sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Sul da Europa sofre com onda de calor extremo


http://www.dw.de/dw/article/0,,16156703,00.html

GMF/afp/dpa
Revisão: Francis França


Falta de chuva e temperaturas em torno de 40ºC causam incêndios devastadores na Grécia e Bulgária. Bósnia e Sérvia sofrem com a escassez de água potável. Espanha teme onda de calor prevista para esta semana.
Em meio à temporada de férias de verão, uma onda de calor extremos atinge o sul da Europa, provocando incêndios florestais, que já feriram sete pessoas na Península do Peloponeso. No sul da Bulgária, mais de 400 bombeiros, guardas florestais e voluntários tentam combater as chamas que tomam as florestas.
Segundo o canal de televisão estatal NET, bombeiros e voluntários controlaram parte dos incêndios que começaram quarta-feira (08/08) na Grécia. Porém, o perigo de incêndios florestais continua alto, advertiu o serviço meteorológico. Em muitas partes do país, as temperaturas estão em torno de 42°C.
Nesta quinta-feira, autoridades ordenaram a evacuação de famílias com crianças e idosos da cidade grega Ouranoupolis. Segundo os bombeiros, o incêndio começou perto da cidade monástica de Monte Atos, mas ventos fortes de 39 a 49 km/h espalharam as chamas em direção à cidade vizinha.
A região em torno da cidade de Megalópolis sofreu com o mais perigoso incêndio florestal da temporada que, assim como o de Monte Atos, tomou grandes dimensões devido aos ventos fortes.


Ventos fortes fazem fogo se alastrar

Impacto no turismo
Na ilha de Kós, turistas tiveram de desocupar temporariamente um hotel perto da aldeia de Kardamena, e na cidade portuária de Corinto também irrompeu outro pequeno incêndio.
Em 2007, incêndios florestais semelhantes aos deste ano mataram cerca de 90 pessoas na Península do Peloponeso. Até agora, a estimativa das autoridades é de 2.700 hectares de floresta e terras agrícolas destruídas.
Na Bulgária, as chamas alastraram-se por uma floresta com mais de 120 hectares de pinheiros em Belize. Queimadas são comuns durante os meses de verão. Desde o começo do ano, já foram registrados um total de 397 incêndios florestais, segundo o Ministério da Agricultura.

Falta de água
Na Sérvia, principalmente na região ao redor da cidade de Gornji Milanovac, cerca de 300.000 pessoas sofrem com a escassez de água. Em algumas cidades, como Mitrovica no norte do Kosovo, as casas têm apenas quatro horas de água por dia.
A situação é semelhante em Srebrenica, no leste da Bósnia, onde o abastecimento de água potável está se esgotando. Meteorologistas dizem que não deve chover na Península Balcânica pelos próximos dez dias.
O serviço meteorológico também deu uma má notícia para a Espanha: uma frente de ar quente da África deve elevar as temperaturas em muitas partes da Península Ibérica, ultrapassando os 40°C. O aumento da temperatura começou na quarta-feira, porém, a onda de calor deve atingir seu pico na sexta-feira e então desaparecer.


GMF/afp/dpa
Revisão: Francis França

Limpeza ecológica: como limpar a casa com produtos naturais


Conheça seis substâncias que você tem em casa e que podem ser utilizados para limpeza


             13/08/2012 13:19

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Lava-louça
Usar bicabornato de sódio é uma boa dica ecológica para lavar a louça

São Paulo - Os produtos de limpeza comerciais são caros e podem ser muito prejudiciais para o meio ambiente. Além disso, eles contêm perfumes e fragrâncias que podem ser prejudiciais também para aqueles que são mais propensos a alergias. Felizmente, há alternativas viáveis, mais econômicas e naturais de conseguir limpar a casa.
Confira:
Água com gás: muito eficaz na remoção de algumas sujeiras.
Bicarbonato de sódio: dissolvido em água, substitui os produtos de limpeza do banheiro, podendo ser usado para esfregar a louça e os azulejos (esfregue pela superfície, deixe agir por uma hora e enxágue). Também limpa panelas manchadas: é só colocá-lo na panela e levá-la ao fogo até ferver
Vinagre branco: além de ser bactericida, serve como desengordurante de diversas superfícies, removendo manchas e odores fortes e limpando panelas, azulejos, vidros, espelhos e vasos sanitários. É só preparar uma solução com uma colher de vinagre em um litro de água e esfregar a superfície com um pano limpo.
Sumo de limão: é muito eficiente para eliminar manchas em tecidos e em madeiras. Assim como o vinagre branco, é bom para remover sujeiras das superfícies, especialmente gorduras.
Sal: o sal puro eficaz na remoção de odores de sapatos e evita que se fixem manchas nos tecidos.
Óleo vegetal: uma camada de óleo vegetal protege o metal dos elementos prejudiciais no ar e mantém a integridade das madeiras. É também um produto muito eficaz para dar mais brilho a objetos de ferro ou de latão e para prevenir o aparecimento de ferrugem.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

