quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Audiência Pública PL 312/2014: NÃO AO SUBSÍDIO MUNICIPAL! Sucesso dos camisetas pretas! Unidos, somos mais fortes!


Audiência pública em 13/08/2014: Ampla maioria no plenário, com camisas pretas são contra o subsídio municipal


Por Fred Okabayashi OAB/SP 173.250




Audiência pública da CCJ do PL 312/2014 - Subsídio na PMSP, em 13/08/2014, 10h. Após exposição desastrosa da Secretária Leda Paulani, o relator do PL 312/2014, vereador Floriano Pesaro  questionou quanto à constitucionalidade do PL. Os camisetas pretas ocuparam o plenário, deixando claro que a maioria, 99% não quer o SUBSÍDIO MUNICIPAL na PMSP! Confira!
http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=Subsidio




Pronunciamento do Procurador do Município de São Paulo, Dr. Carlos Figueiredo Mourão, presidente da Associação dos Procuradores do Município de São Paulo - APMSP, na audiência pública da CCJ da Câmara Municipal de São Paulo do PL 312/2014, em 13/08/2014 CONTRA o subsídio municipal. O PL 312/2014 é INCONSTITUCIONAL!

Medida Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade STF 3.923-7 Maranhão 16/08/2007

http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=3923&processo=3923

Ementa
MEDIDA CAUTELAR EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI N. 8.592,
DE 30 DE ABRIL DE 2007, DO ESTADO DO MARANHÃO. FIXAÇÃO DE SUBSÍDIO PARA
OS SERVIDORES ESTADUAIS. FIXAÇÃO INDISCRIMINADA. AFRONTA AO DISPOSTO NO
ARTIGO 39, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. CARACTERIZAÇÃO DO PERICULUM
IN MORA E FUMUS BONI IURIS. DEFERIMENTO DA MEDIDA CAUTELAR.
1.      O ato normativo impugnado institui a remuneração por meio de
“subsídio” a grupos de servidores públicos do Estado do Maranhão.
Aplicação indiscriminada.
2.      O subsídio de que trata o  § 4º do artigo 39 da CB/88 pode ser
estendida a outros servidores públicos, configurando contudo
pressupostos necessários à substituição de vencimentos por subsídio a
organização dos servidores em carreira configura, bem assim a
irredutibilidade da remuneração.
3.      A lei questionada não disciplina de forma clara como será
procedido
o pagamento das vantagens adquiridas por decisão judicial ou em
decorrência de decisão administrativa.
4.      Fumus boni iuris demonstrado pela circunstância de a lei
estadual
ter ultrapassado o quanto poderia alcançar em coerência com o Texto
Constitucional.
5.      O periculum in mora torna-se evidente na situação crítica
instalada
no Estado do Maranhão em conseqüência da greve dos servidores.
6.      Medida cautelar deferida para suspender os efeitos da Lei n.
8.952,
do Estado do Maranhão.



Na audiência pública da CCJ do PL 312/2014, na Câmara Municipal, em 13/08/2014, o presidente do SINDSEP, Sergio Antiqueira leu a carta a ser encaminhada ao Prefeito, para retirar o PL 312/2014. Junéia Batista da CUT fez um discurso contundente contra o subsídio municipal do PL 312/2014!





A colega engª Denise Lopes da PMSP, fez uma exposição com clareza e segurança, apontando os diversos problemas do subsídio municipal do PL 312/2014, na audiência pública da CCJ na Câmara Municipal, em 13/08/2014.



“Com o subsídio municipal, os antigos perderão o passado e os novos perderão o futuro.”
Manifestação dos colegas engºs Paulo, João e Eduardo na audiência pública da CCJ do PL 312/2014 na Câmara Municipal em 13/08/2014, contra o subsídio municipal. Unidos,somos muito mais fortes!




O presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos Municipais de São Paulo deu seu recado em apenas 1'23": O PL 312/2014 deve ser sumariamente rejeitado!


"Lotadaço": 99% eram camisas pretas no plenário! 






                                
                                




                                Crédito das fotos do mezanino do plenário: Claudio T. Itinoshe




UNIDOS, SOMOS MUITO MAIS FORTES!
YES, WE CAN!

Quarta, 13 de Agosto de 2014 às 15:18

Servidores demonstram unidade na luta durante audiência na Câmara de SP



Foto: Beatriz Arruda
A engenheira Denise de Sousa fala durante audiência 
A engenheira Denise de Sousa fala durante audiência
Munidos de faixas, com o plenário lotado, os servidores públicos do município de São Paulo deixaram claro ao prefeito Fernando Haddad (PT), que a grande maioria dos trabalhadores rejeita o projeto de lei 312/2014 enviado à Câmara Municipal pelo executivo, que congela os salários de todo o funcionalismo público municipal, a partir da remuneração feita por subsídio. Diversas entidades sindicais estiveram presentes na audiência pública que discutiu o PL, ocorreu nesta terça-feira (13/8), entre 10h e 12h, no Plenário 1º de Maio, entre eles o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP).


Os engenheiros e arquitetos, estes representados pelo Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp), chegaram logo cedo ao plenário e demonstraram força ao lotarem os assentos do local. Para as categorias, tanto o PL312/14, quanto o Projeto de Lei Ordinária (PLO) 03/2014, que altera a Lei Orgânica do Município, para abrigar judicialmente o conceito do subsídio municipal, são inconstitucionais.



