terça-feira, 28 de dezembro de 2010

NORMAS TÉCNICAS INTERNACIONAIS PARA TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS: GARANTIA

Instituto de Engenharia


www.iengenharia.org.br



[12/08/2010]


A importância das Normas Técnicas na Engenharia



Miracyr Assis Marcato



O Instituto de Engenharia dentro da sua política de apoio e divulgação do uso das Normas Técnicas na Engenharia, fortalecendo o elo entre a ciência e a experiência, realizou em sua sede, no dia 25/08/2010, através de seu Departamento de Engenharia de Energia e Telecomunicações, uma palestra sobre o tema que será proferida por dois especialistas na matéria: Martin Crnugelj, Membro do Conselho da ABNT, Secretario do Comitê Brasileiro junto à IEC e Coordenador da Divisão de Aplicações de Energia do Departamento de Engenharia de Energia e Telecomunicações do Instituto de Engenharia e José Sebastião Viel, Superintendente do COBEI – Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e Telecomunicações. O Instituto que já mantém convênios de colaboração com distintas entidades do gênero, entre as quais a ASCE – American Society of Civil Engineers, promoverá a palestra com o apoio institucional do IEEE – Institute of Electrical and Electronic Engineers - Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos ou I3E (como é habitualmente conhecido), que é uma entidade com mais de 390.000 sócios em 160 paises, agrupados em 10 regiões, (o Brasil pertence à 9ª região) dedicada a promover o avanço da inovação e da excelência tecnológicas nos campos da eletricidade, eletrônica, computação e ciências afins como : micro e nanotecnologia, ultrassonografia, bioengenharia, robótica etc. sendo hoje a maior associação técnico-profissional de todo o do mundo. O IEEE publica um terço de toda a literatura técnica universal nos campos da engenharia elétrica, ciência da computação e eletrônica e ocupa a liderança no desenvolvimento das normas que dão suporte técnico à maioria dos modernos produtos e serviços de telecomunicações, tecnologia da informação e geração de energia. Além disso, o IEEE tem procurado incentivar o ensino das normas técnicas nas Escolas como escreve KATHY KOWALENKO – Editora do IEEE - The Institute Newspaper, que por oportuno, transcrevemos a seguir:



“O IEEE defende a introdução das Normas Técnicas nos currículos das Escolas de Engenharia”.



“Existe uma porção de coisas que não se ensina nas Escolas de Engenharia, inclusive, como negociar um contrato ou como administrar pessoas. Acrescente-se a essa lista, a falta de conhecimento sobre as Normas Técnicas industriais. Embora as Normas Técnicas tendam a desempenhar um papel preponderante no desenvolvimento de novos produtos, os engenheiros recém formados muitas vezes são surpreendidos com o alcance e formato que as mesmas apresentam. Para familiarizar os estudantes com o assunto e ajudar os engenheiros a fazer bom uso das normas existentes o IEEE está buscando meios de incorporar o conhecimento das normas técnicas aos currículos das Escolas de engenharia, tecnologia e computação. Esse objetivo foi detalhado numa proposição aprovada em junho(2009) pela Diretoria do IEEE. O documento enfatiza a importância da inclusão nos programas acadêmicos das Normas Técnicas relativas às áreas de interesse do IEEE. “ Para motivar as Universidades e Escolas até o ponto de dedicarem atenção às Normas Técnicas é necessário incentivá-las através de um processo de credenciamento - que é uma dos objetivos fundamentais da elaboração do documento”, diz Steve Mills, membro Senior do IEEE e presidente do Comitê de Ensino de Normas do IEEE. A proposta é o resultado de dois anos de trabalho de seu grupo, um comitê conjunto entre a Associação de Normas do IEEE e a Diretoria de Atividades Educacionais do IEEE. “Este documento será compartilhado com entidades de credenciamento como a ABET nos EUA, JABEE no Japão, e ABEEK da Coréia”, continua Mills: “ Com a ajuda de voluntários do IEEE, como o representante do IEEE na Diretoria da ABET, iremos utilizar a proposta para encorajar a discussão e o exame dos requisitos para o credenciamento em relação às Normas.”



Várias associações de engenharia e de normas técnicas serão consultadas para revisar e opinar sobre a proposta do IEEE, incluindo a VDE, a Associação Alemã de Tecnologia Elétrica, Eletrônica e de Informação; e o IET, Instituto Britânico de Engenharia e Tecnologia.



O Problema



Em algum momento de suas carreiras, os engenheiros serão requisitados para projetar algum equipamento, escrever um programa ou melhorar um sistema, utilizando uma norma técnica industrial. “Infelizmente muitos engenheiros e estudantes de computação nunca viram uma norma técnica na Escola”, informa o sócio Fellow do IEEE Moshe Kam, vice-presidente do Comitê de Ensino de Normas.



“Hoje em dia os estudantes de engenharia tem possibilidades de se formar em diferentes especialidades, em várias partes do mundo, sem nunca terem visto uma norma técnica e em muitos casos, sequer ouvido falar delas”, diz Kam. “Mesmo os que estão cursando o último ano da faculdade, é pouco provável que saibam fazer uso adequado das normas técnicas em seus trabalhos de final de curso”.



“O IEEE pensa que esta situação deve mudar” ele continua. “Os estudantes devem ser familiarizados com as normas técnicas, não só com as normas do IEEE, mas com as normas técnicas em geral e com o processo de normalização. Nosso projeto apresenta recomendações sobre os modos pelos quais os professores podem introduzir as normas técnicas – especialmente no trabalho de fim de curso, que é uma exigência quase que universal nas Escolas de Engenharia”.