VOTE EM PARQUES SUSTENTÁVEIS NO TOPBLOG 2012



CPRM apresenta metas para o plano nacional de gestão de riscos


Por Alexandre Scussel | 13h59, 14 de Agosto de 2012 

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) está inserido nas ações do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, lançado no dia 8 de agosto, em Brasília, pela presidente Dilma Rousseff e ministros. O diretor-presidente, Manoel Barretto e o diretor, Antônio Bacelar, participaram do lançamento do Plano e da inauguração de novas instalações do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). O diretor Thales Sampaio participou por videoconferência no Rio de Janeiro.
As ações do plano estão divididas em quatro eixos temáticos – prevenção, mapeamento, monitoramento e alerta e resposta a desastres. A tarefa da instituição será produzir mapas de setorização de riscos e de suscetibilidade em áreas que apresentem movimentos de massa e enchentes.
Já foram mapeadas áreas de risco em 159 municípios brasileiros. Na lista constam 146 municípios, dos 286 que estão previstos para serem mapeados até o final do ano. Até 2014, 821 municípios considerados críticos receberão a visita de pesquisadores da CPRM. O levantamento aponta 1.700 setores de risco, com 163 mil moradias atingidas, o que corresponde a 682 mil pessoas morando sob riscos de deslizamentos e enchentes.
Os dados já foram enviados ao Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), e Defesa Civil. Equipe de 50 pesquisadores está mobilizada em campo mapeando áreas de risco em sete estados, entre eles: Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A metade da equipe é formada por geólogas.
Para delimitar e classificar áreas de risco, o estudo avalia características geológicas do terreno, declividade, tipos de solo, formas de uso e ocupação, existência e gravidade de indícios de movimentos do solo. Para cada setor levantado é elaborado mapa de setorização de riscos, com fotos do local, coordenadas UTM do ponto de referência, tipologia e descrição dos processos geológicos, além do número de moradias, de pessoas passíveis de serem afetadas. O trabalho também inclui sugestões de tipos de obras recomendadas para cada setor de risco mapeado.
Para mais informações, veja o balanço de atividades disponibilizado pelo CPRM.
Fonte: CPRM

Desastre nuclear gera borboletas mutantes em Fukushima!


Mundo

GMF/dpa/afp
Revisão: Francis França

Pesquisadores japoneses dizem que borboletas apresentam anomalias desde o acidente nuclear causado em 2011 pelo terremoto seguido de tsunami. Ainda é cedo para determinar se efeito é semelhante em outras espécies.
Um grupo de cientistas informou nesta terça-feira (14/08) que encontrou anormalidades em três gerações de borboletas coletadas nas proximidades da central nuclear de Fukushima Daiichi. A usina foi danificada após o terremoto e tsunami ocorridos ano passado.
Cerca de 12% de larvas de borboleta da espécie pseudozizeeria maha, que foram expostas à radiação nuclear imediatamente após o desastre, em março de 2011, apresentaram anormalidades, como olhos defeituosos e asas menores do que o normal, afirmaram os cientistas.
Borboletas são consideradas “indicadores ambientais", disse Joji Otaki, professor da Universidade do Ryukyus, em Okinawa, e líder do grupo de pesquisa. Os resultados revelados aumentam o receio de que a radiação liberada em Fukushima possa afetar seres humanos no futuro.
Otaki afirma que a alta porcentagem de anomalias nas borboletas pode ser resultado tanto da exposição externa à radiação no ar, quanto de uma exposição interna, através de alimentos contaminados, por exemplo.


Borboleta mutante tem asas menores do que o normal

"Nós concluímos que nuclídeos radioativos artificiais da usina causaram danos fisiológicos e genéticos a esta espécie", afirmaram os cientistas no artigo publicado no Scientific Reports, periódico de pesquisa online dos editores da Nature.
Os testes foram realizados em laboratórios no sul da ilha de Okinawa, 1.750 quilômetros a sudoeste da usina de Fukushima e uma das regiões menos afetadas pela radiação.

Anomalias em três gerações
Para a pesquisa, a equipe coletou 144 borboletas em meados de maio de 2011, dois meses após o acidente nuclear. Anomalias foram encontradas em 12,4% do total. O número de borboletas que apresentava anomalias subiu para 18,3% na segunda geração.
Na terceira geração desta espécie, gerada pelo acasalamento entre borboletas anormais e saudáveis, 33,5% apresentaram anomalias.
Os cientistas haviam coletado mais 238 borboletas da espécie pseudozizeeria maha em setembro de 2011, seis meses após o desastre, e encontraram anormalidades em 28,1% do total. Nestas, as anomalias são malformações de pernas e antenas, bem como aberrações no padrão de cor das asas.
A prole dessas borboletas registrou 52% de anormalidades, o que Otaki acredita ser "uma relação predominantemente alta”.
A equipe realizou testes de comparação, expondo borboletas normais a baixos níveis de radiação. Os resultados mostram taxas similares de anormalidade, e a conclusão é que a radiação liberada pela usina danificou os genes das borboletas.
Mas Otaki alerta que ainda é muito cedo para dizer se a radiação tem os mesmos efeitos em outras espécies, como os humanos. Ele acrescentou que a equipe irá realizar estudos semelhantes com outros animais.

O acidente em Fukushima
Após o terremoto e tsunami ocorridos em marco de 2011, a central nuclear lançou uma enorme quantidade de material radioativo no meio ambiente quando três dos seus seis reatores entraram em colapso. Este foi o pior desastre nuclear do mundo em 25 anos.

Tsunami de 2011 levou ao maior desastre da história do Japão


A radiação espalhou-se e obrigou milhares de pessoas a evacuar as áreas ao redor do complexo nuclear. No entanto, críticos dizem que o governo promoveu a imagem de uma Fukushima segura, minimizando o alarde sobre a radiação.
Pesquisadores e médicos ainda negam que o acidente de Fukushima possa causar uma elevada incidência de câncer ou leucemia, doenças frequentemente associadas à exposição à radiação. Porém, cientistas advertiram: até que algumas pessoas possam retornar seguramente para suas casas, serão necessárias décadas.
"Mesmo que não haja nenhum impacto agora, temos de viver com medo", disse Sachiko Sato, que temporariamente fugiu de Fukushima com seus dois filhos. "E preocupações serão proferidas para meus filhos e netos."
Os efeitos da exposição nuclear têm sido observados em sucessivas gerações nos descendentes de pessoas que viveram em Hiroshima e Nagasaki, cidades atacadas com bombas atômicas pelos Estados Unidos no final da Segunda Guerra Mundial.


GMF/dpa/afp
Revisão: Francis França


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1 ANO DO TERREMOTO no Japão


Fonte:http://noticias.uol.com.br/1-ano-terremoto-no-japao/


Créditos
Coordenação Editorial: Edilson Saçashima - Produção de infografia: Cintia Baio - Produção: Ana Beatriz Rodrigues, Nathalia Pereira - Revisão: Cintia Baio - Layout: Hugo Luigi - Programação: Rodrigo França - Imagens: Danillo Sperandio, Edilson Saçashima - Edição de imagens e finalização: Fabrício Venâncio e Fábio Osaki - Imagens: NHK, AFP, AP, Reuters, The New York Times, EFE, BBC, Youtube. Músicas: trilha sonora do filme “RAN” – Toru Takemitsu; trilha sonora do filme “Ringu” – Kenji Kawai; trilha sonora do filme “Akira” – Shoji Yamashiro; “Waves” - Toru Takemitsu; “Radioactivity” – Kraftwerk; "Trodori" - Kei-Ichi Nakamura; "Taked No Komo" - Yoshida Brothers; "Imagine" - John Lennon versão de "Chochotakamuneek/Youtube"; "Strobe's Nanafushi" - Buddha-Bar ; "Hino à usina nuclear da Tepco" - Denko
© 1996-2012 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.