“Tem um nível de unidade muito grande das categorias, o que é bem importante. Um subproduto desse processo é unificar os trabalhadores públicos, aumentar seu nível de organização e participação política e, consequentemente, aumentar seu protagonismo na vida da cidade. É mais do que uma questão de salário, são os [servidores] que garantem a qualidade das políticas públicas na cidade”, declarou a deputada federal Luiza Erundina (PSB), que acompanhou a audiência na plateia.



Ao final, depois de ouvir os representantes dos sindicatos dos servidores, declarou: “Concordo inteiramente com as críticas feitas ao PL. Minha solidariedade [com os servidores] é total e plena”. Para Erundina, o PL 312/14 “não assegura uma política salarial, não assegura um plano de carreira e salários” e, o mais preocupante, “é o fato de mexer na constituição municipal que é a Lei Orgânica, de forma aleatória, o que não se faz dessa forma, gratuitamente, só para alterar a questão salarial. É um perigo isso. Pode dar margem para que outros governos façam o mesmo”.



Fotos: Beatriz Arruda/SEESP

erundina audiencia

Ex-prefeita Erundina acompanha audiência ao lado dos servidores


Há 23 anos, Erundina, então prefeita da cidade, fez um concurso público para engenheiros e arquitetos, o qual entre os aprovados estão a engenheira Denise Lopes de Sousa, da Secretaria de Habitação, que falou durante a audiência. Ela lembrou a justificativa dada pelo gabinete do prefeito para a adoção do subsídio que afirma pretender simplificar, dar transparência e monitorar a evolução das carreiras.


“Simplificação do quê? Tenho 23 anos de prefeitura, tenho gratificações e adicionais incorporados por conta do meu trabalho. Me dedico oito horas por dia ao serviço público, porque acredito no serviço público”, afirmou a engenheira, lembrando que o salário dos servidores tem um padrão (piso), gratificações por tempo de serviço e por cargos exercidos. “É a nossa vida, nossa experiência acumulada, que deve ser respeitada e valorizada. É justamente por conta desses adicionais por tempo de serviço que conseguimos sobreviver até hoje, por não termos reajustes salariais há anos”, completou Denise Sousa, referindo-se ao fato de que desde a aprovação da Lei Salarial 13.303, em 2002, os servidores vêm recebendo 0,01% de aumento, anual.



Inconstitucionalidade

O vereador Floriano Pesaro (PSDB), relator do PL, abriu a atividade enfatizando que é preciso “derrubar” tanto o PL 312/14, que institui o subsídio e uma carreira de “analista de generalidade”, quanto o Projeto de Lei Ordinária (PLO) 03/2014, que altera a Lei Orgânica do Município para abrigar judicialmente o conceito do subsídio municipal, e outros dois projetos que alteram negativamente a carreira dos servidores.



“Se conseguirmos vencer os projetos pela inconstitucionalidade, porque são inconstitucionais, ele será devolvido para o Executivo e, assim, serão obrigados a sentar novamente na mesa de negociação para enviar um projeto mais em sintonia com o servidor público”, declarou ao SEESP, o vereador Floriano Pesaro (PSDB), relator do PL 312/14, ao final da audiência.



Pesaro, que é da base oposicionista da Câmara, fez coro com os representantes sindicais que se pronunciaram durante a audiência sobre o PL 312: “O trabalho que a secretaria de Planejamento fez, comandado pela Leda Paulani, é muito ruim”.



Uma reunião que aconteceria durante a tarde desta quarta, na Comissão de Constituição e Justiça, foi cancelada por conta da morte de Eduardo Campos (PSB), que concorria como candidato à presidência da república. Nela, Pesaro iria se manifestar contrário ao PL e ao PLO, segundo explicou: “Se o governo mantiver maioria, vai tentar aprovar e fazer o projeto tramitar [e ser aprovado] enfiando goela abaixo. O diálogo nesse governo é uma farsa. A nossa preocupação é ter uma maioria de cinco, em uma comissão de nove, porque daí a gente consegue matar os dois projetos”.




servidores em audiencia

Funcionários públicos acompanharam atentamente a audiência pública


O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (SindSep-SP), que é ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sergio Ricardo Antiqueira, também se posicionou contrário ao PL 312/14, lembrando que após a data de 1º de maio, tida como referência nas negociações salariais dos servidores, os trabalhadores de nível universitário não viram o cumprido do compromisso do prefeito Fernando Haddad com a reposição das perdas. “Mesmo sem ter concluído as negociações, o governo encaminhou, sem a anuência do Sindsep, o PL. Para piorar, encaminhou o PLO 03 e o PL 311/14 que sequer foram apresentados às entidades sindicais. Este último cria uma espécie de elite do nível superior com salários iniciais 50% superior ao que foi oferecido aos servidores na proposta de reestruturação”, disse Antiqueira.


A servidora Junéia Martins Batista, que é da direção executiva da CUT, disse estar aliviada com a fala do presidente do Sindsep e também cobrou de Haddad o cumprimento de sua promessa de campanha. “ Hoje estou aqui para defender meus princípios de classe e dizer que Fernando Haddad, para quem trabalhei na campanha, e esteve no meu sindicato para dizer que iria primeiro regularizar a questão dos reajustes salariais, mudando a Lei Salarial. Então, aqui, eu peço que ele cumpra o que ele falou. Primeiro queremos reajuste salarial. Depois, vamos brigar pela carreira”, exclamou.



