domingo, 16 de janeiro de 2011

Aviso da Natureza: Revisão do Código Florestal pode legalizar área de risco e ampliar chance de tragédia



Revisão do Código Florestal pode legalizar área de risco e ampliar chance de tragédia



http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1601201101.htm



Texto no Congresso deixa de considerar topo de morro como área de preservação e libera a construção nas encostas



Locais como esses foram os mais afetados pelos deslizamentos que mataram mais de 600 pessoas no Rio
VANESSA CORREA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

EVANDRO SPINELLI

DE SÃO PAULO



As mudanças propostas pelo projeto de alteração do Código Florestal -pensadas para o ambiente rural e florestas- ampliam as ocupações de áreas sujeitas a tragédias em zonas urbanas.

O texto em tramitação no Congresso deixa de considerar topos de morros como áreas de preservação permanente e libera a construção de habitações em encostas.

Locais como esses foram os mais afetados por deslizamentos de terra na semana passada na região serrana do Rio, que mataram mais de cinco centenas de pessoas.

O projeto ainda reduz a faixa de preservação ambiental nas margens de rios, o que criaria brecha, por exemplo, para que parte da região do Jardim Pantanal, área alagada no extremo leste de São Paulo, seja legalizada.

A legislação atual proíbe a ocupação em áreas de encostas a partir de 45 de inclinação, em topo de morro e 30 metros a partir das margens dos rios -a distância varia de acordo com a largura do rio.

A proposta já foi aprovada por uma comissão especial e deve ser votada pelo plenário da Câmara em março. Se aprovada, vai para o Senado.



PARA QUE SERVE

Nos morros, o objetivo da lei atual é preservar a vegetação natural, que aumenta a resistência das encostas e reduz deslizamentos de terra.

Nas margens dos cursos d'água -rios, córregos, riachos, ribeirões etc.-, a área reservada visa preservar as várzeas, espaços onde os alagamentos são naturais nas épocas das chuvas fortes.

Boa parte da legislação não é cumprida, principalmente nas cidades. Mas as prefeituras, responsáveis por fiscalizar as regras e impedir a ocupação dessas áreas, têm os dispositivos à disposição.

Mesmo que a ocupação irregular ocorra, os limites atuais facilitam a remoção sem necessidade, por exemplo, de desapropriação de terras, afirma Marcio Ackermann, geógrafo e consultor ambiental, autor do livro "A Cidade e o Código Florestal".

Ele diz que as áreas de preservação permanente previstas no Código Florestal coincidem, na maioria, com as áreas de risco de ocupações.

Ackermann cita como exemplo os locais onde morreram pessoas na semana passada em Mauá (Grande SP), e Capão Redondo (zona sul de SP). O mesmo ocorre, diz, na maioria dos locais atingidos pelos deslizamentos na região serrana do Rio.



CRÍTICAS

O secretário do Ambiente do Estado do Rio, Carlos Minc, critica as mudanças. "O que ocorreu no Rio -[já] tinha acontecido antes em Santa Catarina e outras áreas- mostra um pouco onde leva essa ocupação desordenada das margens de rios e das encostas. Eu acho que isso mostra a irresponsabilidade dessa proposta", diz.

O relator do projeto de revisão do Código Florestal, deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP), nega mudança nas regras de ocupação das cidades, embora o texto fale, com todas as letras, sobre regularização fundiária em áreas urbanas consolidadas.

Rebelo critica Minc, de quem é desafeto. "Não é por acaso que acontece essa tragédia no Rio, é por causa de secretários incompetentes e omissos como Carlos Minc."




Dilma afirma que moradia em área de risco ‘é regra’ no Brasil


http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/01/110113_dilma_nova_jc_jf.shtml

Júlia Dias Carneiro




Da BBC Brasil no Rio de Janeiro





A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira em uma coletiva, após sobrevoar as três cidades no Rio de Janeiro mais afetadas pelas chuvas, que “a moradia em áreas de risco no Brasil é a regra, e não a exceção”.



Segundo a Agência Brasil, que cita informações das prefeituras dos municípios afetados, os deslizamentos já deixaram mais de 450 mortos na região serrana do Rio.



“Houve no Brasil um absoluto desleixo em relação à população de baixa renda, que não tinha onde morar e foi morar aonde? Em fundo de vale, beira de rio, beira de córrego e no morro”, afirmou a presidente.



Também presente à coletiva, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse que as três cidades fluminenses mais afetadas pelas enchentes (Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis) sofriam efeitos de governos municipais anteriores.



“Não quero culpar um ou outro prefeito anterior a eles. Mas, da década de 80 para cá, essas três cidades tiveram um processo muito semelhante ao que houve no Rio e em outras regiões, que é a desgraça do populismo, a permissividade de deixar ocupações irresponsáveis, como se fossem aliados dos mais pobres.”



Políticas habitacionais





Dilma disse que pretende atacar o problema habitacional no Brasil por meio de investimentos públicos. Ela citou o programa federal Minha Casa, Minha Vida, iniciado na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e disse que criaria uma segunda edição do programa.



Ainda assim, segundo a presidente, a prioridade atual é atender as vítimas dos deslizamentos.



“De fato é um momento muito dramático, as cenas são muito fortes, o sofrimento das pessoas é visível, e o risco é muito grande. Agora é a fase de garantir que, através da ação concertada do governo federal, do Estado e dos municípios, possamos socorrer”, disse Dilma.



“Depois vamos entrar no momento da reconstrução”, completou.



Ela afirmou ainda que, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento, R$ 11 bilhões serão destinados à drenagem e à prevenção de deslizamentos nas encostas de cidades brasileiras.



Nova Friburgo



Após o voo, Dilma desceu num campo de futebol em Nova Friburgo e, acompanhada por seis ministros e por Cabral, visitou uma praça coberta de lama e lixo no centro da cidade.



Em seguida, a presidente conversou com moradores da cidade, uma das mais atingidas pelos deslizamentos.



De acordo com a Defesa Civil do Rio, há cerca de 5 mil famílias desabrigadas ou desalojadas em Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis.



Em seu discurso, a presidente afirmou que todas as famílias desalojadas teriam acesso ao benefício de aluguel subsidiado e que a parcela mensal do Bolsa Família seria antecipada para todos os moradores cadastrados das três cidades.



Segundo a presidente, o governo federal também está atento à situação das chuvas em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Espírito do Santo. Dilma disse que se empenharia para que verba federal de R$ 780 milhões destinada aos Estados mais afetados pelas chuvas seja liberada da forma mais “rápida e menos burocrática possível”.



Saúde



O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira que o repasse previsto de R$ 9 milhões para os municípios de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis será antecipado.



Padilha também disse que o Ministério da Saúde arcará com os custos de dois hospitais de campanha que estão sendo montados pela Marinha e pelo governo do Rio na região serrana do Estado.



Ainda segundo o ministro, os seis hospitais federais do Rio suspenderam as cirurgias eletivas para atender as vítimas dos deslizamentos.





Entenda as causas da tragédia no Rio


Infográfico mostra como a chuva faz a terra ceder; centenas morreram na região serrana do Estado

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/entenda+as+causas+da+tragedia+no+rio/n1237948569874.html
 




A FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL É UMA MEDIDA IMPOPULAR, MAS NECESSÁRIA PARA COIBIR AS OCUPAÇÕES IRREGULARES EM ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (E TRAGÉDIAS FUTURAS)





OPERAÇÃO DEFESA DAS ÁGUAS




Guarda Ambiental faz sobrevôo com vistas a coibir invasão em área de proteção




Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/seguranca_urbana/defesa_das_aguas/noticias/?p=19057

A Guarda Ambiental, Agentes da Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) e das Subprefeituras realizam sobrevôos em áreas de mananciais, com vistas a combater às construções irregulares.



Segundo o Inspetor Edson Hugo de Andrade Lopes que participou de um sobrevôo, em junho na região de Parelheiros, o recurso é um complemento importante aos outros meios de fiscalização como as rondas e a participação da comunidade que faz denúncias pelos telefones 156 ou 153. “Através dos vôos, detectamos depredações ambiental ou invasões na mata que muitas vezes não são vistas por terra. Nestes casos acionamos as equipes que atuam nas proximidades”.



De acordo com o balanço da Operação Defesa das Águas, em 36 meses de atuação foram realizados 4.937 desfazimentos de construções irregulares de moradia, comércio, outros estabelecimentos como depósitos clandestinos de lixo e sucata, criadoros de animais foram fechados; dezenas de moto-serras, machados, caminhões, tratores e betoneiras utilizados na prática de crimes ambientais foram confiscados.



