quinta-feira, 17 de junho de 2010

Fontes alternativas de água: Toxicologia, Padrões de Qualidade de Água e a Legislação

A nossa colaboradora Dra. Gisela de Aragão Umbuzeiro gentilmente nos encaminhou um importante artigo relacionado à toxicologia, padrões de qualidade da ágau e legislação publicado na Seção da INTERFACEHS - Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.5, n.1, Resenha, jan./abr. 2010. O texto completo está disponível em http://www.interfacehs.sp.senac.br/br/sumario_secao_interfacehs.asp?ed=13

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TOXICOLOGIA, PADRÕES DE QUALIDADE DE ÁGUA E A LEGISLAÇÃO

Autores: Gisela de Aragão Umbuzeiro1; Fábio Kummrow2; Fernando Fernandes Cardozo Rei3

1 Bióloga, Doutora em Ciências - Faculdade de Tecnologia – Universidade Estadual de Campinas.

2 Farmacêutico, Doutor em Toxicologia e Análises Toxicológicas -Departamento de Ciências Farmacêuticas - Universidade Federal de Pernambuco.

3 Advogado, Doutor em Direito Ambiental - Programa de Mestrado Gestão Integrada em Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente - Centro Universitário SENAC.

RESUMO

O lançamento de substâncias químicas provenientes de efluentes domésticos, industriais ou agropecuários, bem como o aporte de contaminantes atmosféricos nos corpos hídricos provoca modificações do estado químico e biológico das águas, comprometendo cada vez mais o fornecimento de água para seus diferentes usos. A toxicologia regulatória ocupa um papel chave na proteção dos recursos hídricos, pois é através dela que padrões de qualidade de são estabelecidos. Cada um dos usos da água tem seus critérios de qualidade específicos, os quais devem ser derivados utilizando métodos padronizados e definidos de acordo com necessidades regionais ou do país. Quanto mais dados toxicológicos forem gerados sobre uma substância, menores serão os fatores de incerteza e, portanto mais preciso o critério de qualidade adotado, garantindo a segurança dos diferentes usos da água. Este trabalho tem por objetivo informar e refletir sobre o papel da Toxicologia na definição de critérios de qualidade de água e como os mesmos se traduzem em normas legais incluindo uma avaliação crítica das normas brasileiras. Fica evidente que os critérios de qualidade de água são dinâmicos e que as normas brasileiras devem estar preparadas para atualizações periódicas. Nota-se a necessidade de mais pesquisas nessa área no país.

Palavras-chave: Padrões de qualidade de água, critérios de qualidade de água, toxicologia, contaminação da água, toxicologia regulatória.

INTRODUÇÃO E OBJETIVO

O lançamento de substâncias químicas provenientes de efluentes domésticos, industriais ou agropecuários, bem como o aporte de contaminantes atmosféricos nos corpos hídricos provoca modificações do estado químico e biológico das águas, comprometendo cada vez mais o fornecimento de água para seus diferentes usos. Nesse contexto a toxicologia regulatória ocupa um papel chave na proteção dos recursos hídricos, pois é através dela que padrões de qualidade são estabelecidos. Cada um dos usos da água tem seus critérios de qualidade específicos, os quais devem ser derivados utilizando métodos padronizados e definidos de acordo com necessidades regionais ou do país. Esses critérios vêm sendo extensivamente utilizados no mundo todo, inclusive no Brasil, e qualquer profissional que atua na área ambiental está familiarizado e utiliza, no dia a dia, os padrões de qualidade ambiental. As normas nacionais, estaduais e municipais que regulamentam o uso da água, se fundamentam nesses critérios.

Historicamente o Brasil vem utilizando critérios definidos por agências internacionais tal como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e por agências ambientais de outros países especialmente Canadá e Estados Unidos da América. Com tudo a maioria dos profissionais envolvidos na aplicação das normas como advogados, engenheiros, biólogos, ecologistas, entre outros, não recebe informações, tanto na educação formal como informal, de como esses padrões são derivados e o que eles significam. Assim, este trabalho tem por objetivo informar e refletir sobre o papel da Toxicologia na definição de critérios de qualidade de água e como os mesmos se traduzem em normas legais incluindo uma avaliação crítica das normas brasileiras.

A Toxicologia regulatória

A Toxicologia é definida tradicionalmente como a ciência dos “venenos”. Esta ciência engloba o estudo das propriedades químicas e físicas dos agentes tóxicos, seus efeitos fisiológicos ou comportamentais nos seres vivos, métodos qualitativos e quantitativos para sua análise em materiais biológicos e não biológicos e o desenvolvimento de procedimentos para o tratamento das intoxicações (LANGMAN; KAPUR, 2006). Atualmente a toxicologia possui um caráter preventivo e, entre os seus principais objetivos estão o entendimento dos mecanismos de ação dos agentes tóxicos bem como o cálculo da probabilidade de ocorrência de seus efeitos adversos de acordo com cenários de exposição. O cálculo dessa probabilidade é usualmente realizado por um processo denominado avaliação de risco, que é a uma das principais ferramentas utilizadas pela toxicologia (EATON; KLAASSEN, 2001).

O desenvolvimento dessa ciência ocorre em várias áreas distintas, entre elas, a Toxicologia clínica, forense, ambiental e regulatória. A Toxicologia regulatória tem como principal objetivo derivar valores seguros de exposição a compostos químicos, seus produtos de degradação, ou misturas complexas, baseando essa avaliação em todas as informações disponíveis na literatura e também levando em conta o julgamento de especialistas sobre quais compostos podem ser utilizados de forma segura, sem levar a níveis inaceitáveis de risco a saúde humana ou biota (VAN LEEUWEN, 2000). Os especialistas nessa área da toxicologia têm a responsabilidade de decidir, com base em dados provenientes da toxicologia descritiva e mecanística, se uma droga ou agente químico possui risco suficientemente baixo para o uso declarado.

