamos em uma forma de interagir com a comunidade e facilitar uma mudança desse hábito", explica.

Orientações

De acordo com os organizadores da campanha, há 4.720 substâncias tóxicas no cigarro, que podem causar tosse, mau hálito, aparência envelhecida, infertilidade feminina, impotência no homem, falta de ar, infarto, câncer e até a morte. Além dos malefícios à saúde, a campanha alerta para o impacto financeiro do consumo do cigarro. A estimativa é de que em 10 anos, o fumante gaste mais de R$9 mil com cigarro. O cálculo é feito com base em uma pessoa que consome um maço por dia ao custo médio de R$2,60.

Durante a ação de orientação, a equipe vai dar dicas para resistir ao cigarro. Respirar fundo para controlar a ansiedade e irritação, fazer atividades prazerosas e evitar locais e contato com fumantes são algumas das orientações.
Mais informações sobre a campanha podem ser obtidas pelo e-mail loccufscar@hotmail.com.


Por: Ascom/UfSCar