sexta-feira, 2 de maio de 2014

Não deveríamos, mas estamos acostumados com condutas lesivas ao meio ambiente, infelizmente...

Governo desviou R$ 19,2 milhões do Fundo Estadual de Meio Ambiente

  Sandra Carvalho - Da Redação
Foto: Reprodução
 
O Governo do Estado de Mato Grosso desviou R$ 19,2 milhões do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Femam) para as contas do Tesouro do Estado indevidamente. Os desvios ocorreram em 2010, ainda na gestão do então governador Blairo Maggi (PR), e em 2011 e 2012, já na gestão do governador Silval Barbosa (PMDB). Esta semana a Justiça julgou procedente a ação do Ministério Público Estadual que proíbe o Estado de transferir recursos do referido fundo para outras fontes.
 
Conforme o MPE, no final do exercício financeiro de 2010 e 2011 houve reversão dos recursos do Femam na ordem de R$ 7,2 milhões. De janeiro a julho de 2012, cerca de R$ 12 milhões do referido fundo deixaram de ser aplicados na defesa do meio ambiente.
 
Além de se abster de transferir recursos do Femam para outras fontes, o Estado foi condenado a promover a devolução dos valores revertidos indevidamente à Conta do Tesouro Estadual nos anos de 2010, 2011 e 2012. A sentença foi proferida no dia 11 de abril pelo juiz Rodrigo Roberto Curvo da Vara Especializada de Meio Ambiente de Cuiabá. 
 
De acordo com a promotora de Justiça Ana Luíza Ávila Peterlini de Souza, a ação foi proposta em agosto de 2012. Na ocasião, o MPE obteve liminar que obrigava o Estado a promover a devolução dos valores revertidos indevidamente, no prazo de 48 horas. O Estado chegou a ingressar com recurso de agravo de instrumento no Tribunal de Justiça para tentar reverter a decisão, mas não obteve êxito. 
 
A promotora de Justiça explica que a demora no cumprimento decisão judicial levou o Ministério Público, à época, a ingressar com pedido de afastamento do secretário de Estado de Fazenda. O referido pedido foi acatado e, na sequência, o Estado apresentou as medidas adotadas pelo Poder Executivo para o cumprimento da liminar, levando o MPE a requerer a revogação do afastamento do gestor. “Parte dos recursos foi devolvida, mas os valores exatos serão apurados na liquidação da sentença”, esclareceu Peterlini. 
 
Segundo ela, na sentença também foi declarada a inconstitucionalidade incidental do artigo 9º da Lei Complementar Estadual 360/09 que autorizava a reversão de recursos financeiros do Femam para a Conta Única, ao final de cada exercício financeiro. O Judiciário ratificou o entendimento do Ministério Público de que o Estado legislou de forma contrária às normas gerais editadas pela União e, portanto, todos os atos que foram praticados com fundamento no referido artigo se tornaram inválidos. 
 
 
“O Femam caracteriza-se como um fundo especial e seus recursos devem ter aplicação exclusiva no custeio da política pública ambiental e nas ações de defesa e recuperação do meio ambiente”, destacou a promotora.
 
Entretanto, desde o ano de 2009, com o advento da Lei Complementar Estadual 360/2009, que instituiu a Conta Única no Estado de Mato Grosso, os recursos arrecadados pelo Femam passaram a ser revertidos ao Tesouro Estadual ao final de cada exercício financeiro e aplicados em outras áreas. (Com Assessoria)
 
 