Paracelsus (1493-1541), um médico europeu, já afirmava que “Todas as substâncias são tóxicas; não há substância que não é um veneno. A dose correta diferencia um veneno de um remédio”, estabelecendo, portanto há mais de 500 anos o conceito de dose-resposta, base da toxicologia (MONRO, 2001; LANGMAN; KAPUR, 2006). Desta forma a manifestação dos efeitos adversos de um agente não depende apenas da sua toxicidade, mas também da dose e das condições de exposição. Costuma-se classificar como muito tóxica a substância que é capaz de causar a morte de animais em ensaios padronizados (Dose letal 50% – DL50) em doses muito baixas, como 0,00001 mg/Kg de peso corpóreo, por exemplo a toxina botulínica. Já o álcool etílico tem uma DL50 de 10.000 mg/Kg, sendo considerado então pouco tóxico (EATON; KLAASSEN, 2001).

Porém os toxicologistas não se preocupam somente com a potência do agente tóxico, mas sim com a probabilidade de ocorrência do efeito adverso, o qual depende diretamente das condições de exposição. Portanto risco = dose x exposição. Assim o papel do toxicologista é encontrar um balanço entre os dois termos dessa equação de forma que o risco seja aceitável (FAUSTMAN; OMENN, 2001). A avaliação de risco é definida como o processo que permite a caracterização quantitativa ou qualitativa e previsão/estimativa de efeitos adversos potenciais à saúde de determinada população, sistema ou organismo decorrentes da exposição a perigos de distintas naturezas (FERNANDES-NETO; SARCINELLI, 2009). Esse processo tem caráter preventivo e frequentemente culmina na derivação de níveis seguros de exposição para a população em geral (VAN LEEUWEN, 2000).

Nesse contexto é importante considerar também que a exposição a um composto ou substância pode se dar por mais de uma via tais como oral, inalatória ou dérmica; e ela pode variar quanto à duração e freqüência. Chamamos de dose interna a quantidade do toxicante que efetivamente ingressa no organismo por uma ou mais vias. E, além disso, os indivíduos de uma mesma espécie têm suscetibilidades diferentes, ou seja, reagem diferentemente quando expostos a mesma dose (PLEIL et al., 2007).

Particularmente a Toxicologia regulatória ambiental estuda e ajuda a estabelecer valores de concentrações máximas permitidas (VMP) para a presença de agentes químicos na água, no solo e no ar, por meio dos princípios e abordagens da avaliação de risco. Para isso, é necessário estabelecer cenários genéricos de exposição de forma a proteger sempre as espécies mais sensíveis de cada ambiente. Assim o risco ambiental de determinada substância é o resultado do julgamento de sua periculosidade em função da exposição. A periculosidade está associada às potencialidades intrínsecas dos compostos químicos, como por exemplo, a toxicidade aguda e crônica, degradação, bioacumulação entre outras, enquanto a exposição está associada às condições de uso e distribuição no ambiente (concentração ou dose). Muitos compostos, especialmente os praguicidas são classificados quanto a sua periculosidade. No Brasil havia uma classificação, que foi muito utilizada no passado, baseada exclusivamente na toxicidade do produto ao ser humano. Mais recentemente foi desenvolvida uma classificação mais abrangente que considera também o destino do praguicida no ambiente, bem como seus possíveis efeitos sobre a biota em geral, incluindo o ser humano. Essa classificação, denominada Potencial de Periculosidade Ambiental (PPA) é bastante útil, e serve para nortear decisões, porém deve-se ter em mente que a mesma não é fundamentada em avaliação de risco, pois não inclui a avaliação de exposição (ZAGATO, 2006).

Critérios e padrões de qualidade de água e as normas legais brasileiras

Os critérios de qualidade ambiental devem ser definidos para cada um dos meios como ar, água e solo e são baseados nos dados toxicológicos obtidos através de experimentos, estudos epidemiológicos e cenários genéricos de exposição, ou seja, são produtos do processo de avaliação de risco. As informações toxicológicas, sobre um composto químico, mais utilizadas em estudos de avaliação de risco são: dados de toxicidade aguda, de toxicidade crônica, de genotoxicidade, de efeitos à reprodução e/ou teratogenicidade, de ecotoxicidade, sobre a sua capacidade de fotodegradação, de hidrólise, de biodegradação e ainda sobre o seu transporte e distribuição nos diferentes compartimentos ambientais. Porém, para grande parte dos compostos produzidos ou utilizados em grande escala no Brasil, estes dados estão indisponíveis ou parcialmente disponíveis (SANCHEZ; NASCIMENTO, 2005).

Já os padrões de qualidade ambiental levam em consideração, além dos critérios cientificamente estabelecidos, a disponibilidade de métodos analíticos, de tecnologia de tratamento para remoção dos toxicantes aos níveis desejados, fatores políticos, econômicos e sociais do país, que são definidos através de processos denominados gerenciamento do risco (USEPA, 1991). Na prática, o que será exigido pelas autoridades competentes serão os padrões. Já nos processo de gestão dos recursos ambientais e estabelecimento de metas de qualidade os critérios são mais utilizados (BERTOLETTI; ZAGATTO, 2006).

Critérios de qualidade de água são os valores máximos permitidos, para cada substância química possivelmente presente na água, que garantem os seus usos pretendidos. Os critérios de qualidade de água devem ser estabelecidos em função cada um dos seus usos. Para definição desses critérios são necessários dados oriundos dos estudos toxicológicos, anteriormente citados, bem como o estabelecimento de cenários de exposição apropriados. Exemplos de usos para os quais têm sido definidos critérios de qualidade: consumo humano, irrigação, dessedentação de animais, recreação, proteção da vida aquática e aqüicultura.