As recomendações incluem:



* Indicação de que determinado processo ou dispositivo discutido em classe está coberto por uma norma técnica, com citação da norma correspondente. Este objetivo pode também ser alcançado com a utilização de livros-texto que resenhem e incluam a referência às normas técnicas em suas explanações.

* Introdução indireta de uma norma técnica pela inclusão de um resumo dos aspectos principais de suas especificações nas notas de classe, trabalhos de casa, laboratórios ou projetos;

* Uso extensivo de uma norma publicada ou de parte importante da mesma nas aulas, trabalhos de casa, laboratórios ou projetos do estudante, durante o último ou penúltimo anos do curso.

* Uso e referência regular às normas técnicas em grandes projetos ou empreendimentos maiores. Especificamente, a relevância e aplicabilidade das normas deverá fazer parte dos relatórios de andamento e finais dos principais projetos de fim de curso. Uma pesquisa de normas no campo de aplicabilidade do projeto é tão importante como a pesquisa da literatura naquele domínio.



“Não estamos pretendendo que as normas técnicas sejam ensinadas indiscriminadamente, porque tal esforço seria difícil e provavelmente absorveria demasiado tempo” reconhece Kam. Ainda assim, deveremos familiarizar os nossos estudantes com uma noção sobre as normas técnicas e fornecer-lhes algum treinamento, ainda que somente de caráter geral. Não deveríamos deixar os estudantes com a errônea impressão de que eles poderão projetar novos produtos e programas num ambiente livre de restrições, requisitos de compatibilidade e regras”. Ele acrescenta: “ Fornecendo conhecimento das normas técnicas iremos melhorar a preparação dos estudantes para um competente desempenho no mercado de trabalho”.





Miracyr Assis Marcato



08/2010



segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"TSUNAMI" EM SÃO PAULO: IMPERMEABILIZAÇÃO DO SOLO, LIXO, DESMATAMENTO, CÓRREGOS CANALIZADOS....

Começo do verão traz chuva e destruição para São Paulo:


http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/1707/comeco_do_verao_traz_chuva_e_destruicao_para_sao_paulo/
 

Córregos cheios de lixo transbordaram na zona sul de São Paulo e a força das águas carregaram o que havia pela frente. (Foto:Carlos Humberto Basilio Rodrigues/VC no G1)






O verão começou oficialmente às 21h38 da última terça-feira (21) e com ele vieram também os intensos temporais, que já atingiram diversos estados brasileiros. A cidade de São Paulo sentiu os reflexos das chuvas desde o primeiro dia da nova estação.




A cidade deu boas vindas ao verão, porém adormeceu em estado de alerta. A chuva forte que caiu na região sul causou enchentes, erosões e acidentes. Os bairros mais afetados estão próximos à represa do Guarapiranga e à estrada que leva ao município de Itapecerica da Serra.



Em entrevista concedida na última semana ao portal Terra, a relatora especial para o Direito à Moradia da Organização das Nações Unidas (ONU), Raquel Rolnik, explicou quais são as principais causas para esses acidentes típicos de épocas chuvosas e apontou quais seriam as possíveis soluções.



Segundo ela, seria impossível exterminar por completo os problemas decorrentes dos alagamentos na cidade de São Paulo. No entanto, por ser uma cidade rica – a maior da América Latina, com 10,66 milhões de habitantes –, seria possível investir em ações e projetos que minimizariam com sucesso os desastres.



A primeira sugestão é algo que já está sendo implantado na cidade pela Defesa Civil, que é um sistema que avisa os moradores das áreas de risco sobre as chuvas para que eles possam buscar abrigos seguros antes de algum acidente acontecer. Essa não é uma solução, mas sim uma medida preventiva que pode impedir diversas mortes.



Outro fator importante é a preservação da vegetação e cuidado com as margens dos mananciais. Esse é um dos pontos de maior dificuldade em uma cidade como São Paulo, que cresceu tanto em tão pouco tempo. Por causa da falta de estrutura e de moradia adequada, muitas pessoas constroem casas e comunidades em áreas que deveriam ser protegidas. As consequências disso são diversas e vão desde o desmatamento da vegetação nativa brasileira, até incontáveis mortes.



Quando a capital paulista amanheceu nesta quarta-feira (22), alguns bairros viam cenas de destruição e pessoas choravam por terem perdido bens ou parentes em meio às águas que invadiram algumas ruas da cidade. Na zona sul, onde os estragos foram maiores, córregos cheios de lixo transbordaram e a força das águas carregaram o que havia pela frente. Não foi preciso chover por muito tempo para que a capacidade dos bueiros da região chegasse ao seu limite. Além disso, muitas dessas entradas para as galerias subterrâneas estavam entupidas com resíduos descartados pela própria população.



Mesmo com legislações que punem o descarte irregular de lixo em São Paulo, ainda é possível encontrar resíduos de todos os tipos depositados em calçadas ou próximo aos córregos, principalmente em regiões periféricas, onde às vezes a fiscalização se torna menos efetiva. O verão está começando, as chuvas também e sem conscientização e melhorias nas estruturas, o resultado pode continuar sendo o que se viu nesta manhã: destruição.



Por Thaís Teisen - Redação CicloVivo




São Paulo tem ao menos 420 áreas com risco de deslizamento



http://www.seam.org.br/noticia.asp?idg=58



Apenas as subprefeituras da Sé, Pinheiros, Vila Mariana, Santo Amaro e Mooca não registram ocorrências



AE
10/12/2010 09:53



A cidade de São Paulo tem hoje mapeadas cerca de 420 áreas de risco geológico, espalhadas em 26 das 31 subprefeituras - só estão de fora desse grupo Sé, Pinheiros, Vila Mariana, Santo Amaro e Mooca. São esses os primeiros dados surgidos a partir do mapeamento encomendado pela Prefeitura ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).



