sexta-feira, 6 de abril de 2012

Coberturas verdes: frescor e alimento


A cobertura verde é uma solução para o plantio no fechamento superior das edificações (lajes e telhados). Essa solução é extremamente benéfica aos grandes centros urbanos que enfrentam os problemas das ilhas de calor, poluição ambiental e enchentes causadas pelo ineficiente escoamento das águas pluviais. Para a instalação de coberturas verdes, duas tecnologias principais estão disponíveis:

Instalação in loco

Os componentes são instalados no local, por meio de camadas fixas que permitem o perfeito desempenho do conjunto. Uma instalação in locco básica possui as camadas de impermeabilização da laje, drenagem e captação da água, manta geotêxtil, camada de estabilização das raízes, colmeia com substrato, camada de cobertura com substrato e plantas forrageiras.
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Instalação Modular

Os componentes são instalados em módulos mediante estruturas especiais, possibilitando a criação de um colchão de ar entre as placas de plantio e a laje impermeabilizada. Nesse sistema, os módulos podem ser retirados para manutenção e substituição.
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Você sabia?

A cobertura verde:

1) Ameniza a incidência das ilhas de calor no meio urbano devido às propriedades ambientais da vegetação, tais como: a retenção de umidade e o sequestro de CO2;
2) Retarda e cria uma reserva de água da chuva para o aproveitamento;
3) Reduz a quantidade e velocidade das águas liberadas nas calçadas, reduzindo as enchentes;
4) É um excelente recurso para a climatização natural dos edifícios; e
5) É uma alternativa para a produção de alimentos no ambiente urbano (VIGGIANO, 2008).

Telhados Ecologicos

telhados-ecologicos-01Os telhados ecológicos e os jardins nos telhados existem há milhares de anos, lembra dos jardins suspensos da Babilônia (uma das sete maravilhas do mundo)? Usavam um elaborado sistema de irrigação para criar um jardim paradisíaco com terraço ao lado de fora da atual Bagdá. Europeus do norte já escolheram telhados tradicionais de grama para isolar as casas. Hoje em dia, os telhados ecológicos são predominantes ou obrigatórios em algumas partes da Europa. Na Alemanha, 14% de todos os telhados são ecológicos. Uma vista aérea da maioria das áreas urbanas apresenta uma variedade de coberturas de asfalto, alcatrão preto e cascalho. O calor irradia de telhados escuros e a água passa pelas superfícies duras e, de preferência, impermeáveis. Existe uma nova tendência que quebra a monotonia dos telhados comuns: as coberturas ecológicas. Há muito tempo populares na Europa, elas começaram a atrair a atenção de proprietários de imóveis, comércios e, até mesmo, de cidades como uma maneira interessante de promover o ambientalismo enquanto resolvem os problemas dos telhados convencionais.
Por que usar telhados ecológicos? 1.Por que eles substituem uma infra-estrutura pesada por uma que não só é mais eficiente como também é mais bonita e útil; 2. As coberturas ecológicas servem de refúgio para as pessoas que trabalham em escritórios, e são lugares para plantar jardins ou para que as pessoas que moram em prédios possam relaxar; 3. Mesmo onde eles não são acessíveis, criam belas vistas aéreas para os vizinhos ao redor e são lugares isolados e seguros para animais selvagens; 4. Reduzem os custos de energia com isolamento natural; 5. Absorvem a água da chuva, diminuindo a necessidade de sistemas de drenagem complexos e caros: 6. Aumentam a qualidade do ar (numa escala mais alta) e ajudam a reduzir o efeito da Ilha de Calor Urbana (um fenómeno em que o crescimento das cidades e dos subúrbios faz que o calor seja absorvido e armazenado); 7. Esses telhados duram mais do que os convencionais.
As camadas de um telhado ecológico precisam, como as de qualquer outro telhado, favorecer a drenagem e proteger a construção dos elementos da natureza por meio de uma membrana à prova d’água. Elas também precisam, no entanto, criar uma área de crescimento e oferecer apoio, irrigação e barreiras para a proteção das raízes, ao mesmo tempo que se mantêm o mais leve possível.