Historicamente, Estados Unidos (1991), Canadá (2007), Austrália (2004) e diversos países europeus derivam seus critérios de qualidade ambiental com base em estudos próprios através de órgãos governamentais que possuem essa competência. Mais recentemente, a Argentina (2005), através da sua Secretaria de Recursos Hídricos, mantém um grupo de trabalho que deriva critérios de qualidade de água em âmbito regional. Entidades internacionais como a OMS (1997) e a FAO – Food and Agricultural Organization (1985) derivam critérios de qualidade ambiental com o objetivo de orientar os diferentes países, especialmente aqueles que não têm recursos para realizar seus próprios estudos, facilitando o estabelecimento de padrões de qualidade de para os diferentes usos do recurso hídrico.

No Brasil, existem diferentes normas legais que utilizam critérios de qualidade de água. A Portaria 518 do Ministério da Saúde, publicada em 2004 é uma norma que define padrões para substâncias químicas para um dos principais usos da água: consumo humano (BRASIL, 2004). Ainda em relação ao consumo humano, especificamente para águas envasadas e gelo, que no Brasil são consideradas alimento, em 2005, foi publicada a Resolução RDC 274 da ANVISA (BRASIL, 2005b). Os limites máximos permitidos (VMP) para substâncias químicas dessa resolução estão agora harmonizados com a Portaria 518 do Ministério da Saúde (BRASIL, 2004). Para recreação, em 2000, foi publicada a resolução CONAMA N° 274 de 2000, a qual inclui basicamente parâmetros microbiológicos não especificando padrões numéricos para substâncias químicas tóxicas (BRASIL, 2000).

Não há norma nacional que estabeleça separadamente padrões de qualidade para proteção da vida aquática, irrigação e dessedentação de animais para águas superficiais. A Resolução CONAMA N° 357 de 2005 (BRASIL, 2005a) estabelece valores máximos permitidos para conjunto de usos, de acordo com classes de água utilizadas para o enquadramento dos recursos hídricos. Essa resolução define padrões de qualidade de acordo com as 13 classes de qualidade elaborados em função de conjuntos de uso concomitantes. Por exemplo, águas doces que atendem os padrões da classe 1 podem ser utilizadas com segurança para consumo humano após tratamento simplificado, recreação de contato primário e secundário, dessedentação de animais, irrigação, preservação da vida aquática e aqüicultura. Os usos previstos para as águas doces de classe 3 são: consumo humano após tratamento convencional e avançado, recreação de contato secundário, dessedentação de animais e irrigação. De acordo com essa resolução podemos afirmar que uma água que atende padrões de classe 1 pode ser utilizada com segurança para irrigação, porém os requisitos de qualidade da classe 1 podem não coincidir com os critérios de qualidade de água exigidos para esse uso específico. Isto porque os padrões de cada classe são escolhidos de forma a contemplar o valor mais restritivo entre todos os usos considerados (CARVALHO, 2007; CAMPOS, 2006; CAMPOS et al., 2008).

No que se refere a águas subterrâneas a recém publicada Resolução CONAMA N° 396 de 2008, também define classes de qualidade com base em usos. São cinco classes de qualidade cujos padrões devem ser estabelecidos caso a caso, de acordo com o planejamento do uso atual e futuro do recurso hídrico e das características biogeoquímicas. Essa resolução apresenta uma lista de substâncias mais prováveis de serem encontradas em águas subterrâneas bem como apresenta padrões individuais para usos considerados preponderantes: consumo humano, dessedentação de animais, irrigação e recreação (BRASIL, 2008). Esses padrões independem da origem do recurso hídrico e podem ser aplicados para diferentes tipos de água. Também, de forma pioneira no Brasil, esta norma lista os limites de quantificação praticáveis (LQP) aceitos para cada uma das substâncias químicas apresentadas. Neste caso para efeitos legais, se o padrão de qualidade de água for menor que o LQP este último será o valor aplicável.

O cálculo dos critérios de qualidade de água

Os agentes químicos para os quais se estabelecem critérios de qualidade de água são aqueles que têm probabilidade de ocorrência no país ou região e são capazes de causar efeitos adversos ou desconforto aos seres vivos. Esses agentes podem estar presentes na água devido a características geológicas (naturais) ou por de fontes de contaminação antropogénicas. No caso especifico da água para abastecimento público o valor máximo permitido (VMP) pode ser definido como o nível máximo de um contaminante presente na água destinada a consumo humano. Seu valor deve ser definido para os compostos químicos que pode causar efeitos adversos após longos períodos de exposição ou aqueles que possam causar, sob determinadas condições, seus efeitos após uma única exposição. Deve ser determinado também para substâncias que podem tornar a água não potável por alterar o seu sabor, odor ou cor. O VMP normalmente representa a concentração de um componente que não resultará em um risco significativo para a saúde, considerando o consumo ao longo da vida. Esses valores também podem ser estabelecidos em função da capacidade prática de tratamento ou na capacidade analítica. Nestes casos, o VMP pode ser superior ao valor calculado com base no critério saúde humana.

A derivação desses VMP depende do dado toxicológico a ser adotado pelo país ou estado chamado de Ingresso Diário Tolerável (TDI) ou Dose de Referência (RfD), dos valores escolhidos para as diferentes variáveis do cenário de exposição, como peso corpóreo da espécie, consumo de água, porcentagem de ingresso do composto via água, fatores de incerteza aplicados entre outros. Também é necessário considerar a viabilidade técnica e econômica de se quantificar o composto bem como de removê-lo aos níveis desejados. O valor obtido e as conseqüências de sua aplicação devem ser analisados pelos gestores públicos e nesse contexto pode ser alterado considerando o custo-benefício do ponto de vista estratégico de cada país ou estado (VAN LEUWEEN, 2000).

A informação sobre a toxicidade de cada substância química – expressa normalmente em NOAEL (nível de efeito adverso não observado) ou LOAEL (menor nível onde se observa efeito adverso) – é obtida através de experimentos com animais e dados epidemiológicos. Esses dados são obtidos para cada espécie-teste (mamíferos, plantas, microrganismos entre outros). A esses dados aplica-se o que chamamos de fatores de incerteza os quais são escolhidos em função da qualidade dos dados toxicológicos disponíveis e variabilidade da resposta inter e intra-espécie, entre outros fatores (FALK-FILIPSSON et al., 2007). Usualmente, para se obter o TDI ou RfD, divide-se o NOAEL ou LOAEL por fatores que podem variar de 10 a maiores que 1000. Esses valores são definidos caso a caso e requerem o julgamento científico de um grupo de especialistas.

