sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Dia Mundial do Diabetes: Brasil já é o quarto país em número de casos

Dia Mundial do Diabetes: Brasil já é o quarto país em número de casos

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Veja os destaques do UOL Saúde (2013)162 fotos

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01.jan.2013 - Imagem mostra uma cultura de bacilos causadores da tuberculose. A FDA, a agência de regulação de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, aprovou a primeira droga contra a doença em 40 anos. O Sirturo, da Johnson & Johnson, é um tratamento contra a tuberculose multirresistente aos medicamentos existentes Leia mais CDC
Neste Dia Mundial do Diabetes, a Federação Internacional de Diabetes (IDF, em inglês) informa que existem 371 milhões de diabéticos entre os adultos de todo o mundo. A maioria dos casos se refere ao tipo 2 da doença, passível de ser evitado com medidas como o combate a obesidade e o sedentarismo.
Segundo a IDF, há 13,4 milhões de diabéticos no Brasil (tipo 1 e 2). O país ocupa o quarto lugar no mundo em número de casos, ficando atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos, respectivamente. Trata-se de um número alarmante, já que a estimativa era de que teríamos cerca de 12,7 milhões de brasileiros diabéticos somente em 2030.
O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela IDF em parceria com a OMS (Organização Mundial da Saúde), com o objetivo de dar respostas ao crescente interesse em torno da doença, além de alertar para o aumento de sua incidência no mundo.

A data escolhida para a celebração é a mesma do nascimento do cientista canadense Frederick Bantin que, em parceria com Charles Best, foi responsável pela descoberta da insulina, em outubro de 1921. Dois anos mais tarde, Banting recebeu o Prêmio Nobel de Medicina por esta descoberta e pela aplicação da insulina no tratamento das pessoas com diabetes.
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Conheça alguns mitos e verdades sobre diabetes 20 fotos

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O estresse piora o diabetes. VERDADE: fatores de estresse podem, sim, piorar o quadro de diabetes quando já existe o problema, mas isso não significa que o estresse cause o diabetes. "O nível de açúcar sobe quando as pessoas ficam nervosas, assim como a adrenalina e o cortisol. Quando o pâncreas está comprometido, ele não aguenta essa elevação", explica a endocrinologista Denise Franco. Segundo ela, o estresse tem o potencial de desbalancear os sistemas endócrino, imunológico e neurológico Leia mais Thinkstock

Porta-guarda chuvas reCOVER

Ecodesign 06/05/2013 15:42


Porta guarda-chuva usa até a última gota para irrigar planta



Porta guarda-chuva reCover usa água que pinga para irrigar planta

São Paulo – Sistemas que utilizam a água da chuva para irrigar o jardim ou abastecer a lavanderia e banheiro são velhos conhecidos nossos. Menos comum é o reaproveitamento desse recurso natural por equipamentos domésticos. E esse é o trunfo do porta-guarda chuvas reCOVER, desenvolvido pelo estúdio de design italiano Teracrea.
Trata-se de um cabide com base que imita os “dentes” de uma vassoura de jardim, fácil de se enterrar em um vaso de planta comum. Assim, toda aquela água que pinga do guarda-chuva e normalmente se acumula no fundo de porta guarda-chuva convencional é usada no reCover para irrigar uma planta, sem dar lugar para o desperdício. No cacbide, ainda dá pra pendurar casaco, bolsa e chapéu. Gostou da ideia?