Existem dois tipos de telhados ecológicos:

1. Intensivos são basicamente parques elevados. Conseguem sustentar arbustos, árvores, passagens e bancos com suas camadas para suporte estrutural complexo, irrigação, drenagem e proteção das raízes. Existem apenas por seus benefícios ambientais e não funcionam como jardins de cobertura acessíveis. A média de crescimento de 0,31 m, ou mais, é necessária para um telhado ecológico intensivo cria um peso de 36 a 68 kg por 0,09 m²;
2. Extensivos são relativamente leves, com o peso de 7 a 23 kg por 0,09 m². Sustentam uma cobertura de solo nativo forte que exige pouca manutenção.
Não é novidade, cada dia as cidades ficam mais quentes, o planeta passa por um aquecimento, as mudanças climáticas, arquitetura e impermeabilização do solo causam a ICU (Ilha de Calor Urbana). O fenômeno cria uma ilha térmica onde a temperatura pode variar até +10 graus Celsius, nas cidade de clima frio esse fenômeno se torna benéfico, pois as ilhas de calor se formam a noite, reduzindo a necessidade de sistemas de aquecimento. Entretanto em regiões tropicais a ICU se forma durante o dia, o que não é bom, pois aumenta e muito a necessidade de ar-condicionado nas casas ou prédios.
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A instalação de um telhado ecológico começa em U$ 88,00/m², infelizmente bem superior aos U$ 13,00/m² do telhado convencional, mas deixando de lado os fatores económicos os benefícios são enormes.
Os telhados ecológicos, são uma ótima solução para reduzir a temperatura interna, um telhado convencional pode ter em sua superfície 32 graus Celsius ACIMA da temperatura do ar, ao passo que os telhados ecológicos podem ficar até mais frios. Depois de preparar o telhado ou laje, são fixados os módulos que necessitam de irrigação manual ou as lâminas que garantem um suprimento de água ao telhado.
Telhados ecológicos como estes nas Ilhas Faroe podem durar duas vezes mais do que os convencionaisTelhados ecológicos como estes nas Ilhas Faroe podem durar duas vezes mais do que os convencionais
Os benefícios dos telhados ecológicos estão encorajando proprietários de imóveis, comércios e cidades preocupadas com o meio ambiente a construírem coberturas ecológicas. Esses telhados evitam que a água escoe e que o esgoto transborde. A vegetação e o solo agem como esponjas, absorvendo e filtrando a água que normalmente formaria goteiras e encheria ruas poluídas e sistemas de esgoto sobrecarregados. As plantas do telhado ecológico removem as partículas do ar, produzem oxigênio e oferecem sombra. Usam energia calorífica durante a evapotranspiração, processo natural que resfria o ar à medida que a água evapora das folhas da planta. A evapotranspiração e a sombra produzidas pelas plantas ajudam a eliminar o efeito da Ilha de Calor Urbana criado pelo excesso de superfícies reflexivas e impermeáveis nas cidades e nos subúrbios. Se os telhados ecológicos se tornarem uma iniciativa comum nas construções, as cidades podem reduzir os efeitos incômodos das Ilhas de Calor Urbanas.
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Uma das coberturas ecológicas mais famosas dos EUA, City Hall de Chicago, ajuda a resfriar o prédio e a minimizar o escoamento de água. Reúne sistemas extensivos, intensivos e intermediários semi-intensivos em um telhado reformado. Complementa a vegetação tradicional sem atrapalhar a infra-estrutura urbana – pega um espaço abandonado e o torna útil. O programa piloto City Hall do Deptº de Meio Ambiente da cidade de Chicago promoveu o esforço da cidade inteira para apoiar os sistemas de cobertura ecológica, com incentivos e doações.

Fonte:

Cartilha “Edifícios Públicos Sustentáveis” – Programa Senado Verde do Senado Federal

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Operação canguru!


05/04/2012 - 08h00

Consumidor reclama no primeiro dia sem sacolinha plástica

TONI SCIARRETTA
CLAUDIA ROLLI
DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1072002-consumidor-reclama-no-primeiro-dia-sem-sacolinha-plastica.shtml