Os critérios de qualidade de água ou valores máximos permitidos (VMP) de um agente químico são geralmente calculados multiplicando-se a TDI pelo peso corpóreo considerado e pela fração ou porcentagem da TDI associada à água, divididos pelo consumo de água diário adotado. Por exemplo, para um determinado composto X, que apresenta uma TDI de 0,1 mg/Kg, o VMP para consumo humano poderia ser assim calculado:

VMP = 0,1 (TDI) x 60 (peso corporal) x 0,1 (fração de ingestão)/2L (consumo diário de água)

VMP para composto X= 0,3 mg/L

Isso significa que uma pessoa pode beber água contendo 0,3 mg/L do composto X, por toda a vida, sem sofrer efeito adverso, à luz dos conhecimentos da época em que o valor foi derivado. Observa-se que esse valor pode variar de acordo com as condições consideradas e com a TDI adotada. Assim sendo, as agências reguladoras de cada país poderão adotar diferentes critérios de qualidade de água para a mesma substância (tabela 1). As diferenças entre os valores dos Estados Unidos, Brasil e Canadá podem ser explicadas pelos diferentes TDI e cenários de exposição adotados. Já o valor adotado pela Austrália, refere-se à política do país, que para praguicidas, não utiliza o critério de qualidade cientificamente calculado, mas sim recomenda o LQP da substância como o limite máximo. A tabela 2 apresenta os diferentes cenários de exposição considerados por alguns países, os quais são fontes de variação na derivação dos critérios de qualidade de água (tabela 2).


Para a proteção da vida aquática em vez de utilizar-se doses de RfD ou TDI como dados de referência para o cálculo dos critérios de qualidade da água, utiliza-se o conceito de concentração máxima tolerável. Isto porque, neste caso, os organismos vivem toda sua vida na água, e as avaliações toxicológicas são realizadas nesse meio. Um método que vem sendo utilizado é o das oito famílias, que se baseia na utilização de dados de toxicidade correspondente a pelo menos oito famílias diferentes de animais, e uma de algas ou plantas vasculares. Dependendo das características da substância química, pode-se utilizar pelo menos oito famílias de algas ou plantas vasculares aquáticas e uma de animais. A escolha das espécies a serem consideradas deve estar relacionada ao país ou região (ARGENTINA, 2005).

No caso dos critérios para dessedentação de animais, o mesmo composto X, terá outro VMP, pois uma ovelha, por exemplo, pesa em média 120 quilos e consome por dia 15 L de água/dia e pode ser mais ou menos sensível que o homem para a substância considerada, tendo seu TDI específico (ARGENTINA, 2005). Para a irrigação, o valor pode diferir ainda mais, pois ele dependerá do NOAEL derivado de dados relativos a efeitos fitotóxicos (normalmente expresso em mg do composto/kg de solo), densidade e volume do solo considerado e da taxa de irrigação anual. Um exemplo bastante interessante é o herbicida glifosato. Na Argentina, o VMP deste composto para consumo humano é de 300 μg/L. Para proteção da vida aquática o valor derivado foi de 240 μg/L. Para irrigação, o valor é mais baixo, podendo chegar até a 0,04 μg/L dependendo da taxa de irrigação considerada, critério esse derivado em função da espécie de planta mais sensível, considerada como de importância para o país (ARGENTINA, 2005).

Percebe-se, então, que os critérios de qualidade de água variam em função do uso e devem ser derivados de forma regional, com base na relevância de cada agente químico, das espécies a serem protegidas e dos cenários de exposição escolhidos. Muitas vezes, devido à falta de informações toxicológicas sobre um determinado composto, não é possível avaliar o risco que os seres humanos ou biota estão sujeitos, mesmo que haja exposição. Além disso, em função da constante evolução científica, novos efeitos adversos de uma mesma substância são descobertos, mais testes de toxicidade são executados e novas evidências epidemiológicas são publicadas, o que faz com que os TDI e conseqüentemente os critérios sejam revistos sempre.

O estabelecimento dos padrões e as questões legais

Observa-se que, cada um dos usos da água tem seus critérios de qualidade específicos, os quais devem ser derivados utilizando métodos padronizados e definidos de acordo com a necessidade de cada região ou país. Não se espera, portanto que as mesmas substâncias estejam presentes nas legislações de todos os países, pois a escolha depende da ocorrência natural, quantidade em uso e importância social e econômica. Quanto mais dados toxicológicos forem gerados sobre uma determinada substância, menores serão os fatores de incerteza e, portanto mais preciso será o critério de qualidade, garantindo assim os usos da água com segurança.

Percebe-se que esta é uma área que requer ainda pesquisas no Brasil. Muito há que ser feito, discutido e harmonizado. Para todos os usos da água será necessário definir protocolos padronizados de forma integrada entre as agências reguladoras envolvidas. Recentemente Campos et al. (2008) apresentaram as dificuldades para definição de critérios de qualidade de água para irrigação. Para a proteção da vida aquática, ainda há uma lacuna em termos de derivação de critérios nacionais que se reflete na falta de valores máximos permitidos individuais nas normas pesquisadas.
Fica evidente que o estabelecimento de padrões de qualidade requer, além de toxicologistas, especialistas de diferentes áreas do conhecimento, tanto capazes de avaliar o risco como de gerenciá-lo de forma adequada. Além disso, as normas devem estar preparadas para serem periodicamente atualizadas, pois os critérios de qualidade de água são, por definição, dinâmicos.