A dirigente sindical aproveitou para alfinetar a secretária Leda Paulini, que apresentou demoradamente o PL no início da audiência. “Adorei que a Leda Paulani ficou com a gente mais de cinco minutos. Porque, eu recebo informes de que não é a primeira nem a segunda vez que ela chega em uma reunião, em mesa de negociação, com a chave do carro na mão, com pressa porque tem outra reunião e não tem tempo para nos receber”, disse em alto tom, sendo bastante aplaudida.



Durante sua fala de encerramento, a secretária foi bastante vaiada e não conseguiu expôr seu ponto de vista, que é favorável ao PL. Em um gesto simbólico, boa parte dos servidores presentes ficaram de costas para ela. Diante do fato, o vereador Antonio Goulart (PSD) precisou encerrar a audiência, que teve duas horas de duração e, para muitos presentes, foi considerada curta já que nem todos os dirigentes sindicais presentes tiveram tempo para falar. Congita-se a realização de uma nova audiência para discutir o assunto.



Posicionamento

Para o delegado sindical do SEESP, Sérgio Souza, foi uma audiência "extremamente proveitosa para os engenheiros e arquitetos e todo o funcionalismo público". "Mais de 90% dos presentes na assembleia eram contra o projeto que o governo quer implementar na cidade e são Paulo, inclusive setores da CUT. É um PL permissivo para todas as categorias, e em especial a engenheiros e arquitetos por terem suas especificidades e responsabilidades com a cidade”, observou. 



O vereador Nabil Bonduke (PT), que integrou a mesa, também concorda que ficou evidente que a maioria dos servidores presentes é contrária ao PL. "Vou trabalhar para que a gente consiga construir uma alternativa que seja boa para todos e também para a prefeitura. É uma construção dificil, mas precisa ser feita porque os funcionários, novos ou mais experientes, são todos muito importantes para se ter uma boa gestão pública. Essa situação de confronto não é positiva e é preciso construir um consenso e chegar em uma proposta que atenda a grande maioria e que melhore a condição do serviço público", disse Bonduke.



Segundo justificativa encaminhada à Câmara pelo prefeito Fernando Haddad, a iniciativa propicia um “melhor controle pela população da remuneração dos agentes públicos. Demais disso, importa ressaltar que os valores da remuneração sob a forma de subsídio podem oferecer melhores condições para a atração e a retenção de mão de obra compatível com as necessidades locais, além de racionalizar as providências de gerenciamento da folha de pagamento da Prefeitura, hoje demasiadamente complexas em razão da enorme gama de rubricas e de situações funcionais peculiares e diferenciadas que foram se consolidando ao longo dos anos”.



Deborah Moreira

Imprensa SEESP


domingo, 10 de agosto de 2014

SOS Mata Atlântica lança carta a candidatos com metas para a sustentabilidade

SOS Mata Atlântica lança carta a candidatos com metas para a sustentabilidade


Planejamento se divide nos eixos das florestas, mar e cidades e é um guia para os próximos mandatos de deputado e



Any Cometti
09/08/2014 14:24 - Atualizado em 09/08/2014 12:55

A Fundação SOS Mata Atlântica lançou a carta “Desenvolvimento para sempre: uma agenda para os candidatos nas eleições 2014″, que contêm 14 metas essenciais a serem atingidas durante o próximo mandato dos atuais candidatos à Presidência da República, aos governos dos Estados e aos cargos legislativos. A carta foi apresentada na Câmara dos Deputados, em Brasília, durante o café da manhã da Frente Parlamentar Ambientalista. A ONG aponta que as 14 metas são essenciais para fortalecer a agenda ambiental no país. Por isso, as medidas estão divididas em três eixos: florestas, mar e cidades. 
 
A SOS Mata Atlântica considera que o ano de 2015 é o melhor momento para começar a implementar as novas metas, já que é quando o mundo começará a seguir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que substituirão os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas. "O Brasil tem a chance de liderar pelo exemplo - se tomarmos as decisões certas no governo e na sociedade".

A entidade considera, ainda, que a agenda ambiental do país está enfraquecida, o que é visível na falta de incentivo governamental para a efetivação do desenvolvimento sustentável, e que esta agenda não traz apenas bem-estar para a sociedade, mas também é uma oportunidade para que o Brasil se firme como a primeira grande economia verde do planeta. "Mudar para melhor a qualidade de vida é muito mais do que promover o crescimento do PIB. É também garantir a manutenção dos meios de suporte ao desenvolvimento - que estão no ambiente natural compartilhado por todos os brasileiros".
 
Sobre o eixo das florestas, a ONG apresenta que 8% do território brasileiro é coberto por unidades de conservação federais e delas provém 80% da energia hidrelétrica gerada no país e 9% da água para consumo humano. Esse patrimônio está mal aproveitado, como considera, além de subfinanciado e ameaçado por iniciativas do Congresso Nacional e dos Executivos. De acordo com a SOS Mata Atlântica, essas unidades poderiam render por ano pelo menos R$ 6,3 bilhões, dos quais R$ 1,8 bilhão apenas com visitações nos parques.
 