O trabalho, em fase final de elaboração, começou a ser feito há um ano. Nesse período, uma equipe formada por quatro geólogos e geógrafos do Laboratório de Riscos Ambientais do IPT percorreu favelas, encostas e margens de córregos para inspecionar a condição dos terrenos. As áreas foram classificadas em quatro níveis - muito alto, alto, médio e baixo -, de acordo com o risco de escorregamento. Com cerca de 10 mil páginas, esse é o mais amplo relatório sobre áreas de risco já produzido no País.



O fato de o mapeamento estar restringido a 420 pontos não significa que a capital paulista tenha apenas esse número de áreas de risco. Esse foi o universo indicado pelos técnicos da prefeitura como prioritário. Acredita-se, contudo, que o trabalho tenha coberto parcela significativa das áreas de risco existentes na capital. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

2011 ANO INTERNACIONAL DAS FLORESTAS: "A FLORESTA INVADIU A CIDADE"

Vem aí o Planeta no Parque 2011!


http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planetaemacao/vem-ai-planeta-parque-2011-277214_post.shtml



Mônica Nunes/Débora Spitzcovsky


Em janeiro do ano que vem, a equipe do Planeta Sustentável invadirá, novamente, o Parque do Ibirapuera com uma intensa programação cultural gratuita, que vai de shows musicais e apresentações de teatro a oficinas e caminhadas, para entreter a população paulistana e, ainda, conscientizar para a importância da preservação ambiental.

O Planeta no Parque 2011 acontecerá entre os dias 22 e 25 de janeiro e, em homenagem ao Ano Internacional das Florestas (para saber mais, leia 2011 é o Ano Internacional das Florestas), terá como tema “A floresta invadiu a cidade”.
A primeira atração do evento já está confirmadíssima e abrirá a programação do Planeta no Parque em grande estilo: no dia 22 de janeiro, às 11h, o Pato Fu fará um grande show, gratuito, no local, em que apresentará seu novo trabalho, “Música de Brinquedo”. Além de animar a galera do Parque, a apresentação comprovará que é possível fazer música a partir da reutilização de materiais, como brinquedos velhos – exatamente como os músicos da banda fizeram!

Para ficar por dentro das novidades sobre a programação do Planeta no Parque 2011 e também conhecer melhor o Parque do Ibirapuera, não deixe de acompanhar o blog do evento – que trará as novidades dessa festa, além de contar histórias que a maioria dos paulistanos não conhece sobre o parque mais famoso da cidade – e, ainda, nos seguir pelo Twitter e Facebook! Te esperamos lá!



Patu Fu fará show no Planeta no Parque






 
Uma das principais atrações do Planeta no Parque 2011 será o show de abertura do evento com o Patu Fu, dia 22 de janeiro, às 11h da manhã. A banda formada por Fernanda Takai, John Ulhoa, Ricardo Koctus, Xande Tamietti e Lulu Camargo irá apresentar o novo trabalho “Música de Brinquedo”.
O nome do CD não é por acaso. Ele foi todo gravado usando instrumentos musicais de brinquedo e miniaturas, como realejos, caixinhas de música, kazoo de plástico e até um tecladinho-calculadora. “Tudo está gravado com suas imperfeições, afinação duvidosa e barulho de articulação de peças móveis. Se você prestar atenção – como um adulto – vai perceber. Ou apenas se divirta – como uma criança”, já avisou John Ulhoa.
Segundo a banda, a ideia do novo disco foi sendo construída aos poucos, desde 2007, com o CD Daqui Pro Futuro, quanto os amigos próximos se tornaram papais e mamães. “Muitos desses instrumentos, comprados como presente para a nossa filha de seis anos, acabavam invariavelmente na sala de gravação do estúdio que temos em casa. A temática infantil passou a nos comover”, contou Ulhoa, que passou a garimpar os instrumentos que tinham potencial para serem usados nas músicas.

Se você curte o Pato Fu, além de poder conferir o resultado desta experiência musical com a garotada no Planeta no Parque, ainda poderá ganhar o novo CD da banda, ao participar de um concurso cultural. Fique ligado neste espaço, que em breve vamos divulgar todos os detalhes.

Foto: Nino Andres/Divulgação






sábado, 18 de dezembro de 2010

A CIDADE DE SANTA ROSA DE VITERBO É A MAIS SUSTENTÁVEL DO ESTADO DE SÃO PAULO


MUNICÍPIO VERDE AZUL


Para a elaborar o ranking, foram avaliados o desempenho do município em dez diretivas que regem o Projeto: esgoto tratado, lixo mínimo, recuperação da mata ciliar, arborização urbana, educação ambiental, habitação sustentável, uso da água, poluição do ar, estrutura ambiental e conselho de meio ambiente.

As cinco primeiras do ranking foram Santa Rosa de Viterbo (94,31 pontos), Sarutaia (94,23), Paulo de Faria (93,54), Martinópolis (93,16) e Anhumas (92,94), do total de 143 cidades.
A cidade de São Paulo ficou em 142º lugar com 80,13 pontos.

Parabéns às cidades rankeadas.







VAMOS CONHECER A CIDADE DE SANTA ROSA DE VITERBO




Localização da cidade de Santa Rosa de Viterbo











Dados do Município de Santa Rosa de Viterbo:

http://www.estadosecidades.com/santa-rosa-de-viterbo-sp_cidade.aspx


Área: 284 km²

População: 23.789

Densidade Demográfica: 79,01 hab/km²

Altitude: 735 m

Coordenadas Geográficas: lat. 21º 29’ ao sul / long 47º 22’ a Oeste

Expectativa de vida (anos): 72,32

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,26

Taxa de alfabetização: 92,69%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,804

PIB per capita:

R$ 15.859,00



O RANKING


Objetivo


Estimular os municípios a participarem da política ambiental, com adesão ao Protocolo Verde de Gestão Ambiental Compartilhada, certificando os municípios ambientalmente corretos, que passam a ter prioridade no acesso aos recursos públicos.