 UOL visita locais atingidos pelo tremor seguido de tsunami que devastou o Japão em março de 2011 e conta o esforço para reconstruir o país e superar a crise nuclear.


O terremoto e o tsunami


Um forte tremor seguido de um tsunami atingiu a costa leste do Japão devastando cidades inteiras em uma das maiores tragédias do país.

Carros e barcos
"fora do lugar"
Barcos, casas e carros arrastados por ondas gigantes revelam a força devastadora do tsunami e formam paisagem inusitada e assustadora.

Acidente
nuclear
Onda gigante atinge usina nuclear de Fuskushima e leva o Japão a enfrentar sua pior crise nuclear da história.

A zona
de
exclusão
Vazamento radioativo da usina nuclear de Fukushima obriga moradores da região a abandonar suas casas e cria cidades fantasmas.

Antes e depois
da tragédia
Força do tsunami transforma paisagem das cidades atingidas levando barcos para o telhado das casas e carros para locais inusitados.

    Sobreviventes
    UOL vai ao Japão para mostrar histórias de vítimas que superaram o drama e que buscam recomeçar a vida.

    Japão
    hoje
    Um ano depois da tragédia, imagens de sobreviventes e cenários de destruição contam o esforço da reconstrução do Japão.
    Créditos
    Coordenação Editorial: Edilson Saçashima - Produção de infografia: Cintia Baio - Produção: Ana Beatriz Rodrigues, Nathalia Pereira - Revisão: Cintia Baio - Layout: Hugo Luigi - Programação: Rodrigo França - Imagens: Danillo Sperandio, Edilson Saçashima - Edição de imagens e finalização: Fabrício Venâncio e Fábio Osaki - Imagens: NHK, AFP, AP, Reuters, The New York Times, EFE, BBC, Youtube. Músicas: trilha sonora do filme “RAN” – Toru Takemitsu; trilha sonora do filme “Ringu” – Kenji Kawai; trilha sonora do filme “Akira” – Shoji Yamashiro; “Waves” - Toru Takemitsu; “Radioactivity” – Kraftwerk; "Trodori" - Kei-Ichi Nakamura; "Taked No Komo" - Yoshida Brothers; "Imagine" - John Lennon versão de "Chochotakamuneek/Youtube"; "Strobe's Nanafushi" - Buddha-Bar ; "Hino à usina nuclear da Tepco" - Denko
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    terça-feira, 14 de agosto de 2012

    Bioenergia não compensa na Alemanha, dizem cientistas



    http://www.dw.de/dw/article/0,,16143787,00.html

    Autor: Michael Gessat (lpf)
    Revisão: Augusto Valente

    Num país como o Brasil, o uso de biocombustíveis vale a pena. Mas na Alemanha, com pequenas áreas agriculturáveis, o saldo ambiental é negativo. Pesquisadores apontam limites no uso de energias renováveis no país.
    "O rendimento sugerido pelos políticos para a bioenergia – supostamente capaz de cobrir 23%, às vezes até 30% da nossa necessidade energética – é completamente ilusório a partir da perspectiva atual." É o que afirma Berharnd Schink, professor da Universidade de Constança, e um dos coordenadores do estudo Bioenergia: possibilidades e limites, publicado em julho pela Academia Nacional de Ciências Leopoldina, na Alemanha.
    Mais de 20 cientistas trabalharam durante quase dois anos na pesquisa. E os químicos, biólogos, ecologistas e climatologistas envolvidos vêem mais limites do que possibilidades para o uso de energias renováveis na Alemanha.
    Enquanto isso, como parte da chamada "revolução energética", o governo alemão aposta no biogás, biodiesel e etanol. Carros alemães utilizam hoje uma gasolina à qual são adicionados de 5 a 10% de etanol, por exemplo.

    Difícil equilíbrio
    Há dois argumentos básicos a favor do uso de bioenergia. Em primeiro lugar, as reservas de combustíveis fosses, como petróleo e carvão, são limitadas. E a necessidade de importá-los cria dependência política e econômica. Além disso, técnicas de extração cada vez mais sofisticadas – como a utilizada para areia betuminosa – colocam o meio ambiente em risco.


    Produtores desconhecem alternativas para biodiesel e bioetanol no setor de transportes
    Produtores desconhecem alternativas para biodiesel e bioetanol no setor de transportes

    Mas o principal problema dos combustíveis fósseis é que eles liberam gás carbônico, associado ao efeito estufa e ao aquecimento global. Em contraste, com o uso de bioenergia, seria liberada na atmosfera exatamente a mesma quantidade de gás carbônico que fora antes absorvida pelas plantas – aparentemente, um equilíbrio.
    Mas todos os aspectos da produção de biomassa relevantes para o clima devem ser levados em conta. E é justamente essa a abordagem do estudo da Academia Leopoldina. O balanço geral deve abarcar o uso de fertilizantes, que provoca a liberação de gases do efeito estufa à base de nitrogênio. Deve incluir também as emissões de tratores durante o plantio, aragem e colheita e as emissões durante a produção e o transporte desses tratores até as plantações.
    Outra questão complexa é quanta energia realmente se "ganha" a partir de um litro de bioetanol, por exemplo. É preciso considerar todo o consumo de energia durante a cadeia de produção.