Os consumidores que foram às compras ontem levaram suas embalagens retornáveis de casa, mas muitos ainda reclamam do fim das sacolinhas plásticas descartáveis nos supermercados.
Em 14 supermercados visitados pela Folha nas regiões central, sul e oeste da capital e no ABC paulista, os clientes que esqueceram a sacola usaram caixas de papelão ou compraram uma "ecobag" na hora.
Os supermercados reforçaram o estoque de caixas e os atendentes estavam bem mais treinados para tirar dúvidas dos clientes do que no dia 25 de março, quando o setor deixou de distribuir as sacolas.
Depois um acordo com o MP do Estado de SP e o Procon-SP, prorrogaram por mais 60 dias a distribuição. Esse prazo terminou ontem, e as sacolinhas não serão mais distribuídas no Estado de SP.
Muitos consumidores ainda criticaram a mudança que entrou ontem em vigor em São Paulo.
"Minha filha é farmacêutica e somos totalmente contra o uso de caixas. Não é adequado, nem higiênico. Mas se esqueço a sacola vou fazer o que? Carregar na mão", afirmou a dona de casa Elisabete Billia, 48, que fazia compras para a Páscoa no Carrefour da avenida do Estado.
No local, sacolas reutilizáveis eram vendidas por R$ 0,49 a versão mais barata e por R$ 2,90, as mais sofisticadas.
O aposentado Mauro Zilvetti, 62, esqueceu a ecobag em casa e teve de comprar uma sacola a R$ 0,59 no Pão de Açúcar do avenida Angélica (Higienópolis, centro). "Sinceramente, não concordo. Mas vou respeitar", disse.
"Não tem o que reclamar. É questão de costume", disse Luzinette Lima, 41, que levou ao Záffari dez ecobags que ganhou da rede no Dia do Consumidor.
No Extra de São Caetano do Sul, o estudante Elber Dias Almeida, 32, esperava uma kombi para levar as compras para casa em sacolas trazidas de casa e adquiridas no mercado. "Pelo lucro que os supermercados têm, eles deveriam oferecer de graça as sacolas biodegradáveis, antes vendidas por R$ 0,19".
Já o pizzaiolo Deison Trindade Santos, 25, não se importou em trazer cinco sacolas de casa para, mesmo de táxi, carregar suas compras do Walmart, do Pacaembu.
"Acho até mais prático para carregar e guardar as compras quando uso as minhas sacolas. Ainda tive de comprar duas de R$ 0,49 porque acabei fazendo a compra do mês aqui no Walmart."

Na rede Joanin, do ABC, clientes diziam que, a iniciativa dos supermercados de banir a sacolinha, é positiva, mas deveria estar aliada à outras ações.
"Por que se faz uma campanha contra a sacolinha e não fazem outras pelo PET, pelo lixo? É hipocrisia. Quem não tem educação vai continuar jogando lixo na rua, com ou sem sacolinha", diz Silvio Pontes, 44 anos, supervisor de produção.
Segundo o presidente da Apas, João Galassi, o consumidor está mais preparado e consciente para mudar seu hábito. "Muitos levaram de casa e quem não levou se adaptou com as alternativas oferecidas", disse.
O Procon-SP informou ontem que não recebeu reclamações de consumidores ontem, dia em que o setor retomou a não distribuição de sacolinhas gratuitas.

TELEFONE PARA DÚVIDAS
A APAS criou um canal direto com os consumidores que poderão tirar suas dúvidas até o dia 2 de maio sobre a campanha "vamos tirar o planeta do sufoco", que prevê como uma das ações a não distribuição de sacolinhas.
O serviço funcionará de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h, por meio do número 0800-580 5000.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mais uma vítima...alvo móvel!


Ciclista morre atropelado em via da zona oeste de São Paulo

Pedreiro andava de bicicleta na Avenida Pirajuçara onde, desde 2007, há projeto para construção de ciclovia