Metas a serem cumpridas até dezembro de 2010

1. Ter a adesão de 100% dos municípios;

2. Apoiar e avaliar os municípios na execução da política ambiental;

3. Capacitar os interlocutores municipais;

4. Certificar 10% dos municípios paulistas;

5. Ter 75% dos municípios paulistas com estrutura ambiental;

6. Ter 75% dos municípios paulistas com conselho municipal de meio ambiente.



Ações Realizadas

1. Estabelecimento do Protocolo Verde, de boas práticas ambientais, com 10 diretivas básicas nas quais os municípios se comprometem em executar, numa gestão compartilhada com o estado:



1. Esgoto tratado - Realizar a coleta e o tratamento de esgoto doméstico;



2. Lixo Mínimo - Eliminar lixões e promover a coleta seletiva e a reciclagem;



3. Mata Ciliar - Ampliar e recuperar as matas ciliares existentes;



4. Arborização Urbana - Planejamento e gestão de áreas verdes municipais;



5. Educação Ambiental - Estabelecer programa de educação ambiental na rede de ensino municipal.



6. Habitação Sustentável - Desenvolver ações estratégicas com conceitos de sustentabilidade em obras e outras atividades municipais;



7. Uso da Água - Implantar programa municipal contra o desperdício de água e estimular a articulação com políticas públicas já existentes;



8. Poluição do Ar - Auxiliar nos programas voltados à qualidade do ar;



9. Estrutura Ambiental - Criar órgão municipal de meio ambiente;



10. Conselho de Meio Ambiente - Constituir o Conselho de Meio Ambiente paritário e deliberativo, envolvendo a comunidade local.



2. Instituição do Índice de Avaliação Ambiental (IAA) para avaliar a participação dos municípios na política ambiental. O IAA é representado pela soma dos valores obtidos com a aplicação do Indicador de Atendimento as Diretivas Ambientais e do Indicador de Pró-atividade dos Municípios frente às Diretivas Ambientais. Ao resultado obtido é subtraído o indicador de Passivos e Pendências Ambientais.



3. Realização de cursos de capacitação dos interlocutores.

Sendo uma das principais figuras do Projeto Município Verde Azul, o interlocutor, indicado pelo Prefeito, é o representante da administração ambiental, signatária do Protocolo Verde, que promove o contato da Secretaria de Meio Ambiente com a Prefeitura e o fornecimento das informações.

Foram realizados 15 cursos de capacitação, envolvendo 3.135 participantes, cabendo destacar 609 interlocutores, 398 prefeitos, 116 vice-prefeitos e 435 vereadores.



4. Adesão dos 645 municípios do Estado de São Paulo.



5. Realização de parceria com os vereadores municipais. Foram seis reuniões que envolveram 1.294 vereadores, além de 471 prefeitos e 139 vice-prefeitos.

Neste processo foi elaborada uma cartilha com 50 sugestões de Projetos de Leis Ambientais para os vereadores - “A responsabilidade do legislativo local – 50 idéias”.



6. Análise dos planos de ação.



7. No primeiro balanço do projeto Município Verde Azul, 332 municípios cumpriram a maior parte das tarefas, elaborando seus planos de ação, o que lhes permitiu auferir uma nota, que varia de zero a 100. Destes 332, 44 municípios foram certificados pela SMA, pois alcançaram médias iguais ou superiores a 80, executando ações nas dez diretivas.

Em 2009, 570 municípios encaminharam os planos de ação, comprometidos com metas e programas municipais de gestão ambiental, um aumento de 70% em relação a 2008.



8. Em 2008 foi divulgado o primeiro ranking do Projeto Município Verde Azul. Em 2009 novos parâmetros para avaliação dos Planos de Ação Ambiental foram estabelecidos, constando na Resolução SMA nº 55/2009.

A divulgação do segundo ranking ambiental dos municípios paulistas com a avaliação de 570 municípios do estado resultou na certificação de 156, um aumento de 254% em relação a 2008, tendo como principais resultados:



• Aumento de 107% no número de Conselhos Municipais, o que significou a ampliação da participação da sociedade civil na política ambiental municipal, que em 2007 eram 236 e em 2009 passaram a ser 490, cumprindo a meta de ter 75% dos municípios com conselhos municipais;

• Aumento de 150% do número de estruturas ambientais criadas nos municípios para trabalhar a gestão ambiental, ampliando de 182 para 455, dados de 2007 e 2009, respectivamente, atingindo 70% dos municípios;

• Entre 2008 e 2009 houve um aumento de:



- 68% nas ações de mata ciliar; sendo no ano de 2009 o total de 470;

- 48% no combate ao desperdício de água, tendo 416 em 2009;

- 98% nos viveiros municipais, totalizando 427 neste ano de 2009;

- 229% nas ações de inspeção veicular, com 365 experiências no último ano;

- 219% nas ações para comercialização da madeira legal, com 345 no ano de 2009;

- 215% na proteção de nascentes, com 409 ações no último ano, totalizando 86.070 nascentes protegidas e georreferenciadas no estado, uma média de 210 nascentes por municípios, atendendo a meta estabelecida no Projeto Mata Ciliar.



9. A nota média dos municípios no ranking ambiental aumentou de 51,5 para 62,6, mesmo com critérios mais rigorosos no último ano.



10. Em 2010 a equipe do Projeto Município Verde Azul retornou aos municípios para discussão dos critérios que serão avaliados em 2010, com 16 reuniões com interlocutores nas diversas bacias hidrográficas, para o novo ranking ambiental paulista, a ser divulgado no final de 2010.



