quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Câmara de SP analisa multa de R$ 100 para quem jogar lixo na rua

28.agosto.2013 19:50:41

Câmara de SP analisa multa de R$ 100 para quem jogar lixo na rua

Diego Zanchetta


Irmão do secretário de Transportes (Jilmar Tatto) e do líder de governo do PT (Arselino Tatto), o vereador Jair Tatto (PT) apresentou projeto de lei que cria multa de R$ 100 para quem for flagrado ao jogar lixo no chão das ruas de São Paulo. No Rio de Janeiro a medida foi implantada na semana passada e prevê multas de R$ 157 a R$ 3.000.
Outros dois vereadores apresentaram projetos semelhantes. Conte Lopes (PTB) define multa de R$ 150 enquanto o líder do PSDB quer o valor inicial de R$ 50. Mas é o projeto do governista Tatto, de influente família na zona sul da capital, que tem mais chances de virar lei.
A proposta do petista diz que a multa será de R$ 500, caso o despejo seja de algum produto químico nas ruas. O texto começou a tramitar hoje nas comissões do Legislativo. O vereador quer que os agentes e fiscais utilizem palmtops para fazer as autuações, como ocorre no Rio de Janeiro.
Desde 2002, entretanto, São Paulo tem lei específica que prevê multas para pedestres e empresas que fazem descarte de lixo nas ruas. Mas a falta de estrutura e de tecnologia, como os palmtops utilizados pelos cariocas, dificultam a aplicação da regra.
Irmão menos conhecido da Família Tatto, Jair quer aprovar o projeto para ganhar musculatura político e transformá-lo em bandeira eleitoral. É certo que os Tatto agora vão pressionar a base governista e o prefeito Fernando Haddad (PT) para a proposta virar lei.


Multas no Rio de Janeiro começaram no dia 20; SP agora estuda aplicar infração de R$ 100

  • Quem Faz

    Diego Zanchetta

    Diego Zanchetta, 35 anos, é repórter de administração municipal do Estadão desde fevereiro de 2008. Três vezes finalista do Prêmio Esso (2005, 2006 e 2012), passou também pelos jornais Agora São Paulo e Correio Popular de Campinas. É formado pela PUC-Campinas e fez especialização em Jornalismo Científico na Unicamp.


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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

No limite do cheque especial ambiental...

20/08/2013 - 03h21

Planeta esgota hoje sua cota natural de recursos para 2013

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RAFAEL GARCIA
DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2013/08/1328888-planeta-esgota-hoje-sua-cota-natural-de-recursos-para-2013.shtml