No último ano, foram registradas 6.297 ocorrências pela GCM Ambiental com prisões em flagrante envolvendo grileiros e loteadores clandestinos junto com a Policia Civil, além de notificações e multas de mais de R$ 11, 6 milhões feitas junto com as Subprefeituras e Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.



Segundo o Secretário Municipal de Segurança Urbana, Edsom Ortega, a parceria com a SVMA e Subprefeituras tem contribuído na identificação das áreas ocupadas irregularmente e no impedimento de novas construções ilegais nas áreas de proteção ambiental. Com isso, ganham a cidade e os munícipes que contribuem para a preservação dos nossos mananciais e melhor qualidade de vida, lembra Ortega.



Para um trabalho mais efetivo, a GCM Ambiental atua em toda a cidade de São Paulo com 72 viaturas, motos, pickapes (modelo 4 x 4), além da parceria com o corpo de bombeiros e com a EMAE para uso de barcos nas áreas de Proteção Ambiental das regiões da Guarapiranga e Billings, Cantareira e Varzea do Tiete.



Operação Defesa das Águas



A Operação Defesa das Águas é um conjunto de medidas da Prefeitura de São Paulo e do Governo do Estado e foi criada em 2007 para controlar, recuperar os mananciais Guarapiranga, Billings e entorno das matas, córregos e nascentes e Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e de Preservação Permanente (APPs), nas Zonas Sul, Norte e Leste.



As ações são coordenadas por um Grupo Executivo formado por órgãos da Prefeitura (Secretarias do Verde e Meio Ambiente, da Segurança Urbana e da Guarda Civil Metropolitana, das Subprefeituras, de Governo, da Habitação) do governo do Estado (Secretarias do Meio Ambiente, Saneamento e Energia/Sabesp/EMAE, Habitação/CDHU, e Segurança Pública), e entidades da sociedade civil.



Texto: Ivonete Pereira



Colaborou: Glaucia Arboleya e Fátima Brito





GCM de Itaquera apoia desfazimento em área ambiental





29/11/2010 13h32




A ação, que aconteceu em 26/11, faz parte da Operação Defesa das Águas (ODA) – convênio entre o Estado e a Prefeitura de São Paulo para proteger e recuperar áreas de mananciais, ambientais e de interesse público - contou com 20 guardas, além de agentes da Defesa Civil, da Secretaria do Verde e Meio Ambiente e do serviço operacional da Subprefeitura. A demolição de 11 casas em construção, localizadas em área de preservação ambiental, aconteceu de forma pacífica.



A região além de ser área de proteção ambiental, é considerada de risco pela Defesa Civil por ser íngreme. No período de chuvas pode ocorrer deslizamentos.



A Guarda Ambiental, criada para fiscalizar os perímetros prioritários da ODA – áreas propícias a crimes ambientais, alerta aos munícipes que antes de construir ou adquirir terrenos, é necessário consultar a subprefeitura da região para saber a procedência do local.



A população também pode ajudar no combate deste crime, basta ligar para a GCM 153.



Texto: Monique Côrrea




Curso Capacitação em Meio Ambiente - APA Bororé -Colônia









Apostilas: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/publicacoes_svma/index.php?p=4147




sábado, 15 de janeiro de 2011

CONSTRUÇÃO ECOLOGICAMENTE CORRETA

Construção Ecologicamente correta
Helô Coimbra




 
Falando em construção civil, terra, bambu e madeira parecem coisa do passado? Pelo contrário. É exatamente desses materiais que abusam as casas e até prédios que começam a surgir nos EUA, Austrália e Europa. O uso desses materiais reflete a tendência de vanguarda da arquitetura que é a construção ecologicamente correta.



Veja alguns exemplos: 20% das novas casas, na Austrália, são de taipa de pilão. Na Califórnia, os mais ricos constróem mansões com técnicas semelhantes às utilizadas nas casas de pau-a-pique do interior do Nordeste. O estado de Nova Iorque criou um programa de dedução de impostos para incentivar a construção de edifícios ecologicamente corretos, num total de 25 milhões de dólares a serem utilizados até 2004. Na Holanda, as 10 torres que abrigam os 2.500 funcionários da sede do ING Group, no sudeste de Amsterdã, construídas em 1987, continuam sendo referência quando se trata de green building , ou construção verde. E o bom senso ecológico está chegando ao terceiro mundo: na Colômbia e na Costa Rica, o bambu substitui o concreto em casas e até em prédios.



Parece que, ao contrário do que muitos imaginavam, no futuro, as casas em que vivemos e os escritórios em que trabalhamos, vão ser projetados para funcionar como organismos vivos, especificamente adaptados ao local e capazes de suprir todas as suas necessidades de água e energia, a partir do sol, do vento e da chuva. A arquitetura do futuro vai se inspirar não nas máquinas do século 20, mas nas flores que crescem ao nosso redor.



O que é construção verde? – As construções têm um impacto tremendo sobre o meio ambiente, tanto durante a obra quanto funcionando, depois de concluídas. Construção verde é uma série de estratégias de utilização do solo, projeto arquitetônico e construção em si, que reduzem o impacto ambiental. Os benefícios decorrentes de construir verde incluem:





Menor consumo de energia,



Proteção dos ecossistemas e



Mais saúde para os ocupantes.



A Environmental Building News, revista on-line especializada no assunto, traz inclusive uma lista de prioridades para a construção verde ou sustentável:



1. Poupe energia projete e construa edificações de baixo consumo – O consumo contínuo de energia de uma construção é provavelmente o seu maior impacto ambiental. Alguns fatores importantes são o isolamento térmico, janelas de alto desempenho, iluminação natural, recursos renováveis de geração de energia e equipamentos de baixo consumo.



2. Recicle construções já existentes aproveitando a sua infra-estrutura em vez de ocupar novos espaços As construções já existentes são muitas vezes fontes riquíssimas de recursos materiais e culturais. Em muitos casos, o trabalho e a qualidade dos materiais utilizados são quase que impossíveis de serem duplicados atualmente o que faz com que a restauração seja ainda mais desejável. No entanto, não ignore a prioridade 1 e manuseie de forma adequada os materiais perigosos muitas vezes presentes nessas construções.



3. Pense em termos de comunidade Para reduzir o impacto ambiental, a questão do transporte merece atenção. Mesmo que seja extremamente eficiente em termos de consumo de energia, até a mais passiva das casas equipadas com energia solar trará um forte impacto ambiental se seus ocupantes tiverem que percorrer quilômetros e quilômetros de carro para o trabalho. As restrições do zoneamento urbano muitas vezes mais atrapalham do que ajudam a diminuir o impacto ambiental. Considere o transporte público, facilite o trânsito de pedestres e de bicicletas.



4. Diminua o consumo de material – Otimize o projeto para aproveitar espaços reduzidos e utilizar materiais com mais eficiência. Quando se trata do meio ambiente, menor é melhor e sejam quais forem os materiais utilizados, é quase sempre melhor usar menos desde que isso não comprometa a durabilidade ou integridade estrutural da construção. Diminuindo a área superficial de uma construção, você diminui o consumo de energia. Diminuir o desperdício, além de ajudar o meio ambiente, reduz o custo. Procure aproveitar bem o espaço e simplifique a geometria da edificação para poupar energia e materiais.



5. Proteja e melhore o local – Preserve ou restaure o ecossistema e a biodiversidade Nos ecossistemas frágeis ou significativos, esta pode ser a prioridade número 1. Proteja os mangues e outras áreas ecologicamente importantes numa parte da área que será construída. Em alguns casos, é preciso avaliar bem se a construção deve realmente ser feita. Nas áreas ecologicamente danificadas, procure reintroduzir as espécies nativas. Proteja as árvores e a camada superior do solo durante a obra. Evite o uso de pesticidas. Quando houver tratamento de esgoto no local, aja com responsabilidade no que se refere aos despejos. Existem muitas boas novidades nesta área.



6. Escolha materiais de baixo impacto A maior parte, mas nem todo o impacto ambiental causado pelo material de construção, já aconteceu quando esses materiais são usados. As matérias primas foram extraídas do solo ou das florestas, poluentes foram emitidos durante a fabricação e energia foi gasta durante a produção. Alguns materiais, como os que destroem a camada de ozônio, continuam poluindo durante o seu uso. E alguns materiais têm um forte impacto ambiental na hora do descarte. Evite os materiais que geram poluição durante a fabricação; use materiais de baixo consumo de energia na extração da matéria prima, industrialização e transporte; prefira materiais reciclados; evite materiais que consomem recursos naturais limitados. Evite os materiais feitos com produtos tóxicos ou perigosos.