    Falta de terreno
    O cenário na Alemanha é bem diferente do Brasil, por exemplo, país com uma área enorme e produtor de cana de açúcar. "Na Alemanha, nossa superfície é limitada e hoje importamos um terço da nossa produção total de biomassa, principalmente como ração animal", dizem os cientistas. Nesse contexto, é "difícil defender que cultivemos plantas energéticas em nosso próprio solo enquanto importamos alimentos de outros países".
    Para o pesquisador Schink, a agricultura que a Alemanha movimenta fora do país precisaria ser incluída no balanço. Os autores do estudo consideram dignas de incentivos apenas as formas de bioenergia que "não levem à escassez de alimentos nem elevem seus preços por conta da disputa por terra e água".
    Para os cientistas da Academia Leopoldina, existe apenas um cenário razoável para a utilização de bioenergia na Alemanha: a reciclagem de resíduos agrícolas e domiciliares – ou seja, produção de biogás a partir de matérias-primas que acabariam num aterro.
    Ao invés de adicionar uma parcela de biocombustível à gasolina, a Alemanha deveria explorar outras fontes renováveis, sugerem os pesquisadores. Energia solar e eólica são muito mais eficientes e, no balanço geral, mais sustentáveis, afirmam.

    Relatório equivocado?

    Alemanha poderia produzir bioenergia a partir de resíduos agrícolas e domiciliares
    Alemanha poderia produzir bioenergia a partir de resíduos agrícolas e domiciliares

    Elmar Baumann, diretor da Associação da Indústria Alemã de Biocombustíveis (VDB, na sigla em alemão), classifica o estudo como equivocado. "São dados que já foram publicados de maneira semelhante em outros lugares e questões que já foram antes levantadas. Então, pergunta-se: para que serve o estudo?", indaga.
    Baumann ressalta que produzir biocombustível a partir da canola alemã, por exemplo, faz sentido. E isso já é regulamentado e certificado no país. De acordo com a Portaria de Sustentabilidade, os produtores precisam provar uma redução da emissão de gases de efeito estufa de 35% com relação aos combustíveis fósseis.
    Segundo Baumann, o relatório da Leopoldina desconsidera também o fato de que não há alternativas para o biodiesel e o bioetanol no setor de transportes. "Do ponto de vista objetivo, isso está totalmente correto: não oferecemos nenhuma alternativa nesse sentido", reconhece Schink.
    Entretanto, o cientista considera possível poupar combustíveis fósseis em outros âmbitos, e, assim, reservar o petróleo e seus subprodutos gasolina e diesel para motores de combustão interna. Isso até que veículos elétricos tomarem conta das ruas.
    O estudo da Academia Leopoldina cita, porém, um exemplo concreto de como se poderia produzir bioetanol de maneira econômica e ecológica na Alemanha. Utilizando um novo procedimento, desenvolvido por pesquisadores alemães da Universidade de Hohenheim, é possível produzir biocombustível e biogás simultaneamente – o que, segundo Schink, melhora o balanço energético.
    Contudo, até agora tal modelo combinado funciona apenas em pequena escala. "Uma expansão para o uso industrial certamente exigiria melhoras no processo", afirma o cientista.


    Autor: Michael Gessat (lpf)
    Revisão: Augusto Valente

    Água...


    09/08/2012

    Falta de água dará desconto na fatura

    A falta de água poderá gerar desconto na conta para os consumidores de 259 cidades do Estado de São Paulo.
    No dia 8 de novembro começa a valer a norma da Arsesp (agência reguladora) que dá desconto de 3% a 25% para quem tiver problemas.
    Na ponta do lápis, o problema do serviço daria desconto de até R$ 25 em uma conta de R$ 100.
    O valor do desconto será calculado conforme o número de horas em que o cliente ficou sem água.
    Se houver falta de força na chegada de água na torneira também deverá haver redução na conta.

    11/08/2012

    Conta de água subirá a partir de setembro

    http://www.agora.uol.com.br/grana/ult10105u1135638.shtml

    Paula Cabrera e Viviam Nunes
    do Agora

    A conta de água ficará mais cara a partir de 11 de setembro, em 361 municípios atendidos pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de SP).
    O reajuste será de 5,15% na tarifa de 23 milhões de consumidores.
    O aumento vale para a capital, cidades da Grande SP e para a Baixada Santista.
    Somente na capital paulista, são 11 milhões de pessoas atendidas pela companhia.
    A tarifa para residências com consumo de até 10 metros cúbicos por mês passará de R$ 30,32, para R$ 31,88, alta de R$ 1,56 na conta.

    "Os efeitos são os mesmos do cigarro"


    14/08/2012-06h00

    Aumento de queimadas ameaça Pantanal


    NATÁLIA CANCIAN
    REYNALDO TUROLLO JR.
    DE SÃO PAULO


    Há cerca de 50 dias sem chuvas, o Pantanal registra uma explosão de casos de queimadas. Apenas em agosto, foram 1.104 focos, metade do total deste ano (2.214).


    Na cidade mais afetada, Corumbá (a 420 km de Campo Grande), o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou 94 novos focos de incêndio no fim de semana.
    Segundo o Inpe, as queimadas no Pantanal aumentaram 525% neste ano em relação a 2011 (até 13 de agosto).
    Foi o maior aumento entre os seis biomas (principais tipos de vegetação) que costumam ter incêndios no país.
    Em todo o Brasil, os focos cresceram 63,8% na comparação com o ano passado -foram 43.891 casos, ante 26.769.
    Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Fogo, as queimadas já destruíram no país, neste ano, uma área de florestas equivalente a 67% do território de Sergipe.
    Não há previsão de chuva no Pantanal para as próximas três semanas, segundo a Somar Meteorologia.
    A umidade relativa do ar está abaixo de 20% em 15 municípios de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o que caracteriza estado de alerta.
    Se a umidade cair abaixo de 12%, cidades como Aquidauana (MS) e Cuiabá (MT) entrarão em estado de emergência para a saúde.
    O Prevfogo, centro do Ibama que combate e previne queimadas, enviou 40 brigadistas para apagar incêndios em Mato Grosso do Sul.
    As queimadas têm causas humanas e também naturais. "Conforme passam os anos e há pouca queima, a matéria orgânica vai se acumulando e sobra para queimar no ano seguinte", diz Gabriel Zacharias, do Prevfogo.
    Mas a maior parte dos incêndios, diz o Ibama, ocorre devido à agropecuária, para manutenção de pastagens e áreas de cultivo ou para abrir novos pastos -o que é crime.
    O produtor Lucas Paludo, 32, de Sapezal (MT), teve mil hectares de terras atingidos. "Vai levar cinco anos para recompor tudo."