04 de abril de 2012 | 3h 02


BRUNO RIBEIRO - O Estado de S.Paulo
O pedreiro Lauro Jesus Neri, de 49 anos, morreu ontem ao ser atropelado enquanto andava de bicicleta na Avenida Pirajuçara, na zona oeste de São Paulo. A via estava sem pintura de faixas e tem, desde 2007, um projeto engavetado para construção de uma ciclovia.
O motorista do carro, Lourenço Fernando Azevedo, parou ao notar a batida, chamou socorro médico e depois passou mal, com problemas cardíacos. Ele foi atendido no Hospital Bandeirantes e passa bem. Mas, segundo a Polícia Civil, sua carteira de habilitação estava vencida desde 2010. Neri seguia na avenida no sentido Taboão da Serra e cruzou a via para fazer o retorno, quando foi atingido.
Ativistas dos direitos dos ciclistas fizeram um protesto na noite de ontem por causa da morte. Uma "ghost bike" (bicicleta branca que simboliza a morte de um ciclista) foi instalada no local do acidente. É o mesmo tipo de símbolo instalado na Avenida Paulista, que registrou duas mortes de ciclistas nos últimos dois anos.
Neri nasceu na Bahia e vivia em São Paulo havia pelo menos 20 anos, segundo familiares. "Ele não tinha carro. Então, quando pegava um serviço, ia de bicicleta ou de condução", disse o garçom Valdir Alves de Souza, de 39 anos, marido de uma das sobrinhas do pedreiro. Ele tinha um filho, que mora na Bahia.
Para o ativista William Cruz, do grupo Vá de Bike!, a periferia oferece ainda mais perigos aos ciclistas do que as áreas centrais da capital paulista. "Falta infraestrutura para os ciclistas em todos os lugares. Mas, na periferia, a fiscalização do trânsito é ainda pior", avalia.
Azevedo foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção) na condução de veículo e vai responder em liberdade. A polícia ainda vai avaliar se a filha de Azevedo poderá ser responsabilizada pelo caso, uma vez que carro que ele dirigia era dela. Na delegacia, a mulher apontada pelos policiais como filha do motorista negou ser parente de Azevedo e disse que não comentaria o caso.
Estrutura. Em 2007, a Prefeitura anunciou que o corredor no qual Neri morreu receberia uma ciclovia até 2010. Seria a maior da cidade, com 15 quilômetros.
A administração municipal informou, em nota, que a pintura das faixas começou na noite de anteontem e estará concluída no sábado. A Prefeitura disse que a cidade tem 168,3 km de ciclovias e ciclofaixas, mas não informou por que a construção da via exclusiva no local do acidente está atrasada.

Não é roupa!


Supermercados deixam de dar sacolas de plástico e propõem 'aluguel' de retornáveis

Consumidor poderia adquirir sacola reutilizável e, quando voltar à loja, devolvê-la e pegar dinheiro de volta; acordo que bane as de plástico entra em vigor

04 de abril de 2012 | 3h 02


KARINA NINNI - O Estado de S.Paulo
Na véspera da entrada em vigor do acordo firmado entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e o governo do Estado de São Paulo para o fim da distribuição de sacolinhas plásticas nas quase 3 mil lojas associadas à entidade, que passa a valer a hoje, a Apas anunciou que pretende implantar um programa de sacola reutilizável vai e vem, em que o consumidor pode adquirir uma sacola e, quando voltar à loja, devolvê-la e pegar seu dinheiro de volta - ou abater o valor de sua compra.
"O cliente que está do nosso lado é aquele que usa a reutilizável. Só que, nesse processo de adaptação, ele às vezes esquece a sacola. É nele que estamos pensando", disse João Galassi, presidente da Apas. A Apas ainda não sabe que tipo de sacola vai ser usada no sistema vai e vem. "Os detalhes serão discutidos na segunda-feira", acrescentou.
A associação anunciou ainda ter encaminhado pedido à Secretaria da Fazenda do Estado (Sefa) pela redução do imposto sobre as sacolas reutilizáveis e os sacos plásticos feitos de material reciclável (aqueles pretos), o que não foi confirmado pela Sefa.
O acordo que a partir de hoje retira dos supermercados as sacolinhas plásticas para embalar os produtos comprados foi firmado no ano passado, chegou a entrar em vigor em janeiro, mas acabou adiado por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) diante do argumento de que nem consumidores, nem lojistas, estavam preparados para a iniciativa.
"Reduzir o uso das sacolinhas é fundamental para abrandar seus impactos ambientais", afirmou Felipe Zacari Antunes, gerente de Sustentabilidade do Walmart, rede afiliada à Apas.
"Para começar, não é uma ideia da Apas. É um movimento do consumidor consciente do mundo todo. Se não fosse um movimento global, não estaríamos encampando", disse Galassi.
Apoio. Para o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, a medida é bem-vinda nessa primeira fase de vigor do acordo. "É um reforço, sobretudo nesse momento de adaptação do consumidor. À medida que o novo hábito for consolidado, a vai e vem será cada vez menos necessária. Mas no começo será útil."
Góes discorda da visão da coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) de que o processo de eliminação das sacolinhas plásticas foi levado a termo sem a participação do consumidor: "Fomos ouvidos pela Secretaria de Meio Ambiente e, desde o início, nos posicionamos a favor de um período de adaptação, o que foi garantido com o TAC",
A Plastivida - Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos diz que o acordo não tem força de lei e o consumidor pode continuar exigindo a sacola no supermercado.
"Temos uma ação civil pública contra o acordo e uma ação popular contra o TAC", afirmou o advogado da Plastivida, Jorge Kaimoti Pinto.