7. Maximize a longevidade projete com durabilidade e adaptabilidade quanto mais tempo uma construção dura, maior o período durante o qual o seu impacto ambiental pode ser amortizado. Quando construir para durar, não esqueça de pensar em como a edificação pode ser modificada para se adaptar a novas necessidades. Escolha materiais duráveis. Construa de forma a evitar a decomposição prematura. Pense na manutenção e substituição dos componentes menos duráveis. Projete uma edificação adaptável, principalmente se ela tiver propósitos comerciais. Considere a estética e prefira a idéia da arquitetura atemporal .



8. Poupe água – Projete edificações de baixo consumo Instale tubulações e equipamentos de baixo consumo. Colete e utilize a água da chuva. Separe a água de pias e chuveiros (as chamadas águas cinzas) e reutilize na irrigação de jardins.



9. Torne a construção saudável Crie um ambiente interno seguro e confortável Os ambientes interno e externo estão totalmente relacionados e qualquer construção verde deve garantir a saúde de seus ocupantes. Projete o sistema de distribuição de ar para que a limpeza e manutenção sejam fáceis. Evite equipamentos mecânicos que possam introduzir gases de combustão. Controle a umidade para evitar o mofo. Evite materiais que liberam poluentes. Permita que a luz do dia penetre no maior número possível de ambientes. Providencie ventilação contínua. Dê aos ocupantes algum controle sobre o ambiente como o controle do aquecimento e da iluminação.



10. Minimize o desperdício de construção e demolição Em se tratando de cada vez mais materiais, a separação e reciclagem está compensando, economicamente. Separe os refugos de construção e demolição para reciclagem. Doe o material reutilizável para organizações sem fins lucrativos ou outros grupos comunitários para que possam ser usados.



11. Deixe o seu negócio verde minimize o impacto ambiental do seu negócio. Divulgue e fale sobre o assunto. Use veículos de baixo consumo para a empresa, incentive o uso do transporte público e a carona. Use papel reciclável. Use o projeto para educar clientes, colegas, prestadores de serviço e o público em geral sobre o impacto ambiental das edificações e como diminuí-lo.



Bambu, o material nobre



da construção ecológica



De todos os materiais renováveis utilizados na construção ecológica, o bambu se destaca, por várias razões. Mas principalmente porque é um recurso renovável, com baixo custo de produção e pouco poluente. A partir do terceiro ano após o plantio, o bambu pode ser colhido anualmente – uma árvore demora no mínimo 20 anos para poder ser aproveitada na produção de madeira ou carvão. A utilização do bambu como substituto da madeira pouparia milhões de árvores por ano e, além disso, ele pode ser plantado em áreas onde a agricultura é inviável.



O bambu cresce rapidamente e durante todo o ano. É muito ecológico e mais barato do que a madeira. Outra maravilha que pode ser feita com bambu é papel. A fibra é comprida e cresce depressa, além de ser mais forte do que a de eucalipto. O papel de bambu é mais resistente, e o custo da plantação por hectare é cinco vezes menor do que o custo da produção de eucalipto. Na construção ele também é melhor. Um poste feito com bambu defumado dura 70 anos, mais do que o eucalipto.



Além disso:



1. O bambu suporta mais tração em relação ao seu peso que o aço.



2. O carvão de bambu é eficaz na despoluição de rios e no tratamento de esgoto.



3. Na Colômbia, ele é utilizado para construir casas resistentes a terremotos.



4. Se o bambu desaparecesse de repente da face da Terra, aproximadamente 10% da população asiática ficaria desabrigada.



5. Cerca de 2 milhões de toneladas de broto de bambu são consumidos por ano.



6. O Brasil é o único país das Américas a ter uma grande indústria de papel de bambu, plantado principalmente no Maranhão.



7. O bambu tem alta concentração de substâncias antioxidantes e cerca de 20% de proteína pura.



Fonte: http://www.ebah.com.br/construcao-ecologicamente-correta-doc-a57748.html



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

OS DESAFIOS DA MUDANÇA CLIMÁTICA E OS PARQUES INUNDÁVEIS




ADAPTAÇÃO NA BAIXADA FLUMINENSE

 


Um ambicioso projeto que o  Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia - Coppe ajudou o governo do Estado do Rio a formatar está sendo implantado na Baixada Fluminense, para proteção contra as enchentes que costumam assolar a região em que vivem 4 milhões de pessoas dispersas em seis municípios: Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita e Belford Roxo.
A macrodrenagem na Baixada é feita por três grandes rios: Pavuna/Meriti, Sarapuí e Iguaçu. Os dois últimos, por correrem em áreas muito planas, são especialmente afetados pela maré, cuja influência se estende por até 20 quilômetros rio acima. Quando ocorre a maré meteorológica, aquela provocada pelas chuvas fortes e pelo aumento transitório do nível do mar, o fenômeno se acentua. O resultado são enchentes que afetam bairros e loteamentos inteiros, em geral em áreas muito carentes.
O projeto, iniciado em 2007 e previsto para durar até pelo menos 2012, é uma coleção de obras variadas, que incluem drenagem, uma barragem, pôlderes como os que existem na Holanda e uma criativa urbanização das margens dos rios: os trechos mais sujeitos a alagamento serão transformados em parques inundáveis. Nos dias de tempo bom, os parques serão áreas de lazer para a população.
Nos dias de chuva forte, ficarão inundados mesmo, como quer a natureza.
“Esses parques só têm um tipo de necessidade especial: cessada a tempestade, as prefeituras terão de providenciar a limpeza. Exatamente como ocorre com as ruas”, explica Paulo Canedo, do Programa de Engenharia Civil. Há também parques não inundáveis que ajudam a mitigar os efeitos das fortes chuvas.
Na primeira etapa do projeto, 3,5 mil famílias moradoras de áreas de alto risco de inundação serão reassentadas em conjuntos habitacionais. Em outras áreas, os ocupantes permanecerão onde estão. Mas, em todas as zonas ribeirinhas, as margens dos rios estão sendo arborizadas e urbanizadas de forma a desestimular novas ocupações com moradias.
Onde não há parques, haverá pelo menos uma ciclovia.
Embora o projeto tenha sido concebido para lidar com as enchentes que ocorrem hoje, algumas obras já foram dimensionadas para eventos extremos relacionados com as mudanças climáticas, sendo dimensionadas completamente para uma possível elevação do nível médio do mar nos próximos 25 anos. “Não quer dizer que toda a Baixada esteja protegida por 25 anos, pois esse dimensionamento só foi feito para algumas obras, aquelas cuja vida útil será mais longa”, avisa Canedo.
Um fator que contribui para as enchentes na Baixada – o lixo jogado nos rios e córregos – não está perfeitamente contemplado no projeto. Este foi montado pelo governo estadual, ao passo que o recolhimento e a disposição do lixo são atribuições das prefeituras. Mas como o clima não respeita limites geográficos ou políticos, a Coppe já propôs a criação de uma agência intermunicipal na Baixada para resolução de problemas que não podem ser resolvidos pelo estado nem por um município isoladamente. Entre esses problemas estão o lixo e a macrodrenagem, tendo em vista
que um mesmo rio corta vários municípios.
Outro caso a ser destacado é o transporte coletivo.
Canedo aposta nos impactos positivos do projeto na vida diária das populações pobres da região. “Trabalhamos na Baixada há muitos anos e observamos o empobrecimento crônico das populações que viviam em áreas de enchentes.
A pessoa tinha um sofá de três lugares, vinha a chuva e o destruía. Ela não conseguia mais comprar sofá de três lugares, comprava de dois. Vem a chuva e o leva. E assim vai, cada ano sempre pior do que o que passou”, relata o professor.
Ele assegura que, protegidos agora dessas perdas e tendo seus bairros valorizados pelas obras contra as enchentes, esses cidadãos recuperam a capacidade de poupar e de investir em benfeitorias em suas moradias e em pequenos negócios, ainda que informais, como bares e mercadinhos.
“No entanto, o mais importante é que eles recuperam a esperança, a capacidade de sonhar e fazer projetos para o futuro. Todo mundo se sustenta na esperança, menos quem vive no empobrecimento crônico”, lembra o professor.



Coppe lança revista sobre os desafios das mudanças climáticas





http://www.planeta.coppe.ufrj.br/artigo.php?artigo=1293

A Coppe acaba de lançar a revista Clima & Energia: a Coppe e os desafios da mudança climática. A publicação traz estudos e pesquisas desenvolvidos por professores e pesquisadores que apontam propostas e ações para enfrentar os impactos presentes e futuros do aquecimento global.