Consumo e sustentabilidade

Enviado em 01/05/2014 às 20h27

Consumo e sustentabilidade

DIÁRIO DA MANHÃ
SARAH AMADO
A alta produtividade, oriunda da Revolução Industrial, traz consigo muitas opções de consumo e o surgimento de necessidades nunca antes existentes na sociedade. Com o passar dos séculos, hábitos capitalistas arraigaram-se a vida das pessoas com tanto alcance e profundidade que é quase impossível superar os hábitos do consumo frenético e doentiamente descontrolado.
O consumo que anula a autonomia e a liberdade da consciência tornou-se um dos principais problemas do século 21. Os objetos, as mercadorias, os bens materiais e imateriais recebem um prazo de validade, instaurando-se um estado permanente de obsolescência; fora dos padrões e dos limites considerados atualizados, tudo se torna rapidamente descartável, lixo a ser jogado em qualquer lugar do planeta. Simultâneo e como que sendo a interface a esse grave problema psicocultural, há a prática da “consumoterapia”. As pessoas compram de forma desenfreada para reduzir o stress do dia-a-dia, o que compromete sua felicidade e qualidade de vida, que tem sido cada vez mais associadas e dependentes da quantidade de consumo (Portilho, F., 2010).
No ano de 2013, os brasileiros gastaram por volta de 1,55 trilhões em produtos, o que correspondeu a um aumento no consumo de 10, 2% em relação a 2012 (Folha de S. Paulo, 04/09/2012). 
Infelizmente, esse padrão de comportamento influencia a todos. Um indivíduo pode ser considerado consumidor desde os seis anos de idade e quando jovem compõe o público alvo do mercado de vendas (Veja Jovens, 07/2003). 
Para atender à grande demanda ao consumo, a alta produção exige da natureza a utilização de seus recursos não renováveis e devolve a mesma grande quantidade de resíduos, acumulados aos montes em aterros sanitários ou liberados sem nenhum tratamento nos curso d’água.
No entanto, o ambiente e os recursos naturais do planeta possuem um limite e começam a mostrar sinais que sua capacidade de suportar os impactos causados pelos seres humanos está chegando ao fim. É evidente a escassez da água e a progressiva  mudança climática, com preocupantes indicadores sobre o aquecimento global. E mais evidente ainda seus efeitos na saúde e no bem estar da população. 
Mas nem tudo está perdido. A sustentabilidade pode e deve fazer parte de nosso cotidiano, a começar por ações que visem à redução, reutilização e reciclagem. O consumo consciente também caminha de mãos dadas com o desenvolvimento sustentável. Saber o motivo de se estar comprando e qual a origem do produto, auxilia a optar mais pelo que é necessário e menos pelo que é supérfluo, não comprometendo assim, as gerações futuras. E, ainda, a escolha por um jeito sóbrio de viver, além de assegurar uma vida saudável, poderá garantir um futuro para a terra e a todos os que nela habitamos.
(Sarah Amado, bióloga, cursa o mestrado em Ecologia e Produção Sustentável na Pontifícia Universidade Católica de Goiás)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Parques em Goiânia

Enviado em 30/04/2014 às 22h28

Feriado de lazer no parque

DIÁRIO DA MANHÃ
HÉLMITON PRATEADO
As pessoas que quiserem descansar durante o feriado do Dia do Trabalhador e passar bons momentos curtindo a natureza, têm em Goiânia locais com cenários propícios para a prática de esportes e para o lazer contemplativo. São diversas opções de unidades de conservação. Com 32 parques e bosques implantados pela Prefeitura de Goiânia, o morador ou o visitante conta hoje com mais de 1,5 milhão de m² de áreas verdes, totalizando um índice de 94 m² por habitante de áreas verdes, conforme levantamento da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma).
Esses espaços, além da exibição de exemplares nativos e exóticos da fauna e da flora, oferecem também ampla estrutura como pista de caminhada, estações de ginástica, centros de convivência, ciclovias, entre outros atrativos que auxiliam no equilíbrio ambiental da cidade e no convívio social. De acordo com o diretor de Áreas Verdes e Unidades de Conservação da Amma, Antonio Esteves, a destinação dos espaços públicos ao lazer contemplativo e à prática de atividades físicas é essencial à manutenção da qualidade de vida urbana. “As unidades de conservação conseguem aliar a função ambiental como o conforto térmico, conservação e qualidade da biodiversidade”, disse.
O diretor relatou ainda, que a existência de cada parque desempenha funções ambientais. “As árvores, por exemplo, quando concentradas auxiliam no controle da poluição sonora”, explica. “Não podemos esquecer também da importância ecológica, uma vez que as áreas verdes constituem um filtro de carbono e um amortecer dos ruídos da cidade”. Antonio Esteves relata a contribuição quanto à climatização nas proximidades desses espaços ambientais. “No interior dessas áreas a temperatura do ambiente chega apresentar uma diferença de até 4°C para menos e índices da umidade do ar bem superior em relação às outras áreas urbanas”.
Para aproveitar os espaços urbanos ambientais de Goiânia, há quem tem apenas o horário do almoço dos dias de semana para descanso familiar. “Trabalho muito, principalmente nos fins de semana, por isso, tenho pouco tempo para curtir bem a minha família”, sublinhou o empresário Manoel Machado. “Toda semana escolhemos um dia para visitar um parque da cidade, nesta, escolhemos o Parque Vaca Brava e fizemos aqui um piquenique”, conta ele deitado com a esposa e os filhos em um lençol esticado em baixo da sombra de uma árvore.
A calmaria dos parques e bosques da Capital também é atrativo para quem gosta de ouvir uma boa música, como lembra a costureira e moradora do Jardim Goiás, Silmaria da Conceição Moraes. “Sempre que tenho um tempinho gosto de vir até ao Parque Flamboyant, tem dias aqui que passo a tarde inteira ouvindo músicas e refletindo sobre a vida”. Silmaria, que também é estudante, revelou o seu lugar predileto da unidade de conservação. “Gosto mesmo de ficar aqui no mirante, onde é possível visualizar toda área do parque, e contemplando com uma boa música”, concluiu.
A inspiração para o desenho é o que busca os estudantes em desing Ana Karolina Tavares e Ramon Rocha. “Acabamos de sair da aula e quando temos um tempo livre vamos para o parque desenhar, não tem lugar melhor para uma boa inspiração”, contou Ramon. Já Ana Karolina disse que no local, além da inspiração para o desenho o local propicia um bom papo. “Depois que desenhamos um pouco, estamos agora tendo uma boa conversa”, ressaltou a futura desing.
Além da implantação, a preservação das áreas verdes existentes na Capital é uma das prioridades do prefeito Paulo Garcia, que está atento a integração dos parques e bosques com a população. Os corredores ecológicos quando recebem os equipamentos adequados contribuem na socialização dos moradores da cidade, bem como de visitantes. Assim como faz o fotógrafo e morador de Senador Canedo, Paolo Finardi, que não perde a oportunidade de vir a Goiânia e aproveitar a tranquilidade de parques com a esposa e amigos. “Confesso que tenho preferência pelo Parque Flamboyant, aqui é muito bonito e conservado, vale a pena passar um dia todo aqui bem próximo da natureza”, disse Finardi, impressionado com a beleza do local e pelo parque ter sido implantado no meio da cidade.

