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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Sul da Europa sofre com onda de calor extremo
Falta de chuva e temperaturas em torno de 40ºC causam incêndios devastadores na Grécia e Bulgária. Bósnia e Sérvia sofrem com a escassez de água potável. Espanha teme onda de calor prevista para esta semana.
Em meio à temporada de férias de verão, uma onda de calor extremos atinge o sul da Europa, provocando incêndios florestais, que já feriram sete pessoas na Península do Peloponeso. No sul da Bulgária, mais de 400 bombeiros, guardas florestais e voluntários tentam combater as chamas que tomam as florestas.
Segundo o canal de televisão estatal NET, bombeiros e voluntários controlaram parte dos incêndios que começaram quarta-feira (08/08) na Grécia. Porém, o perigo de incêndios florestais continua alto, advertiu o serviço meteorológico. Em muitas partes do país, as temperaturas estão em torno de 42°C.
Nesta quinta-feira, autoridades ordenaram a evacuação de famílias com crianças e idosos da cidade grega Ouranoupolis. Segundo os bombeiros, o incêndio começou perto da cidade monástica de Monte Atos, mas ventos fortes de 39 a 49 km/h espalharam as chamas em direção à cidade vizinha.
A região em torno da cidade de Megalópolis sofreu com o mais perigoso incêndio florestal da temporada que, assim como o de Monte Atos, tomou grandes dimensões devido aos ventos fortes.
Ventos fortes fazem fogo se alastrar
Impacto no turismo
Na ilha de Kós, turistas tiveram de desocupar temporariamente um hotel perto da aldeia de Kardamena, e na cidade portuária de Corinto também irrompeu outro pequeno incêndio.
Em 2007, incêndios florestais semelhantes aos deste ano mataram cerca de 90 pessoas na Península do Peloponeso. Até agora, a estimativa das autoridades é de 2.700 hectares de floresta e terras agrícolas destruídas.
Na Bulgária, as chamas alastraram-se por uma floresta com mais de 120 hectares de pinheiros em Belize. Queimadas são comuns durante os meses de verão. Desde o começo do ano, já foram registrados um total de 397 incêndios florestais, segundo o Ministério da Agricultura.
Falta de água
Na Sérvia, principalmente na região ao redor da cidade de Gornji Milanovac, cerca de 300.000 pessoas sofrem com a escassez de água. Em algumas cidades, como Mitrovica no norte do Kosovo, as casas têm apenas quatro horas de água por dia.
A situação é semelhante em Srebrenica, no leste da Bósnia, onde o abastecimento de água potável está se esgotando. Meteorologistas dizem que não deve chover na Península Balcânica pelos próximos dez dias.
O serviço meteorológico também deu uma má notícia para a Espanha: uma frente de ar quente da África deve elevar as temperaturas em muitas partes da Península Ibérica, ultrapassando os 40°C. O aumento da temperatura começou na quarta-feira, porém, a onda de calor deve atingir seu pico na sexta-feira e então desaparecer.
GMF/afp/dpa
Revisão: Francis França
Limpeza ecológica: como limpar a casa com produtos naturais
Conheça seis substâncias que você tem em casa e que podem ser utilizados para limpeza
13/08/2012 13:19
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São Paulo - Os produtos de limpeza comerciais são caros e podem ser muito prejudiciais para o meio ambiente. Além disso, eles contêm perfumes e fragrâncias que podem ser prejudiciais também para aqueles que são mais propensos a alergias. Felizmente, há alternativas viáveis, mais econômicas e naturais de conseguir limpar a casa.
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Água com gás: muito eficaz na remoção de algumas sujeiras.
Bicarbonato de sódio: dissolvido em água, substitui os produtos de limpeza do banheiro, podendo ser usado para esfregar a louça e os azulejos (esfregue pela superfície, deixe agir por uma hora e enxágue). Também limpa panelas manchadas: é só colocá-lo na panela e levá-la ao fogo até ferver
Vinagre branco: além de ser bactericida, serve como desengordurante de diversas superfícies, removendo manchas e odores fortes e limpando panelas, azulejos, vidros, espelhos e vasos sanitários. É só preparar uma solução com uma colher de vinagre em um litro de água e esfregar a superfície com um pano limpo.
Sumo de limão: é muito eficiente para eliminar manchas em tecidos e em madeiras. Assim como o vinagre branco, é bom para remover sujeiras das superfícies, especialmente gorduras.