Esse eixo é composto por cinco metas, que são: manter o rito de criação de áreas protegidas no país e vetar qualquer iniciativa de modificação, evitando a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000 - que transfere do Executivo para o Congresso a decisão final sobre demarcações de terras indígenas, terras quilombolas e Unidades de Conservação, abrindo prerrogativa para a revisão de processos já homologados - ; abrir  50%  dos 67 parques nacionais brasileiros ao uso público até o final de 2018, priorizando a criação de um marco regulatório para estas concessões; aumentar dos atuais US$ 4,5 (aproximadamente R$ 10,26 milhões) para US$ 21 (aproximadamente R$ 47,88 milhões) por hectare o orçamento anual para áreas protegidas no Brasil, equiparando-o ao da Argentina até 2018; concluir até 2018 o processo de regularização fundiária das unidades de conservação federais e estaduais, acelerando a aplicação dos recursos da compensação ambiental; e aprovar projeto de lei com incentivos às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
 
Sobre o eixo mar, a SOS Mata Atlântica destaca que, apesar de as áreas marinhas sob jurisdição e pleiteadas pelo Brasil chegarem a 3,5 milhões e 4,2 milhões de quilômetros quadrados, e por isso serem chamadas pela Marinha do Brasil de Amazônia Azul, apenas 1,57% da área da Amazônia Azul está protegida em unidades de conservação, em oposição à Amazônia Legal. Além disso, a ONG lembra que na Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, o Brasil se comprometeu a elevar essa cifra a 10% até 2020. 
 
As propostas para o eixo mar são trabalhar pela aprovação, até 2015, do Projeto de Lei nº 6.969/2013, que institui a Política Nacional para a Conservação e Uso Sustentável do Bioma Marinho (PNCMar); até 2018, aumentar de 30% para 60% os municípios com a cobertura de saneamento básico na zona litorânea brasileira; implementar o Plano Nacional de Contingência para grandes vazamentos de petróleo e controlar os pequenos vazamentos; e cumprir até 2018 a meta de proteger pelos menos 5% da área marinha sob jurisdição nacional e garantir que 100% das áreas protegidas marinhas tenham planos de manejo.
 
No último eixo, o eixo das cidades, a SOS Mata Atlântica alerta para os desafios das mudanças climáticas, da falta de investimentos, da poluição e do mau uso da água relacionados aos recentes problemas de escassez na região metropolitana de São Paulo e no Nordeste, além da crise de energia elétrica. "O planejamento estratégico precisa urgentemente substituir o mito da abundância, em todas as esferas de governo", afirmam.
 
As metas estabelecidas pela SOS Mata Atlântica para as cidades são instituir comitês de bacia em todo o país em 2015 e iniciar, por meio deles, a cobrança pelo uso da água a todos os usuários, em especial ao setor agrícola; universalizar o saneamento básico no Brasil e reduzir o desperdício na rede pública de águas dos atuais 40% para 20% até 2018; aprovar no Congresso e implementar até 2016 um marco regulatório para o pagamento por serviços ambientais (PSA) no Brasil; extinguir a classe 4 de rios na Resolução Conama 357, que atualmente permite a figura do rio morto, destinado a paisagem, diluição de efluentes e geração de energia; e vetar qualquer iniciativa que altere prazos e metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em 2010.

sábado, 9 de agosto de 2014

Sabor e sustentabilidade embarcam num contêiner

Sabor e sustentabilidade embarcam num contêiner

Publicação: 08 de Agosto de 2014 às 00:00 | Comentários: 0http://tribunadonorte.com.br/noticia/sabor-e-sustentabilidade-embarcam-num-conteiner/289825
Produto artesanal e estrutura sustentável. É o que se vê e o que se saboreia na Hamburgo Style Steak, hamburgueria aberta há cinco meses em Cidade Verde. A casa de lanches foi montada num espaço aberto, com a cozinha instalada num contêiner – daqueles normalmente vistos em portos e companhias marítimas. O empresário Thiago Rodrigues juntou o gosto por bons hambúrgueres com o seu negócio de produção de contêiners.
Thiago conta que trabalha há anos com a construção de contêiners, e também sempre foi um apaixonado por hambúrgueres. De certa forma, ele uniu as duas coisas no novo negócio. “O contêiner personalizado, além do visual diferente, é mais durável e não ofende o meio-ambiente. Também optei por usar lâmpadas de led e um gramado em vez de um piso, para não esquentar o ambiente”, explica. Ele ressalta que contêiners podem ser usados até na construção de boas residências e vários tipos de lojas.  
O mesmo cuidado foi utilizado no cardápio. Thiago convocou o chef argentino Mario Soltak – vencedor de vários festivais gastronômicos do circuito potiguar - para elaborar as iguarias da casa. Os pães dos hambúrgueres são fornecidos por uma padaria com contrato exclusivo com a Hamburgo. Vários ingredientes dos molhos – todos feitos no local - vêm de hortas orgânicas de Macaíba.

“O uso máximo de produtos de qualidade contribui para o sabor diferenciado dos nossos sanduíches. E o chef Mario deu o toque de mestre na combinação de carnes e molhos”, afirma. Itens como alface americana, cebolinha, manjericão e tomate cereja são todos de origem orgânica. Thiago conta que já fazia hambúrguer em casa para a família, e deu algumas sugestões ao chef.
Os hambúrgueres estão disponíveis em carne bovina, suína, de frango, salmão, e também uma versão vegetariana (feita de abobrinha, cenoura e quinua). Os de carne vermelha e branca são grelhados e depois vão para a chapa, já os de salmão e vegetariano são feito só na chapa. Entre as seis opções de molho, estão os de wassabi, mel, cebolinha, e barbecue. “Minha inspiração veio de uma hamburgueria chamada A Chapa, de São Paulo. Acho que é o melhor que já provei, e queria ter a mesma qualidade que eles”, diz.

O proprietário afirma que em breve entrarão novos sabores no cardápio, que ainda estão em testes. Mesmo assim, ele ressalta que uma das qualidades de seu menu é ser enxuto. “É melhor assim, pois a gente pode manter a qualidade do que é servido com mais facilidade”, afirma Thiago. 

