segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O que você quer ser quando morrer?



O que você quer ser quando morrer?

POR CAMILA
22/10/14  07:24
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Novas alternativas surgem para o destino do corpo após a morte. São métodos que se propõem a serem mais ecológicos, como a biocremação, ou possibilitar a reutilização dos tecidos, como a plastificação,  mumificação ou criogenia (congelamento). Há também alternativas criativas para o destino das cinzas, como uma empresa especializada em levá-las ao espaço ou jogá-las na superfície da lua, e outra que as transformam em diamantes e quadros. Brincando com o título desse post, você pode virar uma múmia, uma joia, um quadro, um astronauta, ou desaparecer na natureza. São possibilidades mais acessíveis do que se imagina. Confira abaixo.

Legado acadêmico
Esse não é novo, mas é uma alternativa: Pode-se DOAR o corpo para estudo científico. Ele vai, por exemplo, para o Laboratório de Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) a ser estudado pelos alunos de graduação e pós-graduação em Anatomia Humana. Veja como doar o corpo e perguntas mais frequentes nesse link. Também veja informações no site da prefeitura de SP, via esse link.

Biocremação
É um processo que ganha popularidade nos Estados Unidos. Ele se baseia em liquefazer o corpo, com hidróxido de potássio. A cremação ocorre com água e não fogo, por isso é chamado de “Flameless Cremation” (cremação sem fumaça). Os ossos, que não se tornam líquidos no processo, são cremados no processo normal. É mais ecológico, por soltar 75% menos dióxido de carbono na atmosfera e usa 30% menos energia, mas é mais caro. A funeráriaAnderson-MacQueen, na Flórida, já está usando o modelo de liquefação e coloca o impacto ambiental como sua maior justificativa. Outra forma que se propõe a ser uma alternativa mais ecológica é o “Promession”, já disponível na Grã Bretanha. Criado por Susanne Wiigh-Masak, ele congela o corpo a -18°C e depois o imerge em nitrogênio líquido a -196°C. O corpo se despedaça e os metais, como obturações dentárias e próteses, são extraídos e reciclados.

Criogenia
O futuro está aqui. A criogenia, congelamento do corpo, é um processo muito caro e ainda não é visto como uma alternativa real. Mas existem instituições procurando avançar nesse sentido. A ONG Alcor, nos Estados Unidos, congela corpos de pessoas com doenças incuráveis na expectativa de que no futuro, quando a cura for encontrada, a pessoa seja reavivada. Parece filme de ficção científica, mas a organização existe e já tem mil membros.

Plastificação
Outra maneira de preservar o corpo é a plastificação. Ela foi criada por Gunther Von Hagens e é possível DOAR o corpo através desse site para ser plastificado e usado em escolas de anatomia ou em  exposições como a que chegou ao Brasil em 2007, “Corpo Humano: Real e Fascinante”. A exposição foi polêmica e muitos se surpreendiam em ver o corpo humano do avesso, de forma tão real. O próximo pode ser o seu.

Mumificação
Se você é apaixonado pelos egípcios e não entende porque não existe mais o hábito de mumificar corpos, conheça a Summum (org) ou Summum (EUA), uma ONG americana especializada em mumificação. Apresentam-se como a única instituição especializada em mumificação moderna no mundo e fazem o serviço com pessoas e animais. A mumificação de pessoas custa US$67.000 e a de um gato de 4kg, por exemplo, US$4.000. Algumas agências funerárias americanas já oferecem essa opção, em parceria com a Summun.

Cinzas siderais
Ter suas cinzas lançadas no espaço não é tão inacessível quanto se imagina. A empresa americana Celestis, é especializada em levar as cinzas do morto para o espaço. Já fizeram 13 lançamentos, cada um levando várias urnas. Um deles, em 2009, levou as cinzas do criador de Star Trek Gene Roddenberry e sua esposa. Os custos partem de US$1.000 e dependem do tipo de lançamento: no mais barato, as cinzas passeiam ao redor da Terra e voltam para a família, nos mais caros, partindo de US$12.500, as cinzas são lançadas na órbita da Terra, na órbita ou superfície da lua ou no espaço profundo. Seu sonho de ser astronauta agora pode ser realizado, só que depois da morte.