Sal: o sal puro eficaz na remoção de odores de sapatos e evita que se fixem manchas nos tecidos.
Óleo vegetal: uma camada de óleo vegetal protege o metal dos elementos prejudiciais no ar e mantém a integridade das madeiras. É também um produto muito eficaz para dar mais brilho a objetos de ferro ou de latão e para prevenir o aparecimento de ferrugem.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
CPRM apresenta metas para o plano nacional de gestão de riscos
Por Alexandre Scussel | 13h59, 14 de Agosto de 2012
O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) está inserido nas ações do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, lançado no dia 8 de agosto, em Brasília, pela presidente Dilma Rousseff e ministros. O diretor-presidente, Manoel Barretto e o diretor, Antônio Bacelar, participaram do lançamento do Plano e da inauguração de novas instalações do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). O diretor Thales Sampaio participou por videoconferência no Rio de Janeiro.
As ações do plano estão divididas em quatro eixos temáticos – prevenção, mapeamento, monitoramento e alerta e resposta a desastres. A tarefa da instituição será produzir mapas de setorização de riscos e de suscetibilidade em áreas que apresentem movimentos de massa e enchentes.
Já foram mapeadas áreas de risco em 159 municípios brasileiros. Na lista constam 146 municípios, dos 286 que estão previstos para serem mapeados até o final do ano. Até 2014, 821 municípios considerados críticos receberão a visita de pesquisadores da CPRM. O levantamento aponta 1.700 setores de risco, com 163 mil moradias atingidas, o que corresponde a 682 mil pessoas morando sob riscos de deslizamentos e enchentes.
Os dados já foram enviados ao Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), e Defesa Civil. Equipe de 50 pesquisadores está mobilizada em campo mapeando áreas de risco em sete estados, entre eles: Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A metade da equipe é formada por geólogas.
Para delimitar e classificar áreas de risco, o estudo avalia características geológicas do terreno, declividade, tipos de solo, formas de uso e ocupação, existência e gravidade de indícios de movimentos do solo. Para cada setor levantado é elaborado mapa de setorização de riscos, com fotos do local, coordenadas UTM do ponto de referência, tipologia e descrição dos processos geológicos, além do número de moradias, de pessoas passíveis de serem afetadas. O trabalho também inclui sugestões de tipos de obras recomendadas para cada setor de risco mapeado.
Para mais informações, veja o balanço de atividades disponibilizado pelo CPRM.
Fonte: CPRM
Desastre nuclear gera borboletas mutantes em Fukushima!
Pesquisadores japoneses dizem que borboletas apresentam anomalias desde o acidente nuclear causado em 2011 pelo terremoto seguido de tsunami. Ainda é cedo para determinar se efeito é semelhante em outras espécies.
Um grupo de cientistas informou nesta terça-feira (14/08) que encontrou anormalidades em três gerações de borboletas coletadas nas proximidades da central nuclear de Fukushima Daiichi. A usina foi danificada após o terremoto e tsunami ocorridos ano passado.
Cerca de 12% de larvas de borboleta da espécie pseudozizeeria maha, que foram expostas à radiação nuclear imediatamente após o desastre, em março de 2011, apresentaram anormalidades, como olhos defeituosos e asas menores do que o normal, afirmaram os cientistas.
Borboletas são consideradas “indicadores ambientais", disse Joji Otaki, professor da Universidade do Ryukyus, em Okinawa, e líder do grupo de pesquisa. Os resultados revelados aumentam o receio de que a radiação liberada em Fukushima possa afetar seres humanos no futuro.
Otaki afirma que a alta porcentagem de anomalias nas borboletas pode ser resultado tanto da exposição externa à radiação no ar, quanto de uma exposição interna, através de alimentos contaminados, por exemplo.
Borboleta mutante tem asas menores do que o normal
"Nós concluímos que nuclídeos radioativos artificiais da usina causaram danos fisiológicos e genéticos a esta espécie", afirmaram os cientistas no artigo publicado no Scientific Reports, periódico de pesquisa online dos editores da Nature.
Os testes foram realizados em laboratórios no sul da ilha de Okinawa, 1.750 quilômetros a sudoeste da usina de Fukushima e uma das regiões menos afetadas pela radiação.
Anomalias em três gerações
Para a pesquisa, a equipe coletou 144 borboletas em meados de maio de 2011, dois meses após o acidente nuclear. Anomalias foram encontradas em 12,4% do total. O número de borboletas que apresentava anomalias subiu para 18,3% na segunda geração.