Serviço:
Hamburgo Style Steak. 
Av. Gastão Mariz, s/n, Cidade Verde. 
Aberto de terça a domingo, das 17h30 à 0h. 
Tel.: 2226-7303. 

Brasil avalia experiências internacionais em redes e cidades inteligentes


Brasil avalia experiências internacionais em redes e cidades inteligentes

Com informações do MCTI - 05/08/2014
Brasil avalia experiências internacionais em redes e cidades inteligentes
Por enquanto, as cidades inteligentes prometem mais mudanças no que você não vê do que naquilo que você vê.[Imagem: BBC]
Especialistas brasileiros fizeram uma visita à União Europeia para identificar desafios a serem enfrentados pelo país para alavancar o setor de redes elétricas inteligentes (smart grids).
Segundo o grupo, será necessário investir em infraestrutura, laboratórios avançados, formação de recursos humanos de alta qualificação, realizar pesquisa aplicada e adequar a legislação e a política industrial brasileira.
Na Itália, na França e na Espanha, o grupo visitou agências reguladoras, empresas distribuidoras de energia elétrica, fabricantes e centros de pesquisa.
"No Brasil temos pesquisadores, empresas, regulação, ciência e tecnologia, muitos projetos-pilotos, mas precisamos sincronizar tudo isso para aproveitarmos essa oportunidade de mercado de modo que haja participação efetiva da indústria nacional", avalia Eduardo Soriano, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Também integraram a missão representantes da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Finep/MCTI.
Para o responsável pelos projetos de redes elétricas inteligentes da ABDI, Carlos Frees, a viagem atendeu às expectativas pelos contatos feitos com organizações e instituições de governança de energia e pela identificação de modelos de negócios diferenciados e de empresas e laboratórios que estão desenvolvendo tecnologia na área.
Redes e cidades inteligentes
O conceito de rede inteligente, em termos gerais, é a aplicação de tecnologia da informação (TI) para o sistema elétrico, integrado aos sistemas de comunicação e infraestrutura de rede automatizada de forma a tornar o processo mais eficiente.
Na Europa, contudo, já se inicia a ligação entre os sistemas de energia, gás e hídrico dentro de um contexto mais ampliado para as futuras "cidades inteligentes".
O termo cidade inteligente diz respeito a um conjunto de soluções urbanísticas e tecnológicas visando ao desenvolvimento sustentável e à qualidade de vida.
O conceito se baseia no crescimento planejado, na combinação adequada entre recursos e atividades e na participação dos cidadãos, com as tecnologias da informação e da comunicação (TICs) como uma das principais ferramentas.
O grupo pretende realizar um workshop sobre as redes e cidades inteligentes na segunda quinzena de setembro, no qual serão apresentadas experiências internacionais e projetos com potencial de aproveitamento no Brasil.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"Boletim de Ocorrência" na CCJ da Câmara Municipal, no dia 6 de agosto de 2014.

Caros colegas ausentes nas mobilizações,

Os esforços da mobilização da nossa categoria de engenheiros e arquitetos estão surtindo os efeitos desejados, dentro da cautela de praxe, pois estamos percebendo que o procedimento para apreciação dos PLs estão sendo agilizados na Câmara Municipal, quando se trata do interesse dos servidores públicos que sempre lotam o plenário com camisas pretas e faixas contra o subsídio. 

A celeridade interessa a todos nós, para que os vereadores possam votar o quanto antes, os PLs  em 2 turnos e decidir a nossa campanha salarial, ainda em agosto, vez que 20 vereadores estarão em campanha eleitoral a partir de setembro.



Cumpre observar que ontem, dia 5, o vereador José Américo, presidente da Câmara Municipal quando foi indagado no Colégio de lideres quanto à resposta ao PL(s) da carreira dos engenheiros e arquitetos, informou diante de todos os presentes que será(ão) "distribuídos aos vereadores". Ou seja, quer parecer que não teremos resposta do Prefeito...significa que vai depender somente dos vereadores!



  1. O vereador Goulart, presidente da CCJ, fez hoje, dia 6, as leituras de diversos PLs incluindo o PL 311/2014 e PL 312/2014. O vereador Floriano Pesaro imediatamente solicitou vistas aos PLs 311/2014 e 312/2014. Durante os rápidos debates regimentais, o vereador Goulart marcou a audiência pública solicitados pelos engenheiros, arquitetos, contadores, petição pública "não queremos remuneração por subsídio na PMSP" e outras entidades sindicais para a semana que vem, às 10h do dia 13 de agosto (quarta-feira).
  2. Como já era esperado, em conversa com o vereador George Hato, o  PLO 3/2014 teve o parecer jurídico pela legalidade pela CCJ, pois não se pode discutir o mérito da proposta do governo, somente quanto à legalidade da proposta e o processo foi tramitado para a CCJ hoje de manhã para apreciação e prosseguimento. Significa que o subsídio municipal será estendido para todos os servidores públicos municipais do poder executivo, inclusive tirando da zona de conforto, os colegas do poder legislativo (incluindo o TCM). Os representantes das entidades não puderam se manifestar na CCJ, ao contrário do esperado, mas entendemos que isso não trouxe prejuízo. O PLO será encaminhado a outra comissão (administração pública). O vereador Floriano Pesaro também solicitou vistas do processo do PLO 3/2014. Na audiência pública servirá para debater, discutir a questão do mérito, isto é, o conflito de interesses entre o governo e os servidores públicos municipais. Cada orador inscrito poderá arguir por 3 (três) minutos. DEFESA DE MÉRITO: Ocorre quando o representante do sindicato ou o interessado, nega verbalmente as vantagens do subsídio alegados pelo governo municipal.
Portanto, estamos chegando no momento crítico, em que precisamos todos refletir, nos unir e lutar com determinação e se fazer presente com um número expressivo de camisas pretas para que o PLO 3/2014 e o PL 312/2014 (e eventualmente o PL 311/2014) não sejam aprovados no plenário.