SEM SACOLA NEM CAIXA



Mercado

MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias@uol.com.br



Após o fim da distribuição de sacolas plásticas nos supermercados, que acabou ontem, o consumidor de São Paulo pode ter que enfrentar uma nova restrição.
A Assembleia Legislativa do Estado começa a discutir a proibição do uso de caixas de papelão para o transporte de compras de varejo.
A justificativa é a disseminação de fungos e bactérias, que encontram ambiente mais favorável ao seu desenvolvimento do que nas sacolas plásticas.
"Antes de serem usadas pelo consumidor, as caixas podem ter transportado substâncias contaminantes", diz o deputado José Bittencourt (PSD), autor do projeto, que pode entrar em vigor no segundo semestre deste ano.
A Associação Paulista de Supermercados, por sua vez, recomenda aos associados a continuidade da distribuição gratuita de caixas de papelão.

Professor emérito da USP comenta riscos da energia nuclear


02/04/2012 - 17h28


LEITOR RUY FAUSTO (*)
DE SÃO PAULO (SP)

http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/1070688-professor-emerito-da-usp-comenta-riscos-da-energia-nuclear.shtml


Faço questão de manifestar o meu apoio aos textos de Ildo Sauer e Joaquim de Carvalho [publicados no Painel do Leitor nos dias 20/3 e 22/3 ], professores do Instituto de Eletrônica e Energia da USP, que contêm uma crítica ao artigo "Japão mostrou que energia nuclear é segura", do assistente da Presidência da Eletronuclear Leonam dos Santos Guimarães.
Devo manifestar não minha surpresa, mas meu horror diante do texto de Leonam dos Santos Guimarães. No ano passado, este senhor, típico representante do lobby nuclear, fez uma exposição na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, em que conseguiu reunir, em duas intervenções totalizando mais ou menos uma hora, uma soma formidável de aproximações, inverdades e sofismas sobre o nuclear.
Refutei, em detalhes, o discurso de Leonam e as intervenções dos seus partidários, num texto publicado no número 4 da revista eletrônica "Fevereiro" (www.revistafevereiro.com). A revista contém, de resto, um balanço sobre o nuclear, que eu convidaria o leitor a consultar.
Seria melhor que Leonam nos informasse, por exemplo, sobre o grave incidente ocorrido em Angra 2, em 2009. É urgente que a mídia e a opinião pública brasileiras quebrem a omerta dos nucleocratas, que se alimenta de um ideologia cientificista primária, omerta que poderá nos conduzir a catástrofes.
Em tempo: a porcentagem do nuclear na produção de energia da França (o mais alto do mundo, em termos relativos) é de 74% (apresentá-la junto com a da energia hidráulica é uma maneira típica de mistificar a opinião). A acrescentar que o candidato socialista que tem todas as chances de se eleger no segundo turno da eleição presidencial francesa de abril/maio comprometeu-se a baixar o peso do nuclear para 50% no prazo de alguns anos e a fechar imediatamente a central de Fessenheim.
Ao contrário do que afirmou Leonam na intervenção a que aludi, o acidente de Fukushima, no Japão, teve um impacto considerável sobre a opinião pública na Europa ocidental. De resto, independentemente disso, saíram ou nunca entraram no nuclear países como a Áustria, a Itália, a Dinamarca, a Alemanha, a Holanda (provavelmente), a Suíça, Portugal, a Grécia, a Bélgica, Luxemburgo, a Irlanda. Há problemas sérios com o nuclear na Espanha, na França e na Suécia. Na Europa ocidental, o clima só é ainda relativamente favorável ao nuclear, apesar de uma oposição considerável no Reino Unido.
Por que a Folha não nos informa a respeito disso?
Ruy Fausto é professor emérito da USP
PARTICIPAÇÃO
Os leitores podem colaborar com o conteúdo da Folha.com enviando notícias, fotos e vídeos (de acontecimentos ou comentários) que sejam relevantes no Brasil e no mundo. Para isso, basta acessar Envie sua Notícia ou enviar mensagem para o endereço eletrônico leitor.online@grupofolha.com.br.