Jóia rara
Uma empresa suíça, Argodanza, inovou ao transformar as cinzas em diamantes, possibilitando parentes e amigos levarem um  pedaço do ente querido em forma de pingentes, pulseiras ou anéis. No Brasil, ela trabalha em parceria com o Crematório Vaticano, em Santa Catarina. A descrição do procedimento e perguntas frequentes podem ser conferidas aqui.
O Cemitério e Crematório Horto da Paz em Itapecerica da Serra (SP) cria diamantes a partir do cabelo do falecido. São três opções de cores: champanhe, azul e incolor. Os valores  começam em R$1.800 (0,05 pontos, cor champanhe) até R$14.000 (0,70 pontos, cor champanhe).A alquimia é feita em parceria com a empresa Brilho Infinito, submetendo-se o carbono do cabelo a altas pressões e temperaturas. Um vídeo sobre esse serviço pode ser visto aqui, clicando em “ Diamantes Brilho Infinito” na aba esquerda.

Obra de arte
O Cemitério e Crematório Horto da Paz também oferece a transformação das cinzas em quadros. O método é chamado de arte Picto-Crematória. A artista plástica Cláudia Eleutério mistura as cinzas da cremação à tinta e pinta um quadro de preferência da família ou que o falecido escolheu antes de morrer. Um quadro custa em média, R$ 4.000 reais (tela de 50 X 70cm e moldura padrão) Um vídeo sobre essa técnica pode ser conferido aqui, clicando em “arte picto-crematória” na aba esquerda. Imagine ser fã de Gustav Klimt e pedir para ser eternizado nos contornos de “O Beijo” junto com sua esposa. Romântico, não?

Consumo consciente

Desperdício de Alimentos

Somos 7 bilhões de pessoas no mundo, e todas precisam comer diariamente. A produção de alimentação já é suficiente para todos, porém, 1 bilhão de pessoas ainda sofrem com a fome. E parte disso se deve ao desperdício.

domingo, 7 de agosto de 2016

A grilagem de terras e o Novo Código Florestal em 3 minutos

A grilagem de terras e o Novo Código Florestal em 3 minutos

No vídeo a seguir, contamos a história da grilagem e como ela influencia as atuais políticas ambientais.
Por Caetano Patta, Ciro Barros, Iuri Barcelos, Thiago Domenici, da Agência Pública –
A grilagem de terras é um problema tão antigo quanto o Brasil e causador de desordem fundiária ao longo da história. No vídeo de três minutos, a Pública resume como essa questão influencia o debate da regularização ambiental dos imóveis rurais do país, que se tornou obrigatória com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), apresentado internacionalmente pelo Estado como a grande política para enfrentar o desmatamento ilegal. Nascido do Novo Código Florestal criado há 4 anos, o CAR deixa em aberto um debate entre os especialistas consultados pela reportagem: não será ele mais um instrumento para a velha grilagem de terras?
(Agência Pública/ #Envolverde)
* Publicado originalmente no sie Agência Pública.

Cemitério do futuro propõe constelação de luz

Cemitério do futuro propõe constelação de luz

Cemitério do futuro propõe constelação de luz
Proposta de cemitério do futuro.[Imagem: Columbia University Death Lab.]
Cemitério do futuro
Apesar de a morte ser tão onipresente quando a vida, é muito mais comum ouvir falar de ciências da vida do que de ciências da morte.
Mas existe quem se ocupe com as "ciências do fim da vida" e do "após a vida".
A Universidade de Bath (Reino Unido) possui um Centro para a Morte, enquanto a Universidade de Colúmbia (EUA) possui um laboratório chamado DeathLAB, ou "laboratório da morte" em tradução literal.
Juntos, os pesquisadores das duas instituições apresentaram agora o que eles imaginam ser o "cemitério do futuro".
A proposta, batizada de Constelação Silvestre, vislumbra uma rede de urnas memoriais que deverão transformar a biomassa - os finados - em uma constelação de luzes para iluminar os caminhos do ambiente.