Na terceira geração desta espécie, gerada pelo acasalamento entre borboletas anormais e saudáveis, 33,5% apresentaram anomalias.
Os cientistas haviam coletado mais 238 borboletas da espécie pseudozizeeria maha em setembro de 2011, seis meses após o desastre, e encontraram anormalidades em 28,1% do total. Nestas, as anomalias são malformações de pernas e antenas, bem como aberrações no padrão de cor das asas.
A prole dessas borboletas registrou 52% de anormalidades, o que Otaki acredita ser "uma relação predominantemente alta”.
A equipe realizou testes de comparação, expondo borboletas normais a baixos níveis de radiação. Os resultados mostram taxas similares de anormalidade, e a conclusão é que a radiação liberada pela usina danificou os genes das borboletas.
Mas Otaki alerta que ainda é muito cedo para dizer se a radiação tem os mesmos efeitos em outras espécies, como os humanos. Ele acrescentou que a equipe irá realizar estudos semelhantes com outros animais.
O acidente em Fukushima
Após o terremoto e tsunami ocorridos em marco de 2011, a central nuclear lançou uma enorme quantidade de material radioativo no meio ambiente quando três dos seus seis reatores entraram em colapso. Este foi o pior desastre nuclear do mundo em 25 anos.
Tsunami de 2011 levou ao maior desastre da história do Japão
A radiação espalhou-se e obrigou milhares de pessoas a evacuar as áreas ao redor do complexo nuclear. No entanto, críticos dizem que o governo promoveu a imagem de uma Fukushima segura, minimizando o alarde sobre a radiação.
Pesquisadores e médicos ainda negam que o acidente de Fukushima possa causar uma elevada incidência de câncer ou leucemia, doenças frequentemente associadas à exposição à radiação. Porém, cientistas advertiram: até que algumas pessoas possam retornar seguramente para suas casas, serão necessárias décadas.
"Mesmo que não haja nenhum impacto agora, temos de viver com medo", disse Sachiko Sato, que temporariamente fugiu de Fukushima com seus dois filhos. "E preocupações serão proferidas para meus filhos e netos."
Os efeitos da exposição nuclear têm sido observados em sucessivas gerações nos descendentes de pessoas que viveram em Hiroshima e Nagasaki, cidades atacadas com bombas atômicas pelos Estados Unidos no final da Segunda Guerra Mundial.
GMF/dpa/afp
Revisão: Francis França
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Fonte:http://noticias.uol.com.br/1-ano-terremoto-no-japao/
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1 ANO DO TERREMOTO no Japão
Fonte:http://noticias.uol.com.br/1-ano-terremoto-no-japao/
Créditos
Coordenação Editorial: Edilson Saçashima - Produção de infografia: Cintia Baio - Produção: Ana Beatriz Rodrigues, Nathalia Pereira - Revisão: Cintia Baio - Layout: Hugo Luigi - Programação: Rodrigo França - Imagens: Danillo Sperandio, Edilson Saçashima - Edição de imagens e finalização: Fabrício Venâncio e Fábio Osaki - Imagens: NHK, AFP, AP, Reuters, The New York Times, EFE, BBC, Youtube. Músicas: trilha sonora do filme “RAN” – Toru Takemitsu; trilha sonora do filme “Ringu” – Kenji Kawai; trilha sonora do filme “Akira” – Shoji Yamashiro; “Waves” - Toru Takemitsu; “Radioactivity” – Kraftwerk; "Trodori" - Kei-Ichi Nakamura; "Taked No Komo" - Yoshida Brothers; "Imagine" - John Lennon versão de "Chochotakamuneek/Youtube"; "Strobe's Nanafushi" - Buddha-Bar ; "Hino à usina nuclear da Tepco" - Denko
© 1996-2012 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.
Coordenação Editorial: Edilson Saçashima - Produção de infografia: Cintia Baio - Produção: Ana Beatriz Rodrigues, Nathalia Pereira - Revisão: Cintia Baio - Layout: Hugo Luigi - Programação: Rodrigo França - Imagens: Danillo Sperandio, Edilson Saçashima - Edição de imagens e finalização: Fabrício Venâncio e Fábio Osaki - Imagens: NHK, AFP, AP, Reuters, The New York Times, EFE, BBC, Youtube. Músicas: trilha sonora do filme “RAN” – Toru Takemitsu; trilha sonora do filme “Ringu” – Kenji Kawai; trilha sonora do filme “Akira” – Shoji Yamashiro; “Waves” - Toru Takemitsu; “Radioactivity” – Kraftwerk; "Trodori" - Kei-Ichi Nakamura; "Taked No Komo" - Yoshida Brothers; "Imagine" - John Lennon versão de "Chochotakamuneek/Youtube"; "Strobe's Nanafushi" - Buddha-Bar ; "Hino à usina nuclear da Tepco" - Denko
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O terremoto e o tsunami
Um forte tremor seguido de um tsunami atingiu a costa leste do Japão devastando cidades inteiras em uma das maiores tragédias do país.
