quarta-feira, 10 de abril de 2013

A sustentabilidade e o direito do consumidor

A sustentabilidade e o direito do consumidor
://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=9975

Novo papel do consumidor na sociedade tem despertado o interesse e a atenção de empresas, investidores, governos e estudiosos

8/04/2013- Miguel Bahiense*

A preservação ambiental está na pauta mundial hoje, seja do poder público, seja da iniciativa privada, assim como da população de modo geral. E o cuidado com o meio ambiente é um dos pilares do tripé que forma o conceito do Desenvolvimento Sustentável. Modismos à parte, quem atua seriamente com projetos sustentáveis sabe que, somente com a equalização dos benefícios sociais, econômicos e ambientais é que se consegue efetivamente alcançar resultados efetivamente sustentáveis e práticos para as gerações atuais e futuras.
Nos últimos anos, o perfil da população consumidora mudou muito no País e hoje já são mais de 40 milhões de brasileiros fora da linha de pobreza, pessoas que se tornaram economicamente ativas e que atualmente buscam a inclusão social também por meio do acesso ao bem material. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em dez anos, o acesso à educação também mudou e que a quantidade de crianças matriculadas em escolas ou creches passou de 51,4% para 80,1%. São dados fantásticos.
Soma-se a isso um movimento de democratização da informação. É muito maior o número de pessoas com acesso à internet, o que hoje abre portas para que a população pesquise sobre produtos e serviços, compare preços e decida o que consumir e o que não consumir. Isso porque a informação, positiva ou negativa, circula rapidamente pela rede, formando opinião. E com o aumento do acesso à educação esse fenômeno tende a se consolidar a cada ano.
Esse novo papel do consumidor na sociedade tem despertado o interesse e a atenção de empresas, investidores, governos e estudiosos. No dia 15 de março, por exemplo, a presidente Dilma Rousseff lançou o a Plano Nacional de Consumo e Cidadania e afirmou que o governo pretende transformar a defesa do consumidor brasileiro em uma política de Estado. Ou seja, estão sendo criados mecanismos para que a relação entre indústria, varejo e consumidor seja cada vez mais transparente e saudável.
 Na indústria do plástico não é diferente. O respeito ao consumidor e ao meio ambiente é a bandeira do setor. A atuação da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos em prol da sustentabilidade, sempre contemplou a questão do custo-benefício e do bem estar social, a partir do uso adequado dos plásticos, produtos indispensáveis à vida moderna. Acreditamos que o respeito ao consumidor começa ao dar-se a ele informações corretas e capacidade de escolha sobre o que e como consumir.
Economia, bem-estar e proteção ambiental são o que os plásticos oferecem em suas diversas aplicações na área médica, na produção, armazenagem e transporte de alimentos e água, na indústria automotiva, agricultura, construção, saneamento, entre tantas outras áreas importantes da economia.
Atuamos para derrubar mitos e achismos infundados, dando à população acesso a estudos, dados científicos e pesquisas que mostram a realidade dos plásticos e sua importância no dia–a-dia das pessoas, assim como para promover a educação ambiental, consumo e descarte adequados, reutilização e reciclagem.
Muitos desconhecem que 100% dos plásticos são recicláveis e que a reciclagem hoje é uma fonte de trabalho e renda no Brasil. E se o país atualmente ocupa a oitava posição mundial entre os países que mais reciclam plásticos (22%, sendo que a Suécia, que ocupa a primeira colocação, recicla 35%), é porque muito se tem avançado na questão da informação sobre a reciclagem, por exemplo.
Temos trabalhado para envolver a indústria, o varejo, o governo e a população no processo de educação ambiental, com iniciativas pioneiras e de sucesso. Um exemplo disso é o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, que tem mobilizado todo o Brasil na redução do desperdício e nas boas práticas de uso e descarte das sacolas, com respeito ao direito do cidadão e ao meio ambiente.
Ao criarmos uma cultura de consumo adequado, embasada em informações científicas, corretas portanto, formamos uma sociedade mais crítica e responsável por suas ações e deveres, que fará a sua parte no combate ao desperdício e na preservação ambiental com coerência e discernimento, mas que também estará apta para reivindicar produtos de qualidade e serviços efetivos. E o melhor, com respeito aos seus direitos de consumidores.
*MIGUEL BAHIENSE é presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos e do INP – Instituto Nacional do Plástico





terça-feira, 9 de abril de 2013

Mais quente, mais risco...