Dividida em seis capítulos, a revista mostra a contribuição da engenharia na busca de soluções para mitigação das emissões dos gases responsáveis pelo aquecimento global e adaptação dos impactos da mudança do clima e suas variações. Também revela a opinião de especialistas sobre um dos maiores desafios do século: conciliar energia e clima, uma equação complexa que está na raiz da intensificação do aquecimento global que ameaça mudar o clima do planeta, com graves consequências para a humanidade.

A versão online da revista está disponível no site da Coppe






Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia - Coppe/UFRJ

http://www.coppe.ufrj.br/coppe/apresentacao.htm

A Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia – nasceu disposta a ser um sopro de renovação na universidade brasileira e a contribuir para o desenvolvimento do país. Fundada em 1963, a instituição que ajudou a criar a pós-graduação no Brasil foi fundada pelo engenheiro Alberto Luiz Coimbra e teve como embrião o curso de mestrado em Engenharia Química da então Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).



Ao longo de quatro décadas, a Coppe tornou-se o maior centro de ensino e pesquisa em engenharia da América Latina. A instituição, que possui 12 programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), já formou mais de 11, 5 mil mestres e doutores e conta hoje com 320 professores doutores em regime de dedicação exclusiva, 2.600 alunos e 350 funcionários, entre pesquisadores e pessoal técnico e administrativo. Para atender às demandas de sua crescente produção científica e o desenvolvimento de projetos de pesquisa contratados, conta com 116 modernos laboratórios, que formam o maior complexo laboratorial do país na área de engenharia.



O padrão de excelência se reflete na produção acadêmica. Anualmente são defendidas na instituição cerca de 200 teses de doutorado e 400 dissertações de mestrado. Seus pesquisadores publicam por ano, em média, 1.500 artigos científicos em revistas e congressos, nacionais e internacionais. Na última avaliação da Capes, oito dos 12 cursos da Coppe obtiveram os conceitos 6 e 7, os mais altos do sistema, atribuídos a cursos com desempenho equivalente aos dos mais importantes centros de ensino e pesquisa do mundo. Dos dez cursos de pós-graduação de engenharia oferecidos no país que obtiveram conceito 7, seis são da Coppe.



Recentemente, a instituição criou áreas temáticas integradoras, entre elas engenharia da saúde, engenharia molecular e nanotecnologia, com a finalidade de incentivar atividades transversais de ensino e pesquisa.



No cenário internacional, possui projetos em cooperação com várias instituições científicas de renome mundial e tem em seus quadros docentes que integram comitês e entidades de pesquisa de vários países. Seis de seus professores participaram do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, entidade que em 2007 foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz.



Em janeiro de 2009, inaugurou o Centro Brasil- China de Mudança Climática, Energia e Tecnologias Inovadoras, que tem como objetivo promover a cooperação tecnológica e acadêmica entre a Coppe e a Universidade de Tsinghua, principal universidade chinesa na área de engenharia.



Criado com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Centro está sediado na Universidade de Tsinghua, em Pequim, onde mantém um escritório para coordenar suas atividades e estabelecer contatos com empresas brasileiras e chinesas potencialmente interessadas nas tecnologias que serão desenvolvidas em conjunto.



Apoiada nos três pilares que desde sempre a norteiam – a excelência acadêmica, a dedicação exclusiva de professores e alunos, e a aproximação com a sociedade –, a Coppe destaca-se como centro irradiador de conhecimento, de profissionais qualificados e de métodos de ensino, servindo de modelo para outras universidades e institutos de pesquisa em todo o país.





Compromisso com o País e com a sociedade



Ciente da importância do papel da ciência e da tecnologia para o desenvolvimento do país, a Coppe criou uma estrutura voltada para a gestão de convênios e projetos. Desde que foi inaugurada, em 1970, a Fundação Coppetec já administrou mais de 10 mil convênios e contratos com empresas, órgãos públicos e privados e entidades não-governamentais nacionais e estrangeiras.



A parceria com a Petrobras, que completou 30 anos em 2007, foi o primeiro grande convênio de cooperação celebrado entre a empresa e uma universidade. Em 1985, já havia em operação 33 plataformas fixas projetadas no Brasil com base no trabalho dessa parceria, que virou referência internacional e ajudou a erguer a tecnologia que hoje dá ao país a liderança mundial da exploração e produção de petróleo em águas profundas. O Brasil economizou bilhões de dólares em divisas e conquistou a autossuficiência em petróleo.



Confirmando a capacidade de antecipar soluções tecnológicas para as demandas que se apresentarão no futuro, pesquisadores da Coppe já estão trabalhando em novas tecnologias que apoiarão a Petrobras e o governo brasileiro na exploração de petróleo na camada do pré-sal. http://www.coppe.ufrj.br/img/coppe_pre-sal.pdf



A Coppe foi pioneira na aproximação da academia com a sociedade. Transformando resultados em riquezas para o país, criou em 1994 a Incubadora de Empresas, cuja atuação já favoreceu a entrada de 90 serviços e produtos inovadores no mercado. Por ela passaram 31 empresas, que já ganharam autonomia, e outras 15 estão ali abrigadas.



Acreditando que a universidade brasileira pode ter uma importante colaboração na criação e no fortalecimento de empreendimentos inovadores que introduzem novos produtos, processos e serviços diferenciados no mercado consumidor, a Coppe criou o Idea, um projeto que conta com o apoio do Sebrae e tem como objetivo para estimular alunos e pesquisadores a transformar os resultados de suas pesquisas em produtos e novos negócios.



A instituição também colocou a engenharia e suas tecnologias para enfrentar a pobreza e as desigualdades sociais, lançando uma ponte entre o Brasil dos incluídos e o dos excluídos. Para atuar nessa frente de trabalho, inaugurou em 1995 a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, que já criou milhares de postos de trabalho e se tornou referência, tendo seu modelo replicado em outros estados e países.



A Coppe se transformou em referência sem perder a essência que deu origem a sua história: a ousadia, o espírito crítico, a profunda ligação com a realidade brasileira, o compromisso com a inovação e com o desenvolvimento do Brasil.



Atitude sustentável: Vamos ajudar as vítimas das enchentes no Rio de Janeiro

Está circulando na rede social, a campanha:


"Saiba como ajudar as vítimas de enchentes no Rio"


 
Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Cruz Vermelha montaram postos de doações. Confira telefones e endereços

As fortes chuvas que atingiram a região serrana do Rio de Janeiro fizeram com que as enchentes nas cidades de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo configurassem o maior desastre natural em quase meio século no país. Para ajudar as vítimas dessa tragédia, diversos setores do estado e da sociedade civil já começaram a se organizar e a receber donativos.



Os desabrigados e desalojados precisam de água potável, roupas, cobertores, itens de higiene pessoal, como sabonetes e pasta de dente, e alimentos – de preferência não-perecíveis e prontos para o consumo. Supermercados, rodoviárias, shopping centers, postos da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Cruz Vermelha, e outros pontos de várias cidades do estado se tornaram locais para doação.


 
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) receberá as doações que serão encaminhadas à Defesa Civil para serem distribuídas às vítimas das enchentes. O posto fica na avenida Marechal Câmara, 370, no centro do Rio de Janeiro, e funciona de segunda a sexta-feira, das 10 às 17 horas.



Teresópolis – A prefeitura da cidade de Teresópolis, uma das mais atingidas pelas águas, abriu uma conta exclusiva para receber doações em dinheiro de qualquer valor. A conta corrente foi denominada SOS Teresópolis – Donativos e está disponível no Banco do Brasil, agência 0741-2, conta corrente 110000-9. Ainda em Teresópolis, há um posto no Ginásio Pedrão, na rua Tenente Luiz Meirelles, 211, no centro da cidade. Telefones: (21) 2741-7025 / 2741-1970 / 2742-1994 / 2742-7625



Petrópolis – Em Petrópolis, outro município muito atingido na serra do Rio, foram montados outros três pontos para doação. A Igreja Wesleyana, no Vale do Cuiabá; Igreja de Santa Luzia, na Estrada das Arcas; e no centro de Petrópolis, na sede da Secretaria de Trabalho, Ação Social e Cidadania. Telefones: (24) 2249-4337 / 2249-4221 / 2249-4222 / 2222-2071 / 2246-8954



Nova Friburgo – Na cidade de Nova Friburgo foram montados três pontos para doações. Um no Centro de Assistência Social, no centro da cidade; outro no 6° Grupamento do Corpo de Bombeiros, localizado na Praça da Bandeira, 1.027, bairro Vila Nova; e o terceiro na Sociedade Esportiva Friburguense, na avenida Doutor Galdino do Valle Filho, 35, no centro.



Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal – Todos os batalhões da Polícia Militar do Rio de Janeiro e a Polícia Rodoviária Federal começaram a receber, nesta quinta-feira, as doações para ajuda às cidades devastadas pelas chuvas. Os postos da PFR recebem alimentos e produtos de higiene pessoal e dois deles vão funcionar 24 horas – na BR-116, na altura do pedágio Rio-Magé, e na BR-101, no trecho Casimiro de Abreu. Os outros dois postos, na Rio - Petrópolis e na Rodovia Presidente Dutra, funcionarão das 8h às 17h. Telefones: (21) 2333-2568 / 2333-2369



Corpo de Bombeiros – 106 quarteis do Corpo de Bombeiros instalados em diversos municípios do Rio de Janeiro estão recebendo doações. A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil pede que sejam doados água, alimentos não-perecíveis, fósforos, velas, isqueiros, e produtos de higiene pessoal. Não são necessários roupas e calçados, pois esses itens já estão sendo recolhidos e enviados para as vítimas por outros órgãos e entidades sociais.



Cruz Vermelha – As doações precisam ser entregues na sede na entidade, localizada na Praça da Cruz Vermelha, 1.012, centro do Rio. As pessoas que estiverem interessadas em ajudar a fazer o transporte do material arrecadado até a região serrana, também podem oferecer esse tipo de ajuda. Doações também são aceitas através do depósito na conta da Cruz Vermelha no Banco Real: agência 0201, conta corrente: 1793928-5.


 
A Rodoviária Novo Rio também montou um posto no piso de embarque inferior, que funciona das 9h às 17h, para ajudar na arrecadação. Telefones: (21) 2224-1941



Supermercados – A rede de supermercado Pão de Açúcar também montou postos de arrecadação em todas as 100 lojas do grupo no estado do Rio de Janeiro, que incluem os supermercados Pão de Açúcar, Sendas, Extra, Assaí e ABC Compre Bem.



Viva Rio – A ONG Viva Rio iniciou uma campanha de arrecadação de roupas e mantimentos em todas as unidades das Lojas Americanas e nas estações do metrô de General Osório, Siqueira Campos, Botafogo, Carioca, Glória, Largo do Machado, Catete, Central do Brasil, Saens Peña, Nova América e Pavuna. Outra possibilidade é levar as doações para a sede na Rua do Russel, 76, Glória, ou fazer depósito bancário na conta do Viva Rio: Branco do Brasil, agência 1769-8, conta corrente 411396-9 e CNPJ: 00343941/0001-28. Telefones: (21) 2555-3750 e (21) 2555-3785.



Shopping centers – Shopping centers do Grande Rio receberão doações a partir desta quinta-feira.



Bangu Shopping - Rua Fonseca, 240 - Bangu. Tel.: 2430-5130.

Carioca Shopping - Av. Vicente de Carvalho, 909 - Vila da Penha. Tel.: 2430-5120.

Caxias Shopping - Rodovia Washington Luiz, 2895, Duque de Caxias. Tel: 2430-5110

Passeio Shopping - Rua Viúva Dantas 100 - Campo Grande. Tel.: 2414-0003.

Santa Cruz Shopping - Rua Felipe Cardoso 540 - Santa Cruz. Tel.: 2418-9400.

Shopping Grande Rio - Rodovia Presidente Dutra, 4.200 - São João de Meriti. Tel.: 2430-5111

Via Parque Shopping - Av. Ayrton Senna, 3.000 - Barra da Tijuca. Tel.: 2430-5100.

Shopping Leblon - Av. Afrânio de Melo Franco, 290 - Leblon. Tel.: 2430-5122.



O Boulevard Shopping São Gonçalo, que faz parte de outra rede, também montou um posto de arrecadação, que funcionará no SAC, no 1o andar do estabelecimento.



Hemorio – Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), localizado à rua Frei Caneca, 8, no centro do Rio, recebe doações de sangue. Pode doar quem tiver entre 18 e 65 anos, mais de 50 quilos e estiver bem de saúde. Basta levar um documento oficial de identidade com foto à sede do Hemorio, das 7h às 18h. Informações: 0800-282-0708


 
Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro – O órgão arrecada alimentos não-perecíveis, água mineral, material de higiene pessoal, colchonetes e cobertores, entre outros itens, conforme lista de prioridade sugerida pela Defesa Civil. Todo o material arrecadado será entregue na unidade do Corpo de Bombeiros da Praça da República, no centro do Rio de Janeiro. Os servidores também estão sendo informados da urgência nas doações de sangue para reforço dos estoques do Hemorio.



Sesc/Senac e Fecomércio – As unidades do Sesc Rio e Senac Rio e a sede do Sistema Fecomércio estão coletando água mineral, alimento não-perecível, roupas de cama e banho, material de limpeza e de higiene pessoal e colchões para as vítimas.

 
As unidades do Sesc receberão as doações de terça a domingo, das 9h às 17h.

Fecomércio-RJ - Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo, de segunda a sexta, das 9h às 18h

Sesc Copacabana – Rua Domingos Ferreira, 160

SescTijuca – Rua Barão de Mesquita, 539

Sesc Ramos – Rua Teixeira Franco, 38

Sesc Madureira – Rua Ewbanck da Câmara , 90

Sesc São Gonçalo – Avenida Presidente Kennedy, 755

Sesc Niterói – Rua Padre Anchieta, 56 – Centro

Sesc São João de Meriti – Avenida Automóvel Clube, 66 –

Sesc Nova Iguaçu – Rua Dom Adriano Hipólito, 10 – Moquetá

Sesc Teresópolis – Av. Delfim Moreira, 749 – Centro

Sesc Quitandinha (Petrópolis) – Avenida Joaquim Rolla, 2 – Quitandinha



As unidades do Senac Rio receberão as doações de segunda a sexta, das 9h às 19h e, aos sábados, das 9h às 12h.

Niterói – Rua Almirante Teffé, 680 – Centro

Copacabana – Rua Pompeu Loureiro, 45

Marapendi – Avenida das Américas, 3959 – Barra da Tijuca

Faculdade Senac Rio – Rua Santa Luzia, 735 – Centro

Botafogo – Rua Bambina, 107

 

Site do Inpe traz dados sobre locais atingidos pelas chuvas


Fonte: http://www.mundogeo.com/blog/2011/01/17/site-do-inpe-traz-dados-sobre-locais-atingidos-pelas-chuvas/

Por Alexandre Scussel


18h52, 17 de Janeiro de 2011

Para melhor informar a população sobre as intensas chuvas que têm atingido parte do Sudeste, o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), colocou no ar uma página que traz dados específicos sobre aquela região.






No site, é possível verificar a previsão do tempo para os próximos dias, a precipitação acumulada, dados sobre descargas elétricas, entre outros, além de acessar modelos numéricos que apresentam maior resolução e detalhamento sobre as condições nas áreas mais comprometidas pelas chuvas.






A página traz vídeos da previsão e boletins especiais para as regiões serranas, tendo também acesso para a informação por cidades. Os avisos meteorológicos são constantemente atualizados pela equipe do CPTEC/INPE.


Acesse a nova página do Inpe aqui.


http://www.cptec.inpe.br/sudeste.shtml

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Prefeituras de SP e RJ vão pavimentar ruas com asfalto ecológico

Prefeitura de SP vai pavimentar oito ruas com asfalto ecológico

Outras 44 vias serão recapeadas com recursos na ordem de R$ 19,4 mi

iG São Paulo
01/12/2010 15:18



A Prefeitura de São Paulo vai pavimentar oito ruas da cidade com asfalto ecológico a partir da primeira quinzena deste mês. As vias beneficiadas ficam nas regiões das Subprefeituras do Butantã, Freguesia/Brasilândia e São Miguel. O novo material, composto por resíduos de obras e demolições, será utilizado para asfaltar 2,6 quilômetros de extensão. O asfalto será usado em duas das camadas que compõem o pavimento.



De acordo com a Secretaria das Subprefeituras, foram investidos cerca de R$ 2 milhões no projeto. A utilização do produto pode refletir em uma economia de até 40% em relação ao asfalto já utilizado. A Prefeitura planeja usar esse tipo de asfalto em outros pontos da capital, em locais a serem definidos.