O olhar das vítimas
Vídeos amadores gravados pelas vítimas flagram momento em que o tsunami invadiu as cidades e deixou rastro de destruição pelo país.
Vídeo divulgado por internauta mostra momento em que tsunami chega à costa japonesa e inunda cidade
Internauta flagra onda gigante chegando à localidade na costa japonesa e destruindo barcos
Um passageiro de um trem filmou o momento em que o terremoto atingiu a cidade de Fukushima
Do alto de um apartamento, moradores vêem tsunami inundar a cidade de Shiogama, em Miyagi
Com a chegada do tsunami, moradores buscaram refúgio na escola Okawa, na cidade de Ishinomaki
Moradores de Kamaishi pedem para que as pessoas busquem local alto para se proteger do tsunami
Moradores de Tagajo, em Miyagi, conseguiram se salvar ao buscar refúgio em estacionamento de loja
Imagens amadoras revelam a força do tsunami que devastou a cidade de Onagawa, em Miyagi
Morador fala em "sensação estranha" segundos antes da chegada de tsunami em região de Fukushima
A chegada do tsunami inundou casas e destruiu regiões da província japonesa de Chiba
A força do tsunami arrastou barcos por um canal que atravessa a cidade de Tagajo, em Miyagi
Vídeo amador mostra o desespero de moradores que tentam escapar da chegada do tsunami no Japão
Carros e barcos
"fora do lugar"
Barcos, casas e carros arrastados por ondas gigantes revelam a força devastadora do tsunami e formam paisagem inusitada e assustadora.
Acidente
nuclear
Onda gigante atinge usina nuclear de Fuskushima e leva o Japão a enfrentar sua pior crise nuclear da história.
A zona
de
exclusão
Vazamento radioativo da usina nuclear de Fukushima obriga moradores da região a abandonar suas casas e cria cidades fantasmas.
Antes e depois
da tragédia
Força do tsunami transforma paisagem das cidades atingidas levando barcos para o telhado das casas e carros para locais inusitados.
Sobreviventes
UOL vai ao Japão para mostrar histórias de vítimas que superaram o drama e que buscam recomeçar a vida.
Japão
hoje
Um ano depois da tragédia, imagens de sobreviventes e cenários de destruição contam o esforço da reconstrução do Japão.
- Abandono
- Esperança
- Luta
- Recomeço
- Vazio
Créditos
Coordenação Editorial: Edilson Saçashima - Produção de infografia: Cintia Baio - Produção: Ana Beatriz Rodrigues, Nathalia Pereira - Revisão: Cintia Baio - Layout: Hugo Luigi - Programação: Rodrigo França - Imagens: Danillo Sperandio, Edilson Saçashima - Edição de imagens e finalização: Fabrício Venâncio e Fábio Osaki - Imagens: NHK, AFP, AP, Reuters, The New York Times, EFE, BBC, Youtube. Músicas: trilha sonora do filme “RAN” – Toru Takemitsu; trilha sonora do filme “Ringu” – Kenji Kawai; trilha sonora do filme “Akira” – Shoji Yamashiro; “Waves” - Toru Takemitsu; “Radioactivity” – Kraftwerk; "Trodori" - Kei-Ichi Nakamura; "Taked No Komo" - Yoshida Brothers; "Imagine" - John Lennon versão de "Chochotakamuneek/Youtube"; "Strobe's Nanafushi" - Buddha-Bar ; "Hino à usina nuclear da Tepco" - Denko
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
Bioenergia não compensa na Alemanha, dizem cientistas
Num país como o Brasil, o uso de biocombustíveis vale a pena. Mas na Alemanha, com pequenas áreas agriculturáveis, o saldo ambiental é negativo. Pesquisadores apontam limites no uso de energias renováveis no país.