"Nosso objetivo é oferecer opções elegantes para a morte que sejam compatíveis com os valores sociais e ambientais que respeitamos enquanto vivos. A nossa proposta visa garantir um espaço cívico seguro para as metrópoles do futuro, permitindo que o último ato impactante de uma pessoa celebre graciosamente e com responsabilidade a vitalidade da vida," disse a professora Karla Rothstein, fundadora do DeathLAB.

sábado, 6 de agosto de 2016

Roda de Conversa com os candidatos a Prefeito de São Paulo no dia 31/08/2016 18:30h na USP LESTE



Sustentabilidade não pode prescindir dos valores humanos

Sustentabilidade não pode prescindir dos valores humanos

Sustentabilidade não pode prescindir dos valores humanos
"Para mim, tudo se resume a criar um mundo mais justo," diz a professora Christina Hicks. [Imagem: Nick Graham]
Sustentabilidade humana
De inundações e quebras de safra à qualidade do ar e à poluição da água, os governos de todo o mundo estão enfrentando o desafio de construir um futuro sustentável para as pessoas e para a natureza.
Contudo, os esforços globais para proteger o planeta irão falhar se não levarmos em conta conceitos como igualdade e bem-estar.
O alerta está em um estudo realizado por uma equipe multidisciplinar e multi-institucional, liderada por Christina Hicks, da Universidade Lancaster, no Reino Unido, e publicado pela revista Science.
"Nossa busca para alcançar um ambiente saudável e sustentável depende profundamente de compreendermos como o bem-estar humano está ligado ao meio ambiente e é impactado pela forma como o administramos," explica o professor Phil Levin, da NOAA dos EUA (National Oceanic and Atmospheric Administration).
Conceitos sociais essenciais
O principal argumento da equipe é que, se quisermos fazer mudanças justas e duradouras para o meio ambiente, precisamos nos engajar de forma concreta, com a ciência sim, mas também com conceitos sociais essenciais.
Os autores identificam sete conceitos sociais-chave, que são muitas vezes marginalizados nos esforços para atingir as metas de sustentabilidade:
  1. Bem-estar
  2. Cultura
  3. Valores
  4. Desigualdade
  5. Justiça
  6. Poder
  7. Um sentido de autodeterminação
Eles sugerem que, embora estes conceitos sejam mais difíceis de quantificar do que o PIB ou as emissões de carbono, eles podem ser medidos e métodos já estão sendo desenvolvidos por pesquisadores e formuladores de políticas para quantificar alguns deles, incluindo o bem-estar, a autodeterminação, os valores e a desigualdade.
Proteção ambiental compatível com o ser humano
Sem essa perspectiva do social, corremos o risco de ir por uma estrada que protege o planeta, mas é incompatível com o bem-estar humano.
"O bem-estar humano é dependente de ecossistemas saudáveis, mas a busca do bem-estar no curto prazo pode afetar negativamente os mesmos ecossistemas.
"Para mim, tudo se resume a criar um mundo mais justo - nós podemos agir para proteger o nosso ambiente, mas, por vezes, essas ações podem aumentar a desigualdade, e então a abordagem não vai ser sustentável a longo prazo.
"Por exemplo, criamos parques marinhos e parques terrestres para proteger a natureza e a biodiversidade e com toda a razão. Mas, ao fazer isso, frequentemente temos tirado os meios de subsistência das pessoas, retirando as pessoas de sua própria terra. As pessoas têm sofrido. Uma sustentabilidade duradoura dependerá de soluções legítimas e justas," defende a professora Christina Hicks.
Cientistas sociais
Como meio de ação, o artigo destaca a importância de incorporar cientistas sociais para que eles trabalhem ao lado dos cientistas ambientais e dos decisores políticos.
"A ciência social é fundamental para decifrar como as pessoas interagem com seu ambiente, mas muitas vezes as complexidades dessa relação e as linguagens nas quais ela é expressa podem se tornar uma barreira à forma como ela é usada por outras ciências e pela política," ressaltou Sarah Coulthard, coautora do estudo.

