segunda-feira, 7 de julho de 2014

Doze cidades estão autorizadas a conceder licenciamento ambiental

Doze cidades estão autorizadas a conceder licenciamento ambiental


Publicado em 04/07/2014 11:20
Maringá, Paraná.Foto: Divulgação Prefeitura Municipal
















Doze municípios do Paraná estão autorizados a licenciar e fiscalizar empreendimentos considerados de impacto ambiental local, conforme informou o Conselho Estadual do Meio Ambiente. Com isso, as prefeituras que já estão estruturadas para receber as solicitações poderão dar maior agilidade à regularização ambiental de empreendimentos importantes para economia local. 

As cidades autorizadas são as primeiras a cumprir os critérios exigidos pelo Estado para se habilitarem a exercer a tarefa. Gradativamente, o procedimento será estendido a outros municípios. A descentralização dos licenciamentos vai desafogar as demandas encaminhadas ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que poderá melhorar o monitoramento e a fiscalização de grandes empreendedores.

A medida se tornou possível após a publicação da Lei Complementar Federal nº 140/2011 e da Resolução nº 088/2013, do Conselho Estadual de Meio Ambiente. As novas normas regulamentam a cooperação entre a União, os estados e os municípios nas ações administrativas relativas à proteção do meio ambiente.

As normas garantem que esses municípios passem a ser responsáveis por licenciamentos que atualmente são realizados somente pelo IAP. Entre eles, estão o licenciamento ambiental de empreendimentos para avicultura de até 10 mil metros quadrados de área construída; abatedouros de pequeno porte; supermercados com até 50 mil metros quadrados de área construída e impermeabilizada, lavadores de carros, escolas, loteamentos e conjuntos habitacionais, desde que instalados em áreas urbanas consolidadas ou de expansão urbana previstas no plano diretor; entre outros.

Os 12 municípios que foram aprovados e irão realizar as atividades ligadas ao licenciamento de forma descentralizada são Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais, Guarapuava, Maringá, Campo Largo, Araucária, Castro, Pinhais, Foz do Iguaçu, Diamante do Sul, Guaratuba e Cascavel.

PROCESSO – As 12 cidades estão aprovadas para conceder o licenciamento ambiental, mas antes passaram por um processo de habilitação. Após a aprovação para fazer o procedimento, os prefeitos receberão um comunicado oficial do presidente do Conselho Estadual do Meio Ambiente. 

O Estado, além de capacitar os profissionais que atuarão nesta área, também repassará aos municípios, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Com esta ferramenta, as prefeituras terão à disposição todas as informações sobre licenciamento, os critérios e as leis relacionadas à matéria, o que facilitará e ajudará o trabalho. 

Os municípios terão, ainda, suporte técnico permanente do IAP. Após a conclusão deste processo, o município e o IAP devem informar a população local sobre a mudança na gestão. 

Depois que os municípios estiverem totalmente habilitados, os empreendimentos com as atividades listadas na Resolução CEMA nº 088/2013 deverão solicitar o licenciamento ambiental, ou a sua renovação, diretamente às estruturas municipais. Os processos de análise para o licenciamento ambiental dessas atividades que já estão em andamento serão concluídos pelo IAP e encaminhados aos municípios. Aqueles empreendedores que preferirem podem continuar protocolando suas solicitações junto ao IAP. Porém, o processo será encaminhado para os municípios descentralizados.

As prefeituras podem, a qualquer etapa do licenciamento ambiental, solicitar apoio ao IAP ,sempre que julgarem necessário. O mesmo acontecerá com a fiscalização, já que o município tem autonomia para fiscalizar e autuar empreendimentos de impacto local e infrações ao meio ambiente dentro de seu território. 

As taxas cobradas no momento do protocolo das solicitações das atividades descentralizadas também serão encaminhadas para as prefeituras, que deverão aplicar o recurso em melhorias para o meio ambiente e manutenção da estrutura. 

O mesmo ocorrerá com os autos de infração lavrados pelos servidores municipais. Por isso, é necessário que os municípios descentralizados cumpram algumas exigências, entre elas, ter servidores municipais capacitados e habilitados para atuar nessas áreas, ter plano diretor definido e aprovado, contar com conselho municipal de meio ambiente e fundo municipal de meio ambiente, entre outros. 