"O rendimento sugerido pelos políticos para a bioenergia – supostamente capaz de cobrir 23%, às vezes até 30% da nossa necessidade energética – é completamente ilusório a partir da perspectiva atual." É o que afirma Berharnd Schink, professor da Universidade de Constança, e um dos coordenadores do estudo Bioenergia: possibilidades e limites, publicado em julho pela Academia Nacional de Ciências Leopoldina, na Alemanha.
Mais de 20 cientistas trabalharam durante quase dois anos na pesquisa. E os químicos, biólogos, ecologistas e climatologistas envolvidos vêem mais limites do que possibilidades para o uso de energias renováveis na Alemanha.
Enquanto isso, como parte da chamada "revolução energética", o governo alemão aposta no biogás, biodiesel e etanol. Carros alemães utilizam hoje uma gasolina à qual são adicionados de 5 a 10% de etanol, por exemplo.
Difícil equilíbrio
Há dois argumentos básicos a favor do uso de bioenergia. Em primeiro lugar, as reservas de combustíveis fosses, como petróleo e carvão, são limitadas. E a necessidade de importá-los cria dependência política e econômica. Além disso, técnicas de extração cada vez mais sofisticadas – como a utilizada para areia betuminosa – colocam o meio ambiente em risco.
Produtores desconhecem alternativas para biodiesel e bioetanol no setor de transportes
Mas o principal problema dos combustíveis fósseis é que eles liberam gás carbônico, associado ao efeito estufa e ao aquecimento global. Em contraste, com o uso de bioenergia, seria liberada na atmosfera exatamente a mesma quantidade de gás carbônico que fora antes absorvida pelas plantas – aparentemente, um equilíbrio.
Mas todos os aspectos da produção de biomassa relevantes para o clima devem ser levados em conta. E é justamente essa a abordagem do estudo da Academia Leopoldina. O balanço geral deve abarcar o uso de fertilizantes, que provoca a liberação de gases do efeito estufa à base de nitrogênio. Deve incluir também as emissões de tratores durante o plantio, aragem e colheita e as emissões durante a produção e o transporte desses tratores até as plantações.
Outra questão complexa é quanta energia realmente se "ganha" a partir de um litro de bioetanol, por exemplo. É preciso considerar todo o consumo de energia durante a cadeia de produção.
Falta de terreno
O cenário na Alemanha é bem diferente do Brasil, por exemplo, país com uma área enorme e produtor de cana de açúcar. "Na Alemanha, nossa superfície é limitada e hoje importamos um terço da nossa produção total de biomassa, principalmente como ração animal", dizem os cientistas. Nesse contexto, é "difícil defender que cultivemos plantas energéticas em nosso próprio solo enquanto importamos alimentos de outros países".
Para o pesquisador Schink, a agricultura que a Alemanha movimenta fora do país precisaria ser incluída no balanço. Os autores do estudo consideram dignas de incentivos apenas as formas de bioenergia que "não levem à escassez de alimentos nem elevem seus preços por conta da disputa por terra e água".
Para os cientistas da Academia Leopoldina, existe apenas um cenário razoável para a utilização de bioenergia na Alemanha: a reciclagem de resíduos agrícolas e domiciliares – ou seja, produção de biogás a partir de matérias-primas que acabariam num aterro.
Ao invés de adicionar uma parcela de biocombustível à gasolina, a Alemanha deveria explorar outras fontes renováveis, sugerem os pesquisadores. Energia solar e eólica são muito mais eficientes e, no balanço geral, mais sustentáveis, afirmam.
Relatório equivocado?
Alemanha poderia produzir bioenergia a partir de resíduos agrícolas e domiciliares
Elmar Baumann, diretor da Associação da Indústria Alemã de Biocombustíveis (VDB, na sigla em alemão), classifica o estudo como equivocado. "São dados que já foram publicados de maneira semelhante em outros lugares e questões que já foram antes levantadas. Então, pergunta-se: para que serve o estudo?", indaga.
Baumann ressalta que produzir biocombustível a partir da canola alemã, por exemplo, faz sentido. E isso já é regulamentado e certificado no país. De acordo com a Portaria de Sustentabilidade, os produtores precisam provar uma redução da emissão de gases de efeito estufa de 35% com relação aos combustíveis fósseis.
Segundo Baumann, o relatório da Leopoldina desconsidera também o fato de que não há alternativas para o biodiesel e o bioetanol no setor de transportes. "Do ponto de vista objetivo, isso está totalmente correto: não oferecemos nenhuma alternativa nesse sentido", reconhece Schink.