    Editoria de arte/Folhapress
    DANOS
    Além de prejuízos econômicos, há danos à saúde. "Os efeitos são os mesmos do cigarro", diz Paulo Saldiva, especialista em poluição da USP.
    Rogério Takaki Bento, diretor-técnico do Pronto Socorro de Corumbá, diz que os atendimentos por queixas de problemas respiratórios aumentaram 20% desde junho.

    segunda-feira, 13 de agosto de 2012

    Hospital público para cães e gatos em São Paulo será ampliado


    12/08/2012 - 13h11

    Hospital público para cães e gatos em São Paulo será ampliado



    DA AGÊNCIA BRASIL

    O único hospital veterinário público do Brasil, destinado a cães e gatos, foi inaugurado há 41 dias na capital paulista e já anuncia a ampliação do espaço físico. O novo prédio, que fica a 200 metros do antigo, se somará ao já existente para que a equipe do hospital eleve a quantidade de atendimentos em 20% a 25%.
    De acordo com o diretor administrativo do hospital, o médico veterinário Renato Tartália, não haverá aumento do repasse de verbas pra novo espaço físico ou elevação do número de animais atendidos. O convênio estabelecido entre a prefeitura e a Anclivepa-SP (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo) garante R$ 600 mil mensal por um período de um ano.
    O custo do aluguel do novo prédio, segundo o diretor, será de R$ 9 mil por mês. Com a ampliação, o hospital passará a ter salas para doenças exclusivas de felinos - endocrinologia, oftalmologia, odontologia - mais duas salas de cirurgia.
    Tartália conta que o prédio trará um novo fôlego para o trabalho do hospital. "A unidade atual é bem desconfortável para as pessoas, para os animais e, principalmente, para os veterinários e funcionários que trabalham praticamente 12 horas em condições difíceis", disse.
    Almeida Rocha/Folhapress
    A cadela Lindinha passa por uma cirurgia no 1º hospital público para animais do Brasil
    A cadela Lindinha passa por uma cirurgia no 1º hospital público para animais do Brasil

    Por mês, o hospital, que fica no Tatuapé, na zona leste da capital paulista, atende aproximadamente mil novos casos. No total, são 25 veterinários que se dividem em 40 atendimentos, em média, por dia. A unidade, na verdade, teria capacidade para prestar apenas 33, conta Tartália.
    Todos os dias pela manhã, às 8h, uma fila de cerca de 25 pessoas se forma em frente ao hospital. São distribuídas senhas e a gerente de atendimento faz a seleção dos casos mais graves, que passam direto pela triagem. Os demais casos são chamados conforme o grau de urgência. Pela tarde, o hospital atende somente casos de emergência, que representam, na maioria, atropelamentos. No mínimo, são atendidos cinco bichos por dia vítimas de atropelamento.
    O hospital atende somente donos dos bichos de estimação que morem na cidade de São Paulo, beneficiários dos programas Bolsa Família e Renda Mínima e pessoas que comprovem ter baixa renda. Para isso, a pessoa passa por uma entrevista com a assistente social, que fica todos os dias na unidade, das 7h às 16h.
    O público, de acordo com Tartália, além de não dispor de dinheiro para levar seu bicho de estimação a uma clínica particular, é o que mais precisa de orientação do hospital público. Nas periferias da cidade, conta ele, os animais ficam soltos e raramente são vacinados e castrados.
    O hospital atende das 8h às 18h, de segunda a sábado, na rua Professor Carlos Zagotis, número 3.

    domingo, 12 de agosto de 2012

    Cisternas mexicanas: La garantia soy yo...