Se a humanidade se comprometesse a consumir a cada ano só os recursos naturais que pudessem ser repostos pelo planeta no mesmo período, em 2013 teríamos de fechar a Terra para balanço hoje, 20 de agosto. Essa é a estimativa da Global Footprint Network, ONG de pesquisa que há dez anos calcula o "Dia da Sobrecarga".
Neste ano, o esgotamento ocorreu mais cedo do que em 2012 --22 de agosto--, e a piora tem sido persistente. "A cada ano, temos o Dia da Sobrecarga antecipado em dois ou três dias", diz Juan Carlos Morales, diretor regional da entidade na América Latina.
Para facilitar o entendimento da situação, a Global Footprint Network continua promovendo o uso do conceito de "pegada ambiental", uma medida objetiva do impacto do consumo humano sobre recursos naturais.
No Dia da Sobrecarga, porém, expressa-o de outra maneira: para sustentar o atual padrão médio de consumo da humanidade, a Terra precisaria ter 50% mais recursos.
Editoria de Arte/Folhapress
Sobrecarga global
Sobrecarga global
Para fazer a conta, a ONG usa dados da ONU, da Agência Internacional de Energia, da OMC (Organização Mundial do Comércio) e busca detalhes em dados dos governos dos próprios países.
O número leva em conta o consumo global, a eficiência de produção de bens, o tamanho da população e a capacidade da natureza de prover recursos e biodegradar/reciclar resíduos. Isso é traduzido em unidades de "hectares globais", que representam tanto áreas cultiváveis quanto reservas de manancial e até recursos pesqueiros disponíveis em águas internacionais.
A emissão de gases de efeito estufa também entra na conta, e países ganham mais pontos por preservar florestas que retêm carbono.
Apesar de ter começado a calcular o Dia da Sobrecarga há uma década, a Global Footprint compila dados que remontam a 1961. Desde aquele ano, a sobrecarga ambiental dobrou no planeta, e a projeção atual é de que precisemos de duas Terras para sustentar a humanidade antes de 2050. A mensagem é que esse padrão de desenvolvimento não tem como se sustentar por muito tempo.
"O problema hoje não é só proteger o ambiente, mas também a economia pois os países têm ficado mais dependentes de importação, o que faz o preço das commodities disparar", diz Morales. "Isso ocorre porque os serviços ambientais [benefícios que tiramos dos ecossistemas] já não são suficientes".
BRASIL "CREDOR"
No panorama traçado pela Global Footprint Network, o Brasil aparece ainda como um "credor" ambiental, oferecendo ao mundo mais recursos naturais do que consome. Isso se deve em grande parte à Amazônia, que retém muito carbono nas árvores, e a uma grande oferta ainda de terras agricultáveis não desgastadas.
Mas, segundo a ONG WWF-Brasil, que faz o cálculo da pegada ambiental do país, nossa margem de manobra está diminuindo (veja quadro à dir.), e exibe grandes desigualdades regionais. "Na cidade de São Paulo, usamos mais de duas vezes e meia a área correspondente a tudo o que consumimos", diz Maria Cecília Wey de Brito, da WWF. O número é similar ao da China, um dos maiores "devedores" ambientais.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Dia 3 de setembro, às 10h todos na manifestação com camiseta preta no gabinete do Prefeito!

27/08/2013 - 19h41

'Tudo estava errado' em obra que desabou em SP, afirma Haddad


http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/08/1332945-tudo-estava-errado-em-obra-que-desabou-em-sp-afirma-haddad.shtml

GIBA BERGAMIM JR.
DE SÃO PAULO


O prefeito Fernando Haddad (PT) disse que "tudo estava errado" na obra que desabou matando 7 pessoas na manhã desta terça-feira. A começar pela documentação da obra, que estava irregular. Além dos mortos, 26 pessoas ficaram feridas e há desaparecidos.
"A prefeitura avalia aspectos formais da obra, se a obra está de acordo com a legislação da cidade. Nem isso foi observado [pela empresa que construiu] nesse caso específico", afirmou Haddad. A administração aplicou duas multas ao dono da obra de abril para cá ao identificar que não havia alvará para a obra.
"Mesmo se a obra fosse regular, isso não iria eximir o engenheiro responsável pela segurança física da obra. Nesse caso, além dos aspectos técnicos que não foram observados, também houve falhas do ponto de vista formal e jurídico ", disse Haddad.
Segundo ele, não é função dos fiscais da prefeitura avaliar se a obra é segura, mas sim confirmar se a construção está dentro das leis de uso e ocupação do solo. Garantir a segurança da obra, é responsabilidade do engenheiro. "Cabe à policia apurar a parte criminal e eventualmente indiciar os responsáveis pela morte", afirmou.
DESABAMENTO
O imóvel tinha dois pavimentos e ficava na avenida Mateo Bei, altura da rua Margarida Cardoso dos Santos. No local estava em construção uma loja de roupas. Antes, o endereço abrigava um posto de gasolina. Ao todo, cerca de 35 pessoas estavam no prédio.
"O teto desabou e foi levando tudo. Corri para um quarto, duas paredes caíram, mas o teto ficou. Só bati um pouco o braço, nada grave. Quem me salvou foi Deus", afirmou o eletricista Bento Lopes, 37, que conseguiu tirar cinco pessoas dos escombros. Para sair, ele disse ter arrastado o corpo por entre os escombros e encontrado espaço ao lado de caixas de piso, que seguraram as lajes e criaram espaço para sua fuga.
Durante a tarde, ele foi levado pela PM ao 49º DP (São Mateus) para prestar depoimento. Lopes disse que seu celular ficou no desabamento e só sossegou quando conseguiu avisar a mulher e a filha, de 15 anos, que estava tudo bem quando usou o telefone de um amigo.