Ainda nesta semana, a prefeitura anunciou o recapeamento de 44 ruas e avenidas a partir da próxima semana. Segundo a pasta, serão destinados R$ 19,4 milhões para a recuperação de 42 km de vias. Entre elas estão as avenidas Luis Carlos Berrini, no trecho entre a Dr. Chucri Zaidan e a Bandeirantes; Brigadeiro Faria Lima, da Rebouças até Cidade Jardim; e a avenida Morumbi, da Dr. Chucri Zaidan até a Santo Amaro.


Rio faz testes com asfalto ecológico em ruas e estradas


20/12/2010

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/rio-faz-testes-com-asfalto-ecologico-em-ruas-e-estradas
Uso do material é um teste para que os técnicos possam conhecer a forma de produzir e aplicar o revestimento

Os governos municipal e estadual do Rio estão investindo em tecnologias ecológicas para pavimentação de ruas e estradas. Na semana passada, a Secretaria Municipal de Obras aplicou um pigmento verde em um trecho de 350 m² da Estrada Dona Castorina, no Jardim Botânico. O uso do material é um teste para que os técnicos possam conhecer a forma de produzir e aplicar o revestimento, que tem como vantagem tornar o asfalto mais resistente à deformação.


A intenção da Prefeitura é empregar o asfalto colorido em ciclovias e parques. A pigmentação, que pode ser azul, verde, amarela, vermelha ou branca, é feita com temperaturas abaixo de 140ºC, o que reduz as emissões de gases de efeito estufa.
O Departamento de Estradas e Rodagens do Rio (DER-RJ) também começou a reformar este ano um trecho de 35 km da RJ-122, entre Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, com asfalto borracha, que leva 20% de pó de pneus velhos. "É uma inovação brasileira", diz o presidente do DER-RJ, Henrique Ribeiro. Até março, o trecho estará pronto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.





UM CAMINHO PARA OS PNEUS INSERVÍVEIS
RODOVIAS VOLTAM A SER O DESTINO DOS PNEUS


por Mariana Conrado
Fonte: http://www.sindipneus.com.br/revistas/revista_09.pdf



Mesmo após rodar até o limite, pneus podem retornar para as vias e, o melhor, de uma maneira ambientalmente correta: como asfalto. Isso mesmo. No Brasil já existem trechos de pavimento produzido com o resíduo reciclado dos pneus velhos, o asfalto borracha. Além de amenizar um problema ecológico, por dar destino aos pneus sem condições de rodagem, o uso da borracha nas misturas asfálticas melhora a qualidade das estradas e das ruas.

Indiscutivelmente, o pneu é um elemento fundamental e insubstituível, principalmente em países onde o transporte rodoviário predomina. No Brasil, mais de 59 milhões de pneus foram produzidos em 2008, segundo levantamento da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip). Ainda que o tempo de sua vida útil dure cerca de sete anos, em algum momento ele será inservível.

O volume oficial dos produtos descartados não é registrado, mas sabe-se que a questão da destinação final inadequada é alarmante. Os pneus são produtos de degradação lenta e, quando abandonados em locais impróprios, oferecem riscos à saúde pública e danos ao meio ambiente, pois podem liberar substâncias tóxicas na atmosfera, transformarem-se em criadouros de mosquitos transmissores de doenças, entre outros fatores. A preocupação é evidente e a disposição dos pneus inservíveis é questionada em todo o mundo.

Entretanto, a parte boa da história é que há várias maneiras de reaproveitar os pneus e minimizar os transtornos gerados. O pesquisador, doutor em engenharia e professor universitário, Luciano Specht, acredita que a solução do problema ambiental esteja ligada ao consumo em larga escala da borracha, conjugada às diversas alternativas de uso. Dentre elas, o pesquisador destaca a aplicação de pneumáticos como fonte de energia, combustível de cimenteiras e, principalmente, como pavimento.



Asfalto ecológico


O uso dos pneus na fabricação de asfalto constitui na adição do pó de borracha da reciclagem ao material de pavimentação. Dessa mistura, compõese o asfalto borracha, também denominado como asfalto ecológico, devido às contribuições ao meio ambiente. Specht, que também é especialista em misturas asfálticas com borracha, conta que essa técnica foi desenvolvida nos Estados Unidos na década de 1950 e que ainda hoje a ideia é bem disseminada no país.

No Brasil, a primeira aplicação ocorreu em 2001, por iniciativa do convênio da concessionária de rodovias Univias com a produtora e distribuidora Greca Asfaltos e com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Após pesquisas, testes e estudos de laboratório, o segmento experimental do asfalto borracha foi sobreposto em cerca de dois quilômetros da BR 116, no trecho Porto Alegre – Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Segundo o engenheiro Paulo Ruwer, da Univias, o asfalto ecológico é composto de 20% da borracha de pneu triturada. Normalmente, para cada quilômetro de pista pavimentada com esse produto, podem ser reaproveitados cerca de 1.000 pneus de carro sem condições de rodagem. Mas, na verdade, “a quantidade de pneus para a execução de um quilômetro desse tipo de pavimentação depende de certos fatores, como a espessura da camada de asfalto e a sua largura”, explica o engenheiro.

A concessionária Rodonorte – que foi a segunda empresa a aplicar o asfalto ecológico em sua malha e a primeira a fazer isso em larga escala no Brasil –, por exemplo, utiliza cerca de 1.200 pneus inservíveis

para revestir um quilômetro de rodovia com o asfalto borracha. “As vantagens desse asfalto vão desde o aspecto ambiental até o técnico. Se não fosse a reciclagem, boa parte desses pneus poderia ser depositada em lugares inapropriados. Agora eles ajudam a construir um asfalto ecologicamente correto e de qualidade”, enfatiza o gestor de obras da Rodonorte, Elvio Torres.





Mais que benefícios ambientais



Além de colaborar com o meio ambiente, o uso de pneumáticos como agregado na fabricação de pavimento possui outras virtudes também importantes.

Uma afirmação presente em diversas análises realizadas pelos profissionais da área é: o asfalto borracha proporciona avanços para as rodovias.

O alto volume de tráfego, o excesso de carga por eixo, as temperaturas elevadas e a falta de manutenção

são ocorrências comuns nas ruas e estradas do Brasil. Essas características contribuem para que as pistas apresentem defeitos como deformação permanente nas trilhas de roda e trincamento por fadiga.

De acordo com a equipe da Greca Asfalto, em estudo publicado no início de 2009, verificou-se que o asfalto convencional nem sempre consegue atingir as expectativas projetadas para segmentos que exigem revestimentos de alto desempenho. E, para esses trechos, os técnicos apontam como alternativa o uso de misturas asfálticas especiais.

Pesquisas comprovaram que o pó da borracha possui aspectos físico-químicos que aprimoram as propriedades do ligante do asfalto, o que traz uma série de benefícios. O pesquisador Luciano Specht explica que a melhoria é por causa, principalmente, da elasticidade da borracha e da redução do envelhecimento do produto em longo prazo. O estudo da Greca registra que a pavimentação de asfalto ecológico, implantado no segmento experimental (em 2001), teve um comportamento superior, em termos de retardar a reflexão de trincas, comparado ao do revestimento construído com ligante tradicional localizado no mesmo trecho.

Os demais testes comparativos acentuam algumas das vantagens técnicas e econômicas do pavimento ecológico. A equipe da Greca ressalta que a pista revestida com asfalto borracha é mais resistente ao desgaste e ao trincamento. Em uma das pesquisas sobre a quantificação da vida útil do asfalto borracha realizada pelos parceiros conveniados (Greca, Univias e UFRGS), por meio de um simulador de tráfego, foi observado que o recapeamento em asfalto convencional estava completamente trincado após 98 mil ciclos de carga dos caminhões em eixo de 10 tf (tonelada força). Já no recapeamento com asfalto borracha, a reflexão de trincas só começou após 123 mil ciclos da mesma carga de eixo.

A conclusão dos resultados apontou que o reflexo de trincas nos revestimentos do asfalto borracha é de cinco a seis vezes mais lento do que no recapeamento em concreto asfáltico tradicional. “Resumidamente, pode-se afirmar que, a partir desses testes, a camada com borracha duraria pelo menos 25% a mais do que a convencional”, informa o pesquisador Luciano Specht.