Importante considerar que enquanto os efeitos adversos de um determinado composto ou mistura não forem estudados e seu modo de ação conhecidos, não é possível calcular os riscos da exposição, devendo-se, portanto reduzir a exposição dos organismos ao máximo até que doses seguras possam ser estabelecidas. Como a capacidade de produção de substâncias novas é muito maior do que a capacidade de realização de avaliação da toxicidade das mesmas, muitas vezes as agências reguladoras deparam-se com a necessidade de regulamentar substâncias para as quais não se dispõe de qualquer dado toxicológico. Nesse sentido a Alemanha, com base em estudos científicos e o princípio da precaução, utilizam o valor provisório de 0,1 μg/L como padrão de potabilidade enquanto dados científicos suficientes sobre a substância não estão disponíveis (GRUMMT et al., 2007).

Na verdade, o que se reconhece, é que diante de novos riscos à saúde humana ou a biota em geral, as agências reguladoras, apoiadas pelas autoridades ambientais, deveriam criar procedimentos de avaliação que, além de dimensionar o risco, propusessem recomendações para sua redução, sempre que possível, ao nível seguro de exposição das populações que se quer proteger. Quando não se tem capacidade de monitorar, avaliar ou garantir o atendimento de um determinado padrão ou critério, a opção pragmática que resta aos órgãos reguladores é a eliminação da exposição, com base na equação risco = dose x exposição.

Por todos esses motivos, a legislação deve, a exemplo de outras áreas do direito ambiental, estar pautada pela evolução do conhecimento técnico-científico e ser suficientemente dinâmica para acompanhar tal evolução e assim garantir a proteção dos organismos que utilizam a água e a adequada gestão dos recursos hídricos, garantindo a qualidade ambiental e a saúde das gerações atuais e futuras.


REFERÊNCIAS

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terça-feira, 8 de junho de 2010

A ECO Business 2010 acontecerá nos dias 31 de agosto, 1 e 2 de setembro no Centro de Exposições Imigrantes

A ECO Business é um evento de disseminação de conceitos e práticas sustentáveis. A Feira e Congresso Internacional de Econegócios e Sustentabilidade, promovida pela MES Eventos desde 2008 em São Paulo, reúne empresas que desenvolvem projetos sustentáveis, ecoprodutos e serviços, com o intuito de gerar negócios, promovendo integração, troca de informações e geração de conhecimento nas esferas social, ambiental e econômica.

Além da feira onde as empresas se apresentam em estandes, é realizado também o Congresso Negócios e Cidades Sustentáveis, que discutem temas relevantes como projetos adotados por governos, empresas, ONGs e universidades, visando entendimento das estratégias e resultados obtidos para melhorar a vida nas cidades com a implementação de iniciativas sustentáveis e como podemos nos organizar para gerar riqueza e lucratividade nas cidades impactando menos o meio ambiente.

Para mais informações sobre a Feira e Congresso Internacional de Econegócios e Sustentabilidade – ECO Business 2010- Acesse: http://www.ecobusiness.net.br/

A ECO Business acontecerá nos dias 31 de agosto, 1 e 2 de setembro no Centro de Exposições Imigrantes.Pavilhão de Convenções. Horário : 13h às 21 h.

Inscrição gratuita para a feira:
http://www.meilsdobrasil.com.ar/AOLEcoBusiness2010/content/Bienvenida.aspx

sábado, 5 de junho de 2010

5 de junho - Dia Mundial do Meio Ambiente ou da Poluição?


Todo ano é a mesma coisa: Vazou petróleo de novo!



Pelicano coberto de petróleo que vazou nos EUA. Foram afetadas 445 espécies de peixes, 134 de pássaros, 45 de mamíferos e 32 de répteis e anfíbios. Foto: Governor Bobby Jindal/AF









quarta-feira, 2 de junho de 2010

Parques sustentáveis está presente no Curso Peixes em Coleções Hídricas Urbanas na UMAPAZ

O Dr. Clovis Ferreira do Carmo, pesquisador científico do Instituto de Pesca, durante a sua brilhante exposição sobre a "qualidade da água nos parques urbanos", nos deu uma importante contribuição informando que: "o crescimento urbano no entorno do Parque da Água Branca também é um fator relevante na perda de qualidade de suas águas, uma vez que o fluxo de água das nascentes foi reduzido, agravando os problemas de eutrofização". M.S. Silva et al. (2006)

 

Para que um parque urbano com lago permaneça sustentável , dependerá da conservação do aquífero freático no entorno do parque, não permitindo a impermeabilização do solo para não extinguir as nascentes e proibir a construção de garagens subterrâneas para rebaixamento definitivo do lençol freático, que servirá como um novo parâmetro para um parque sustentável.
Como coibir? Alterar a lei de zoneamento e o código de obras para depois fiscalizar  com rigor qualquer contrução irregular próxima aos parques com lagos.(Fred)



 

As características de um lago sustentável (oligotrófico):

  • O2 no hipolímnio:Alta

  • Nutrientes na água: Baixa

  • Nutrientes no sedimento: Baixa

  • Material em suspensão: Baixa

  • Penetração de luz: Alta

  • Produção primária: Baixa

  • Diversidade:Alta

  • Macrófitas aquáticas: Baixa densidade

  • Biomassa fitoplanctônica: Baixa

  • Florações: Rara
A análise microbiológica realizada pela COVISA das fontes alternativas de água dos parques da mostrou que em sua maioria estão presentes coliformes totais, colifomes termotolerantes e E.coli, mas aprendemos nesta oportunidade que não inviabiliza o abastecimento do tanque/lago com peixes com finalidade ornamental.




 O Dr. Clovis entre a médica veterinária Regina e o engº Newton de SVMA. Parques sustentáveis agradece a colaboração.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Os parceiros JACTO/MIZUMO, JUST IN TIME e MISS HOUSE AUTOMAÇÃO apóiam parques sustentáveis e visitam o Parque do Carmo

Guilherme R. Sarzedas da Jacto/Mizumo, Marcos de Oliveira da Just in Time Import & Export, Monique Mueller Bianco e Paulo Eduardo da C. Oliveira da Miss House Automação, em visita no Parque do Carmo.