11. Os novos parâmetros para avaliação dos Planos de Ação Ambiental, para o ano de 2010, foram estabelecidos com a publicação da Resolução SMA nº 17/2010.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

BRASIL REFERÊNCIA EM PROTEÇÃO DA BIODIVERSIDADE

Snuc coloca Brasil como referência em proteção da biodiversidade




Na última Conferência sobre Biodiversidade, a COP-10, realizada no mês de outubro na cidade japonesa de Nagoya, o Brasil foi reconhecido como a nação que mais criou áreas protegidas em todo o planeta nos últimos oito anos. No mesmo período, o número dessas áreas no País foi ampliado para mais que o dobro, saltando de 38 milhões para 77 milhões de hectares, e hoje já são computadas 310 unidades de conservação (UCs) federais, presentes em todos os biomas nacionais. Atualmente, o Brasil possui o equivalente a 8,5% de seu território em áreas protegidas. Para se ter uma ideia da importância da criação de UCs, estas são consideradas o principal instrumento de conservação e proteção da diversidade biológica no País.



No evento de comemoração dos 10 anos do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), realizado hoje (14) em Brasília, no Parque Nacional da cidade, a ministra do Meio AMbiente, Izabella Teixeira, disse que o grande desafio do País agora é avançar na criação de novas áreas protegidas nas zonas costeiras e marinhas brasileiras. De acordo com a ministra, o sucesso do Snuc fez com que o Brasil se tornasse referência" em ações de proteção da biodiversidade em todo o planeta, mas ainda é necessário transformar mais 9% do território em áreas protegidas terrestres e outros 8% em áreas marinhas.



"Somos o equivalente ao G1 em matéria de biodiversidade e fazemos parte do G8 ambiental quando o assunto são as questões climáticas, mas ainda precisamos fazer muito pela conservação da diversidade biológica para que alcancemos as metas estabelecidas em Nagoya. O processo pode ser melhorado, temos que minimizar os conflitos gerados nos processo de criação das UCs e agregar novos parceiros", disse.



Izabella também citou obstáculos para a proteção dos recursos naturais no País, como a dificuldade de acesso a financiamentos e recursos públicos - especialmente para pequenos produtores que precisam de alternativas produtivas ao desmatamento- e as discussões sobre o Código Florestal. " Reconheço que o Código Florestal necessita de modificações, mas isso deve ser feito de maneira sensata, e não podemos desconsiderar os acordos firmados no Congresso Nacional, como a Política Nacional de Mudanças Climáticas, e os internacionais, como os estabelecidos nas conferências mundiais."



Durante o evento, a ministra assinou as portarias de reconhecimento dos mosaicos de Unidades de Conservação (UCs) Mico Leão Dourado, no Rio de Janeiro, e Baixo Rio Negro, localizado no Amazonas, e acrescentou que até o final do ano deve assinar a criação de cerca de outros dez. O mosaico é um conjunto de unidades de conservação de diferentes categorais (uso sustentável, proteção integral, RPPNs) que tem uma gestão realizada de forma integrada e participativa, com o objetivo de compatibilizar a presença e preservação da diversidade biológica, a valorização da sociobiodiversidade e o desenvolvimento sustentável em um contexto regional.



Para o representante do mosaico Baixo Rio Negro, Nidoval Santos, as comunidades da região sempre foram muito desassistidas, mas a criação deste conjunto de UCs vai possibilitar uma gestão que dará "voz às populações que habitam na região", que a partir de agora terão um diálogo direto com os gestores das diferentes UCs.



O presidente do ICMBio, Rômulo Mello, também assinou as portarias de três novos Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção. Ele informou que, atualmente, o Brasil já apresenta estratégias para 23% de espécies em estado crítico(o equivalente a 144 espécies) com ações identificadas e pactuadas para inibir o risco de extinção das mesmas. Mello assinou também as portarias de criação de sete conselhos de UCs. " Os conselhos são importantes porque representam um avanço na democratização das UCs, pois conferem poder às populações habitantes destas áreas e estabelecem canais de diálogo entre o estados e a sociedade". Ele anunciou ainda que já existem estudos para a criação de UCs em 340 novas áreas, sendo que 40 delas já estão em fase de estágio final de criação.



Histórico



De acordo com Bráulio Dias, secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, a negociação para implementação do Snuc foi um longo processo. Ele explica que o tema gerou muitos debates porque as UCs não tratam apenas do meio ambiente e da biodiversidade, mas de comunidades locais que vivem nas áreas de categoria uso sutentável, que segundo Dias, é "um grande diferencial nacional em relação às UCs de outros países".



A primeira UC foi implementada pelo Serviço Florestal Brasileiro, na década de 30, mas foi a partir de 2007, com a criação do ICMBio, que passou a existir uma instituição federal dedicada exclusivamente à conservação da biodiversidade, envolvida também com a proteção da fauna, flora e espécies ameaçadas de extinção.



"O Snuc é talvez, hoje, o maior sistema de áreas protegidas do mundo em termos de extensão e importância para a conservação da biodiversidade, formado por uma série de UCs sob gestão do governo federal e propriedades privadas (as chamadas RPPNs). Essa rede é composta por uma grande diversidade de categorias, e um dos destaques de hoje é a valorização da criação de mosaicos de conservação, cujos objetivos são fortalecer a gestão integrada de áreas protegidas, o estabelecimento de espaços de articulação e o desenvolvimento da identidade territorial para a resolução e gestão de conflitos existentes", disse.