Áudio

Grupo pede uso racional da água

Grupo pede uso racional da água


Palestrantes destacam a falta de consciência e de projetos públicos para preservar mananciais / Foto: Jonny Ueda
Em meio a mais grave crise hídrica do Estado de São Paulo, a consciência em relação ao uso da água e a manutenção do ecossistema são as alternativas para impedir um colapso no abastecimento. Em evento realizado ontem pela Pastoral da Ecologia da Diocese de Mogi das Cruzes na Sociedade Ambiental de Taiaçupeba (SAT), ambientalistas e técnicos discutiram rumos que podem ser seguidos para preservar este bem. Como parte do processo de proteção da natureza, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente anunciou que deve plantar mais 2 mil mudas de árvores na área urbana da Cidade.
O 2º Encontro da Pastoral da Ecologia e do Meio Ambiente teve participação do biólogo e pedagogo Luiz Antonio do Amaral, assessor da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para as Campanhas da Fraternidade; do diretor de Políticas Públicas da ONG SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani; do jornalista Heródoto Barbeiro (ex-presidente da SAT); e do engenheiro civil e sanitarista Roberto Kachel.
A temática do evento era a discussão sobre a água em um momento crítico. O Sistema Alto Tietê da Companhia de Abastecimento do Estado de São Paulo (Sabesp) opera com apenas 25% de sua capacidade por causa da retirada de litros e litros de água por segundo que a empresa retira para ajudar no abastecimento das regiões atendidas pelo Cantareira, que está com reserva baixíssima, somente 19,6% (veja matérias às páginas 4 e 5).
De acordo com Mantovani, o ser humano não sabe lidar com a água. “Infelizmente, nós não sabemos nos relacionar com a água. E estamos demorando para perceber que não existe uma máquina para simplesmente ‘produzi-la’. A prova da má gestão da nossa água é essa retirada de água gigantesca do reservatório do Alto Tietê para atender um outro manancial que praticamente não existe mais”, observou.
Amaral, que coordenou a última das cinco Campanhas da Fraternidade da Igreja Católica voltadas para a ecologia (“Água, Fonte da Vida, de 2003”), ressalta que a água será valorizada apenas quando a sociedade entender a importância do tratamento de esgoto. “Isso só vai acontecer quando nós, como sociedade, entendermos que o esgoto tratado é a melhor solução para não contaminar nossos solos freáticos e nem as nossas fontes de captação. É uma mudança bruta de hábitos. O Rio Tietê (que abastece Mogi) é chamado de Rio do ouro. Alguns acham que é porque no passado alguém achou pepitas nele, mas não. É porque o tratamento para limpá-lo é caríssimo. Só que não aprendemos e mais esgoto é despejado nele todos os dias”, disse.
Heródoto explicou em 13 pontos a razão de a água ser essencial. “Ela não vai durar para sempre e já é motivo de guerra entre países pelo mundo. Daqui a alguns anos, o preço dos alimentos, por exemplo, vai ser mensurado pelo volume de água utilizado para prepará-los”, apontou. Por dentro do mundo da política, o jornalista opina que o tema, apesar de ser importante, não deve influenciar as eleições deste ano. “A crise preocupa, mas não altera a popularidade do governador. Acredito que outros assuntos vão ter mais poder de definição”, acrescentou.
Kachel, que trabalhou 34 anos na Sabesp, alerta para as decisões da empresa em relação a redistribuição da água. “Eles alegam posicionamento estratégico. Vivemos um momento crítico e estamos perdendo a nossa reserva também. Acho que, nesta hora, a única coisa imediata que podemos fazer é ter consciência”, sugeriu.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Romildo Campello, participou do encontro e anunciou que, em parceria com a Pastoral, deve realizar o plantio de duas mil mudas no Município. “Já tivemos 2.049 plantadas neste primeiro semestre e devemos plantar mais duas mil na área urbana da Cidade. Isso é fundamental para melhorar o clima por aqui”, contou.
O bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini, comandou os trabalhos e viu a discussão com bons olhos. “Em tempos em que o Rio Tietê sofre com a seca é importante a presença dessas pessoas buscando a conscientização, sobretudo, a participação dos jovens que, como o papa Francisco diz, é o presente da Igreja. Saímos daqui com uma etapa cumprida”, concluiu.
Os palestrantes e o bispo plantaram um pé de Manacá-da-Serra na frente de um dos galpões da SAT e os visitantes receberam mudinhas de Palmeira-Juçara. (Lucas Meloni)