 

 


Local onde será a "en-tenda sustentável" para a educação ambiental para as crianças



sexta-feira, 28 de maio de 2010

EcoWin apoia parques sustentáveis com o mictório seco



Hansjörg Bruderer e Edilene Carrea da EcoWin Soluções Ecológicas (http://www.ecowin.com.br/), apoiam parques sustentáveis e conheceram o Parque do Carmo e UMAPAZ, onde serão instalados experimentalmente os mictórios secos da URIMAT, importados da Suiça.

Constatamos que o mictório em inox tipo "cocho" acaba consumindo muita água potável pois, em sua maioria, fica com o registro de pressão constantemente aberto para higienização e evitar o odor.

O mictório seco fabricado em policarbonato injetado é resistente e como não utiliza água, as bactérias que causam odor não proliferam.
Ao reduzir o consumo de água potável para efetuar a descarga do mictório, deixamos de pagar a tarifa de esgoto à concessionária, diretamente proporcional ao gasto de água potável: A economia em R$ será em dobro, aqui em São Paulo.
O que chamou a nossa atenção é que cada mictório seco economiza em média 100.000 litros/ano de água potável.
A economia de água será significativa quando for utilizada em escolas, hospitais, rodoviária, metrô, estádios, etc.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Missão cumprida: Participação na última reunião ordinária do CONREMAD-SM. Eleição dos novos conselheiros dia 29/05/10.


São princípios do Conselho Regional de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz de São  Mateus - CONREMAD-SM: transparência, universalidade, legalidade, moralidade, precaução, prevenção, impessoalidade, publicidade, eficiência e cultura de paz como base da participação popular na tomada de decisões.
Os conselheiros desta primeira gestão do CONREMAD-SM lutaram incansavelmente na criação de parques naturais, lineares e urbanos , para a melhoraria da qualidade de vida dos moradores de São Mateus.
Foram quase dois anos de convivência com respeito, amizade, ética, união, determinação, superação em defesa do desenvolvimento sustentável de São Mateus.
Obrigado pelo aprendizado e nos encontraremos aqui, nos parques sustentáveis.

sábado, 15 de maio de 2010

Conselho Gestor do Parque Urbano do Carmo apoia parques sustentáveis


A convite do administrador do Parque do Carmo, eng. agron. José Augusto, participamos hoje da reunião do conselho gestor do Parque Urbano do Carmo.
Nesta oportunidade, foi apresentada a nossa proposta de implantação de tecnologias sustentáveis para economia de água e de energia elétrica, da construção experimental do sanitário ecológico seco no Parque Urbano do Carmo, maior parque da zona leste da Capital, por meio de parcerias com a iniciativa privada.
Um espaço destinado à educação ambiental para as crianças que frequentam o parque ainda está em fase de projeto, mas a idéia foi bem recebida, por ser inédita dentro de um parque urbano municipal.
A exemplo do Conselho Gestor da APA do Carmo, parques sustentáveis recebeu total apoio dos presentes.
Estamos ainda em fase de negociação e formalização das parcerias (cooperação e doação) com as empresas.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Agradecimentos aos expositores da FEICON BATIMAT/EXPOLUX/AMBIENTALEXPO que apoiaram a iniciativa dos parques sustentáveis

Quero agradecer aos expositores da Feicon Batimat - 18ª Feira Internacional da Indústria da Construção, Expolux - 12ª Feira Internacional da Indústria da Iluminação e da 2ª Feira Internacional de Equipamentos e Soluções para o Meio Ambiente, que me ouviram pacientemente e apoiaram a iniciativa de instalar gratuitamente equipamentos sustentáveis e serviços nos 10 parques urbanos, além de oferecer cursos de capacitação e  incentivar a educação ambiental para as crianças que frequentam estes parques.
Vamos divulgar os equipamentos e o  nome das empresas parceiras (quase 30), em momento oportuno, após a formalização.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

22 de abril - Dia da Terra. O vulcão islandês Eyjafjallajokull que parou o "desenvolvimento sustentável".

O Dia da Terra foi criado em 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacionalcontra a poluição. É comemorado mundiamente a partir de 1990.

Apesar do dia 22 de abril, continuamos a poluir a Terra em nome do desenvolvimento sustentável e hoje a emissão dos gases do efeito estufa está mudando o clima do planeta.



Imagem no espectro visível (esquerda) e no infravermelho (direita) and infrared (right) do vulcão Eyjafjallajökull capturadas em 17 de abril de 2010 pelo dispositivo Hyperion do satélite da NASA Earth Observing-1 (EO-1). Crédito: NASA/JPL/EO-1 Mission/GSFC/Ashley Davies


O apagão aéreo na Europa causado pelas cinzas do vulcão islandês Eyjafjallajokull que entrou em erupção no dia 14 de abril, servirá de alerta para reflexão no dia da Terra.


Desenvolvimento sustentável, para decorar:

"É o desenvolvimento que supre as necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade das gerações futuras de atender as suas próprias necessidades. Brundtland, ONU, 1987".

Traduzindo, para entender:

Em 1999, perguntei ao prof. Dr. Matsumoto da Universidade de Tokyo como saber se o desenvolvimento é sustentável e ele me respondeu:

"De tempos, em tempos:

Se você é um arquiteto urbanista, volte à mata e observe a natureza;

Se você é um engenheiro naval, volte a observar os peixes;

Se você é um engenheiro aeronáutico, volte a observar os pássaros;

Se tudo isso ainda for possível, o desenvolvimento é sustentável".


E o que é um parque urbano sustentável?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Exposição Casa Alemã: a Casa Ecoeficiente

Informativo do CBCS:

O Ministério Federal da Economia e Tecnologia, juntamente com o Ministério dos Transportes,


Obras e Desenvolvimento Urbano da Alemanha e a Câmara Brasil-Alemanha, anunciam a

chegada ao Brasil da exposição "Casa Alemã – a Casa Ecoeficiente", em abril, no Parque

Ibirapuera.