    12/08/2012 - 06h30

    Cisternas no Nordeste apresentam defeito e ficam mais caras



    DIMMI AMORA
    ENVIADO ESPECIAL AO NORDESTE

    Cisternas de polietileno compradas pelo governo para a região Nordeste ficaram mais caras, atrasaram, estão dando defeito e a instalação é realizada pela empresa de um doador de campanha do filho do ministro da Integração, Fernando Bezerra.
    As cisternas de polietileno são alvo de polêmica na região desde 2011. Até então, o governo contratava ONGs para construir o tanque em alvenaria. Foram erguidas mais de 450 mil com recursos federais em oito anos.
    Afirmando que era necessário agilizar a instalação, o Ministério da Integração Nacional comprou 60 mil cisternas de polietileno, uma espécie de plástico resistente.
    Quem fez a licitação foi a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), vinculada à Integração Nacional. Seu presidente à época era Clementino Coelho, irmão de Bezerra.
    As entidades que construíram as cisternas de alvenaria protestaram alegando que as de polietileno eram mais caras, pouco resistentes e concentrariam os recursos na mão de grandes empresas.
    A licitação para a compra das cisternas teve um único concorrente, a Dalka, subsidiária de uma companhia mexicana. Elas foram vendidas a R$ 210 milhões em novembro de 2011 e deveriam estar prontas até junho.
    Mas, em julho, apenas 32% delas estavam prontas, e 21% haviam sido instaladas. Apesar disso, o governo permitiu um aditivo de R$ 3 milhões ao contrato, afirmando que era necessário incluir "dispositivo de alívio de água".
    Segundo a Codevasf, 134 cisternas instaladas apresentaram defeito. Além delas, o governo ainda precisa comprar uma bomba ao custo médio de R$ 115 e pagar pelo transporte e instalação.
    Os contratos de instalação foram repassados às superintendências regionais da Codevasf. A contratação em Pernambuco ficou a cargo da unidade de Petrolina, cidade em que Bezerra foi prefeito e que seu filho, o deputado federal Fernando Filho (PSB-PE), é candidato ao cargo.
    Quatro empresas disputaram um pregão em novembro passado para a instalação e a Engecol venceu, com preço de R$ 1.249 por unidade para instalar 22.799 cisternas (total de R$ 28,4 milhões).
    O dono da Engecol é Carlos Augusto de Alencar, irmão da presidente da Câmara de Petrolina, Maria Elena de Alencar (PSB), do mesmo partido de Fernando Filho. Desde 2004, ele e suas empresas têm feito doações para as campanhas de Maria Elena e Fernando Filho. No total, foram R$ 84 mil.
    A Codevasf defendeu o uso das cisternas de polietileno dizendo que elas já foram testadas em outros países com sucesso. O órgão diz que é "uma tecnologia limpa e ecológica" e que o custo de instalação e montagem é compatível "com os benefícios auferidos". Sobre o aditivo, afirmou que "detectou-se a necessidade de realizar uma melhoria técnica" para aproveitar o excedente de água.
    Segundo o órgão, a administração central fez só uma preparação geral da licitação das superintendências e houve concorrência por pregão eletrônico. O dono da Engecol, Carlos Augusto de Alencar, e assessoria de Fernando Filho afirmaram que eles não tiveram interferência.
    Editoria de arte/Folhapress
    OUTRO LADO
    A Codevasf defendeu o uso das cisternas de polietileno dizendo que elas já foram testadas em outros países com sucesso. Segundo o órgão, trata-se de "uma tecnologia limpa e ecológica". "É uma matéria prima de alta performance e durabilidade, não tóxico, inodoro, impermeável e de alta resistência."
    A Codevasf diz ainda que o custo de instalação e montagem é compatível "com os benefícios auferidos com este sistema" e a vida útil do produto é de, no mínimo, 20 anos.
    Sobre o aditivo, a empresa disse que "após verificação 'in loco' da instalação das cisternas, nos municípios pilotos, detectou-se a necessidade de realizar uma melhoria técnica" para aproveitar a água melhor, aproveitando o excedente de água.
    "Em vez de transbordar, o dispositivo [permite que a água] seja canalizada para ser armazenada em outros recipientes ou para irrigação de hortas e fruteiras", informou a nota da Codevasf.
    A estatal informou ainda que não houve qualquer ingerência da empresa no resultado da licitação para a implantação das cisternas.
    Segundo o órgão, a administração central fez apenas uma preparação geral da licitação das superintendências e houve concorrência por pregão eletrônico.
    O dono da Engecol, Carlos Augusto de Alencar, também negou interferência política.
    "Num pregão eletrônico não tem nem como fazer isso porque ninguém vê quem participa", afirmou Alencar. Segundo ele, o contrato está sendo cumprindo.
    A assessoria de Fernando Filho disse que ele não teve interferência.
    A Aqualimp informou que já corrigiu os problemas que levaram as primeiras cisternas a amassarem. Segundo a empresa, será disponibilizado um telefone para que a famílias tirem dúvidas quanto ao uso da cisterna.
    Sobre o aditivo, a empresa informou que seguiu "especificações definidas pelo pregão. A Codevasf identificou a necessidade de inclusão do dispositivo", que foram contemplados, diz a empresa.

    Alerta aos "ambientalistas" fumantes: O cigarro tem mais de 6000 substâncias tóxicas!


    11/08/2012-05h00

    País cria laboratório para analisar cigarro



    JOHANNA NUBLAT
    DE BRASÍLIA

    Quais são os aditivos presentes nos cigarros vendidos no país? O nível de nicotina é o informado pelo fabricante?
    Essas questões começarão a ser respondidas por um laboratório-piloto de fiscalização do cigarro, que será inaugurado na segunda-feira, no Rio, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pelo INT (Instituto Nacional de Tecnologia).
    Usando duas "máquinas de fumar", que produzem a fumaça a ser analisada, o laboratório vai adaptar para a realidade local metodologias internacionais de análise do cigarro e capacitar os futuros fiscais da Anvisa.
    Editoria de arte/folhapress
    Paralelamente, o laboratório deve desenvolver um ramo de pesquisa pouco explorado hoje no mundo, que permita identificar e quantificar os aditivos (como sabores e aromas, banidos pela Anvisa neste ano) do cigarro, diz Simone Chiapetta, do INT.
    As pesquisas sobre aditivos podem dar suporte a novas regulações pela Anvisa e pela OMS (Organização Mundial da Saúde), diz ela.
    Segundo Chiapetta, os resultados do piloto devem sair até o fim do ano. Haverá uma troca de informações com o laboratório americano de análises --a cooperação será assinada na segunda.
    O laboratório do Rio é o sexto público do mundo e o primeiro da América Latina com foco único na análise do fumo.
    A ideia é que ele atenda a toda a região. O projeto custou R$ 4 milhões aos cofres públicos.
    Agenor Álvares, um dos diretores da agência, classifica o laboratório de "joia da coroa", já que vai permitir verificar se a indústria do tabaco é transparente nas informações que presta --principalmente em 2013, quando os aditivos serão banidos.
    "O grande temor é constatatarmos que as informações do registro na Anvisa não são verdadeiras."

    BUROCRACIA
    Mas essa confirmação só poderá ser feita quando a Anvisa fechar uma licitação que se arrasta há anos e construir o laboratório definitivo --o piloto não tem condição de atender à demanda de fiscalização do mercado.
    "Depois de oito anos, não conseguimos vencer o processo de licitação para construir esse laboratório. Perdemos a oportunidade de usar R$ 8,3 milhões previstos nos orçamentos dos últimos anos", afirma Álvares.
    O "plano B", continua, é uma parceria que está sendo costurada com a Aeronáutica. "Estamos negociando usar um espaço no laboratório de medicamentos deles."
    Paula Johns, diretora-executiva da ONG ACT (Aliança de Controle do Tabagismo), diz que é válida a proposta de pesquisar o cigarro e seus aditivos, mas pondera o investimento no projeto frente a desafios urgentes, como o fim da publicidade nos pontos de venda e a regulamentação dos ambientes livres de fumo --já atrasada.
    Ela diz que análises como essa são "um terreno espinhoso" e que é menos importante constatar os níveis das substâncias do cigarro. O melhor seria evitar o uso desses teores na publicidade.
    "O impacto [na saúde da variações nas substâncias] é quase nulo. A indústria usou os limites permitidos de cada substância como engodo, como o 'cigarro light'."

    sábado, 11 de agosto de 2012

    Parque na Vila Leopoldina


    10/08/2012-16h54

    Promotoria pede fechamento de parque na Vila Leopoldina, em SP




    Atualizado às 22h30.