sábado, 5 de julho de 2014

Algodão: primeiras certificações de sustentabilidade de MT são divulgadas

Algodão: primeiras certificações de sustentabilidade de MT são divulgadas

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Algodão: primeiras certificações de sustentabilidade de MT são divulgadas
04/07/14 - 11:51 

Mato Grosso, o maior estado produtor de algodão no Brasil, já tem a primeira parcial de fazendas certificadas pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e licenciadas pela Better Cotton Initiative (BCI). A primeira lista já conta com 139 propriedades certificadas pelo ABR. Destas, 117 também pediram o licenciamento BCI.

O estado de Mato Grosso, devido ao alto número de fazendas, ainda não finalizou o processo de certificação. Mesmo assim, na primeira parcial, já apresenta um número igual a 80% das propriedades certificadas na safra 2012/2013.

“A tendência é de crescimento, como aconteceu em todos os outros estados. O produtor que não está em sintonia com os pilares de sustentabilidade, hoje em dia, acaba perdendo espaço no mercado. Por isso, temos certeza que, em breve, 100% dos produtores brasileiros serão certificados”, diz o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Gilson Pinesso.

CERTIFICAÇÃO – A certificação do programa ABR é feita em duas partes. Inicialmente, é realizada uma verificação interna pelas equipes de sustentabilidade das associações estaduais, que observam a conformidade das propriedades com a lista de requisitos do programa. “Os técnicos vão até as fazendas para uma avaliação e orientação sobre como corrigir os possíveis problemas”, explica Galbero.

Após a verificação interna e a correção das não conformidades, é o momento da verificação de terceira parte, por certificadoras independentes. Para a safra 2013/2014 as empresas contratadas para realizar a auditoria independente são a ABNT, que fará o trabalho em MT, MS, BA e MA; a SGS, em MG; e a Gênesis Group, em GO. O principal requisito para a seleção das empresas foi a acreditação internacional. Elas foram escolhidas após uma análise de preços e reconhecimento entre nove instituições.

ABR – O programa Algodão Brasileiro Responsável é uma iniciativa da Abrapa e de suas estaduais para unificar o protocolo de certificação de sustentabilidade na produção de algodão no Brasil. A partir da safra 2013/2014, o produtor certificado pelo ABR será, se assim quiser, automaticamente licenciado pela Better Cotton Initiative (BCI). O ABR baseia-se em princípios relacionados aos três pilares básicos da sustentabilidade: ambiental, social e econômico.

Confira as fazendas que receberam a certificação do ABR e o licenciamento da BCI clicando aqui.