09/04/2013 - 03h41

Aquecimento global vai intensificar turbulência em voos


GIULIANA MIRANDA
SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO


Apertem os cintos: o aquecimento global deve dobrar a ocorrência de turbulência de céu claro nas viagens aéreas.
Além de mais frequentes, esses sacolejos causados por variação de velocidade de correntes de ar --menos comuns do que a turbulência ligada a tempestades-- devem ficar mais intensos até a metade deste século.
Um trabalho, publicado na revista "Nature Climate Change", usou um supercomputador para simular a ocorrência de eventos atmosféricos em diferentes cenários climáticos e, assim, estimar o impacto das temperaturas elevadas sobre as turbulências.
O grupo identificou que o incremento na frequência pode ficar entre 40% e 170%. Mas o cenário mais provável é que a quantidade de tremores aéreos dobre até a metade deste século --quando, de acordo com projeções, a temperatura terá se elevado em até 2º C e a concentração de CO2 na atmosfera será duas vezes maior do que a do período pré-industrial.
"As variações de temperatura causadas pelo CO2 estão aumentando a velocidade das correntes de ar atmosférico", explica o climatologista Paul Williams, principal autor do trabalho. "As mudanças climáticas estão acelerando as correntes de ar e levando a mais instabilidade nos voos."
O trabalho se concentrou na região do Atlântico Norte, mas seus resultados podem valer para outras partes do globo, apesar de haver ainda muitas incertezas.
"O trabalho tem o mérito de chamar a atenção para os efeitos das mudanças climáticas nas turbulências, que não têm sido muito estudados pelos climatologistas", diz José Marengo, climatologista do Inpe membro do IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU).
O tipo de tremor no qual o trabalho se concentrou --as turbulências de céu claro-- é o mais problemático para as companhias aéreas.
"Elas são invisíveis para pilotos e satélites e se intensificam no inverno", explica Manoj Joshi, professor da Universidade de East Anglia e autor do trabalho.
O sacolejo aéreo danifica as aeronaves, atrasa voos, aumenta os custos de manutenção e pode ferir a tripulação e os viajantes. A pesquisa estima o custo anual disso em US$ 150 milhões (cerca de R$ 300 milhões).
A boa notícia é que, nas próximas décadas, muita coisa pode evoluir na tecnologia aeroespacial. "Até a metade do século já será possível detectar esse tipo de turbulência [de céu claro]", conta Ronaldo Jenkins, coordenador da comissão de segurança de voo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias.
Editoria de Arte/Folhapress

Trabalhava na SVMA...ainda no período probatório! "Estou com um gosto amargo na boca"...


Pente fino

06.abril.2013 | 1:06
Sonia Racy


Ricardo Teixeira, secretário do Verde, decidiu: vai reavaliar os processos de fiscalização do departamento onde Renato José Paes– preso por pedir propina – trabalhava. Designou seis técnicos para tanto.
Terão dois meses para concluir o trabalho. “Estou com um gosto amargo na boca”, desabafou Teixeira.