SAIBA MAIS

Confira abaixo a ficha técnica dos 32 parques e bosques implantados pela Prefeitura de Goiânia
1 – Bosque José Eduardo Nascimento (Parque das Amendoeiras, região leste) Endereço: Entre as ruas César Neto Borges Teixeira e Joana. O parque tem área de 28.321.44 m².
2 –  Parque Municipal Liberdade (Setor Jaó, região norte) Endereço: Entre as Avenidas Venerando de Freitas, Liberdade e Belo Horizonte e Rua J-10. A unidade de conservação ocupa uma área de 10.115 m².
3 – Parque Municipal Taquaral (Residencial Goiânia Viva, região oeste) Endereço: Entre a Avenida Gabriel Henrique de Araújo e Alamedas Parque Taquaral e Goiânia Viva; e Rua GV-17. O Parque Taquaral tem área de 109.655 m².
4 – Bosque do Café (Setor Santa Genoveva, região norte) Endereço: Entre as Avenidas do Café, Sucuri e Serra Dourada e ocupa uma área de 19.683 m².
5 – Parque Municipal Sabiá (Parque das Laranjeiras, região sudeste) Endereço: Entre a Alameda dos Rouxinóis e as ruas Sabiá e Nossa Senhora do Carmo. A unidade de conservação tem área de 23.448 m².
6 – Parque Municipal Flamboyant Lourival Louza (Jardim Goiás, região sudeste) Endereço: Entre as ruas 15,12, 46, 55, 56 e a Avenida H. Conhecido como cartão postal de Goiânia, ocupa uma área de 125.572,71 m².
7 – Parque Municipal Beija-Flor (Setor Jaó, região norte) Endereço: Entre a Avenida Venerando de Freitas Borges e a Rua J-22. A área total do parque é de 35.041,42 m².
8 – Bosque Boa Vista (Bairro Boa Vista, região noroeste) Endereço: Entre as Ruas BV-20 e BV-24, tem área de 17.340,23 m².
9 – Bosque Bougainville (Setor Parque das Laranjeiras, região sudeste) Endereço: Entre as avenidas dos Flamboyants e Dom Fernando, e as ruas Juriti, DF-14, DF-15, RM2, e RM4. A unidade de conservação tem área de 37.413,56 m².
10 – Parque Municipal Fonte Nova  (Jardim Fonte Nova, região noroeste) Endereço: Entre ruas F-1, FN-4, FN-11 e FN-29. A área total do parque é de 76.420 m².
11 – Parque Municipal da Lagoa (Parque Industrial João Braz, região oeste) Endereço: Entre as ruas das Missões, 13 de Maio e Olímpica e Avenida Tóquio. A unidade de conservação abriga uma lagoa que estava aterrada e destruída na década de 90, e foi completamente recuperada pela prefeitura. Hoje exuberante e limpa, com 2.322 m² de extensão e 2,5 metros de profundidade, a lagoa ajuda a compor o belo cenário do parque de 37.251 metros quadrados implantado no local. 
12 – Parque Municipal Itatiaia (Conjunto Itatiaia, região norte) Endereço: Entre a Avenida Serra Dourada e as ruas R1, R3, R5, R40, R41, R43, R44, R46 e R48. O parque tem área de 97.952,52 m².
13 – Parque Municipal Nossa Morada (Residencial Nossa Morada, região norte) Endereço: Entre as ruas Omari L. Martins, NSM 6, NSM 7, NSM 9 e Avenida 8 de Maio, e tem área de 31.969,25 m².
14 – Bosque Índia Diacuí (Divisa dos setores Araunã 1 e Riviera Park) Endereço: Entre a Avenida Perimetral Cinco, Rua Açar, Avenida Rio Vermelho e Rua Caiapó, possui uma área de 303,40 m².
15 – Parque Municipal Carmo Bernardes (Parque Atheneu e Jardim Mariliza, região sudeste) Endereço: Entre a Avenida Parque Atheneu, Ruas 105, 29, 205. O parque ocupa uma área de 638.109 m².
16 – Parque Municipal Cascavel (Jardim Atlântico, região Macambira/Anicuns) Endereço: Entre as avenidas Guarapari, Leblon, Alameda Aliança, Ruas do Siri, da Palombeta, da Ostra, Guarujá e Copacabana. Sua área é de 287.850 m².