Associação Brasileira dos Produtores de Algodão - Abrapa

Cursos EaD em cidadania e sustentabilidade socioambiental

MMA oferece cursos EaD em cidadania e sustentabilidade socioambiental


do Idest, Suzana Vanessa | 04.07.2014 | 06h54


O Ministério do Meio Ambiente (MMA), irá oferecer oito cursos a distância sobre cidadania e sustentabilidade socioambiental, através da plataforma Ambiente Virtual de Aprendizaegem (AVA).
A intenção é formar cerca de 10 mil pessoas até o final deste ano nos cursos oferecidos, aumentando assim a abrangência das capacitações realizadas pelo MMA. Dentre os cursos oferecidos, dois já estão com as inscrições abertas e tem a data de início previstas para o próximo mês. Confira os cursos oferecidos:
  • Criança e Consumo Sustentável: julho, 20 horas, 2 mil vagas;
  • Estilo de Vida Sustentáveis: julho, 20 horas, 2 mil vagas;
  • Formação de agentes populares de educação ambiental na agricultura familiar:agosto a dezembro, 120 horas, 2 mil vagas;
  • Apoio à implantação do Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar nos Territórios: setembro a novembro, 60 horas, 300 vagas;
  • Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P): agosto a setembro, 20 horas, 2 mil vagas;
  • Igualdade de Gênero e Sustentabilidade: setembro a outubro, 20 horas, mil vagas;
  • Formação de conteudista em EaD: outubro a novembro, 20 horas, 500 vagas;
  • Planos Municipais de Resíduos Sólidos: novembro, 20 horas, 200 vagas;
Confira os cursos com as inscrições abertas:
  • Crianças e o Consumo Sustentável
    Objetivo: Trabalhar o conhecimento dos pais e educadores para que construam valores mais sustentáveis com as suas crianças, desestimulando o consumir por consumir e incentivando a prática de brincadeiras, hábitos e atitudes muito mais saudáveis e sustentáveis.
    Público-alvo: Pais, mães e educadores de crianças.
    Carga horária: 16 horas sem tutoria e de 22 horas com tutoria.
    Período de Inscrição: 01 de julho a 01 agosto.
    Período de Realização: 04 a 30 de agosto.
  • Estilos de vida sustentáveis
    Objetivo: Incentivar a reflexão, discussão e ação interativas com informações e conceitos sobre mudança em favor de estilos de vida sustentáveis.
    Público-alvo: Cidadãos-consumidores.
    Carga horária: 30 horas sem tutoria.
    Período de Inscrição: 01 de julho a 01 agosto.
    Período de Realização: 04 a 30 de agosto.
Para maiores informações sobre os cursos, os interessados podem acessar o link: http://ava.mma.gov.br/(fonte: idest.com.br)

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Green goal...


Projeto Parques na Copa fica apenas na promessa

Se a fama do Brasil lá fora é de País do futebol, do carnaval e das belezas naturais, nada melhor que aproveitar a Copa do Mundo para também oferecer aos turistas o contato com o meio ambiente - o carnaval já está embutido na festa. Essa era a ideia por trás de um projeto lançado há três anos pelo governo federal - o Parques da Copa. Mas o Mundial está aí sem que o plano tenha vingado. Na melhor das hipóteses, somente 25% dele foi realizado.
A previsão inicial, anunciada em 2011, era investir R$ 668 milhões em 26 parques federais e em 21 estaduais e municipais, em uma parceria entre os Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e do Turismo. No início deste ano, o número de parques foi reduzido para 16 no entorno das 12 cidades-sede, e o Turismo fez pela primeira vez um aporte específico para o projeto: R$ 10,4 milhões.
Esse foi o único valor apresentado tendo como destino direto o Parques da Copa - 1,55% do projetado inicialmente. O Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pelas unidades, afirmou, no entanto, que ao longo desses três anos foram investidos em 19 parques (entre eles 16 da Copa) cerca de R$ 171 milhões.
O dinheiro, de acordo com o instituto, foi para infraestrutura (R$ 78 milhões já executados em projetos e obras e mais cerca de R$ 11 milhões em execução); para regularização fundiária (R$ 12 milhões em três parques); e para custeio dos 16 parques (R$ 70 milhões em serviços, vigilância e manutenção).
Para ambientalistas, porém, o valor, que elevaria os gastos para um quarto do que foi prometido, inclui tarefas que são da própria manutenção das unidades e não são relativas a melhorias para o turismo. É o caso do custeio e da regularização fundiária. Em geral, os especialistas consideram que, com poucas exceções, a maioria dos parques no Brasil não tem condições de receber turistas.
De fato, dos R$ 78 milhões de infraestrutura (fatia que realmente importa para o turismo), 85% ficaram concentrados em quatro unidades, segundo dados do ICMBio. Metade foi para o Parque da Tijuca, R$ 15,8 milhões para o de Jurubatiba, R$ 12 milhões para o Parque da Tijuca e R$ 7 milhões para Fernando de Noronha.
Investimentos, que, segundo os especialistas, não fizeram diferença. "Não vimos nenhum caso, ao menos nenhum único parque sequer, que tenha passado por alguma mudança positiva. A verdade é que, tirando os Parques do Iguaçu e da Tijuca, que já eram os mais bem estruturados do Brasil, todos os outros estão em uma situação muito inferior", afirma Angela Kuczach, diretora da Rede Nacional Pró Unidades de Conservação.
Poucos visitantes
Estudo de 2011 da UFRJ sobre a contribuição que as unidades de conservação poderiam dar à economia nacional calculou que há potencial para obter até R$ 1,8 bilhão por ano com visitação aos quase 70 parques federais do País. Em 2012, com 5,3 milhões visitantes, foram arrecadados menos de R$ 27 milhões.
Manifesto entregue por entidades ambientalistas e associações de turismo ambiental ao governo no início de maio registra que parques dos EUA, em 2008, receberam 275 milhões de visitas e arrecadaram US$ 11,5 bilhões. Ainda segundo o texto, os cinco maiores parques da África do Sul recebem ao ano 4,3 milhões de turistas.
Angela lembra que na Copa anterior, da África do Sul, havia pacotes para os turistas conhecerem os parques nacionais. "Lá eles já sabiam antes de chegar o que visitar. Aqui, quem é que chega a Cuiabá e sabe que a Chapada dos Guimarães está ali do lado?", indaga.
Beto Mesquita, diretor do programa Mata Atlântica da Conservação Internacional no Brasil, afirma que houve "algum incremento" nas 16 unidades, mas aponta que não foram ações conectadas ao objetivo do programa de estruturar os parques para o uso público. "Foi uma tremenda bola fora", disse, sem perder o trocadilho.
Outro lado. Sergio Brant, diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, declara que o que foi anunciado em 2011 não era um plano propriamente dito, mas uma "tentativa de atrair a atenção dos visitantes para os parques nacionais e direcionar os investimentos". Segundo ele, "nunca houve de verdade um projeto fechado do que seria feito ou quanto seria aplicado".
De acordo com Brandt, a cifra de R$ 668 milhões era um cálculo que englobava todo o investimento necessário para aplicar não só nos parques, mas também para que as cidades no entorno das unidades também tivessem uma infraestrutura turística.
"Mas, quando se começa a levantar as cifras, se vê que nem tudo é factível. A intenção era chegar na Copa com uma qualidade de serviço melhor do que a gente tinha antes. Bem ou mal, acho que isso a gente vai conseguir." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 29 de junho de 2014