Publicação - Em 2005, o Fundo Nacional para o Meio Ambiente e a Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA lançaram um edital como estratégia de implementação de mosaicos nos biomas brasileiros. Foram aprovados inicialmente oito projetos, que receberam recursos de R$ 3 milhões. Dias explica que houve ainda a criação dos planos de desenvolvimento territorial com base conservacionista, que continham propostas de alternativas produtivas e geração de renda nas UCs. "Isso chamou a atenção da Embaixada da França, o que resultou em um programa de cooperação entre os franceses e brasileiros para um intercâmbio de experiências nestes dois países".



Os resultados desta parceria estão elencados no livro "Mosaicos de Áreas Protegidas- Reflexões e propostas da Cooperação Franco-Brasileira", lançado durante o evento. Caroline De Lelis, uma das autoras do livro, explica que em dez anos muitas UCs foram criadas, mas que o ponto frágil destas estruturas sempre foi a gestão. "Creio que a publicação pode ajudar a consolidar a ideia de gestão integrada de áreas protegidas, e os mosaicos são instrumentos que facilitam a integração entre gestores e habitantes destes territórios", diz a técnica francesa.



Outro autor do livro, Thiago Cardoso, explica que o mosaico também pode ajudar na aceitação das populações dessas áreas para a criação de UCs, e ainda na gestão das diferentes categorias de unidades. A publicação foi feita a partir da experiência concreta de dez mosaicos em todo o Brasil, e há também informações e experiências francesas de áreas protegidas e de parques naturais regionais.



Confira abaixo os Planos de Ação de Espécies



1) Plano da Ação Nacional da Onça Pintada

2) Plano de Ação Nacional para a conservação das espécies aquáticas ameaçadas da Bacia do Rio Paraíba do Sul

3) Plano de Ação Nacional para a conservação dos papagaios ameaçados da MAta Atlântica



Conselhos de Gestão



1) Reserva Extrativista Prainha do Canto Verde(CE)

2)Reserva Extrativista Alto Tarauacá (AC)

3) Monumento Natural das Ilhas Cagarras ( RJ)

4) Floresta Nacional Balata- Tufari (AM)

5) Floresta Nacional açugui (PR)

6) Parque Nacional de SEte Cidades (PI)

7) Parque Nacional Serra da Capivara (PI)
por Ascom/MMA



Marco histórico



15/12/2010



Por Fábio de Castro, de Bragança Paulista (SP)



Agência FAPESP – A importância do acordo conseguido no fim de outubro na 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP10) – que teve participação decisiva de negociadores brasileiros – foi enfatizada pelo secretário-executivo da Convenção da Biodiversidade, Ahmed Djoghlaf, durante a conferência internacional Getting Post 2010 – Biodiversity Targets Right, em Bragança Paulista (SP).



Realizada pelo Programa Biota-FAPESP, pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a reunião, que termina no dia 15 de dezembro, marca o encerramento do Ano Internacional da Biodiversidade.



“Acredito que o Protocolo de Nagoya é um dos mais importantes acordos na história da humanidade. Ele terá um impacto sem precedentes no meio ambiente, porque está focado em incentivar quem protege a biodiversidade”, disse à Agência FAPESP.



“Aqueles que detêm a tecnologia para utilizar os recursos naturais poderão desenvolver seus produtos, mas vão compartilhar os benefícios com os países que detêm a biodiversidade que, por sua vez, deixarão de ser apenas provedores de recursos genéticos para se tornar também beneficiários desses avanços”, completou.



De acordo com Djoghlaf, a expectativa é que o acordo construído em Nagoya seja assinado no dia 2 de fevereiro, na sede das Nações Unidas, em Nova York. “Esperamos assinar o protocolo sem demora, para assegurar o início do processo de ratificação. Queremos acelerar esse processo para que o acordo entre em vigor o quanto antes”, disse.



Segundo ele, o Protocolo de Nagoya deve ser ratificado por 50 países para que entre em vigor. O objetivo é que esse processo seja finalizado até a Rio+20, evento que marcará, em 2012, os 20 anos da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio-92), reunião que consagrou mundialmente o conceito de desenvolvimento sustentável.



“Se conseguirmos viabilizar o protocolo até lá, terá sido uma grande realização no vigésimo aniversário da Rio-92. O Protocolo de Nagoya ainda não chamou a atenção que merece na sociedade, mas é um acordo importantíssimo de responsabilização de danos. Na prática, é a implantação efetiva do Princípio 13 da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento”, disse Djoghlaf.



O Princípio 13 da Declaração do Rio estabelece que os Estados “devem desenvolver legislação nacional relativa à responsabilidade de indenização das vítimas de poluição e outros danos ambientais” e cooperar para “o desenvolvimento de normas de direito internacional ambiental relativas à responsabilidade e indenização por efeitos adversos de danos ambientais causados, em áreas fora de sua jurisdição, por atividades dentro de sua jurisdição ou sob seu controle”.



Djoghlaf também destacou a participação dos brasileiros nas diversas etapas do processo que culminou com a aprovação do acordo da COP10.



“Agradeço ao Brasil por suas iniciativas, sem as quais não teria sido possível a adoção do Protocolo de Nagoya. O país foi um dos principais líderes no processo e conseguiu convencer as partes a discutir e chegar a um acordo, evidenciando que não se tratava do fim, mas sim do início de um processo”, afirmou.



Segundo Djoghlaf, a própria gravidade da situação da biodiversidade mundial contribuiu para que se chegasse a um acordo no Japão. “Inúmeros estudos, incluindo várias pesquisas brasileiras, demonstram que a perda de biodiversidade continua se agravando e as mudanças climáticas levarão a uma situação ainda mais dramática. O Brasil, onde nasceu a Convenção sobre Diversidade Biológica em 1992 e onde será realizada a reunião de 2012, é um país que poderá nos ajudar muito a promover uma mudança significativa nesse cenário”, destacou.