JORNAL NACIONAL

Servidor pediu R$ 30 mil de propina

Valor foi cobrado para não aplicar uma multa de até R$ 120 mil ao dono de uma empresa que recolhe entulho em Pirituba

05 de abril de 2013 | 2h 03


TIAGO DANTAS - O Estado de S.Paulo
O funcionário público Renato José Paes, de 36 anos, que trabalha na Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, foi preso em flagrante ontem, acusado de corrupção. Ele pediu R$ 30 mil de propina para não dar uma multa ao dono de uma empresa que recolhe entulho em Pirituba, na zona norte da capital. Investigações de casos semelhantes levaram outros três servidores municipais para a cadeia nos últimos 20 dias.
O caso foi denunciado à Controladoria Geral do Município em 18 de março. A vítima foi orientada a filmar as negociações do pagamento da propina. Ontem, por volta das 11h, guardas-civis e policiais civis armaram um flagrante. Quando saía da empresa, logo após receber um envelope com R$ 8 mil do empresário, Paes foi detido e levado, algemado, para a 1.ª Delegacia de Crimes contra a Administração Pública.
Registrado como especialista em Meio Ambiente do Departamento de Gestão Descentralizada da Secretaria do Verde, Paes está no serviço público desde 21 de junho de 2010. Atualmente, recebia cerca de R$ 4.600 de salário bruto, segundo a Prefeitura, que abriu um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta de Paes. Ao fim da análise, que, em geral, dura 60 dias, o funcionário público pode ser demitido. Segundo a polícia, ele ficaria detido ontem.
A vítima relatou que a primeira visita de Paes à empresa aconteceu em 6 de março, sob o pretexto de uma vistoria. O funcionário público fez um auto de inspeção, na qual apontou irregularidades na armazenagem de resíduos, que são contestadas pelo dono da empresa, e solicitou a apresentação de documentos em 48 horas. O empresário afirma que entregou todos os papéis no dia 8. Quatro dias depois, Paes voltou ao local. Dessa vez, disse que o empresário poderia ser multado em um valor entre R$ 90 mil e R$ 120 mil.
A autuação, porém, poderia ser esquecida caso o dono da empresa pagasse R$ 30 mil de propina. Após procurar a Controladoria, a vítima foi orientada a marcar uma reunião com Paes para negociar o valor do suborno.
Na mochila. Ficou acertado que o empresário entregaria R$ 12 mil, em duas parcelas: de R$ 8 mil e R$ 4 mil. A negociação foi gravada. "Beleza, então. Doze (mil), vai. E aí eu vou fazer assim: 'Nunca existiu essa fiscalização'", afirmou o acusado, sem saber que estava sendo gravado pela vítima. Na sequência, o vídeo mostra ele guardando o pacote com o dinheiro dentro de uma mochila.

Fiscal de SP é preso acusado de cobrar propina de R$ 12 mil
Geógrafo é o quarto servidor municipal preso em flagrante por suspeita de corrupção desde o dia 15
Negociação foi gravada por empresário; dinheiro rastreado antes foi apreendido ontem com funcionário
DE SÃO PAULO

Um funcionário da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente foi preso em flagrante ontem pela manhã acusado de receber R$ 8.000 como pagamento de propina para que uma fiscalização não fosse realizada.
O geógrafo Renato José Paes é o quarto servidor municipal preso em flagrante por suspeita de corrupção em cerca de 20 dias em três operações conjuntas da recém-criada Corregedoria-Geral do Município e da Polícia Civil.
Folha não localizou o advogado do geógrafo.
Nos três casos anteriores, os empresários que estariam sendo extorquidos denunciaram os casos à prefeitura.
Na operação de ontem, o servidor preso alegava que havia aparentes irregularidades no armazenamento de resíduos industriais da empresa e que a multa seria de R$ 90 mil a R$ 120 mil.
Para não multar, ele teria pedido R$ 30 mil de propina, segundo o empresário disse à CGM e à polícia. Em um novo encontro na sede da empresa, desta vez gravado, ele reduz o valor para R$ 12 mil em duas parcelas. A primeira, paga ontem, de R$ 8 mil.
A polícia identificou as notas que seriam entregues. O servidor foi até a sede da empresa e recebeu o envelope com o dinheiro. A ação foi filmada. Na saída, ele foi preso em flagrante e responderá a processo por concussão (extorsão praticada por funcionário público). Paes também responderá a processo disciplinar na prefeitura.
O servidor era concursado e assumiu o cargo em junho de 2010. Ele tinha salário bruto de R$ 4.616,94.
Em janeiro, já na gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), Paes assumiu interinamente a direção da divisão em que trabalha, na zona norte, durante as férias do titular do cargo. Ele já havia assumido a função antes.
Em 19 de março, o engenheiro Eduardo Tadayoshi Kawai, foi preso em flagrante acusado de receber R$ 4.000 de propina do dono de um imóvel da zona norte.
No dia 15, Sheila Maria Rodrigues Adell Caramico, e Nicola Caramico, ambos fiscais da Subprefeitura de Santo Amaro, foram detidos sob a acusação de receberem R$ 40 mil do responsável pela obra de um hospital.
A pena para o crime de concussão é de dois a oito anos de prisão.