Sociedade pode opinar em contribuição brasileira para acordo do clima

Sociedade pode opinar em contribuição brasileira para acordo do clima

Com informações do MCTI - 14/06/2014
SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Sociedade pode opinar em contribuição brasileira para acordo do clima. 14/06/2014. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=sociedade-opinar-contribuicao-brasileira-acordo-clima. Capturado em 29/06/2014. 
Uma consulta sobre mudanças climáticas está disponível no site do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
O objetivo da consulta à sociedade civil é subsidiar o processo de preparação da contribuição que o Brasil levará à mesa de negociações do novo acordo sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês).
O governo afirma estar adotando a consulta para ampliar a transparência do processo e dar oportunidade a que todos os setores interessados da sociedade participem e opinem.
A consulta será realizada em duas fases.
Nesta primeira fase, aberta até 18 de julho, serão definidos os elementos principais da chamada "contribuição nacionalmente determinada" brasileira. São perguntas abertas com base em um questionário orientador, e comentários adicionais podem ser enviados por e-mail.
Com base nos aportes recebidos, será elaborado um relatório preliminar com indicação de possíveis opções e modalidades para a contribuição nacional - compromisso a ser assumido pelo Brasil no contexto da negociação internacional.
Na segunda fase, esse documento será submetido a uma nova rodada de consultas à população.
Estão em andamento negociações de um novo acordo sob a convenção, a serem finalizadas em 2015, para entrada em vigor a partir de 2020. Para isso, a 19ª Conferência das Partes na UNFCCC (COP-19, realizada em Varsóvia, Polônia) pediu aos países signatários para iniciar ou intensificar as preparações domésticas de suas pretendidas contribuições ao novo acordo e a comunicá-las antes da COP-21.