Peixes e frutos do mar capturados de forma insustentável


03/04/2012 - 11h09

Supermercado norte americano não venderá mais peixe "insustentável"

DA ASSOCIATED PRESS

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1071032-supermercado-norte-americano-nao-vendera-mais-peixe-insustentavel.shtml


A rede de supermercados americana Whole Foods anunciou que irá parar de vender peixes e frutos do mar capturados de forma insustentável.
A medida terá início a partir do dia 22 de abril, no Dia da Terra. A gigante dos supermercados orgânicos seguirá uma lista de indicação de espécies ameaçadas criada pelo Blue Ocean Institute (Instituto Oceano Azul), organização do Aquário da Baía de Monterey, na Califórnia.
Na relação, as espécies são classificadas em uma paleta de cores. A cor vermelha indica animais em perigo, sejam envolvidos em capturas acidentais (bycatch, em inglês), que vivam em regiões já exauridas pela sobrepesca ou que apresentam métodos de cultivo prejudiciais para o ambiente.
Alguns dos frutos do mar classificados com essa cor e que não serão mais encontrados nas prateleiras do supermercado serão os polvos, o alabote-do-atlântico e o bacalhau-do-atlântico, este último normalmente capturado por redes de arrasto, uma forma de pesca predatória que pode destruir habitats. Como alternativas, a empresa vai oferecer bacalhau capturado com varas de pescar e alabote-do-pacífico.
"No longo prazo, o que nós realmente estamos tentando fazer é ajudar a reverter os métodos de sobrepesca e captura acidental, para que possamos mover a indústria como um todo para uma grande sustentabilidade", afirma a coordenadora de qualidade de frutos do mar da Whole Foods, Carrie Brownstein.
Os preços no varejo podem tornar-se mais altos em alguns casos, já que alguns fornecedores mais sustentáveis tem rendimentos menores sobre seus produtos.
REAÇÃO EM CADEIA
Outras redes de supermercados americanas também passaram a adotar a compra consciente, a medida que os consumidores tornaram-se mais preocupados com a origem do alimento que estão consumindo.
As mudanças começam a aparecer aos poucos. Em 2008, quando o Greenpeace publicou um guia de consumo sustentável em supermercados, todos os 20 grupos pesquisados naquele ano pela ONG foram reprovados. Em 2011, apenas cinco falharam, afirma John Hocevar, diretor da campanha do oceano do grupo. "É impressionante ver que isso era um problema que não estava no radar da maioria dessas companhias e, com nosso encorajamento e de outros, eles realmente tomaram partido", disse.
Apesar disso, a grande quantidade de grupos privados emitindo certificações pode confundir os consumidores. Algumas das opções de peixes e frutos do mar da Whole Foods, além do novo sistema de cores, continuarão recebendo a classificação do Marine Stewardship Council, que mantém um sistema de certificação para empresas de pesca sustentáveis.
Camarão, salmão e outros frutos do mar cultivados em fazendas levam ainda outro sistema de rotulagem. Hocevar diz que a quantidade exagerada de selos pode confundir os consumidores. É por isso que o Greenpeace solicita urgência para que os supermercados vendam apenas produtos sustentáveis.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Mancha de 1.600 litros de óleo 'sumiu'


02/04/2012 - 12h57

Mancha de 1.600 litros de óleo 'sumiu', diz Instituto Estadual do Ambiente

DO RIO

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1070571-mancha-de-1600-litros-de-oleo-sumiu-diz-instituto-estadual-do-ambiente.shtml


Técnicos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) afirmaram ontem que a mancha de óleo de combustível de navio encontrada anteontem, entre os municípios de Maricá e Saquarema, na região dos Lagos, "sumiu em alto-mar". A constatação foi feita após especialistas do órgão realizarem novo sobrevoo na região.
O instituto afirma que vai monitorar o entorno das praias locais nos próximos dias. A inspeção em alto-mar, porém, ficará a cargo da Capitania dos Portos. A Folha não conseguiu fazer contato com a Capitania.
A mancha de óleo estava a 20 km da costa, na altura da praia de Ponta Negra, em Maricá (RJ). Segundo o Inea, tinha cerca de 2,5 km de extensão, 1 km de largura e era formada por 1.600 litros de óleo.
O oceanógrafo da UERJ (Universidade Estadual do Rio) David Zee disse que geralmente esse óleo é leve e volátil e pode ter evaporado por conta do vento forte e contaminado a atmosfera.
A presidente do Inea, Marilene Ramos, disse anteontem que era uma "mancha órfã" (de origem desconhecida).

