sábado, 8 de janeiro de 2011

Brasil terá depósito de rejeitos radioativos até 2015...Nada sustentável. Reaproveitamento do combustivel nuclear.

Brasil terá depósito de rejeitos radioativos até 2015


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Brasil terá depósito de rejeitos radioativos até 2015. 07/01/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=deposito-rejeitos-radioativos. Capturado em 08/01/2011.




Com informações do MCT - 07/01/2011




Em 2015, o Brasil terá seu primeiro depósito nacional de rejeitos radioativos.



Nesse depósito ficarão armazenados os rejeitos de baixa e média atividade das usinas nucleares brasileiras, da fábrica de combustível das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), localizada em Resende (RJ), e do descomissionamento de reatores de pesquisa.



O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), em Belo Horizonte (MG), é o responsável pela concepção, a construção e o licenciamento do empreendimento, cujo detalhamento será feito ao longo de 2011.



Rejeitos radioativos



Hoje, os rejeitos das usinas nucleares do país são armazenados dentro de depósitos iniciais, previstos por normas internacionais, situados dentro das próprias unidades. O mesmo vale para as instalações do ciclo do combustível nuclear.



Os rejeitos de baixa e média atividade são constituídos, principalmente, por resíduos da purificação da água dos reatores, imobilizados em matriz de cimento ou em betume, além de roupas, filtros, papéis e outros materiais utilizados em instalações nucleares.



Esses rejeitos são colocados em embalagens metálicas de 1 metro cúbico ou em tambores metálicos de 200 litros, que serão acondicionados em contêineres de concreto no novo depósito, com monitoração 24 horas por dia.



Mattos afirma que o repositório é um projeto-chave para o setor, na medida em que viabiliza a operação de Angra 3 e das usinas posteriores. "A construção do depósito é fundamental para garantir o avanço do Programa Nuclear Brasileiro (PNB). É importante ressaltar que essa é uma tecnologia madura, amplamente utilizada em todo o mundo", destaca o diretor do CDTN.



Quem vai querer



O local que sediará o repositório ainda não foi escolhido. Segundo o diretor do CDTN, João Roberto Loureiro de Mattos, o processo de seleção levará em conta fatores como a densidade populacional da região e a existência de áreas de preservação e de mananciais de água.



A construção do depósito faz parte das exigências do licenciamento ambiental de Angra 3, realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).



De acordo com as determinações do Ibama, as instalações do repositório precisam estar licenciadas até o início da operação da usina. A responsabilidade pelo empreendimento é da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), que colocou o CDTN à frente do desenvolvimento do projeto.


China diz ter tecnologia para garantir combustível nuclear por 3 mil anos



SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. China diz ter tecnologia para garantir combustível nuclear por 3 mil anos. 05/01/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=china-tecnologia-combustivel-nuclear. Capturado em 08/01/2011.





Com informações da BBC - 05/01/2011



Conhecimento milenar

televisão estatal da China anunciou na última segunda-feira que o país desenvolveu um processo próprio para reprocessar combustível nuclear que poderia garantir o abastecimento de suas usinas por 3 mil anos.



O país lançou um ambicioso programa para construir diversas usinas nucleares, mas a mídia estatal afirma que o atual estoque chinês de urânio - usado no programa nuclear - é suficiente apenas para os próximos 70 anos.



Há 24 anos cientistas chineses vêm trabalhando no método de reaproveitamento de combustível.



Reaproveitamento do combustível nuclear


O novo sistema é caro e complexo, mas permite que combustível nuclear usado seja utilizado novamente nas usinas.



A China não é o primeiro país a desenvolver estações para reprocessamento de combustível nuclear - França, Grã-Bretanha e Índia já têm tecnologias similares para isso.



No caso chinês, a tecnologia terá implicações ainda mais significativas, já que o país tem procurado reduzir a atual dependência do carvão por meio da diversificação de suas fontes energéticas.