Entre outras vantagens do produto ecológico, a equipe da Univias destaca que o asfalto borracha apresenta uma redução do nível de ruído provocado pelo atrito pneu/pavimento. E, uma vez que a composição do produto absorve as propriedades elásticas e estabilizadoras da borracha de pneu, o trecho com asfalto ecológico melhora as condições de segurança: o veículo tem mais aderência ao pavimento e freia em menos tempo, diminuindo, principalmente em dias de chuva, os riscos de derrapagem e de aquaplanagem. Em nota, a equipe conclui que o asfalto borracha apresenta maior segurança; melhor qualidade, diminuindo a frequência de restaurações e intervenções na rodovia; e ainda maior durabilidade, o que promove economia na pavimentação.



Verdade seja dita



Você deve estar se perguntando: se é ecologicamente correto e a eficiência é comprovada, o que falta para os municípios e concessionárias expandirem a aplicação do asfalto borracha nas rodovias brasileiras? Apesar das vantagens fundamentadas, o engenheiro Paulo Ruwer e o especialista Luciano Specht explicam que há barreiras que desencorajam a utilização em larga escala das misturas asfálticas modificadas com borracha. Ruwer não esconde o fato de que, para fabricar o pavimento com borracha, se gasta um teor maior de asfalto na mistura “asfalto/agregado pétróleo”, o que gera certa polêmica por esse fato não ser um aspecto ecológico. Além disso, outra questão importante é que o custo inicial de implantação do asfalto borracha é maior do que o asfalto comum.

“O preço varia de acordo com a estrutura do asfalto. A título de exemplo, para a aplicação de um quilômetro em uma pista de 7,50m de largura com uma camada de 5cm de espessura, o custo do ecológico é da ordem de R$220 mil e do convencional é de R$ 180 mil, ou seja, é cerca de 18% mais caro”, diz o engenheiro, que logo completa: “porém, tal diferença é compensada por sua maior durabilidade”.

O especialista Specht compartilha da mesma opinião: “tendo em vista a baixa manutenção que será necessária com o passar dos anos, a relação custo/ benefício do asfalto borracha é lucrativa sobre os ligantes convencionais”. Na opinião de Ruwer, o uso desse produto tem crescido no Brasil, mas se não contempla a totalidade dos investimentos em restaurações é porque certamente a comunidade técnica não ignora nenhum aspecto da questão.

Para a utilização em grandes proporções de pavimentos feitos com borracha nas rodovias brasileiras, Luciano Specht acredita que é preciso investir em equipamentos apropriados, desenvolver mais pesquisas sobre o assunto e também obter um maior incentivo dos gestores públicos. “É necessário se ter normatização dos órgãos oficiais rodoviários para que a técnica seja mais utilizada”, diz. Ele conta que nos EUA existem leis que estabelecem a utilização de um percentual mínimo de borracha reciclada na produção de misturas asfálticas. “Os estados norte-americanos, como a Flórida, Califórnia e Arizona, têm larga experiência com o uso do pavimento feito com borracha”, detalha.



Busca de incentivo


Segundo o especialista, ainda não há, no Brasil, incentivo oficial para a incorporação da borracha na composição das misturas do asfalto. Em Minas Gerais, o deputado Gustavo Valadares é autor de um projeto de lei que incentiva a fabricação do asfalto ecológico. A proposta de Valadares aproveitou ideias expostas anteriormente pelo deputado Sávio Souza Cruz. O texto prevê que o estado dê preferência à massa asfáltica produzida com borracha de pneus em desuso na recuperação de vias públicas. “O projeto já foi aprovado, em 2008, em 1º turno pelo Plenário da Assembléia Legislativa. Agora aguardamos o parecer em 2º turno da Comissão de Meio Ambiente, para que seja votado definitivamente em Plenário”, diz Gustavo Valadares.

De acordo com o deputado, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) já regulamentou parâmetros para a utilização das carcaças de pneus inservíveis como agregado na composição do asfalto, a fim de aumentar o reaproveitamento dos resíduos. Trata-se da Resolução 258, que, no entanto, se refere mesmo é à obrigação dos produtores e importadores de pneus oferecerem destino correto ao produto quando não há possibilidade para o uso veicular e nem para os processos de reforma. Para Valadares, são poucas as iniciativas para o asfalto borracha: “talvez porque o tema seja relativamente novo para o nosso país”.

Aos quase oito anos de utilização do asfalto borracha, o Brasil possui cerca de 3.000 quilômetros de rodovias recapeadas com o pavimento ecológico, segundo estimativa da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Asfaltos (Abeda). Em Minas, o asfalto borracha foi aplicado pela primeira vez na capital em obra concluída em 2006.

O segmento revestido foi o do corredor Boulevard Arrudas, em um trecho da linha que liga o centro de Belo Horizonte ao aeroporto de Confins (que é de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais – DER/ MG). Segundo a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), foi pavimentado 1,42 km, com pista de 13m de cada lado, totalizando

37.000m² de aplicação. O Setop informa também que o uso do asfalto ecológico nessa obra foi uma exigência da prefeitura. Caso a lei mineira proposta por Gustavo Valadares seja sancionada pelo governador Aécio Neves, será regulada a aplicação prática do revestimento de asfalto borracha no estado. E, com mais incentivos, as empresas de todos os setores que atuam, desde a produção à aplicação do asfalto borracha, teriam benefícios na operação, na qualidade das rodovias e, ao mesmo tempo, contribuiriam com a proteção ambiental.










Política pública socioambiental: "Lixo e esgoto são dois dos principais problemas ambientais deste país"

Fonte:

http://cebsmaria.blogspot.com/2011/01/lixo-e-esgoto-sao-desafios-ambientais.html

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=75823


A bióloga Izabella Teixeira, 49 anos, fala rápido e lança questões dentro das próprias afirmações. Especialista em avaliação ambiental estratégica, a ministra do Meio Ambiente repete várias vezes a expressão "ampliar o debate" ou "construir a agenda", traindo a base técnica de quem tem doutorado em planejamento ambiental. Talvez por isso, e por lembrar que 80% da população brasileira vive em zona urbana, Izabella mire as cidades em sua gestão. "Lixo e esgoto são dois dos principais problemas ambientais deste país", diz, ao lembrar também que é preciso dar novo desenho à dinâmica de mobilidade das cidades brasileiras. Fala, emocionada, da invisibilidade dos catadores de lixo em um País campeão de reciclagem, mas que não os enxerga nem reconhece nas políticas públicas. "Eles, os catadores, são verdadeiros ecologistas de plantão."



A reportagem e a entrevista é de Daniela Chiaretti e publicada pelo jornal Valor, 12-01-2011.



Nascida em Brasília e funcionária de carreira do Ibama há 26 anos, Izabella fala em consenso e convergência. É assim que enxerga as políticas de clima e de biodiversidade, de recuperação de áreas degradadas a partir de estudos de viabilidade econômica, das políticas ambientais em harmonia com as de desenvolvimento. "Caso contrário", vaticina, "cada um vai para um lado."



Braço-direito do então ministro Carlos Minc, assumiu a pasta em abril de 2010, quando ele deixou o MMA para lançar a campanha a deputado estadual no Rio de Janeiro, e foi confirmada no cargo pela presidente Dilma Rousseff. Sem o espírito midiático do antecessor e muito diferente da personalidade inspiradora de Marina Silva, a nova ministra fala em diálogo: "O Ministério do Meio Ambiente tem que ser um ministério facilitador, que formule políticas com outros parceiros. Nós não fazemos nada sozinhos", explica em frase-síntese da marca que quer imprimir à sua gestão.



Ela parece também querer dar ares internacionais ao ministério, acompanhando a estatura que o país começa a assumir. Diz que o Brasil tem que liderar a pauta de florestas no mundo e que, aqui dentro, há que se pensar no aumento das áreas protegidas no mar. Enxerga os outros países amazônicos como parceiros e pretende trabalhar projetos em comum. Passou o último dia do ano reunida com uma delegação chinesa, falando sobre planejamento estratégico dos recursos hídricos. Tem na mesa um projeto que lhe é particularmente caro e está discutindo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário - dar destino nobre ao enorme volume de madeira ilegal apreendida na fiscalização do desmatamento. Ela pretende articular um programa de construção de casas aos povos da floresta, que não vivem em habitações de alvenaria. "A partir do crime ambiental a gente traz cidadania ambiental", imagina.



Eis a entrevista.



Quais são as suas prioridades neste início de gestão?



Na agenda ambiental é meio complicado dizer onde priorizar. Melhor pensar o que é estratégico.



Qual será a sua marca no ministério?



Quero mencionar quatro ou cinco coisas que serão importantes na gestão. O Brasil tem uma importância estratégica no cenário internacional nas questões ambientais. É um líder e tem que assumir essa liderança não só no setor público como no privado. Temos que atuar entendendo quais as implicações dos grandes debates econômicos e sociais do planeta nas questões ambientais. E não ficar restritos aos fóruns tipo conferências, mas participar de reuniões que sejam importantes.