Geoengenharia pode transformar aquecimento global em seca global

Geoengenharia pode transformar aquecimento global em seca global


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Geoengenharia pode transformar aquecimento global em seca global. 12/11/2013. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=geoengenharia-transformar-aquecimento-global-seca-global. Capturado em 12/11/2013. 
Redação do Site Inovação Tecnológica - 12/11/2013
Geoengenharia pode transformar aquecimento global em seca global
"Qualquer solução tecnológica que possamos tentar para sombrear o planeta poderia ter consequências imprevisíveis."[Imagem: Aidan Whiteley]
Uma abordagem tecnológica amplamente discutida para reduzir o aquecimento global também iria interferir com as chuvas e a neve em escala global.
Calcula-se que o aquecimento global causado por um aumento maciço nos gases de efeito estufa estimularia um aumento médio de cerca de 7% nas precipitações em relação às condições pré-industriais, o patamar contra o qual o aquecimento global é calculado.
Contudo, tentar resolver o problema do aquecimento através da geoengenharia poderá inverter a situação, resultando em uma redução entre 5 e 7% nas chuvas na maioria das regiões do mundo, também em comparação com as condições pré-industriais.
Globalmente, a média de precipitação poderia diminuir em cerca de 4,5%, chegando a 7% na América do Norte e no Sudeste Asiático.
"A geoengenharia do planeta não resolve o problema. Mesmo que uma dessas técnicas possa manter as temperaturas globais aproximadamente equilibradas, as precipitações não voltariam às condições pré-industriais," disse Simone Tilmes, principal autora do novo estudo.
O estudo internacional foi coordenado por cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR) dos Estados Unidos, e chegou a conclusões parecidas com um trabalho feito por uma equipe europeia em 2012:
Riscos da geoengenharia
Muitos cientistas têm defendido abordagens de geoengenharia para reduzir o aquecimento futuro, amparados na crescente preocupação com as mudanças climáticas.
Algumas dessas técnicas pretendem capturar o dióxido de carbono antes que ele entre na atmosfera.
Outras almejam essencialmente fazer sombra na atmosfera injetando partículas de sulfato na estratosfera ou colocando gigantescos espelhos em órbita da Terra com o objetivo de reduzir a incidência dos raios solares.
O novo estudo concentrou-se no segundo conjunto de abordagens, aquelas que pretendem "proteger o planeta do calor do Sol".
Os autores advertem, porém, que o clima da Terra não iria retornar ao seu estado pré-industrial mesmo se o próprio aquecimento fosse atenuado conforme os defensores dessas técnicas alegam.
"É muito mais um tipo de 'engula seu próprio veneno'," disse John Fasullo, coautor do trabalho. "Se você não gosta do aquecimento, você pode reduzir a quantidade de luz solar que atinge a superfície [da Terra] e esfriar o clima. Mas, se você fizer isso, grandes reduções nas chuvas são inevitáveis. Não há nenhuma opção do tipo ganha-ganha aqui."
"Mais pesquisas poderão mostrar tanto as consequências positivas quanto as negativas para a sociedade de tais mudanças no ambiente," acrescentou Tilmes. "O que sabemos é que o nosso sistema climático é muito complexo, que a atividade humana está tornando a Terra mais quente e que qualquer solução tecnológica que possamos tentar para sombrear o planeta poderia ter consequências imprevisíveis."
Bibliografia:


The hydrological impact of geoengineering in the Geoengineering Model Intercomparison Project
Simone Tilmes, John Fasullo, Jean-Francois Lamarque, Daniel R. Marsh, Michael Mills, Kari Alterskjær, Helene Muri, Jón E. Kristjánsson, Olivier Boucher, Michael Schulz, Jason N. S. Cole, Charles L. Curry, Andy Jones, Jim Haywood, Peter J. Irvine, Duoying Ji, John C. Moore, Diana B. Karam, Ben Kravitz, Philip J. Rasch, Balwinder Singh, Jin-Ho Yoon, Ulrike Niemeier, Hauke Schmidt, Alan Robock, Shuting Yang, Shingo Watanabe
Journal of Geophysical Research: Atmospheres
Vol.: 118 Issue 19, pages 11036–11058
DOI: 10.1002/jgrd.50868

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Brasil não levará proposta de PIB sustentável à COP-19