Caça raios....


09/04/2013 - 03h38

Projeto do Inpe protege rede elétrica de raios




O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) lançará neste mês mais uma etapa do ClimaGrid, projeto de proteção da rede elétrica desenvolvido em parceria com empresa EDP, distribuidora de energia da região do Vale do Paraíba e Espírito Santo.
O projeto, que começou há cerca de dois anos, tem como objetivo usar as informações meteorológicas para a otimização das redes de distribuição de energia elétrica.
"Na primeira etapa do projeto foram desenvolvidas todas as ferramentas de previsão climática. Agora, estamos implementando e avaliando sua eficácia", diz Osmar Pinto Júnior, do grupo de eletricidade atmosférica do Inpe.
Segundo o pesquisador, antes a previsão meteorológica era dada com 24h de antecedência, mas com pouca precisão espaço-temporal.
"Hoje, conseguimos prever com 24h de antecedência a ocorrência de descargas elétricas com uma margem de erro de 5 km. Com isso, a empresa pode direcionar sua equipe de prevenção para a área designada."
Apenas quatro instituições no mundo, além do Inpe, possuem tecnologia similar de previsão de raios com tamanha antecipação e precisão.
O sistema foi implantado para testes em outubro de 2012 e permitiu uma comparação com o ano de 2011.
Segundo dados do Inpe na área de concessão da EDP no Estado de São Paulo, no verão entre 2011 e 2012 foram registrados quase 55 mil raios; no mesmo período de 2012 e 2013, o número de raios foi de quase 100 mil.
O projeto Climagrid, que é de uso exclusivo da EDP, deve terminar ainda neste ano. O grupo de pesquisadores está avaliando o comportamento da rede. "Até o final do ano o sistema deve estar operando de forma plena."