Pia acoplada a mictório reduz gastos com água e promove a higiene




Postado em 30/03/2012 às 13h35

Cada urinol possui uma pia acoplada à parte superior, que permite ao utilizador limpar as mãos imediatamente após o uso. A água utilizada na lavagem é então reutilizada para lavar o urinol. | Imagem: Jang Wooseok
O conceito de mictório, criado pelo coreano e designer industrial Jang Wooseok ajuda a economizar no consumo de água e promove a boa higiene. O projeto foi denominado “King Of Urinal”.
Cada urinol possui uma pia acoplada à parte superior, que permite ao utilizador limpar as mãos imediatamente após o uso. A água utilizada na lavagem escorre naturalmente pela fresta e é então reutilizada para lavar o urinol – fazendo a função de uma descarga, sem a necessidade de qualquer água adicional.
A torneira, presente na pia acoplada, parece ser desencadeada por um sensor, ajudando a garantir que os germes a partir da urina sejam rapidamente lavados antes de ter qualquer chance de serem transferidos para outro lugar.
O projeto tem como objetivo ajudar a tornar os mictórios mais sustentáveis no uso da água, ao mesmo tempo em que incentiva os usuários a lavarem as mãos logo após a utilização.
Esta reutilização ajuda a reduzir os gastos com água para que o toalete esteja sempre limpo. Normalmente usa-se água limpa para lavar um mictório e a que é usada para lavar as mãos simplesmente se transformam em resíduos. Ao permitir que a água da lavagem, relativamente limpa, seja reutilizada no sistema, reduz-se drasticamente a quantidade necessária para garantir a higienização do local.
O conceito de mictório, criado pelo coreano e designer industrial Jang Wooseok ajuda a economizar no consumo de água e promove a boa higiene. O projeto foi denominado “King Of Urinal”.
Cada urinol possui uma pia acoplada à parte superior, que permite ao utilizador limpar as mãos imediatamente após o uso. A água utilizada na lavagem escorre naturalmente pela fresta e é então reutilizada para lavar o urinol – fazendo a função de uma descarga, sem a necessidade de qualquer água adicional.
A torneira, presente na pia acoplada, parece ser desencadeada por um sensor, ajudando a garantir que os germes a partir da urina sejam rapidamente lavados antes de ter qualquer chance de serem transferidos para outro lugar.
O projeto tem como objetivo ajudar a tornar os mictórios mais sustentáveis no uso da água, ao mesmo tempo em que incentiva os usuários a lavarem as mãos logo após a utilização.
Esta reutilização ajuda a reduzir os gastos com água para que o toalete esteja sempre limpo. Normalmente usa-se água limpa para lavar um mictório e a que é usada para lavar as mãos simplesmente se transformam em resíduos. Ao permitir que a água da lavagem, relativamente limpa, seja reutilizada no sistema, reduz-se drasticamente a quantidade necessária para garantir a higienização do local. Com informações do Coroflot.
Redação CicloVivo
O conceito de mictório, criado pelo coreano e designer industrial Jang Wooseok ajuda a economizar no consumo de água e promove a boa higiene. O projeto foi denominado “King Of Urinal”.
Cada urinol possui uma pia acoplada à parte superior, que permite ao utilizador limpar as mãos imediatamente após o uso. A água utilizada na lavagem escorre naturalmente pela fresta e é então reutilizada para lavar o urinol – fazendo a função de uma descarga, sem a necessidade de qualquer água adicional.
A torneira, presente na pia acoplada, parece ser desencadeada por um sensor, ajudando a garantir que os germes a partir da urina sejam rapidamente lavados antes de ter qualquer chance de serem transferidos para outro lugar.
O projeto tem como objetivo ajudar a tornar os mictórios mais sustentáveis no uso da água, ao mesmo tempo em que incentiva os usuários a lavarem as mãos logo após a utilização.
Esta reutilização ajuda a reduzir os gastos com água para que o toalete esteja sempre limpo. Normalmente usa-se água limpa para lavar um mictório e a que é usada para lavar as mãos simplesmente se transformam em resíduos. Ao permitir que a água da lavagem, relativamente limpa, seja reutilizada no sistema, reduz-se drasticamente a quantidade necessária para garantir a higienização do local.
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segunda-feira, 2 de abril de 2012