17 – Bosque das Laranjeiras (Parque das Laranjeiras) Endereço: Entre a Alameda das Laranjeiras e Rua B-4. Com uma área de 76.950 m².
18 – Parque Municipal Jerivá (divisa dos Setores Vila Vera Cruz, Vila Fernandes e Centro-Oeste, região de Campinas) Endereço: Localizado entre a Rua Anicuns e Rua Belo Horizonte, e possui uma área de 22.272 m².
19 – Parque Municipal Gentil Meirelles (Conjunto Gentil Meirelles, região Vale do Meia Ponte) Endereço: Entre as ruas Gioto e Avenida Candido Portinari, com área total de 39.889 m².
20 – Bosque dos Buritis (Setores Central e Oeste, região central)
Endereço: Entre as ruas 1,29, Avenida Assis Chateaubriant e Alameda dos Buritis, e sua área é de 124.800 m².
21 – Parque Municipal Botafogo (Setores Central e Leste Vila Nova, região central) Endereço: Entre as Avenidas Araguaia e Contorno e Ruas CD-200A, 200B e 200C, a unidade de conservação ocupa uma área de 172.033 m².
22 – Parque Municipal Sulivan Silvestre – Vaca Brava (Setor Bueno, região sul) Endereço: Entre as avenidas T-5, T-10, T-13, T-15 e T-66, e a área do parque é de 77.760 m².
23 – Lago das Rosas/Parque Zoológico (Setroes Central e Oeste, região central) Endereço: Entre a Alameda das Rosas e a Avenida Anhanguera. Somadas, a duas áreas somam 315 mil m².
24 – Parque Municipal Areião (Setores Pedro Ludovico, Marista e Sul, Região Sul) Endereço: Entre a Alameda Coronel Eugênio Jardim, Avenidas Americano do Brasil e Edmundo P. Abreu, Areião, Quinta Radial e a Rua 90. O parque que também abriga a Vila Ambiental (Projeto de Educação Ambiental) possui uma área total de 240 mil m².
25 – Parque Municipal Leolídio di Ramos Caiado (Setor Goiânia 2, região norte) Endereço: Entre as avenidas Pedro Paulo de Souza, 2A, 2B, 2C e 2D; Alamedas Antares e Áries; e Rua Júpter, com 106.842 m².
26 – Parque Municipal Baliza (Conjunto Baliza, região sudoeste) Endereço: Entre as ruas BL5, BL7, BL12 e BL13. A área total da unidade de conservação é de 21.599 m².
27 – Parque Municipal Vale dos Sonhos (Residencial Vale dos Sonhos, região norte) Endereço: O parque está localizado entre as ruas Maria Abadia Vieira, José Jeremias Rodrigues, Cida Silveira e Manoel Jardim e conta com uma área de 162.024 m².
28 – Parque Muncipal Campininha das Flores (Setor Campinas e Vila São José, região de Campinas) Endereço: Entre as Avenidas 24 de Outubro e Padre Wendel com a Rua 18B. Sua área total que é cortada pelo Ribeirão Anicuns tem 36.040 m².
29 – Parque Municipal Bernardo Elis (Setores Celina Parque e Novo Horizonte, região sudoeste) Endereço: Entre as avenidas Berlim, Milão e Alpes. O parque que faz parte do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama) possui uma área de 50 mil m².
30 –  Parque Municipal Itaipú (Setor Jardim Itaipú, região sudoeste)
Endereço: Avenida Dona Maria José dos Santos e Ruas W-05 e W-06. O parque possui uma área de 14.620 m².
31 – Parque Municipal Curitiba (Jardim Curitiba, região noroeste) Endereço: Entre as avenidas do Povo, Oriente e Rua JC-14, tem área de 314.138 m².
32 – Jardim Botânico Amália Teixeira Franco (Divisa entre os setores Pedro Ludovico, Vila Redenção, Bairro Santo Antônio e Jardim das Esmeraldas, região sul) Endereço: Entre as avenidas Jardim Botânico, Terceira Radial, Antônio de Queiroz, Bela Vista e Contorno; e as ruas 8 e Teresina. A maior unidade de conservação da Capital goiana conta com a nascente do Córrego Botafogo e tem uma área total de 1 milhão de metros quadrados.