    A Promotoria do Meio Ambiente pediu o fechamento do parque Leopoldina-Villas Bôas, na Vila Leopoldina, bairro de classe média na zona oeste de São Paulo.
    Laudo de 2009 da Secretaria Municipal do Verde do Meio Ambiente apontou contaminação em parte da área, segundo o Ministério Público. Há ainda, diz o órgão, a suspeita de que todo o parque pode estar contaminado.
    Para a Promotoria, a contaminação ameaça a saúde do frequentadores.
    "O ideal é que hoje ninguém frequente o parque. Mas, se isso não for possível, as pessoas devem evitar entrar em contato com água e se aproximar das tubulações, pois já foi confirmando que nelas há gás metano", disse o promotor do Meio Ambiente, José Eduardo Ismael Lutti.
    De 1959 a 1989, funcionou no local uma estação de tratamento de esgoto da Sabesp. Após a desativação, o local virou clube de servidores da estatal e foi, depois, desapropriado para dar lugar à área de lazer, inaugurada pela prefeitura em 2010.
    De acordo com o promotor, o Ministério Público estava tratando com a prefeitura uma solução para os problemas ambientais, mas, como isso não ocorreu, decidiu entrar, no início de julho, com ação pedindo fechamento do parque.
    Na inauguração do parque Leopoldina-Villas Bôas, em janeiro de 2010, a cerimônia de entrega contou com o então governador José Serra (PSDB), hoje candidato à Prefeitura de São Paulo, e o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Na realidade, grande parte da estrutura de lazer --como campos e quadras-- já existia e era usada por servidores da Sabesp.
    O parque conta com campos de futebol, quadras poliesportiva e de tênis, pista de cooper, playground e área com aparelhos para a terceira idade.


    OUTRO LADO
    Procurada, a secretaria não disponibilizou um representante para falar com a Folha. Limitou-se a informar que foi notificada ontem e que se manifestaria em até 72 horas.
    À rádio CBN o chefe de gabinete da pasta, Carlos Fortner, disse que a área contaminada está isolada e, por isso, não há risco ao público.

    sexta-feira, 10 de agosto de 2012

    Ponto de vista...

    Perigo a ciclista...


    10/08/2012 - 06h00

    Obra em ciclovia na av. Sumaré oferece perigo a ciclista


    CRISTINA MORENO DE CASTRO
    DE SÃO PAULO

    Quem desce pela ciclovia do canteiro central da avenida Sumaré (zona oeste da cidade) esbarra, no meio do caminho, com uma obra.
    A pista de concreto do calçadão, hoje compartilhado entre ciclistas e pedestres, dá lugar a um trecho de cerca de 300 metros com terra, buracos e pedras quebradas há uma semana.
    Contêineres da obra também bloqueiam a passagem na altura do número 1.876. E as pessoas têm que desviar pela estreita calçada, cheia de postes de radar.
    Na verdade, a reforma que está sendo executada agora pela Siurb (Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras), já era pedida desde 2010. Na época, reportagem daFolha mostrava que o calçadão oferecia riscos aos "atletas" da região, com suas raízes expostas e trechos de concreto destruídos.
    A obra prevê ampliação da ciclovia mantendo todas as árvores do canteiro. Ela agora passará a ter dois sentidos, cada um deles com três metros de largura.
    As calçadas, de 80 cm de cada lado, serão adequadas de acordo com as normas de acessibilidade. A duração do contrato será de 90 dias e o custo, de R$ 697.482. Também vai incluir mudanças no paisagismo e iluminação com lâmpadas de vapor metálico, aos moldes do que foi feito na avenida Paulista.
    Marcelo Justo/Folhapress
    O ciclista Carlos Garcia Magalhães pedala no canteiro central da avenida Sumaré
    O ciclista Carlos Garcia Magalhães pedala no canteiro central da avenida Sumaré

    DESVIO PELA RUA
    Enquanto a obra está sendo feita, usuários reclamam de falta de informação -não havia nenhuma placa no local-, ausência de operários trabalhando -a Folha esteve lá na segunda-feira e ontem, às 16h, e não viu nenhum- e da dificuldade de andar naquele trecho.
    "Agora os ciclistas estão andando mais pela motofaixa, é perigoso", aponta Waneli Fernandes, 48, que mora na região e corre todos os dias no canteiro da Sumaré.
    Em dez minutos no fim da tarde de ontem, a Folha viu três ciclistas descendo pela motofaixa.
    O churrasqueiro João da Silva, 28, por exemplo, preferiu desviar do trecho com terra pela motofaixa por ser "mais rápido", já que a calçada também tem buracos.
    Já o músico Carlos Magalhães, 38, até tentou passar pelo trecho com terra, mas quase caiu e desviou pela calçada. "Minha bicicleta não é para andar na terra, o pneu não adere. Mas venho pela calçada porque tenho receio de andar pela faixa de motos, elas vêm muito rápido."
    Editoria de Arte/Folhapress

    LED de DNA !


    DNA dá nova vida à luz dos LEDs

    SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. DNA dá nova vida à luz dos LEDs. 10/08/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=led-de-dna. Capturado em 10/08/2012. 

    Redação do Site Inovação Tecnológica - 10/08/2012
    LED de DNA gera luz branca quente
    Comparação do LED tradicional (à esquerda) e do novo LED de DNA (à direita), que emite uma luz branca mais pura. [Imagem: James Grote

    DNA de salmão
    O nome eletrônica orgânica sempre causa confusão, com os semicondutores à base de carbono sendo confundidos com coisas vivas.
    Talvez agora a confusão aumente um pouco, uma vez que James Grote, da Universidade de Dayton, nos Estados Unidos, usou DNA para construir um LED.
    E os ganhos não foram poucos: o LED de DNA tem uma luz mais agradável aos olhos humanos - é uma luz mais "quente" -, é mais brilhante, consome menos energia e tem uma vida útil mais longa.
    Não se trata de nenhum "LED vivo", mas a mudança é inusitada: o pesquisador substituiu a camada fosforescente do LED, geralmente feita com uma mistura à base de epóxi, por uma camada de ácido desoxirribonucleico (DNA), processada a partir de ovas e esperma de salmão.
    Esse DNA processado é um produto já disponível comercialmente, fabricado no Japão a partir de resíduos da indústria pesqueira.
    Embora a produção seja pequena, mais voltada para pesquisas, o fato de usar como matéria-prima algo que é descartado pela indústria torna o material potencialmente muito barato.