Brasil não levará proposta de PIB sustentável à COP-19

Com informações da Agência Brasil - 07/11/2013

Embora haja consenso internacional quanto à necessidade de um indicador para medir a sustentabilidade dos países, permanecem dúvidas entre os especialistas que examinam a questão.
Há dúvidas sobre se convém tomar por base o Produto Interno Bruto (PIB, que mede o total de bens e serviços produzidos no país) tradicional, agregando uma série de elementos qualitativos de natureza ambiental e social, ou se seria melhor construir outro indicador baseado no consumo que, neste caso, seria a renda disponível das famílias, após o pagamento de suas necessidades básicas.
A ideia do PIB sustentável foi lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU) durante a Conferência para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), ocorrida no Rio de Janeiro, em 2012.
O indicador proposto refletiria a riqueza real dos países, bem como a sua capacidade de crescimento futuro, considerando, entre outros fatores, a disponibilidade de recursos naturais, educação das populações, qualidade de vida.
"Achar que quanto mais o PIB crescer, melhor, e se ele estiver com um crescimento discreto é ruim, é uma noção equivocada, mas que está muito generalizada atualmente," defendeu o deputado Alfredo Sirkis (PSB-RJ), presidente da Subcomissão Especial da Câmara dos Deputados para a 19ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-19).
Vertentes do bem-estar
Como aplicar as três vertentes (econômica, social e ambiental) sobre o PIB é o objeto da grande discussão global em curso.
Sirkis defende que o problema não é o PIB, mas o uso dado a esse indicador.
O índice foi criado na década de 1930, em resposta à Grande Depressão (crise econômica iniciada em 1929 e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a 2ª Guerra Mundial) e, depois, às destruições causadas por esse conflito.
"Era importante, naquela época, ter a possibilidade de se apropriar de tudo que existia de produtivo nos vários países e ter um indicador baseado nisso. Era, basicamente, um indicador de reconstrução," disse o parlamentar.
Contudo, com o passar do tempo, ações como destruição de florestas tiveram consequências negativas sobre o desenvolvimento de muitos países.
Compatibilidade de dados
Hoje, a discussão em torno de um novo indicador de sustentabilidade é complexa, tendo em vista as diferenças ambientais, sociais e econômicas apresentadas pelas nações.
O maior agravante é saber quais são os dados compatíveis na contabilidade dos diferentes países. Apesar de a maioria das nações já calcular o seu PIB, há dados que seriam importantes para uma análise mais qualitativa que não são calculados por todos.
Diante da dificuldade de se chegar a um consenso sobre o PIB Verde, o tema não integra as recomendações que serão levadas pela subcomissão da Câmara dos Deputados à COP-19, em Varsóvia.
"Todo o mundo concorda que o PIB é ruim, pelo uso que se dá, do ponto de vista do desenvolvimento sustentável, mas não houve consenso em relação a essa situação," conta Sirkis.
Ele acredita, entretanto, que mais à frente, no âmbito dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), a ONU vai chegar a algum tipo de consenso.

"Animais utilizados como modelo biológico do homem constitui um erro total"

23 DE OUTUBRO DE 2013
ONGs europeias defendem uso de células humanas em alternativa a teste em animais

Em março, a União Europeia proibiu que cosméticos testados em animais sejam vendidos no bloco.
Em março, a União Europeia proibiu que cosméticos testados em animais sejam vendidos no bloco.
Divulgação/fondationbrigittebardot.fr
Luiza Duarte
"Animais utilizados como modelo biológico do homem constitui um erro total", segundo Claude Reiss, pesquisador e presidente da associação Antidote Europa. Para ele há outras alternativas viáveis a prática com animais, como a utilização de células humanas cultivadas e denúncia a incompatibilidade para o homem dos resultados científicos obtidos com outras espécies.

Sete meses após a proibição da venda de cosméticos testados em animais na União Europeia, a Fundação Brigitte Bardot pela proteção dos animais denuncia as dificuldades de controle no interior dos laboratórios e a forte pressão das indústrias químicas.
Em entrevista à RFI, Christophe Marie, porta-voz da fundação fala sobre os efeitos benéficos dessa legislação, que ainda não possui equivalente no Brasil, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), mas revela que a França é o país que mais realiza testes científicos em animais na Europa.
Na última semana, a intervenção de ativistas em defesa dos animais para resgatar cães utilizados para testes científicos no Instituo Royal em São Roque reativou o debate sobre a utilização de animais para a pesquisa de cosméticos e medicamentos no Brasil.
Clique em "Ouvir" para conferir o programa completo.

Custo dos aerogeradores domésticos


a vez da eólica

Para viver de vento

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/para-viver-vento-geracao-energia-eolica-casa-757037.shtml?func=2

Gerar energia eólica em casa, injetar na rede pública e até ganhar créditos na conta de luz já é possível. Conheça os detalhes e o custo dos aerogeradores domésticos

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Divulgação/Energia Pura

Até o ano passado, uma família brasileira tinha apenas duas motivações para produzir energia com a força do vento: a falta de abastecimento público (ou as falhas crônicas no serviço) e o desejo de trilhar caminhos mais sustentáveis. Desde abril, porém, uma mudança na legislação - a Resolução nº 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) - dá um incentivo a mais ao permitir a micro e a minigeração distribuída. Traduzindo: dá sinal verde para que sistemas alternativos de geração de energia limpa injetem sua produção na rede da distribuidora local. 