A “Casa Alemã" é um protótipo de casa energeticamente eficiente, que vai percorrer 13

cidades da América Latina, mostrando tecnologias inovadoras para a habitação, com

abastecimento de energia pelo aproveitamento da energia solar, obtendo mais conforto e

economia significativa de energia.

A “Casa Alemã” mostra que a estética e o conforto se harmonizam com a eficiência energética

e as energias renováveis; a combinação de arquitetura sofisticada e tecnologia inovadora

demonstram que a sustentabilidade e a qualidade do design são conceitos viáveis com grande

potencial nos mercados latino-americanos.

Esta exposição é baseada no modelo de habitação sustentável da Universidade Técnica de

Darmstadt, proposta vencedora no concurso internacional de arquitetura e engenharia "Solar

Decathlon” patrocinado pelo Departamento de Energia dos EUA em 2007 e 2009.

A Casa estará aberta ao público e serão realizados eventos temáticos para profissionais

interessados em aplicar tecnologias de eficiência energética e energias renováveis na

construção, com foco em microgeração.

Em paralelo as atividade que ocorrerão na Casa, também realizaremos eventos na “Tenda da

Inovação”, focados em eficiência energética e construção sustentável.

Tema

Casa Alemã: a Casa Ecoeficiente (clique aqui http://www.ahk.org.br/upload_arq/Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20Casa%20Alema.pdf?from=CBCS para mais informações sobre a exposição)

Data, Local e Horário:

13 a 28 de abril de 2010

Local: Parque Ibirapuera
Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n - entrada pelo portão 10

(pedestres) e portão 3 (automóveis) - em frente ao Museu Afro Brasileiro - São Paulo/ SP

Informações:

Horário para visitação da casa:

• Público geral: visitas de terça a sexta-feira das 11h00 às 17h00; sábados e

domingos das 14h00 às 17h00

• Conversas com o técnico: serão organizados dois grupos para conversa e visita

técnica com o engenheiro responsável pela casa nos dias 20/04 e 27/04 (mais

informações pelo e-mail: mambiente@ahkbrasil.com)

• Visitas de escolas técnicas e universidades: agendar pelo email

(mambiente@ahkbrasil.com)

Programação da tenda:

13/abril Seminário Energia Solar (clique aqui)

14/abril Congresso Eficiência Energética (clique aqui)

15/abril Seminário Eficiência Energética em São Paulo (clique aqui)

16/abril Seminário Greenbuilding (clique aqui)

20/abril Palestra: O Papel do Arquiteto na Construção Sustentável (clique aqui)

22/abril Palestra: Impactos Ambientais da Aplicação de Tecnologias de Eficiência Energética

(clique aqui)

23/abril Palestra: Eficiência Energética em Edifícios (clique aqui)

Investimento e Inscrições

gratuito

Mais informações:

Daniely Andrade

Coordenadora de Meio Ambiente e Sustentabilidade

Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha São Paulo

E-mail: mambiente@ahkbrasil.com

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Visita à futura sede sustentável da EcoPlano (Supergreen)

Fizemos uma visita à futura sede da EcoPlano (http://www.supergreen.com.br/), no Campo Belo, 100% sustentável e preocupados com a responsabilidade social.
Só para lembrar, a EcoPlano instalou os equipamentos sustentáveis na "casa sustentável do papai noel", no Parque Ten. Siqueira Campos (Trianon).
Fomos muito bem recebidos pelo engº Airton Dudzevich, mostrando como aproveitar os recursos naturais com criatividade e nos deu uma verdadeira aula de cidadania e sustentabilidade: cuidar dos vizinhos, dando oportunidade de emprego, para que eles cuidem da empresa.


Chuveiros com sistema de aquecimento solar 


Captação de água de chuva do telhado





Ele substituiu o sistema de ar condicionado central pelo sistema natural de ventilação, exaustão e umidificação dos ambientes por geotermia.


Exemplo de responsabilidade social: Aulas de ballet, kung fu e street dance para jovens carentes numa sala construída com piso acolchoado com pneus triturados.







Iluminação natural refletido com papel alumínio.

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Aguardem novidades com a parceria do nosso grande "prof. Pardal da sustentabilidade"

quinta-feira, 1 de abril de 2010

6 a 10/04/10 - Expolux 2010 - 12ª Feira Internacional da Indústria da Iluminação

6 a 10/04/10 - Expolux 2010

Paralelamente à Feicon Batimat, acontece a 12ª Feira Internacional da Indústria da Iluminação, que apresenta inovações e tecnologia em produtos de iluminação residencial, industrial e pública.


Informações Importantes

Data: De 6 a 10 de abril de 2010

Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi - São Paulo - SP

Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana

Horário da Exposição: das 10 às 19 horas

E-mail: info@expolux.com.br

Site: www.expolux.com.br

cadastro gratuito

segunda-feira, 29 de março de 2010

Ambiental Expo - Feira Internacional de Equipamentos e Soluções para o Meio Ambiente, será realizada de 27 a 29 de abril de 2010

A Ambiental Expo - Feira Internacional de Equipamentos e Soluções para o Meio Ambiente, será realizada de 27 a 29 de abril de 2010, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Promovida e organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado em parceria com a ABDIB - Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base, a Feira terá a presença de 100 empresas e a visitação de 9 mil visitantes dos setores público e privado para realizar negócios.




A Ambiental Expo é o evento mais abrangente realizado no Brasil e o único que aproxima os setores privados e governamentais engajados no desenvolvimento sustentável. Os principais diferenciais do evento são a qualidade de seus expositores, as novidades apresentadas e o conhecimento gerado no congresso.

http://www.ambientalexpo.com.br/

quinta-feira, 25 de março de 2010

Fórum Estadual de Câmara Técnica de Saúde Pública - Subsídios para a Legislação Nacional de Água para Consumo Humano

A Dra. Gisela de Aragão Umbuzeiro asseverou durante a sua brilhante palestra.