    LED de DNA
    O mais surpreendente do resultado dessa substituição de epóxi por DNA é que a camada de epóxi não é exatamente o material ativo emissor de luz.
    O LED de DNA continua sendo feito com o semicondutor nitreto de gálio, que emite luz azul.
    Contudo, "a fluorescência do filme baseado em DNA é 100 vezes maior do que a fluorescência do filme original", diz o pesquisador.
    "O DNA inicialmente era solúvel somente em água, assim ele foi primeiro precipitado com CTMA para torná-lo insolúvel em água, mas dissolúvel em solventes orgânicos. Depois de dissolver o DNA-CTMA em butanol, nós simplesmente misturamos [esse composto] com o pó de YAG:Ce," disse Grote.
    CTMA é a sigla de cloreto de hexadeciltrimetilamônio. E YAG:Ce refere-se a um composto - a granada de alumínio-ítrio dopada com cério - usado para converter a luz originalmente azul do LED em luz branca.

    Conversão de luz no LED
    A luz originalmente azul emitida pelo semicondutor nitreto de gálio excita o YAG:Ce, fazendo com que uma parte da luz azul seja convertida para uma luz amarelada.
    A luz amarela estimula os receptores vermelho e verde dos olhos, e a mistura resultante de azul e amarelo nos dá a impressão de estar vendo uma luz branca. Uma luz branco-azulada, na verdade, chamada de "luz fria", que não é a mais agradável aos olhos humanos.
    O novo material à base de DNA converte a luz emitida pelo semicondutor em uma luz mais avermelhada, reduzindo ou até eliminando o componente azul, fazendo com que o LED emita uma luz branca "quente".
    Além disso, a camada de DNA mostrou-se mais resistente à degradação do que a camada original, o que significa que o LED terá uma vida útil ainda maior.
    Bibliografia:

    A light-emitting diode using deoxyribonucleic acid
    James Grote
    SPIE Optics East 2006 Conference Proceedings
    Vol.: Published online
    DOI: 10.1117/2.1201208.004359

    quinta-feira, 9 de agosto de 2012

    Governo estuda aumentar gasolina neste ano, diz ministro


    08/08/2012 - 11h52


    FLÁVIA FOREQUE
    DE BRASÍLIA

    Atualizado às 17h01.
    O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) reconheceu nesta quarta-feira (8) que o governo estuda aumentar o preço da gasolina neste ano. A "maior preocupação", ressaltou o ministro, é com o impacto da medida na inflação do país.
    "Nós temos que pesar (...) de um lado a necessidade de fazer [o reajuste], de outro lado a preocupação com o processo inflacionário", afirmou em evento da Presidência da República.
    Segundo Lobão, "existe a possibilidade" de aumento neste ano, mas ainda "não existe a decisão". "O governo gostaria que esperasse um pouco mais, porém a necessidade é tão grande que o governo pode vir a ceder", ponderou.
    O ministro também se referiu ao prejuízo enfrentado pela Petrobras --o valor foi de R$ 1,3 bilhão no segundo semestre. A presidente da estatal, Graça Foster, ressaltou ontem que a defasagem entre o preço da gasolina no mercado doméstico e no exterior não foi a principal razão para o valor negativo.
    Lobão afirmou que o aumento seria importante para ajudar a situação da empresa. "Não vislumbramos nenhum instrumento que socorra a Petrobras se não o aumento."
    O valor do reajuste ainda é alvo de avaliação entre os ministérios da Fazenda e de Minas e Energia, afirmou.


    AÇÕES DA PETROBRAS
    As ações da Petrobras operavam em forte alta nesta quarta-feira, repercutindo a fala do ministro sobre a possibilidade de mais um aumento no preço da gasolina neste ano.
    Os ganhos nos papéis da estatal, contudo, também seguiam tendência registrada desde que a Petrobras fez uma espécie de "faxina contábil" após anunciar o primeiro prejuízo em mais de 13 anos, e depois de a diretoria reafirmar que buscará novos aumentos nos derivados em busca da paridade para os preços do combustíveis, segundo analistas ouvidos pela Reuters.
    Pouco antes das 17h, o papel preferencial subia 4,44%, a R$ 21,15, e o ordinário tinha alta de 5,42%, a R$ 22,14. Enquanto isso, o principal índice de ações da Bovespa subia 1,98%.

    ÁLCOOL NA GASOLINA
    O ministro afirmou no mês passado que o governo federal pretende aumentar o percentual do álcool na gasolina de 20% para 25% assim que a produção nacional de etanol superar os patamares atuais.
    Sem dar mais detalhes, Lobão disse que se a produção se mantiver nos níveis verificados neste e no ano passado, não será possível ampliar o percentual de álcool na mistura.
    O ministro, no entanto, deu a entender que isso pode estar próximo de acontecer ao dizer que a mudança poderá ocorrer a qualquer momento.

    COMPARE
    As oscilações no preço do álcool e da gasolina exigem que o consumidor que tem um veículo flex faça as contas antes de decidir qual combustível irá usar. Para ser mais vantajoso, o etanol deve custar menos de 70% do preço da gasolina.
    Sempre que o álcool ultrapassar esse percentual, o motorista ganha se optar pela gasolina.
    No simulador abaixo, onde o motorista pode fazer a comparação.
    É possível fazer a conta dividindo o preço do etanol pelo da gasolina. Com resultados inferiores ou iguais a 0,70, escolha o álcool; caso contrário, a gasolina.
    Observação: Coloque três casas decimais após a vírgula. Por exemplo, 2,560
    Com a Reuters