Por exemplo...?



Se há uma discussão relevante em fóruns econômicos, ou em relações bilaterais, com a Alemanha, Portugal, China, é fundamental que o ministério participe com uma agenda sólida de debate e interlocução.



No dia 31 de dezembro, a senhora se reuniu com uma delegação chinesa. Qual a pauta?



O chefe da delegação era o ministro dos Recursos Hídricos da China e nós fechamos um entendimento de cooperação em recursos hídricos. Aliás, temos muito interesse na cooperação ambiental com a China.



O que isto significa?



Cooperar na experiência de gestão estratégica e de riscos no planejamento de recursos hídricos, e no uso desses recursos, em particular para a geração de energia. Nós fizemos o plano estratégico do Araguaia-Tocantins, por exemplo, em que se prevê a conciliação do uso múltiplo das águas com a agenda do desenvolvimento. Os chineses têm interesse nisto.



Eles têm interesse no jeito em que a gente faz esses estudos?



Na maneira em que a gente faz, na formação e qualificação de quadros, na troca de experiências e de tecnologias.



E como é que vocês fazem? Olham a bacia hidrográfica e estudam seu uso?



A Agência Nacional de Águas faz os planos estratégicos das bacias hidrográficas do país. Estamos discutindo agora, por exemplo, a margem direita do Amazonas. Planejamos, em função dos vários usos, sugerimos os limites e damos diretrizes de como aquilo pode ser usado. Já estão ali as usinas hidrelétricas desenhadas e as futuras. No caso do Araguaia-Tocantins, a reflexão que fizemos em relação à importância da biodiversidade local, do turismo, do abastecimento, do uso para irrigação e para a pecuária levou o presidente Lula a decidir excluir o Médio Araguaia de qualquer aproveitamento hídrico com relação à geração de energia.



E é nesse tipo de coisas que os chineses estão interessados?



Estão interessados no uso de instrumentos como esse para tomada de decisão. Também estão interessados no nosso monitoramento de vulnerabilidade a enchentes.



A senhora tem dito que tem uma agenda imensa de trabalho. Por onde começar?



Na pauta da biodiversidade, temos um desafio monumental de trabalho para os próximos dois anos, no pós-Nagoya, com vistas à CoP-11, na Índia, onde vamos discutir os recursos financeiros necessários. Até lá pretendemos ter consolidado nossas áreas protegidas, mas também pensado na sua expansão, especialmente nos ecossistemas marinhos e costeiros, onde está nossa maior deficiência. As metas de Nagoya recomendam que se tenha 17% de áreas protegidas nos ecossistemas terrestres e 10% nos marinhos. No mar nós só temos 1,5%.



Temos que discutir onde fazer estes parques?



Onde, como, se são só parques, se podemos conciliar usos, como potencializar recursos. Vamos ter que discutir com toda a sociedade. Aí tem a convergência de biodiversidade com a agenda de clima. Temos que pensar onde podemos estar mais vulneráveis, onde está o risco. Sem falar nas florestas, que é um tema absolutamente estratégico para o Brasil. Somos o país com a maior extensão de florestas do planeta e temos que ter liderança nessa agenda. Precisamos pensar não só na conservação, mas na recuperação de áreas degradadas com uso econômico de maneira sustentável. Temos que pensar quais as áreas degradadas deste país e qual a economia que podemos associar a elas.



Qual é esta área, quanto temos de áreas degradadas?



Esse número é um mistério. Já ouvi desde 20 milhões a 60 milhões de hectares. Cada um diz uma coisa porque cada um tem um conceito sobre o que é área degradada. Aqui temos que ter a visão da expansão da infraestrutura no Brasil para pensar em custos e competitividade. Podemos ter área degradada onde não se consegue implantar nada porque não se consegue transportar.



Está longe de tudo?



Porque ali as estradas deixaram de existir ou transportar por estradas não é a melhor via. Qual é o modelo? São vários, não há um único. Mas é claro que em um país com esta extensão e que, no cenário mais conservador, tem 20 milhões de hectares de áreas degradadas, não tem sentido desmatar e perder biodiversidade. Se tivermos uma reflexão de natureza estratégica e econômica, poderíamos construir ali, a médio prazo, situações que chamamos de win-win. Temos que ver qual é a lógica de mercado, que mercado queremos induzir nessas áreas e cruzarmos com as questões sociais. Um exemplo disso é o exitoso projeto de óleo de palma, em escala menor, que o presidente Lula lançou em 2 milhões de hectares no Pará, em 2010. Queremos mostrar que é possível incrementar a produção agrícola, da agroecologia, da agricultura familiar, ter floresta plantada, ter incremento tecnológico e não provocar desmatamentos.



Isso na Amazônia...



No Cerrado ou até na expansão urbana. Um exemplo que acho fascinante foi o que aconteceu no Rio, com a Ingá Mercantil, que faliu na baía de Sepetiba. Cada dia que chovia no Rio de Janeiro a gente achava que aquilo podia romper e contaminar de metais pesados a baía, era um enorme passivo ambiental. Fizemos um arranjo econômico, houve um leilão, aquilo está sendo modernizado. Não tive de abrir novas áreas e recuperei a baía. Quando a gente fala de área degradada não é só rural. Isto é importante, 80% da população do Brasil é urbana. Temos que discutir a qualidade ambiental urbana. Vamos resgatar, com o Ministério das Cidades, a pauta das cidades sustentáveis. Tem muito o que debater, as áreas protegidas nas áreas urbanas, que pouco se fala no Brasil, por exemplo. Não discutimos qual é o processo de expansão das cidades nos diversos biomas. A dinâmica de expansão das cidades na Amazônia não é a mesma da dinâmica de expansão de cidades no Centro-Oeste ou no Sudeste.



Cidades sustentáveis? O que tem em mente?



Temos que trabalhar a mobilidade nas cidades e a poluição do ar associada a isso, e ainda, relacionar com um tema maior, que é o clima. Precisamos dar coerência às políticas ambientais. É importante que tenham coerência e convergência com as políticas de desenvolvimento. Caso contrário, cada um vai para um lado. Há uma pauta riquíssima em saneamento, em resíduos sólidos. O cidadão brasileiro tem que se apropriar da temática ambiental além da fronteira da fiscalização e do licenciamento. Isso tem a ver com a qualidade de vida dele, principalmente de quem vive nas grandes cidades



O que quer dizer?



Tem que compreender que é parte da construção dessas soluções. Fizemos uma pesquisa em 2009 sobre produção e consumo sustentáveis, que mostra o que as pessoas pensam sobre meio ambiente. A reciclagem, todo mundo acha ótimo, é surpreendente. Em 11 capitais, em todos os perfis de renda, todos concordam que a reciclagem é um passo estratégico para o ambiente. E quando se pergunta quais são os atores responsáveis pela reciclagem, 63 % apontam os catadores. Mas não se fala qual é o papel do catador nas grandes cidades brasileiras. Se os tirarmos das ruas, e eles são 800 mil, quanto temos que adicionar de serviço público? Essa é uma pergunta que nunca ninguém faz. Há um grande preconceito social em relação ao catador, as políticas públicas não o enxergam, não se inclui o catador na economia formal, as prefeituras não os remuneram. E isso é um desafio, reconhecer esses ecologistas de plantão. Sem falar que temos pela frente uma grande provocação.



Uma provocação? Qual?



Os grandes eventos que o Brasil vai sediar nesta década. Temos a Rio +20, a Copa, as Olimpíadas. São grandes intervenções que vão falar de temas ambientais. Vamos falar de sustentabilidade olhando para o futuro. Somos um país urbano.



Mas algum dia vamos enxergar que as estradas da Amazônia são os rios?



Temos que enxergar. As culturas locais têm que ser respeitadas. Vamos trabalhar com as populações tradicionais, com os assentados, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Temos um projeto de habitação rural que leva em conta que eu tenho 1 milhão de metros cúbicos de madeira apreendidos. Quero transformar isso em casas de madeira para populações tradicionais e assentados. Vamos ver se é viável e fazer. Temos responsabilidades com esse pessoal, eles cuidam da floresta para a gente e o Ministério do Meio Ambiente não cuida só da fauna e da flora. Assim, a partir do crime ambiental a gente traz cidadania ambiental, na forma de casas dignas para as populações extrativistas. E respeita a sua cultura. Eles não vivem em casas de alvenaria.



Fonte:IHU