Com isso, além de suprir parte da demanda da casa e pagar menos pela conta mensal, o cliente ganha créditos para descontar nas próximas faturas toda vez que a geração de energia for maior do que o consumo. "É um primeiro passo importantíssimo", diz Elbia Melo, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Diversos estudos comprovam o enorme potencial do Brasil para explorar a energia do vento, especialmente na faixa litorânea e no sul do país. Fazer o setor crescer e disseminar o acesso aos equipamentos, no entanto, requer um conjunto de incentivos. "O governo é o principal agente, porque pode criar benefícios fiscais e ainda se tornar o melhor cliente, instalando sistemas eólicos em prédios públicos, por exemplo", afirma Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, consultoria em projetos sustentáveis. 

"Nos Estados Unidos, quando o governo ofereceu 30% de desconto no imposto de renda para quem investisse em energia eólica, houve um crescimento de 78% em um ano", lembra Luiz Cesar Pereira, diretor da Enersud, fabricante nacional de aerogeradores. 

Aqui, a novidade quanto à micro e à minigeração distribuída segue a mesma tendência. "Ainda não é como na Europa, onde se ganha dinheiro vendendo energia limpa. Por enquanto, trata-se de uma maneira de economizar na conta e impulsionar o segmento", diz Elbia Melo. 

Na prática, a mudança favorece quem consome mais energia, como prédios comerciais, condomínios residenciais e indústrias, que têm a chance de obter o retorno do investimento em prazos mais razoáveis. Mas há quem enxergue além, como o aposentado Ari Lund, dono de uma casa no litoral catarinense. "Os ventos em Garopaba são abundantes e temos que aproveitar essa energia limpa. É preciso baratear os custos, incentivando outras pessoas a apostar nisso", defende. 

Ele desembolsou R$ 50 mil na instalação de um sistema eólico doméstico, poucos meses antes de a rede de distribuição passar a atender sua região. "Apesar do preço alto, fiquei satisfeito com o resultado porque consegui suprir boa parte do abastecimento de energia", completa ele, que agora prepara projeto para se conectar à rede pública. 

Situação semelhante viveu Edison Eduardo Weissinger, aposentado, morador de Itaipuaçu, no Rio de Janeiro. "Aqui o fornecimento não era confiável, faltava luz com frequência, e resolvi gastar R$ 4 mil na compra de um pequeno sistema com aerogerador, torre, baterias e outros equipamentos", justifica. "Hoje tenho autonomia e pago menos pela conta sem agredir o meio ambiente."

Incentivos à energia eólica vêm também de grandes bancos: a Caixa Econômica Federal incluiu recentemente os aerogeradores na lista de produtos que podem ser adquiridos pelo Construcard, linha de financiamento para materiais de construção (com até 96 meses para pagar, com taxas de juros de 0,90% a 1,85% ao mês). No Banco do Brasil, o BB Consórcio lançou em janeiro planos especiais para a compra de sistemas de energia renovável e a contratação de serviços técnicos por prestadores especializados. 

Os selos de construção sustentável têm sua parcela de contribuição. O AQUA, coordenado pela Fundação Vanzolini, obriga os empreendimentos candidatos à certificação a elaborar um estudo de viabilidade de energias alternativas. "É uma maneira de estimular a adoção de sistemas eólicos e fotovoltaicos, principalmente", afirma Felipe Coelho, assistente técnico da entidade. 

Nesse cenário favorável, os primeiros condomínios residenciais já começam a aderir à causa. Em Praia Grande (SP), a força do vento fez o diretor da construtora Concreplan, Eliude Rodrigues de Souza, investir R$ 70 mil para incorporar duas turbinas eólicas no Ecovila Resort, um residencial de 56 casas com várias soluções sustentáveis, que contou com consultoria especializada da empresa Energia Pura.


AFINAL, QUANTO O SISTEMA ECONOMIZA?

Para gerar crédito na conta de luz, é preciso avaliar a demanda de energia da residência e escolher um modelo de aerogerador que possa supri-la (sozinho ou em conjunto com outros). Comparamos cinco modelos, considerando uma família de quatro pessoas que consome 300 kWh/mês e paga uma conta de luz de R$ 90. Clique aqui e confira os resultados

Na simulação, supondo que a casa esteja numa região com incidência média de ventos de 6 m/s, somente o aerogerador Skystream será capaz de cobrir o consumo da família com apenas uma torre. Nesse caso, se o sistema for off grid (independente da rede pública), a conta de luz se restringirá aos impostos. Se a mesma residência estiver funcionando no sistema grid tie, isto é, injetando energia na rede, a produção excedente gerará créditos para as próximas faturas. 