São Paulo ganha primeiras escolas de bicicleta


01/04/2012 10:32


Alunos de todos os CEUs vão passar por curso de formação de ciclistas urbanos em veículos sustentáveishttp://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/17588/Sao+Paulo+ganha+primeiras+escolas+de+bicicleta
THAÍS NUNES
thais.nunes@diariosp.com.br
São Paulo é a primeiro cidade do mundo a formar jovens ciclistas urbanos . O programa “Escolas de Bicicleta”, mantido pela Secretaria Municipal de Educação, teve início neste sábado e vai muito além do pedalar.
Os 4,7 mil alunos participantes do projeto não vão só aprender a manter o equilíbrio em cima das bikes, mas a dominar legislação de trânsito, entender a história e importância da bicicleta como meio de transporte e receber noções de como consertar as “magrelas”.
As Escolas de Bicicleta estarão presentes nos 45 CEUs (Centros Educacionais Unificados) da cidade e no Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis, Zona Sul, onde aconteceu a inauguração do projeto com pedalada coletiva pelo bairro, gincanas com alunos e show dos cantores Max de Castro e Simoninha.
“Nas periferias, onde os CEUs estão localizados, a bicicleta é um meio de transporte muito usado. Vamos ensinar as crianças a pedalar com segurança e a entender conceitos de sustentabilidade”, explica o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider.
Até o fim de 2012, cada CEU terá 100 alunos ciclistas, entre 12 e 14 anos, que farão diariamente o trajeto de casa até a escola em comboios de 15 a 25 estudantes. As bicicletas usadas no projeto são feitas de bambu, inéditas no Brasil. Neste mês, inicia-se o treinamento dos 92 monitores do projeto. Os alunos começarão a pedalar na segunda quinzena de abril. 

Brasil paga 'alto preço ecológico' pelo crescimento, dizem analistas


Ativos do 'capital natural' do País foram reduzidos quase pela metade nos últimos 20 anos

28 de março de 2012 | 10h 53


Efe
Índia e Brasil estão pagando um "alto preço" ecológico por conta de seu rápido crescimento econômico nos últimos anos, afirmaram nesta quarta-feira, 28, alguns analistas em meio ambiente, que estão reunidos em Londres na conferência Planet Under Pressure.
Entre 1990 e 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil aumentou 34% e o da Índia 120%, um resultado que pode ser tendencioso, afirmaram os cientistas e economistas reunidos. A convenção de Londres é um encontro prévio à Rio+20, cúpula das Nações Unidas, que será realizada no mês de junho, no Rio de Janeiro.
Mas em contraste com a renda per capita, o "capital natural" de ambos os países, que inclui todos seus "ativos" - desde florestas até combustíveis fósseis e minerais -, foi reduzido neste mesmo período 46% no Brasil e 31% na Índia.
No terceiro dia do encontro mundial sobre ecologia, os analistas propuseram uma medida alternativa ao PIB, batizada como Índice de Riqueza Detalhado, que compreende o "capital natural, humano e manufaturado" do país. De acordo com esse índice, o Brasil e a Índia, supostamente duas das economias emergentes mais potentes do planeta, cresceram apenas 3% e 9%, respectivamente, em 18 anos.
"Os casos do Brasil e da Índia ilustram como o Produto Interno Bruto pode ser impreciso como índice para avaliar o progresso econômico a longo prazo", apontou o professor da Universidade das Nações Unidas (UNU) Anantha Duraiappah.
O economista ressaltou que "um país pode extinguir totalmente seus recursos naturais e registrar ao mesmo tempo um crescimento do PIB" e, por isso, defendeu a necessidade de priorizar um indicador que compreenda todos os aspectos necessários para o "bem-estar humano", incluindo os fatores sociais e ecológicos.
Duraiappah adiantou que durante a cúpula do Rio de Janeiro será apresentado pela primeira vez os dados sobre a Riqueza Detalhada de 20 países, entre Chile, Colômbia, Equador, Venezuela, Alemanha, Japão, Rússia e Estados Unidos, além da própria Índia e do Brasil.
"Até que os indicadores usados para medir o progresso mudem para poder avaliar a sustentabilidade a longo prazo, o planeta e seus habitantes continuarão sofrendo o peso de políticas de crescimento de curto alcance", declarou Pablo Muñoz, diretor cientista do grupo de trabalho que desenvolverá os índices de Riqueza Detalhada.
Yvo de Boer, o antigo responsável do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática das Nações Unidas, ressaltou que o setor privado deve adaptar seu modelo de negócio aos desafios que serão apresentados nas próximas décadas.
"A escassez sem precedentes de recursos naturais, a alta do preço dos alimentos, os problemas de segurança energética e o crescimento da população, que deverá alcançar os 10 bilhões em 2100, são os principais desafios para a economia global", aponta De Boer. O especialista em mudança climática afirmou que, se as companhias tivessem que pagar o custo ambiental de suas atividades, teriam perdido 41% de seus lucros em 2010.