Bibliografia:

Engage key social concepts for sustainability
Christina C. Hicks, Arielle Levine, Arun Agrawal, Xavier Basurto, Sara J. Breslow, Courtney Carothers, Susan Charnley, Sarah Coulthard, Nives Dolsak, Jamie Donatuto, Carlos Garcia-Quijano, Michael B. Mascia, Karma Norman, Melissa R. Poe, Terre Satterfield, Kevin St. Martin, Phillip S. Levin
Science
Vol.: 352, Issue 6281, pp. 38-40
DOI: 10.1126/science.aad4977

Enterro ecológico: cremação e enterro ficam ambientalmente corretos



Enterro ecológico: cremação e enterro ficam ambientalmente corretos



Enterro ecológico: cremação e enterro ficam ambientalmente corretos
Eternamente verdeNULL pessoas que se preocupam com o meio ambiente durante a vida brevemente poderão continuar sendo "verdes" também depois da morte.[Imagem: ExplicitImplicity/Wikimedia]
Eternamente verde

Engenheiros europeus desenvolveram dois métodos inusitados de eliminação do corpo: o primeiro é um método de cremação de baixa temperatura, e o segundo é um método mais ecológico do que o tradicional enterro, transformando rapidamente o corpo em uma espécie de adubo.As pessoas que se preocupam com o meio ambiente durante a vida brevemente poderão continuar sendo "verdes" também depois da morte.
As duas técnicas foram publicadas nesta semana na revista daAmerican Chemical Society, dos Estados Unidos.
Preocupações fúnebres
A editora da revista, Sarah Everts, comenta o artigo, afirmando que as pessoas ambientalmente conscientes têm várias preocupações sobre a cremação e as práticas do enterro.
A alta temperatura da cremação queima muito combustível e emite dióxido de carbono na atmosfera, o principal gás de efeito estufa. A cremação também libera no ar o mercúrio das obturações dentárias do finado.
Outros, prossegue Everts, temem que o formaldeído e outras substâncias tóxicas que as funerárias usam para preparar os corpos para o enterro possam "acabar contaminando o ambiente ao redor dos cemitérios" (sic).
Cremação de baixa temperatura
As novas técnicas já estão sendo lançadas empresarialmente na Europa e nos Estados Unidos.
A cremação de baixa temperatura substitui a queima do combustível e o calor por uma substância alcalina altamente corrosiva, que literalmente dilui o corpo.
Como a temperatura utilizada neste novo processo é 80 por cento menor do que a temperatura da cremação padrão, o processo usa menos energia e produz menos emissões de dióxido de carbono.
Compostagem póstuma
O outro método, que substitui o enterro tradicional, faz uma espécie de compostagem do cadáver. O processo começa com o congelamento do corpo em nitrogênio líquido, quebrando-o em pedaços menores.
A seguir, os restos são secos por um processo chamado liofilização, por meio do qual a água congelada sublima-se, passando diretamente da fase sólida para gasosa.

Finalmente, o que sobrou é colocado dentro de um caixão biodegradável para o enterro, e o ambientalista liofilizado pode descansar duplamente em paz - consigo e com o meio ambiente.

domingo, 31 de julho de 2016

Fumante é ambientalista?

29 Jul de 2016 - 10:40

Dia Nacional de Combate ao Fumo: 10 motivos para abandonar cigarro de vez

Especialista explica problemas ligados ao tabagismo e como eles podem afetar a vida dos fumantes
O Dia Nacional de Combate ao Fumo é lembrado nesta sexta-feira (29), mas todos os dias são essenciais para abandonar o cigarro de uma vez. De 2006 para cá, o número de fumantes no Brasil caiu de 15,6% para 10,8% da população, mas para o pneumologista da Associação Paulista de Medicina Rodrigo Abensur não podemos nos conformar até que esse valor seja reduzido a 0% da população. Veja a seguir os principais problemas causados pelo cigarro, e use-os como motivação para abandonar o fumo.
Acaba com a pele 

O pneumologista ressalta que é possível perceber se uma pessoa fuma ou não só de olhar para ela e analisar o aspecto de sua pele. O cigarro causa um efeito no corpo que faz com que a pele perca a elasticidade, fazendo com que surjam mais rugas mais rapidamente
Dentes amarelados e doenças bucais

O cigarro é responsável pelo amarelamento dos dentes, uma vez que eles são os primeiros a receberem as toxinas ingeridas pelo fumo. Além disso, é um dos principais causadores da periodontite — problemas na gengiva, deslocamento de dentes, formação de tártaros, entre outros problemas. O câncer de boca é o mais grave deles, segundo o especialista 
Impotência sexual

O especialista explica que o cigarro causa uma inflamação nos vasos sanguíneos do corpo inteiro, acometendo principalmente órgãos como coração, cérebro, vasos e o órgão reprodutor masculino. 