domingo, 7 de abril de 2013

Mutirão on-line salva 50 cães abandonados no interior de SP


07/04/2013 - 02h00

Mutirão on-line salva 50 cães abandonados no interior de SP



JÚLIO PENARIOL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM BAURU

Um mutirão organizado por redes sociais e que reuniu dezenas de voluntários salvou a vida de 50 cães de raça em Bauru (a 329 km a noroeste de SP). Os animais foram deixados numa chácara usada como canil e resgatados dias depois, já debilitados.
A situação foi descoberta por acaso. A dona do local foi até lá para cobrar alugueis e se deparou com a área abandonada. Lá, a zoóloga aposentada Ana Maria Vieira diz ter encontrado 12 cães mortos e outros 59 com a saúde debilitada e sinais de maus-tratos.
Magros e abatidos, dálmatas, golden retrievers, labradores, rottweilers, huskies, são bernardos, dog alemães, filas, akitas e outros cães de raça dividiam 22 baias construídas pelo inquilino, que fizera do local um centro de reprodução e comércio de cães.
Começou então a luta pela vida dos animais. Em duas semanas, Ana gastou R$ 10 mil em ração, remédios e tratamentos. A tarefa parecia interminável, até que uma conhecida da dona do sítio criou um grupo no Facebook. A página reuniu cerca de 2.000 membros em poucos dias, e dezenas se prontificaram a ajudar.
Entre os voluntários estavam a empresária Leandra Marquezini, 37, e o esteticista animal Yuri de Souza, 22.
Júlio Penariol/Folhapress
À esquerda, Cão Félix logo após ser encontrado; à direita, o animal com Leandra Marquezini, que o adotou
À esquerda, Cão Félix logo após ser encontrado; à direita, o animal com Leandra Marquezini, que o adotou
Leandra resgata cães de ruas há 22 anos e diz nunca ter visto situação como aquela. "Eram cães mortos-vivos. Uma cadela estava comendo seus filhotes de tanta fome."
Durante janeiro e fevereiro, cerca de 50 voluntários se revezaram para limpar as baias, alimentar, passear e ministrar remédios aos cães. Houve doações de cerca de duas toneladas de ração e remédios.
"O trabalho era muito, mas a satisfação era maior", diz Yuri, que passou suas férias de janeiro na chácara.
Apesar da mobilização, nove dos 59 cães resgatados morreram. Os 50 sobreviventes conseguiram um novo lar. A maioria está sob cuidados de voluntários do mutirão.
Enquanto o inquérito aberto em janeiro pela Polícia Civil não é concluído, a Justiça permitiu a adoção provisória. Ninguém, porém, pode vender, doar ou permitir a reprodução até o fim das apurações e a definição sobre a posse definitiva --o antigo inquilino, que nega maus-tratos, quer os cães de volta.
EX-DONO
Em cerca de dois meses, o casal Félix e Gaya, da raça dog alemão, engordou junto mais de 60kg.
A empresária Leandra Marquezini, que participou do mutirão, tem a guarda provisória deles.
O antigo inquilino da chácara, Fabiano de Lima, disse, por meio de seu advogado, Nerci Belissi, que o canil nunca esteve superlotado e que havia cães debilitados pela leishmaniose. Belissi afirma ter provas de que os cachorros eram bem cuidados, o canil, legalizado e que tentará reaver a posse dos cães.

Simulador calcula a potência ideal de um sistema fotovoltaico para edificações

5/Abril/2013

Simulador calcula a potência ideal de um sistema fotovoltaico para edificações


Pela internet, usuário preenche dados de consumo de energia elétrica e recebe informações de quantos módulos solares devem ser instalados




Ana Paula Rocha, da revista Téchne


Shutterstock
O Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas para a América Latina (Ideal) lançou no final de março o Simulador Solar, ferramenta digital que permite o cálculo da potência de um sistema fotovoltaico (gerador de eletricidade solar) para atender a necessidade energética anual de uma edificação. O evento foi realizado no Instituto de Eletrotécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Ao entrar na página do sistema, o usuário deve preencher seus dados de consumo em kWh e gastos em reais da residência, espaço comercial ou industrial. A partir daí, é possível saber quanto o imóvel deixaria de consumir de energia elétrica e quanto espaço seria necessário no telhado ou terreno para instalar os módulos solares. A simulação é gratuita.
O sistema atende à Resolução 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), publicada em dezembro e que permite a conexão de mini e microgeradores elétricos a partir de fontes renováveis à rede de distribuição, além de criar o Sistema de Compensação de Energia. Com a normativa, o usuário não precisa consumir toda a energia produzida no momento da geração: o excedente é injetado na rede e transformado em créditos em kWh na conta de luz.
Para acessar o site do Simulador Solar, clique aqui.