Na COP10, de acordo com Djoghlaf, verificou-se que nenhum país conseguiu atingir as metas estabelecidas em 2002 na conferência Rio+10, em Johanesburgo (África do Sul). A preocupação agora é definir como efetivamente cumprir as metas para 2020, definidas pelo novo protocolo.



“O monitoramento será muito importante. Não vamos esperar até 2020 para concluir que fracassamos, como aconteceu em relação à implantação das metas de Johanesburgo. Haverá uma avaliação em 2015 – que coincidirá com a avaliação das Metas do Milênio. Esperamos que em 2015 tenhamos uma reunião com os chefes de estado dos países da Convenção, para redefinir o que será preciso para que as metas sejam atingidas. Durante todo esse período, haverá um processo de avaliação de relatórios nacionais”, disse.




 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

BANHEIRO ECOLÓGICO SECO: SEM DESCARGA HÍDRICA OU FOSSA. PARTE 2

Trata-se do item B.1 das idéias sobre parques urbanos sustentáveis.






O banheiro seco (dry toilet) conhecido também por banheiro biológico (biological toilet) ou banheiro ecológico (ecological toilet), é uma técnica da permacultura ainda em desenvolvimento nas ecovilas no Brasil, mas quer parecer que em diversos países do mundo, como os Estados Unidos, Finlandia e Austrália, é uma tecnologia já consagrada e que basicamente utiliza o processo de compostagem para tratar e sanitarizar os dejetos humanos reduzindo consideravelmente o uso da agua.
É importante ressaltar o importante estudo da bióloga BÁRBARA SAMARTINI QUEIROZ ALVES denominado "BANHEIRO SECO: ANÁLISE DA EFICIÊNCIA DE PROTÓTIPOS EM FUNCIONAMENTO" http://www.ccb.ufsc.br/biologia/TCC-BIOLOGIA-UFSC/TCCBarbaraSQAlvesBioUFSC-09-1.pdf




I- Evolução do banheiro ecológico seco: Banheiro do futuro?

1. Economia 15.000 l de água/por pessoa/ano e de dinheiro, mas requer educação para seu uso;

2. Simplicidade na sua construção, mas necessita de adição de material orgânico seco (serragem de madeira e folhagens secas). A separação da urina é  opcional, dependendo do seu aproveitamento.

3. Fonte de fertilizante, mas o tratamento de dejetos requer tempo (aprox. 6meses) e algum conhecimento técnico.

4. Divulgação de sistema de saneamento alternativo ecológico, mas requer aceitação cultural;

5. Tecnologia simples e fácil de ser replicada com composteiras fixas e móveis ("refil" com bombonas de plástico);
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/estante/estante_424255.shtml


6. Tabela comparativa de nutrientes contidos na urina e no excremento humano e a compostagem depende da relação C/N, umidade, adubo sem odor:

Fonte: http://www.ccb.ufsc.br/biologia/TCC-BIOLOGIA-UFSC/TCCBarbaraSQAlvesBioUFSC-09-1.pdf






a) Os materiais utilizados para a compostagem podem ser divididos em duas classes, a dos materiais ricos em carbono (Verdes) e a dos materiais ricos em nitrogênio (Castanhos). Entre os materiais ricos em carbono podemos considerar os materiais lenhosos como a casca de árvores, a serragem, as podas dos jardins, folhas, palhas, fenos e papel. Entre os materiais nitrogenados incluem-se as folhas verdes, estrumes, urina, solo, restos de vegetais hortícolas, ervas, etc (PEREIRA NETO, 1996).
Componentes ricos em carbono servem como uma fonte de energia para a manutenção e crescimento microbiano. O coeficiente Yield, que mede a quantidade de carbono incorporado dentro das células por unidade de carbono degradado, varia de 10% a 35%, dependendo do conteúdo de energia do substrato, organismos decompositores e condições ambientais (RYCKEBOER et al., 2003).
b) A relação C/N ideal para a compostagem é frequentemente considerada como 30. Dois terços do carbono são libertados como dióxido de carbono que é utilizado pelos microrganismos para obter energia e o outro terço do carbono em conjunto com o nitrogênio é utilizado para constituir as células microbianas (VIANA, MARAGNO, TROMBIN , 2007)
c) A aeração também é fundamental para manter as condições aeróbicas dentro do material em processo deformação do composto (CHEREMISINOFF, 1994). Esta aeração é influenciada diretamente pela dimensão das partículas inseridas no sistema. A decomposição por microorganismos ocorre predominantemente no fino filme líquido (biofilmes) na superfície das partículas orgânicas. Como as partículas pequenas têm uma superfície específica maior, estas serão decompostas mais rapidamente desde que exista arejamento adequado. Partículas muito pequenas propiciam a compactação da pilha e exigem que sejam adicionados sistemas auxiliares de bombeamento de ar para atingir o nível de oxigênio necessário para o sistema. Partículas muito grandes podem ser boas para o arejamento da pilha e com isso evitar a utilização de um sistema de arejamento forçado, mas podem também tornar o processo mais lento na medida em que os biofilmes demoram mais para serem formados. Assim, para uma maior eficiência, Cerri et al (2008) afirmam que o ideal é utilizar partículas intermediárias entre 3 e 7,5 cm.
d) A umidade adequada também é essencial para a atividade microbiana. Os materiais secos não decompõem eficientemente. Entretanto, o excesso de umidade pode levar a uma condição anaeróbia, diminuindo o processo de degradação e causando odores desagradáveis. Uma causa importante de odor é atribuída à geração de sulfetos, principalmente ao sulfeto de hidrogênio (H2S), decorrente da atividade microbiana. Como o processo de compostagem tende a ser um processo de secagem, devido ao calor provocar a evaporação de água, é conveniente iniciar o processo de compostagem nos valores superiores de umidade. Aproximadamente 50 a 55% é a taxa de umidade que se aconselha para começar o processo e de 20 a 40% ao longo do mesmo (HAUG, 1993). Taxas superiores a 65% são consideradas como condições de anaerobiose, pois a alta umidade pode causar uma depleção de oxigênio e perda de nutrientes para o chorume. Na subseqüente condição anaeróbia a taxa de decomposição decresce e os problemas com odor aumentam (RYCKEBOER et al, 2003).