"O passo seguinte será convencer o governo a permitir a venda de energia", ressalta Elbia Melo, da Abeeólica. Quando isso ocorrer, as famílias que produzem mais do que consomem poderão ganhar dinheiro com seus kWh excedentes - e isso fará com que o investimento no sistema, que ainda é alto, se pague mais rapidamente. Mas não se esqueça: esse equipamento só se justifica em regiões com incidência suficiente de ventos. Antes de adotá-lo, cheque a informação em mapas eólicos ou com consultores técnicos. 


COMO FUNCIONA 

Para ter acesso à microgeração distribuída, é preciso apresentar um projeto à distribuidora. Se aprovado, o cliente arcará com os custos de todos os equipamentos e do novo medidor, que registrará a entrada e a saída de energia. Clique aqui e veja os componentes do sistema no infográfico.


Ilustrações: Marcelo Garcia  

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Transporte coletivo com o conforto de carro particular é mostrado em SP

Transporte coletivo com o conforto de carro particular é mostrado em SP

Sistema leva seis passageiros de cada vez em um vagão sem condutor acionado por controle remoto

22 de outubro de 2013 | 18h 36
SÃO PAULO - Um sistema de transporte coletivo elétrico acionado por controle remoto será apresentado no Brasil como alternativa para resolver o problema da mobilidade urbana. 
O sistema dispensa condutor e utiliza pneus de borracha e foi desenvolvido com o propósito de oferecer aos usuários o mesmo grau de conforto de um carro comum.
O novo sistema, denominado POD-SIT, já funciona no aeroporto de Heathrow, em Londres. O veículo elétrico trafega a 40 km/hora e transporta até seis passageiros de cada vez.
Uma réplica do sistema será apresentado em São Paulo durante a Feira Negócios nos Trilhos, nos próximos dias. A empresa Brasell decidiu criar cenograficamente uma réplica do sistema inteligente de trânsito desenvolvido na Universidade de Bristol.
  
Para Halan Moreira, vice-presidente da Brasell, a implantação do POD-SIT nas cidades tem efeito direto na melhoria da mobilidade. "O maior desafio do gestor público que enfrenta a questão do transporte é oferecer alternativas com o mesmo nível de conforto oferecido pelo carro", afirma ele.
"O cidadão que lutou para adquirir seu automóvel dificilmente voltará para um modelo de transporte ineficiente e sem níveis mínimos de comodidade", acrescenta o representante da empresa.
"Em função das características do POD-SIT - de conforto, velocidade e privacidade - temos certeza que ele é um protagonista na substituição gradativa do carro pelo transporte público".
A Feira Negócios nos Trilhos deve receber cerca de 9.500 visitantes e 200 expositores de 20 países, entre os dias 5 e 7 de novembro, no Pavilhão Vermelho - Expo Center Norte, em São Paulo.

Supérfluo...

CIGARRO/CONSUMO - 
Artigo publicado em 10 de Novembro de 2013 - Atualizado em 10 de Novembro de 2013

Maço de cigarro na França pode custar mais de R$ 20 em janeiro


Preço do cigarro na França aumentará em 1° de janeiro de 2014.
Preço do cigarro na França aumentará em 1° de janeiro de 2014.
Flickr/CC

RFI
O preço do cigarro na França deve aumentar a partir de 1° de janeiro de 2014. Segundo o Journal du Dimanche, o maço pode superar 7 euros (R$ 21), uma alta que deve desencorajar os fumantes.