O nosso esforço e dedicação será em vão, somente com 200 ou 300 colegas com camisetas pretas, apesar de empenhados, na audiência pública.
Todos precisam entender que no dia da audiência pública, estarão presentes outras entidades que poderão defender o subsídio.




Aos abnegados colegas engenheiros e arquitetos do GT de mobilização que estão presentes diariamente no SEESP e na Câmara Municipal, nossos parabéns pela dedicação e agradecemos pela solidariedade e entusiasmo pela causa de TODA a nossa categoria!

Trabalho, Dedicação e Integridade!

Entretanto, ouvimos novamente as importantes recomendações dos vereadores que nos apóiam:

Todos estão preocupados e impressionados com a presença dos engenheiros e arquitetos com camisetas pretas, mas...

  • "O mais importante é pressionar para rejeitar o PLO 3/2014, e os PLs 311 e 312 não vão prosperar."
  • "Precisam estar preparados para o debate na audiência pública, com mobilização muito forte."
  • "Vocês precisam estar amparados de forma expressiva com a mobilização da base, senão não vai dar certo"...

Conclusão: 

Mobilizar, mobilizar e mobilizar com 1000 camisetas pretas no dia 13 de agosto, lotando o plenário e todos torcendo pelo telão no anfiteatro aberto no térreo da Câmara Municipal. ´
Os vereadores vão votar a nosso favor, após constatar a quantidade significativa de servidores públicos municipais mobilizados com camisetas pretas que são contra o subsídio!

Os vereadores e assessores nos disseram que acompanharam o nosso pronunciamento pela TV Câmara.
Portanto, precisamos marcar presença no plenário, todos os dias e lembrar os vereadores que estamos "espertos".

Amanhã, dia 7, vamos lotar o plenário da Câmara Municipal às 14:30h, com as faixas de protesto: Nossa revolução silenciosa!

Uma pergunta que não quer calar e nos preocupa: A sua ausência na nossa mobilização é motivada por "w.o." ou por comodismo?

Cumpre lembrar que os engenheiros e arquitetos da PMSP estão nesta luta, reivindicando: 
  • Manutenção do atual regime de remuneração de vencimentos;
  • Carreira própria para categoria;
  • Piso salarial superior ao valor equivalente a 8,5 salários mínimos; 
  • Mudança na Lei 13.303/02 e fim do reajuste de 0,01%;
  • Reposição das perdas inflacionárias, paridade e integralidade para aposentados, QPDU, EAs. 
Depois de tanto sacrifício, não podemos morrer na praia!


Até amanhã para o revezamento das equipes!

UNIDOS, SOMOS MAIS FORTES!

YES, WE CAN!

Delegados sindicais SEESP e SASP


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Hidrogênio e CO2 viram combustível líquido

Hidrogênio e CO2 viram combustível líquido

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/07/2014
SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Hidrogênio e CO2 viram combustível líquido. 29/07/2014. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=hidrogenio-co2-combustivel-liquido. Capturado em 06/08/2014. 

Hidrogênio liquefeito
Cientistas suíços afirmam ter fechado o circuito que permite transformar o hidrogênio em um combustível líquido menos inflamável, pronto para ser armazenado e transportado de forma segura.
O hidrogênio é um gás altamente explosivo e, como suas moléculas são muito pequenas, ele deve ser armazenado sob pressão em recipientes muito especiais e caros.
Assim, largamente defendido como o combustível do futuro, tem sido difícil convertê-lo no combustível do presente.
Uma solução pode estar na pesquisa feita por cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, que desenvolveram um sistema simples baseado em duas reações químicas.
A primeira reação transforma o hidrogênio em ácido fórmico, um líquido que é fácil de armazenar e menos inflamável do que a gasolina.
A segunda reação faz o inverso, restaurando o hidrogênio para que ele possa ser queimado ou usado em células a combustível para produzir eletricidade.
Ciclo do hidrogênio
A equipe do professor Gabor Laurenczy já havia desenvolvido um processo para transformar o ácido fórmico em hidrogênio, uma tecnologia que já está em fase de desenvolvimento industrial.
Agora eles fecharam o ciclo, transformando o hidrogênio em ácido fórmico, criando um sistema completo, abrindo o caminho para uma nova fonte de energia totalmente sustentável.
Os pesquisadores sintetizaram o ácido fórmico em um único passo, partindo do gás hidrogênio e do CO2 atmosférico - as técnicas já existentes para fazer isso envolvem várias etapas, que geram subprodutos químicos indesejáveis.
Hidrogênio vira combustível líquido usando CO2
Outro conceito correlato ao agora desenvolvido pelos pesquisadores suíços é o das folhas artificiais. [Imagem: Ross Lovegrove]
As duas reações químicas - hidrogênio para ácido fórmico e de volta para o hidrogênio - são catalíticas: a vantagem é que não se perde nada na transformação, e, portanto, o processo pode ser utilizado na construção de usinas sustentáveis.
Mais do que isso, a equipe afirma que o processo funciona em virtualmente qualquer escala, não exigindo plantas industriais de grande porte.
"Nosso procedimento é simples o suficiente para ser implementado em nível doméstico," garante o professor Laurenczy.
Democratização da energia
O pesquisador afirma vislumbrar pequenas unidades de armazenamento de energia nas quais painéis solares fotovoltaicos produzem hidrogênio por eletrólise - as chamadas biorrefinarias fotossintéticas.
Esse hidrogênio é então transformado e armazenado na forma de ácido fórmico e, finalmente, transformado novamente em hidrogênio para ser utilizado - produzindo energia elétrica à noite, por exemplo.
A tecnologia ainda tem outra possível aplicação: a tão sonhada utilização do CO2 atmosférico (dióxido de carbono) para sintetizar diversos produtos químicosúteis, inclusive combustíveis.