Base para derivação de critérios de potabilidade de água de um País:

  • Regras claras e definidas;
  • Fundamentação técnica;
  • Dados confiáveis e atuais;
  • Transparência (ensinar);
  • Documentação;
  • Exequibilidade;
  • E por fim, bom senso.
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Daí, entendo que para o desenvolvimento do trabalho de uso racional ou reuso de água nos parques urbanos, requer a mesma cautela.

segunda-feira, 22 de março de 2010

22 de março - dia mundial da água?

Dia 22 de março dia mundial da água?

Apesar da Terra dispor de uma enorme quantidade de água, quase 97% é constituída por água salgada dos mares e oceanos e cerca de 2% dela está congelada em geleiras e na camada de gelo que recobre as regiões polares. Logo, somente a fração restante, ou 1%, está efetivamente disponível para o consumo humano, a irrigação e o uso industrial. É sobre essa pequena parte que está-se debatendo os problemas oriundos da escassez, da poluição e do mau uso da água. http://www.institutoaqualung.com.br/info_agua_pressao50.html

Em 22 de março de 1992 a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o "Dia Mundial da Água", publicando um documento intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água":


1.- A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.

2.- A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.




3.- Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.





4.- O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.






5.- A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.




6.- A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.


7.- A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

8.- A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

9.- A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

10.- O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.


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Um pouco de nostalgia...




Cresci na década de 60 numa área de mananciais, próxima à represa Billings entre Diadema e Eldorado. Havia muitas nascentes e identificar a água potável era simples: presença de taboa, peixes e besouro aquático que “circulava” na superfície d’água chamado “mãe d’água”(Cientificamente, a Mãe d’ Água é um coleóptero aquático, pertencente á família Dytiscidae, do gênero Megadytes e pesquisadores usam esses insetos como bio-indicadores em estudos de qualidade de água).

Inclusive, na área da mata chovia muito, pois “atraía” as nuvens e a garoa.

Tudo isso acabou!



Hoje, só nos resta brindar com água mineral num parque urbano!



Em 1999, perguntei ao prof. da Universidade de Tokyo como saber se o desenvolvimento é sustentável e ele me respondeu:



De tempos, em tempos:

Se você é um arquiteto urbanista, volte à mata e observe a natureza;

Se você é um engenheiro naval, volte a observar os peixes;

Foto: Parques Sustentáveis

Se você é um engenheiro aeronáutico, volte a observar os pássaros;

Se tudo isso ainda for possível, o desenvolvimento é sustentável.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Revisão do Plano Nacional de Recursos Hídricos

Na Semana da Água, Brasil revisa Plano Nacional de Recursos Hídricos

17/03/2010 18:25 - Portal Brasil





Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Água (22 de março), o Brasil vai começar a revisar o atual Plano Nacional de Recursos Hídricos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (17) pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).



Segundo o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério da Costa, o trabalho terá a participação da Agência Nacional de Águas (ANA) e da sociedade civil. De acordo com Costa, nos últimos anos, o país tem priorizado ações no setor e a água deixou de ser vista apenas como um recurso natural.



“O Brasil é o único país das Américas a cumprir a meta de, até 2005, ter criado esse plano. É um instrumento que pretende influenciar todas as políticas setoriais - indústria, agropecuária, turismo, energia –, um conjunto de metas que possa ser referência para os planos setoriais”, disse, durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.



Na reunião, o diretor da ANA, Paulo Varella, afirmou que o Brasil, por ser reconhecido como “país das águas”, tem maior responsabilidade e precisa se preparar para enfrentar o desafio de preservação. Ele elogiou a atual legislação e a perspectiva de uma gestão integrada, descentralizada e participativa.



Representando a sociedade civil, o diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, avaliou que ainda é preciso avançar muito e lutar para que as margens dos rios, por exemplo, se tornem um dos maiores patrimônios da sociedade brasileira.

“Rios são o termômetro da cidade, sabemos se há doença, mau uso. Se conseguirmos traduzir para a sociedade uma ação socioambiental de recuperação dos rios, vamos fazer uma gestão eficiente de água. A participação da sociedade é determinante”, destacou.







Amazônia



Na Amazônia, região que concentra as maiores reservas de água do planeta, o Dia Mundial da Água será comemorado com vários eventos realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa-MCT). Em parceria com o Centro Cultural Thiago de Melo, o Inpa promove nesta quinta-feira (18) um ciclo de palestras sobre o tema.



O evento será realizado no auditório do Centro Cultural, Zona Norte de Manaus, de 8h30 às 18h. A atividade é pedagógica e reunirá um grupo de oito pesquisadores do Inpa, que apresentarão temas envolvendo a questão da água e suas peculiaridades na região amazônica para estudantes, professores, lideranças comunitárias.



Para o funcionário do Centro Cultural Thiago de Melo, Fernando Ramos, a discussão da temática junto à comunidade é importante para a preservação da água. “Acreditamos que é preciso maior discussão sobre a importância e preservação deste bem tão fundamental para a







Fonte:

Ministério da Ciência e Tecnologia

Agência Brasil





Análise das águas das fontes alternativas 4

As águas dos córregos Pedra Azul e Jurubatuba não são são os únicos contribuintes (afluentes) do lago do Parque da Aclimação.

 Antes do tratamento


 Depois do tratamento da SABESP


Vista geral do lago do Parque da Aclimação

Pomáceas e desova. Não são apenas alimentos das aves, corrigem o pH da água para neutro (7). 


Existem muitas nascentes no Parque da Aclimação que também contribuem para abastecimento do lago e que poderão ser utilizadas para usos menos nobres



Coleta de amostra da água da "bica" existente

Detalhe da "bica"

Nascente junto à pista de cooper

Outra nascente sem nome que poderá ser "batizada"