Os parques de Goiânia




Com 0,8 árvore e 94 m² de mata por habitante, Goiânia é a cidade com a área urbana mais verde do país. Cerca de 30% da área total da cidade é verde e não é preciso andar muito para encontrar algum parque. Existem dezenas deles quase sempre cheios de pessoas que buscam a saúde e a prática de atividades físicas. Esses detalhes fizeram com que a capital ganhasse o título de Cidade Modelo Ambiental, concedido pela Sociedade Brasileira para Valorização do Meio Ambiente-Biosfera.
Conheça alguns dos parques mais famosos da cidade:

Parque Flamboyant

É o parque mais novo de Goiânia, mas recebe muitos visitantes diariamente. Foi inaugurado no fim de 2007 e tem dois lagos com fonte luminosa, ponte de madeira, mirante, parque infantil, ciclovia, pista de cooper e estação de ginástica. O parque está localizado nas proximidades do Shopping Flamboyant, no Jardim Goiás, entre as ruas 46, 15, 12, 55, 56, 58-A e 73 e Av. H.
Os parques de Goiânia

Parque Vaca Brava

O Parque Vaca Brava é um dos mais frequentados da cidade. Tem esse nome porque abriga a nascente do Córrego Vaca Brava. Fica no Setor Bueno, em frente ao Goiânia Shopping. No local há um lago, parque infantil, estação de ginástica e pista de cooper. Ao redor do parque há também vários quiosques e bares. No meio do lago, uma fonte de água ajuda a tornar o local um dos cartões postais da cidade. O parque não é fechado, então pode ser visitado 24 horas por dia.
Os parques de Goiânia

Lago das Rosas (Zoológico)

É o parque mais antigo de Goiânia. Abriga o Zoológico e fica na região central da cidade, entre a Alameda das Rosas e Avenida Anhanguera. Foi revitalizado recentemente e serve de ponto de lazer e contemplação para os visitantes. Quando construído, na década de 40, abrigava um grande canteiro de rosas, daí a ideia do nome. O local ainda preserva muretas no estilo Art Déco, que vigorava na época.
Os parques de Goiânia
* Foto por Leonardo Rosa
O parque tem lago, pista de cooper, caminhos internos, mirante, parque infantil e estação de ginástica. Fica aberto das 8 às 18 horas e a entrada não é cobrada. Já para entrar no Zoo paga-se R$ 2. Crianças menores de três anos não pagam.

Bosque dos Buritis

É um excelente ponto de lazer da cidade. É apontado por muitos como um bom local para relaxar e descansar a mente. Fica entre o Centro e o Setor Oeste, no final da Assis Chateaubriand e Alameda dos Buritis. No Bosque há um lago com iluminação especial, estrutura para ginástica, pista de caminhada, lanchonete, o Museu de Artes, além de uma rica vegetação, pássaros e micos que fazem do bosque seu refúgio. A área interna fica aberta entre 8 e 18 horas e a entrada é gratuita.
Os parques de Goiânia
* Foto por Rodrigo Kono