O preço do cigarro na França virou uma batalha entre o governo e fabricantes de tabaco. Nesta semana, a nova tabela de preços para 2014 deve ser anunciada após intensas negociações. Segundo a imprensa francesa, os fabricantes British American Tobacco (Lucky Strike), Japan Tobacco (Winston) e Imperial Tobacco (Gauloises) pretendem repassar parte dos custos da alta da alíquota da TVA (equivalente do ICMS brasileiro) para o bolso dos consumidores.
Esse aumento também fará com que o preço do maço de cigarros Marlboro atinja 7,10 euros (aproximadamente R$ 21). Esse patamar pode desencorajar os consumidores do produto Philip Morris em favor dos produtos do trio British American Tobacco, Japan Tobacco e Imperial Tobacco. Para os fabricantes, o novo preço do cigarro também servirá para compensar a queda do volume de vendas.
Segundo OFDT, órgão que monitora o consumo de drogas da França, o ano passado registrou a queda mais acentuada desde 2005 de vendas de tabaco, com um recuo de 3,4%. Em 2013, essa tendência se confirmou com uma queda de 9 ,1% nas vendas no acumulado de oito meses.
Esses números, no entanto, não significam que os franceses estejam fumando necessariamente menos. Os especialistas destacam que o consumo de cigarros eletrônicos e também o consumo de maços de cigarros adquiridos de forma legal –ou ilegal- no exterior tem aumentado. 

Novo perfil de emissões do Brasil de gases de efeito estufa

Poluição | 08/11/2013 16:11

Novo perfil de emissões do Brasil de gases de efeito estufa

De acordo com o documento, o Brasil aumentou em 7% suas emissões brutas de GEE, entre 1990 e 2012 – no mesmo período, as emissões globais cresceram 37%

Débora Spitzcovsky, do 
Fábio Arantes / Prefeitura de São Paulo
Trânsito em São Paulo: faixa de ônibus na Avenida 23 de Maio
Trânsito em São Paulo: o caso mais preocupante é o do setor de Energia, onde as emissões cresceram 126%; para especialista, principal responsável é o setor de Transporte
O Observatório do Clima lançou nesta quinta-feira, 07/11, em São Paulo, o Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) e, com ele, relatório que traz o panorama das emissões brasileiras entre 1990 e 2012. Afinal, quando o assunto é a liberação de gases causadores do efeito estufa na atmosfera, como o Brasil está se saindo?
De acordo com o documento, o Brasil aumentou em 7% suas emissões brutas de GEE, entre 1990 e 2012 – no mesmo período, as emissões globais cresceram 37%. Em 2012, o país emitiu 1,48 bilhão t CO2e – contra 1,38 bilhão t CO2e, em 1990 –, sendo considerado, atualmente, a sétima nação mais emissora do mundo, responsável por 2,8% da liberação global de gases poluentes na atmosfera.
Mas as emissões brasileiras nesse período de 22 anos não foram lineares. “Entre 1990 e 2012, tivemos três grandes períodos diferentes:
- o primeiro, nos 14 primeiros anos (1990-2004), quando as emissões apresentaram total tendência de crescimento, com um pico em 1994 causado pelo desmatamento na Amazônia;
- o segundo, entre 2005 e 2009, quando houve uma queda importante no desmatamento da Amazônia e
- o terceiro, de 2009 a 2012, quando pudemos enxergar melhor a tendência de crescimento de emissões em todos os setores, exceto Mudanças de Uso da Terra, por conta do combate ao desmatamento”, explica Tasso Azevedo, coordenador de desenvolvimento do SEEG e conselheiro do Planeta Sustentável.
As estimativas do SEEG deixam claro que, apesar de ainda ser a principal fonte de emissão do Brasil (32,1%), o setor de Mudanças de Uso da Terra foi o único que reduziu suas emissões nas últimas duas décadas. Entre 1990 e 2012, houve queda de 35%, enquanto os outros setores apresentaram tendência de aumento.
O caso mais preocupante é o do setor de Energia, onde as emissões cresceram 126%. “O principal responsável por esse aumento expressivo no setor energético é o Transporte, que teve aumento de 143% nas suas emissões, entre 1990 e 2012, sobretudo por conta do uso da gasolina”, conta o especialista.
Segundo ele, apenas entre 2009 e 2012, o consumo de álcool no Brasil caiu 30% e o de gasolina subiu 34%. O principal responsável? “A política nacional de subsídio à gasolina”, garante Tasso. E mais: no mesmo período, as emissões provenientes do uso de gás natural e óleo diesel – outros dois combustíveis fósseis muito populares no país – cresceram, respectivamente, 64% e 23%.
O problema, claro, se reflete na matriz energética do país, que está cada vez mais suja. “De 2009 a 2012, a porção renovável da nossa matriz caiu de 45% para 42,3%, quando na verdade deveria subir, já que foi em 2009 que o governo brasileiro apresentou sua meta de redução de emissões”, afirma Tasso, que garante que o setor de Energia é, atualmente, o que apresenta mais desafios e oportunidades para o Brasil.