— Para que um homem tenha uma ereção, é preciso que haja fluxo de sangue adequado no pênis. Ao fumar, a pessoa acaba tendo uma obstrução nesses vasos, fazendo com que seja mais difícil preencher as veias penianas.
Câncer  

O cigarro pode desencadear diversos tipos de câncer. Os mais comuns são o câncer de boca, de pescoço, pulmão, pâncreas, ósseo e de ovário. Abensur explica que, ao fumar, a pessoa ingere muitas substâncias tóxicas que acabam estimulando a produção exagerada de células, o que é o fator de desenvolvimento do câncer. Por isso, o ato de fumar já torna a pessoa mais suscetível a desenvolver a doença. 

— É importante que fumantes com idade superior a 40 anos consultem com frequência um pneumologista, para que sejam tiradas radiografias periódicas. Se houver algum problema e a identificação ocorrer cedo, as chances de cura são maiores
Trombose 

Fumar pode estimular o desenvolvimento de trombose, apesar de os índices não serem tão altos. No entanto, quando a prática ocorre juntamente ao uso do anticoncepcional, os riscos de desenvolvimento da doença são muito maiores — uma vez que ambos juntos potencializam as chances 
Risco de aborto  

 Para que o feto se implante bem no útero, a mãe precisa ter uma vascularização de ótima qualidade. Por isso, como o cigarro é um fator desencadeante da trombose, ele pode também estimular o aborto. Além disso, o especialista explica que se não acontecer o aborto, o fumo pode gerar complicações para o feto, como parto prematuro, desenvolvimento inadequado do bebê — como o desenvolvimento parcial do pulmão —, e maiores riscos de infecção na hora do nascimento
Derrame e infarto  

A inflamação dos vasos sanguíneos por causa das toxinas absorvidas pelo cigarro também pode obstruir a passagem do sangue até o cérebro e até o coração. Quando o sangue não consegue chegar até esses órgãos, a pessoa acaba enfartando — no caso do coração — ou sofrendo um acidente vascular cerebral, quando o órgão atingido é o cérebro
Menopausa precoce  

Atenção, mulheres! O fumo pode gerar a inflamação nos ovários que, não só pode estimular o desenvolvimento do câncer de ovário, como gerar menopausa precoce. Segundo o pneumologista, isso ocorre porque essa inflamação desregula a produção hormonal, fazendo com que os hormônios masculinos superem os femininos no organismo
Piora o condicionamento físico 

Primeiramente, é preciso reforçar um mito muito conhecido entre os fumantes: o de que parar de fumar engorda. O especialista explicou que o ganho de peso para quem para de fumar é de no máximo 2 kg, e que eles são facilmente eliminados com o aumento da resistência cardíaca da pessoa para aguentar exercícios físicos mais intensos.

— O que faz a pessoa engordar um pouco não é o ato de parar de fumar, é o fato de que a ansiedade gerada pela falta da nicotina acaba sendo descontada na comida. Desde o início do tratamento, a pessoa deve começar uma dieta e colocar em dia os exercícios físicos — que vão ser mais facilmente realizados com o ganho de resistência. As atividades físicas reduzem a ansiedade e trazem uma sensação de endorfina mais potente do que a gerada pela nicotina, facilitando o processo e cuidando do bem-estar ao mesmo tempo
Doença pulmonar obstrutiva crônica

A DPOC (Doença pulmonar obstrutiva crônica) é a bronquite crônica atuando no organismo ao mesmo tempo que a inflamação dos brônquios. A camada elástica do pulmão também vai perdendo elasticidade, fazendo com que o processo de troca de oxigênio ocorra com dificuldade. A doença não tem cura e os sintomas só tendem a piorar com o tempo: o mais comum deles é a falta de ar, que só tende a se agravar, fazendo com que a pessoa até mesmo sentada tenha dificuldade para respirar