Teatro das Águas

Teatro das Águas


http://blog.gbcbrasil.org.br/wp-content/uploads/2014/06/water-theatre.jpg
Num mundo onde milhares de pessoas não têm acesso a água potável, a dessalinização é algo indispensável. Mas não podemos nos dar ao luxo de gastar combustíveis fósseis para isso.
Graças a uma maravilha arquitetônica criada por Charlie Paton, o Teatro das Águas, já é possível dessalinizar a água sem gastar recursos naturais, usando somente energia solar, eólica e marítima. Localizado na cidade de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, o teatro leva a arquitetura moderna a uma nova dimensão, transformando água do mar em água fresca e resfriada.
A água do mar é bombeada para canos plásticos e resfriados, depois é borrifadasobre uma superfície absorvente. O ar quente vindo do mar passa por essa superfície e faz a água evaporar e deixando o sal para trás, a corrente de ar leva o vapor até a superfície dos canos frios. Ao entrar em contato com a superfície mais fria, a água condensa e escorre até o reservatório, pronta para o uso. Fresca, pura e potável, sem gastar energia.
Além de ajudar o planeta o local contribui também para a cultura, funcionando como um teatro a céu aberto. Seu criador diz que sistemas parecidos podem ser instalados em qualquer lugar do mundo em que a escassez de água seja um problema.

Consórcio prevê que água útil do Sistema Cantareira acabará em dez dias

Consórcio prevê que água útil do Sistema Cantareira acabará em dez dias

27/06/2014 - UOL Notícias - Eduardo Schiavoni Do UOL, em Americana (SP)

O consórcio PCJ, que abrange rios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, dá o dia 7 de julho como prazo máximo para que acabe a água do volume útil do Sistema Cantareira, principal abastecedor da Grande São Paulo e da região de Campinas.  A partir dessa data, o sistema funcionará apenas com a reserva do volume morto.

O Sistema Cantareira, que fornece água para cerca de 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo e para outros 5 milhões em Campinas, tem seu nível próximo a 21% da capacidade, contando o volume morto.  Se ele for excluído, o nível se aproxima de 3%.

De acordo com o engenheiro e pesquisador da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Antônio Carlos Zuffo, também consultor do consórcio e responsável pelo estudo, isso significa que, a partir desta data, todo o sistema estará operando exclusivamente com o chamado volume morto, que não deve durar mais que cem dias.  "Em se mantendo as atuais condições de chuvas, a água do Cantareira, sem contar o volume morto, só dura até 7 de julho", disse.  Ampliar Falta de chuvas afeta abastecimento de água em São Paulo

Para Zuffo, a situação indica uma crise grave, que poderá afetar o abastecimento.  "Caminhamos a passos largos para esta situação.  Estamos em plena crise, é impossível negar essa realidade.  Não discutimos mais se vai acontecer, nem quando vai.  Precisamos pensar no que vamos fazer", afirmou.  Para o especialista, desde o fim do ano passado, deveria ter sido implementado um sistema de rodízio ou de racionamento para evitar o esgotamento do recurso.

Segundo o secretário-executivo do Consórcio PCJ, Francisco Carlos Lahóz, é urgente a necessidade de adoção de rodízio no abastecimento de todas as cidades que utilizam a água do Sistema Cantareira.  "Isso já tinha de estar vigorando desde o começo do ano.  Além disso, medidas emergenciais, como a captação de água de lençóis freáticos e a construção de reservatórios, já deveriam ter sido executadas de forma emergencial para diminuir o consumo das águas do Cantareira", informou.  

Chuvas

Pelas contas da própria Sabesp, o volume morto poderia garantir o abastecimento das regiões atendidas pelo Cantareira por cem dias.  Com isso, a intenção é atravessar o período de estiagem, que tradicionalmente vai até setembro.  A partir de então, com a chegada da primavera, o volume de chuva aumentaria e seria capaz de, além de garantir o abastecimento, recompor as reservas do Sistema Cantareira.

Para Zuffo, no entanto, não há garantias de que as chuvas voltarão em volume suficiente para acabar com a crise hídrica.  Dessa forma, a situação, para o próximo ano, pode ser ainda pior que a registrada em 2014.  "Se não chover acima da média, chegaremos ao próximo ciclo de seca com os reservatórios ainda mais combalidos e sem reservas.  Isso obrigaria que medidas drásticas fossem tomadas.  Simplesmente não iremos ter de onde tirar água e o racionamento e o desabastecimento serão uma imposição", disse.