A GRANDE BATALHA DEMOCRÁTICA CONTINUA NA CÂMARA MUNICIPAL NO DIA 6 DE AGOSTO!


Terça, 05 de Agosto de 2014 às 17:26

Engenheiros e arquitetos da Prefeitura de SP retomam mobilização


Cerca de 200 engenheiros e arquitetos da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) compareceram à Assembleia Geral Extraordinária dos engenheiros e arquitetos da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP). A assembleia é em conjunto com o Sindicato dos Arquitetos de São Paulo (Sasp). Na pauta: mobilização na Câmara Municipal nos dias 5 e 6 de agosto; discussão, deliberação e aprovação de encaminhamentos e ações a serem adotadas no andamento da campanha salarial; organização e mobilização nas áreas.

Foto: Deborah Moreira/SEESP
assembleia pmsp nova



Com a volta dos trabalhos na Câmara Municipal de São Paulo, a luta dos engenheiros e arquitetos agora é junto aos vereadores para barrar o projeto de Lei Ordinária (PLO) 03/2014, que altera a Lei Orgânica do Município para abrigar a remuneração por subsídio, e contra o Projeto de Lei (PL) 312/2014 que altera a estrutura de carreira dos servidores, perpetua as perdas salariais, sobretudo aos mais antigos, e extingue benefícios e conquistas históricas.

Ambos PLs encontram-se na Comissão de Constituição e Justiça e podem ser votados já na primeira semana de agosto. foi protocolamos pedidos de realização de audiências públicas, mas é preciso estar atentos e presentes para impedir que mais uma injustiça seja imposta pelo Executivo.

"Aprovando a alteração da lei orgânica que percisa de dois terços da Câmara, dificilmente não será aprovado o projeto do subsídio. A matemática então hoje é: mobilização na Câmara", enfatizou Guilherme Carpintero de Carvalho, vice-presidente do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp). 

Está marcada uma nova mobilização para esta quarta-feira (6), às 13h no SEESP, onde sairão novamente em grupo rumo à Câmara Municipal. "A ideia é pressionar os vereadores até que consigamos barrar o PL do subsídio", enfatizou Frederico Okabayashi, delegado sindical do SEESP.

Denúncia

Durante a assembleia foi formalizada a denúncia de que a Secretaria de Habitação do município teria descontado os 15 dias em que os trabalhadores estiveram em greve. "Já entramos em contato com a Sehab pedindo explicações sobre o fato", disse Carlos Hannickel, assessor do SEESP.  


Deborah Moreira
Imprensa SEESP


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A tecnologia aliada a sustentabilidade

Por Alexandre Siqueira*

sustentabilidade

A definição técnica da gestão de facilities descreve a atividade como um conjunto de ações medidas para assegurar a funcionalidade de um ambiente construído, por meio da integração de pessoas, locais, processos e tecnologia. Um plano básico para a gestão de facilities deve contemplar custos sob controle, satisfação dos clientes e funcionários, capacitação da equipe e prestação de serviços com agilidade e qualidade. No entanto, outro aspecto está ganhando cada vez mais destaque na área: a gestão sustentável dos recursos. 
A responsabilidade socioambiental já está incluída na política de diversas empresas e a gestão de empreendimentos sustentáveis se torna cada vez mais necessária, não apenas visando construir empreendimentos verdes, mas também implantar mudanças em construções já existentes. 
Há uma série de processos que podem proporcionar maior eficiência da operação, garantindo a sustentabilidade e redução de custos como a modernização das estruturas, economia de energia e de água, tratamento de resíduos, coleta seletiva de lixo, descarte consciente e a correta manutenção técnica das instalações. 
O uso eficiente dos recursos irá minimizar os impactos sobre o meio ambiente e principalmente gerar economia para empreendimentos como shoppings, hospitais, hotéis, condomínios comerciais, etc. Adaptações na infraestrutura e a manutenção adequada de equipamentos são atividades que devem ser tomadas como prioridade para o gestor de facilities. 
O consumo de energia elétrica é um dos principais gastos de shoppings e prédios comerciais, sendo que apenas os sistemas de ar condicionado podem corresponder até 60% dos custos.  Mudanças simples como a utilização de sistemas elétricos que evitam o desperdício de energia e o favorecimento da iluminação natural durante o dia podem reduzir em até 30% o consumo de eletricidade. É possível ainda realizar alterações nos equipamentos para o consumo inteligente de água como torneiras com moderador de gasto e descargas a vácuo. 
Prezar pela manutenção preventiva dos sistemas elétricos, hidráulicos e de ar-condicionado também tem tudo a ver com a sustentabilidade, pois um plano de manutenção bem executado mantém os aparelhos regulados, reduz gastos e ainda aumenta a vida útil dos equipamentos. 
Para gerenciar todos esses serviços, os gestores podem contar com Softwares Especialistas focados em Gestão de Facilities. A tecnologia permite ainda gestão mais eficiente das equipes de manutenção, controle de serviços terceirizados e redução de custos por meio de planejamento de orçamento mais confiável, compras mais assertivas e desenvolvimento de indicadores para criar metas de economia de recursos. 
Cabe ao gestor pesquisar e testar tecnologias que facilitem os processos, e neste momento é importante investir em equipamentos que prezem pela melhor organização e domínio das operações, possibilitando assim a criação de estudos e análises para garantir a tomada de decisões de forma rápida e segura.
*Alexandre Siqueira é diretor comercial da Astrein