Prédio desaba na zona leste de SP

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Junio Lago/Uol
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Bombeiros continuam o trabalho de busca por vítimas do desabamento de um prédio na zona leste da capital paulista Leia mais
RESPONSÁVEIS
O advogado Edilson Carlos dos Santos, que representa o dono do prédio, Mustafa Abdallah Mustafa, afirmou que modificações feitas por uma empresa de engenharia depois que o galpão já havia sido entregue à rede de lojas Torra Torra podem ter causado o acidente.
Segundo Santos, a obra foi entregue em julho para a Torra Torra, que alugou o imóvel para fazer uma nova unidade. Ele diz que funcionários da empresa Salvatta Engenharia teriam feito escavações no terreno. A empresa, sempre segundo o advogado, estava fazendo alterações para a instalação de elevadores e escadas.
Já a Salvatta Engenharia disse em nota ter sido vítima "da irresponsabilidade dos proprietários" do imóvel. A nota também é assinada pelo Magazine Torra Torra, que contratou a empresa.
De acordo com o texto do Torra Torra e da Salvatta, a responsabilidade pela construção foi do dono do prédio. "As chaves do imóvel ainda não foram entregues pelo proprietário, porque as obras a que se obrigou não foram concluídas. Também não houve a entrega do Alvará de Construção e nem do Projeto Executivo", diz trecho da nota.


Editoria de Arte/Folhapress


Geólogo, Arquiteto e Engenheiro
autor: engº Frederico Jun Okabayashi


São Paulo precisa do meio ambiente construído 

e recuperar o que foi destruído

Geólogo, Arquiteto e Engenheiro

Cuidam da Terra, Verde, Água e Ar, mas do nosso Povo primeiro

Por isso fazem um justo pedido ao Prefeito:

Merecem valorização e respeito!



2013-08-24_163802

Um milhão de baratas escapam de criadouro em cidade na China´...é só comer.

26/08/2013 - 15h23

Um milhão de baratas escapam de criadouro em cidade na China


DA AFP, EM PEQUIM




Mais de um milhão de baratas escaparam de um criadouro no leste da China, onde um especialista sanitário pediu aos habitantes dos arredores para manter a calma, informou neste domingo a imprensa local.

Segundo o jornal "Xiandai Kuaibao", as baratas eram usadas para a fabricação de medicamentos tradicionais chineses e estavam em um viveiro da cidade de Dafeng, na Província de Jiangsu.

Os insetos escaparam após "um indivíduo não identificado" destruiu o viveiro de reprodução. As autoridades sanitárias da Província de Jiangsu enviaram cinco especialistas encarregados de uma operação de desinfecção para eliminar os insetos.

Um deles pediu que a população não entre em pânico. O proprietário da granja, Wang Pengsheng, investiu este ano cerca de 100 mil iuanes (R$ 38.800) para adquirir 102 quilos de ovos de periplaneta americana, uma espécie de barata.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Nada mata mais crianças no Brasil do que a ignorância.