O evento realizado pelo Consórcio PCJ contou ainda com a participação da consultora Rosana Garjulli, uma das responsáveis pela implantação e pela execução do projeto de abastecimento do Ceará, uma das regiões consideradas modelo no quesito gestão de água.

Ela defende que a região precisa imediatamente fazer a adequação do uso da água com o volume captado para evitar problemas.  A região de Campinas tem uma vazão autorizada para captação de 4 m³/s.  "É com isso que ela tem que trabalhar.  Da mesma forma a Grande São Paulo.  Querer captar mais que isso é a receita certa para o sistema entrar em colapso, ainda mais na atual situação", disse.  A Grande São Paulo tem autorização para captar 27 m³/s.

27/06/2014 17h55 Atualizada 27/06/2014 19h18
As notícias reproduzidas pelo GVces têm o objetivo de oferecer um panorama do que é publicado diariamente no Brasil sobre sustentabilidade e não representam posicionamento da instituição. Organizações e pessoas citadas nessas matérias que considerem seu conteúdo prejudicial podem enviar notas de correção ou contra-argumentação para serem publicadas em espaço similar e com o mesmo destaque das notícias em questão. Fale conosco

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Guia eletrônico lista roteiros sustentáveis nas 12 cidades-sedes da Copa


Guia eletrônico lista roteiros sustentáveis nas 12 cidades-sedes da Copa


Redação em 

Passaporte Verde indica destinos próximos às cidades-sede que valorizam a cultura local e adotam práticas de consumo consciente

Os turistas que estiverem nas cidades-sede da Copa do Mundo podem aproveitar a estadia para conhecer os Roteiros do Passaporte Verde, uma ação de sustentabilidade que propõem um novo olhar sobre os destinos brasileiros.
A publicação eletrônica convida o viajante a tornar o passeio autêntico, seja pelo contato respeitoso com a natureza, a degustação de pratos regionais, a vivência com culturas tradicionais ou mesmo pela experiência de percorrer um trajeto a pé, contemplando a percurso. O programa é uma parceria do MTur com o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Os roteiros variam de algumas horas a dois dias.

Divulgação/Guia Geográfico Paraná
Divulgação/Guia Geográfico Paraná
Vista aérea da Ilha do Mel, no litoral paranaense
Entre as sugestões de destinos do Passaporte Verde está a Ilha do Mel, localizada a 130 quilômetros de Curitiba (PR). O passeio, com duração mínima de dois dias, coloca o turista em contato com a natureza preservada, a gastronomia local e os nativos. Entre os dias 20 a 30 de junho acontece a tradicional Festa da Tainha, um evento comunitário em que a tainha, peixe típico do local, aparece nas principais experiências culinárias, assado ou frito, na folha de bananeira.
Na própria cidade-sede de Natal, há um amplo mercado de artesanato. Lá está o maior shopping de artesanato do Nordeste, com mais de 300 lojas, com objetos confeccionados com materiais recicláveis.
O Centro de Arte Contemporânea Inhotim, em Brumadinho (MG), é uma das maior centro de arte ao ar livre da América Latin
O Centro de Arte Contemporânea Inhotim, em Brumadinho (MG),  é uma das   maior centro de arte ao ar livre da América Latin
O Centro de Arte Contemporânea Inhotim, em Brumadinho (MG), é o
maior centro de arte ao ar livre da América Latina
O portal do Passaporte Verde também oferece dicas para planejar uma viagem sustentável. Há, por exemplo, orientações de como manter uma alimentação balanceada à base de alimentos naturais, preparar uma mala sem excessos e valorizar o que há de melhor na natureza sem prejudicá-la.
Saiba quais são os roteiros que valorizam práticas de sustentabilidade das 12 cidades-sede: Belo Horizonte,Brasília,  CuiabáCuritiba,  FortalezaManausNatalPorto AlegreRecifeRio de Janeiro, SalvadorSão Paulo