7. O vaso sanitário ecológico moderno (não disponível no Brasil);










What happens in the Naturum, and how does it work?






Composting of solid waste

A. Solid waste drops into the drum through the seat opening.

B. The drum is rotated using the pedal in order to cover the fresh waste with the compost mass and to avoid creating any odour.

C. The compost is mixed by rotating the drum.

D. The mass gradually drops through the opening in the division wall into the emptying receptacle.

E. The composting process goes on in the emptying receptacle (14).



Veja o link: http://www.drytoilet.org/events/pastevents.html








8. Banheiro seco portátil, inclusive para banheiros públicos em eventos:






9. Sanitário ecológico simples: "faça você mesmo"





II- SABIA QUE O DIA 19 DE NOVEMBRO É O  DIA MUNDIAL DO BANHEIRO  - “WORLD TOILET DAY”?


World Toilet Organization (WTO), sediado em Singapura, é uma organização global sem fins lucrativos comprometida com WC melhoria das condições de saneamento em todo o mundo. OMC é também uma das poucas organizações a concentrar-se em vasos sanitários ao invés de água, que recebe mais atenção e recursos no âmbito do tema comum de saneamento. Fundada em 2001 com 15 membros, hoje tem 235 organizações membros em 58 países trabalhando para eliminar o tabu do banheiro e entrega de saneamento sustentável.


Improving Public Access to Better Quality Toilets -  A Strategic Guide: http://worldtoilet.org/userfiles/file/ToiletPublications/19948%20Public%20Toilets%20E-book%20by%20BTA.pdf




III- PARQUES SUSTENTÁVEIS FOI CONHECER DE PERTO, O SANITÁRIO ECOLOGICO SECO DA ECOVILA DO IPEMA NA CIDADE DE UBATUBA-SP.



 



O INSTITUTO DE PERMACULTURA E ECOVILAS DA MATA ATLÂNTICA – IPEMA - é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, com sede no município de Ubatuba, Estado de São Paulo. A missão do IPEMA é fomentar e difundir a permacultura para a criação de assentamentos humanos sustentáveis.




O IPEMA vem atuando desde 1999 na conscientização e a capacitação de pessoas para área da permacultura, ecovilas e atividades correlatas. Os cursos são realizados como forma de estimular a discussão e o debate na busca de soluções criativas, originais e apropriadas aos problemas sociais, econômicos, ambientais e de políticas públicas.



Por meio da permacultura o IPEMA promove em suas ações a ética da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais, encorajando a experiência, a compreensão e o conhecimento de caminhos para se viver em harmonia com todos e com a Terra.



O IPEMA oferece regularmente diversos cursos, realizados em sua sede no bairro do Corcovado


IPEMA – ATLANTIC FOREST PERMACULTURE AND ECOVILLAGES INSTITUTE, is an organization formed by the civil society of public interest, with its headquarters located in Ubatuba, State of São Paulo. Our mission is to foment and advertise permaculture for creation of sustentable sites.


IPEMA has been acting since 1999 in conscience building and qualifying people for the permaculture area, ecovillages and related activities. The cousers are given in a way to estimulated open discussion and brainstorming searching for creative, original and approprieted solutions to social, economical, enviromnental and political problems.



Through Permaculture, IPEMA promote in its actions the peace ethic, citizenship and human rights,democracy, and other important universal values, encouraging the experience, the understanding and knowlege of way to live in harmony with all and with Earth.



IPEMA offers you regularly cousers, happening in its hadquarters located in Corcovado hood.





Main goals of IPEMA:



Promote sustainable development and integration of economic, social and enviromental nature;

Pratice permaculture technology in several system of organic agriculture, CONSORCIO and continous planting of agriculture, architecture, SANEAMENTO and handcraft, serching a diversified production, integrate and promote the exchange between old and new knowledge, respecting the freedom in human relation, the weelfare, the peace, harmony and happiness;

Enlarge the utilization of this technics in the comunity and region, turning the local comunity into a sample of ecovillage; human settling that strives for sustaintable development with minimun enviromental impact;

Offer research services, education and qualification in sustainable development;

promote actions to maintain and recover disturbed areas;

production of video material, books, handouts, internet;

give theorical and hands on classes;



promote actions to maintain and recover disturbed areas;

promote exchange and partnership between enviromental, science, cultural, national and international institucions, including universities and privet actions;

Create a seed bank and a nursery for reforesting projetcs;

Offer especialized technics assistence;

Looking forward ativing goals, the IPEMA make partnership with civil entities that works with educational and technical teaching in human development, completing their productive activities, serching for, always, the realization of ideas of AGENDA 21 done at ECO 92 – RIO.



Equipe  parques sustentaveis e o arqtº Marcelo, ao centro, idealizador do IPEMA




A- BANHEIRO SECO MODELO COM COMPOSTEIRA MÓVEL (BOMBONAS)



Vista por fora

Vista interna


Detalhe da parede

Assento sanitário


Bombonas utlizadas como composteiras ("refil")

Serragem de madeira



B- BANHEIRO SECO MODELO COM COMPOSTEIRA FIXA




Vista for fora


 
Vista interna

 Vista lateral




Vista interna da composteira (mistura com serragem) não notamos odor ofensivo do adubo