Mortalidade infantil está diretamente associada à falta de estudo dos pais

Estatística compilada pelo 'Estadão Dados' mostra que, para cada ponto percentual retirado da taxa de analfabetismo da população adulta, a morte de crianças cai 4,7 pontos; fator tem mais influência do que a pobreza e a falta de saneamento básico

26 de agosto de 2013 | 2h 00


Lucas de Abreu Maia, José Roberto de Toledo e Rodrigo Burgarelli - O Estado de S.Paulo
Nada mata mais crianças no Brasil do que a ignorância. Pesquisa do Estadão Dados mostra que nenhuma outra de 232 variáveis testadas influi mais nas mortes na infância do que a falta de estudo dos adultos. Nem falta de dinheiro, de água ou esgoto têm impacto maior.
Os dados se referem aos 5.565 municípios brasileiros, foram coletados durante o Censo 2010 e compilados pelo Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil. Eles foram usados para criar um modelo explicativo dos indicadores que poderiam causar a mortalidade de crianças de até 5 anos. Por meio de métodos estatísticos, foi possível ver que a maior causa desse tipo de morte está relacionada à taxa de alfabetização da população com mais de 18 anos.
Para cada ponto porcentual retirado da taxa de analfabetismo da população de 18 anos ou mais, a taxa de mortalidade de crianças até 5 anos cai 4,7 pontos. Na prática, se 1% dos adultos de uma cidade é alfabetizado, em média, mais 47 crianças sobrevivem à primeira infância, a cada 10 mil nascimentos. "Às vezes, a casa não tem saneamento básico, mas se a mãe tem um pouco de educação, consegue que o filho tenha acesso aos programas sociais do governo", disse o pesquisador do IBGE Celso Simões, autor de estudo que chegou a conclusão similar.
O gráfico acima mostra como essas duas variáveis estão relacionadas. Cada ponto representa um município. Ao seguir uma tendência diagonal, o conjunto desses dados revela que quanto maior o analfabetismo, maior a taxa de mortalidade na infância. Cidades como Olho D'água Grande (AL) são exemplos onde esses dois índices são altíssimos - 50 crianças de até 5 anos morrem por ano e 46% dos adultos são analfabetos. Blumenau (SC) está no outro extremo, com taxa de mortalidade cinco vezes menor e apenas 2% de analfabetismo entre adultos.
O impacto da alfabetização de adultos sobre a mortalidade de crianças é duas vezes maior do que o da pobreza. O segundo fator com maior peso para evitar mortes infantis é aumentar a fatia da renda dos 20% mais pobres. Cada ponto porcentual a mais na renda faz diminuir 2,8 pontos da taxa de mortalidade na infância.
O terceiro fator estudado que diminui a mortalidade na infância é o acesso a água e esgoto. Mas o impacto é bem menor do que o do analfabetismo e da pobreza. A cada ponto porcentual a menos de população sem saneamento básico, a mortalidade na infância cai 0,8 ponto. Combinadas, as três variáveis - analfabetismo, pobreza e água/esgoto - explicam 62% da taxa de mortalidade das crianças com até 5 anos no Brasil. O modelo é consistente também no tempo. Aplicado aos dados do Censo de 2000, seu poder de explicação é ainda maior: 69%.
O professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa José Cássio de Moraes ressalta que a maior educação materna também aumenta as chances de doenças infantis serem diagnosticadas mais cedo: "A mãe com nível educacional melhor reconhece mais rapidamente os sintomas de doenças." / COLABOROU DIEGO RABATONE
Desafio é reduzir as mortes de recém-nascidos 

Entre 2000 e 2011, segundo o SIM-Datasus, as mortes de crianças com menos de 5 anos caíram de 79.470 para 46.375 por ano. A queda foi mais significativa entre as crianças com mais de um mês de vida: 47% no período. Nessa fase, as causas de morte mais comuns podem ser tratadas com terapias simples, como soro caseiro. Isso ajuda a explicar como o aumento da escolaridade dos pais reduz a mortalidade.

Desafio está agora nas crianças com até uma semana de vida, grupo com maior parte das mortes infantis. O problema é mais complexo, porque as causas não são facilmente evitáveis e implicam cuidados com as mães e o parto.