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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Consórcio Pesquisa Café desenvolve tecnologias de pós-colheita inovadoras e sustentáveis com foco no pequeno cafeicultor

Pautas | Embrapa Café | 30/07/2014 09:47:26 | 43 Acessos
Consórcio Pesquisa Café desenvolve tecnologias de pós-colheita inovadoras e sustentáveis com foco no pequeno cafeicultor
http://www.maxpressnet.com.br/Conteudo/1,690617,Consorcio_Pesquisa_Cafe_desenvolve_tecnologias_de_pos-colheita_inovadoras_e_sustentaveis_com_foco_no_pequeno_cafeicultor,690617,4.htm
O cuidado durante a fase de pós-colheita do café é um dos grandes diferenciais para a obtenção de um produto de qualidade
Um conjunto de tecnologias de colheita e pós-colheita, voltado para a agricultura familiar, foi desenvolvido no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, e constitui infraestrutura mínima para produção de café com qualidade e sustentabilidade econômica, social e ambiental. Essas alternativas tecnológicas permitem ao cafeicultor investir na construção de equipamentos adequados para produção de café com qualidade, pois funcionam de maneira simples, eficiente e a um baixo custo operacional e ainda podem ser construídas com matéria-prima e mão de obra regional. Do ponto de vista da sustentabilidade, essas tecnologias viabilizam também a adoção dos princípios de Boas Práticas Agrícolas, rastreabilidade e competitividade.
Para falar sobre essas tecnologias, a Embrapa Café entrevistou um dos pesquisadores responsáveis por esses estudos e inventos, Juarez de Sousa e Silva, professor aposentado da Universidade Federal de Viçosa – UFV, instituição participante do Consórcio Pesquisa Café. Hoje Juarez é bolsista do Consórcio Pesquisa Café na UFV, onde dá continuidade ao seu trabalho de pesquisa em conjunto com parceiros do Consórcio.
Para ler a matéria na íntegra, acesse os sites da Embrapa Café e do Consórcio Pesquisa Café.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Novas bicicletas públicas de Copenhague, na Dinamarca, vêm com tablets embutidos

Novas bicicletas públicas de Copenhague, na Dinamarca, vêm com tablets embutidos



Aparelhos ligam e desligam o motor elétrico da bicicleta e trazem GPS, com indicações de pontos turísticos e restaurantes
Por Fernanda Dutra
Em 2012, Copenhague encerrou seu sistema de bicicletas públicas. Depois de ter sido pioneira no conceito, lançando um modelo de aluguéis por moedinhas ainda nos anos 1990, a capital da Dinamarca parecia estar regredindo enquanto grandes cidades como Nova York, São Francisco, São Paulo e Rio lançavam seus programas. Pois, neste ano, Copenhague deu passos largos à frente ao inaugurar as 20 primeiras estações da GoBike, sistema de bicicletas públicas elétricas com tablets embutidos.
Os tablets - com cabos escondidos no guidão para evitar roubos e vandalismo - têm função de computador de bordo. Neles, o passageiro pode escolher se utilizará a bicicleta na função manual ou elétrica; conferir os horários de trens e metrôs; reservar uma segunda bicicleta para outra pessoa; e calcular as rotas mais rápidas entre os destinos.
Para os ciclistas-turistas, além de ser possível escolher a função em inglês (mais universal que o dinamarquês), há dicas de pontos de interesse, restaurantes e serviços. Por enquanto, não houve registros de roubos dos tablets nem das bicicletas.
O programa é financiado pela empresa que controla os trens do país, Danske Statsbaner (DSB), e as prefeituras de Copenhague e a vizinha Frederiksberg. Até o final do verão europeu, a cidade espera aprovar a expansão do programa, chegando a 1860 bicicletas no final do ano.
As bicicletas são feitas de alumínio. O banco é ajustado com um sistema de pressão a gás e, uma vez que o assento é adaptado, o guidão se ajusta automaticamente para garantir a ergonomia. Os pneus são à prova de rupturas e duram até 15 mil quilômetros. O aluguel da bicicleta sai por 25 coroas dinamarquesas (quase R$ 10) por hora. No caso da assinatura mensal, o valor cai para 6 coroas ou R$ 2,45.
Apesar de impressionar muita gente pela tecnologia, o sistema gerou críticas em Copenhague. Se a capital da Dinamarca já tem mais bicicletas (650 mil) que habitantes (550 mil) e carros (125 mil), por que precisaria de mais bikes? Segundo Andreas Røhl, que coordena a gerência de Mobilidade e Espaço Urbano, disse que as bicicletas são voltadas a não-residentes: turistas e moradores do subúrbio, que não levam suas bikes na jornada até Copenhague, daí a importância da ligação com os trens.
Matéria originalmente publicada no jornal O Globo