Entretanto, o cientista considera possível poupar combustíveis fósseis em outros âmbitos, e, assim, reservar o petróleo e seus subprodutos gasolina e diesel para motores de combustão interna. Isso até que veículos elétricos tomarem conta das ruas.
O estudo da Academia Leopoldina cita, porém, um exemplo concreto de como se poderia produzir bioetanol de maneira econômica e ecológica na Alemanha. Utilizando um novo procedimento, desenvolvido por pesquisadores alemães da Universidade de Hohenheim, é possível produzir biocombustível e biogás simultaneamente – o que, segundo Schink, melhora o balanço energético.
Contudo, até agora tal modelo combinado funciona apenas em pequena escala. "Uma expansão para o uso industrial certamente exigiria melhoras no processo", afirma o cientista.
Autor: Michael Gessat (lpf)
Revisão: Augusto Valente
Água...
09/08/2012
Falta de água dará desconto na fatura
A falta de água poderá gerar desconto na conta para os consumidores de 259 cidades do Estado de São Paulo.
No dia 8 de novembro começa a valer a norma da Arsesp (agência reguladora) que dá desconto de 3% a 25% para quem tiver problemas.
Na ponta do lápis, o problema do serviço daria desconto de até R$ 25 em uma conta de R$ 100.
O valor do desconto será calculado conforme o número de horas em que o cliente ficou sem água.
Se houver falta de força na chegada de água na torneira também deverá haver redução na conta.
11/08/2012
Conta de água subirá a partir de setembro
A conta de água ficará mais cara a partir de 11 de setembro, em 361 municípios atendidos pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de SP).O reajuste será de 5,15% na tarifa de 23 milhões de consumidores.
O aumento vale para a capital, cidades da Grande SP e para a Baixada Santista.
Somente na capital paulista, são 11 milhões de pessoas atendidas pela companhia.
A tarifa para residências com consumo de até 10 metros cúbicos por mês passará de R$ 30,32, para R$ 31,88, alta de R$ 1,56 na conta.
"Os efeitos são os mesmos do cigarro"
14/08/2012-06h00
Aumento de queimadas ameaça Pantanal
NATÁLIA CANCIAN
REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO
REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO
Há cerca de 50 dias sem chuvas, o Pantanal registra uma explosão de casos de queimadas. Apenas em agosto, foram 1.104 focos, metade do total deste ano (2.214).
Na cidade mais afetada, Corumbá (a 420 km de Campo Grande), o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou 94 novos focos de incêndio no fim de semana.
Segundo o Inpe, as queimadas no Pantanal aumentaram 525% neste ano em relação a 2011 (até 13 de agosto).
Foi o maior aumento entre os seis biomas (principais tipos de vegetação) que costumam ter incêndios no país.
Em todo o Brasil, os focos cresceram 63,8% na comparação com o ano passado -foram 43.891 casos, ante 26.769.
Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Fogo, as queimadas já destruíram no país, neste ano, uma área de florestas equivalente a 67% do território de Sergipe.
Não há previsão de chuva no Pantanal para as próximas três semanas, segundo a Somar Meteorologia.
A umidade relativa do ar está abaixo de 20% em 15 municípios de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o que caracteriza estado de alerta.
Se a umidade cair abaixo de 12%, cidades como Aquidauana (MS) e Cuiabá (MT) entrarão em estado de emergência para a saúde.
O Prevfogo, centro do Ibama que combate e previne queimadas, enviou 40 brigadistas para apagar incêndios em Mato Grosso do Sul.
As queimadas têm causas humanas e também naturais. "Conforme passam os anos e há pouca queima, a matéria orgânica vai se acumulando e sobra para queimar no ano seguinte", diz Gabriel Zacharias, do Prevfogo.
Mas a maior parte dos incêndios, diz o Ibama, ocorre devido à agropecuária, para manutenção de pastagens e áreas de cultivo ou para abrir novos pastos -o que é crime.
O produtor Lucas Paludo, 32, de Sapezal (MT), teve mil hectares de terras atingidos. "Vai levar cinco anos para recompor tudo."
| Editoria de arte/Folhapress | ||
Além de prejuízos econômicos, há danos à saúde. "Os efeitos são os mesmos do cigarro", diz Paulo Saldiva, especialista em poluição da USP.
Rogério Takaki Bento, diretor-técnico do Pronto Socorro de Corumbá, diz que os atendimentos por queixas de problemas respiratórios aumentaram 20% desde junho.
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