Jardim Botânico

É a maior área de conservação de Goiânia, com cerca de 100 hectares. Fica na divisa entre Goiânia e Aparecida de Goiânia, na Alameda do Contorno, Setor Pedro Ludovico. No local há uma grande mata com espécies nativas do cerrado e animais silvestres e ainda um borboletário. O parque ainda abriga três lagos, um deles reservado para a coleção de plantas aquáticas, pista de caminhada, deck, trilhas ecológicas, viveiro e um centro de visitação e pesquisa.
Os parques de Goiânia
* Foto por Rodrigo Kono

Parque Areião

O Parque Areião é um dos points para os atletas de rua, com uma bela pista de Cooper, duas estações de ginástica, campo de futebol e diversos ambulantes vendendo água de coco. O parque tem 215 m² e três nascentes do Córrego Areião. Fica entre a Alameda Coronel Eugênio Jardim, Rua 90 e Avenida Americano do Brasil, nos setores Marista e Pedro Ludovico.

Parque Ecológico

Um pouco afastado, o Parque Ecológico fica na BR 153 entre Goiânia e Anápolis. Era uma antiga fazenda que foi transformada em área de preservação. No local, há resquícios de ocupação indígena. Atualmente o parque abriga a Barragem do João Leite, um lago artificial para o abastecimento de água da cidade.
Entre os atrativos do parque, um pomar com diversas árvores frutíferas como mangueiras, jaboticabeiras, ameixeiras, limoeiros, laranjeiras e abacateiros. Em áreas específicas é possível acampar, fazer churrasco, piquenique, e descer o rio com bóias. A administração organiza os visitantes em grupos e os leva a uma área de escavação de uma das casas que compõem antiga aldeia. Fica aberto das 8 às 17 horas. Telefone: (62) 3225-0337.

Parque Mutirama

E se estamos falando de parques, porque não falarmos do Mutirama? É um parque de diversões popular, instalado em uma grande área verde com brinquedos tradicionais como o túnel do terror, a roda gigante e o autorama, além de um parquinho de areia, o Parque dos Dinossauros e uma pista para prática de skate. Fica no final da Avenida Araguaia, no Centro.

Os parques de Goiânia
* Foto por Arathane Spada

Localização

Construímos um mapa no Google Maps com a disposição de todos os parques que citamos neste post.

Informações Adicionais

Gostou deste post? Ele faz parte da série O essencial de Goiânia. Não deixe de ler os demais artigos publicados até então ;)

Parques em Perigo na 8ª Conferência de Ecoturismo e Turismo Sustentável

30/04/2014 - 09:45
ESTC 2014 tem discussão sobre conservação dos parques nacionais
Um documento sobre a valorização dessas áreas foi apresentado no painel.
Daniela Aguena









Na última segunda-feira (29), foi realizado o painel Parques em Perigo na 8ª Conferência de Ecoturismo e Turismo Sustentável. Participaram do debate Ana Luísa da Riva, diretora executiva do Instituto Semeia; Mario Mantovani, diretor de políticas públicas da SOS Mata Atlântica; Anna Carolina Lobo, diretora da WWF; e Douglas Simões, presidente da ABETA.

Durante o painel foi discutida a valorização dos parques de conservação, métodos de gerenciamento e investimento, além de pontuar os principais problemas que essas áreas enfrentam no país.

Segundo Mario Mantovani, a ideia é chamar a atenção para o uso público das unidades de conservação, além de fazer um plano de manejo e estruturação para receber visitantes. "No Brasil há uma pressão para acabar com os parques, um exemplo é a PEC 215, que prevê fim em seus limites , nas terras indígenas e nas áreas de conservação", relatou.

Uma documento de autoria da SOS Mata Atlântica, WWF, SOS Pantanal, Semeia, Abav e Braztoa foi elaborado a fim de colocar em evidência a necessidade de preservação das unidades de conservação. 

De acordo com o Manifesto pela valorização das áreas naturais protegidas do Brasil pelo Turismo Sustentável, a visitação nos parques tem o potencial de gerar R$ 1,8 bilhão ao ano para a economia brasileira, com fluxo de 13,7 milhões de pessoas: "O Brasil precisa aproveitar essa oportunidade e reconhecer as unidades de conservação como maior ativo deste país, conciliando desenvolvimento com a conservação dos recursos naturais".

O documento deverá ser entregue durante um encontro da Frente Parlamentar Ambientalista e a Comissão de Turismo da Câmara e no Fórum Interamericano de Turismo Sustentável, em São Paulo.
Daniela Aguena
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ESTC 2014: Painel Parques em Perigo