Cartilha EducativaNo ano passado, o Ideal também lançou a cartilha gratuita "Como faço para ter eletricidade solar em minha casa?". O objetivo da publicação é difundir o uso da energia fotovoltaica junto a instituições, escolas, meios públicos e empresariais e empresas de energia elétrica.
O livreto de 20 páginas explica como é feita a geração de energia solar, a diferença entre célula, módulo e painel, onde podem ser instalados os sistemas solares e como a eletricidade gerada chega até a rede nacional de distribuição.
Tanto o Simulador Solar, como a cartilha são uma parceria do Ideal com a Cooperação Alemã para o desenvolvimento, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW).

http://www.americadosol.org/wp-content/uploads/2012/04/CARTILHA_FINAL_web.pdf



Simulador Solar


Você já pensou em gerar sua própria eletricidade? Que tal fazer isso utilizando uma fonte limpa e inesgotável - o Sol? Com o Simulador Solar você poderá calcular qual deve ser a potência de um sistema fotovoltaico (gerador de eletricidade solar) para atender à necessidade energética anual de sua casa, seu escritório ou sua indústria.
Você saberá quanto um sistema fotovoltaico geraria anualmente, quantia essa que você deixaria de consumir da rede elétrica e, portanto, economizaria na sua conta de luz. Você também terá uma ideia aproximada da área necessária em seu telhado ou terreno para instalar os módulos fotovoltaicos.
Gostou da ideia? Então, faça agora uma simulação. Ela é totalmente gratuita e levará menos de 5 minutos. Você só precisa ter em mãos a sua conta de luz mais recente.

Passo 1: Sua localização

Informe onde seria instalado o seu sistema fotovoltaico. Você pode fazer isso de três maneiras.
Escolha abaixo e preencha os dados solicitados:
Clicando no mapa
Pesquisando pelo endereçoDigite o endereço

Escolhendo o estado e cidadeEscolha seu estado e sua cidade
Estado




Vida em Marte?

http://www.youtube.com/watch?v=tTlyFEuZfJU

afpbr


Publicado em 12/03/2013
Marte pode, no passado, ter abrigado organismos vivos. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelos cientistas do programa de exploração do planeta vermelho da Nasa, depois que amostras analisadas pelo robô Curiosity revelaram a presença de elementos básicos que compõem a vida.


sábado, 6 de abril de 2013

Cidades de São Paulo decidem queimar lixo domiciliar


06/04/2013 - 03h30

Cidades de São Paulo decidem queimar lixo domiciliar


EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO

Sem espaço para aterrar o lixo que produzem, Barueri e Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, decidiram queimar o lixo coletado nas ruas e deixaram em alerta especialistas ambientais.
As duas cidades serão as primeiras do país a adotar a medida, que é polêmica.
Estudos internacionais apontam relação entre usinas de queima de lixo e casos de câncer detectados em moradores de suas imediações.
As prefeituras alegam que seus projetos estão sendo feitos de forma a evitar problemas ao ambiente e à saúde.
O plano mais adiantado e que deve ser concluído em três anos é o de Barueri.
A cidade montou uma parceria com uma empresa que vai importar uma tecnologia francesa. O grupo que venceu a licitação será responsável pela usina por 30 anos.
Marcelo Justo/Folhapress
Operação de descarte de lixo no aterro sanitario de Barueri (na Grande São Paulo) já opera com capacidade no limite
Operação de descarte de lixo no aterro sanitario de Barueri (na Grande São Paulo) já opera com capacidade no limite
A construção da planta de incineração deve custar por volta de R$ 160 milhões --e mais R$ 44,6 milhões por ano para a usina funcionar.
"É a melhor solução possível. Não existe mais espaço para aterros. Hoje, gastamos muito com transporte de lixo. Os caminhões percorrem 30 quilômetros até o destino", diz Francisco Pugliesi, diretor de limpeza urbana da Prefeitura de Barueri.
Estimativa da prefeitura aponta para a redução de 90% do volume de lixo que vai para o aterro.
O projeto da usina, que vai queimar o lixo a 800º C, ganhou o primeiro aval da Cetesb, a agência ambiental paulista, no fim de 2012.
Segundo Pugliesi, a usina é fechada e os gases da incineração do lixo estão dentro dos padrões considerados seguros pelos órgãos ambientais.
A energia gerada com a queima do lixo deve produzir também parte da eletricidade consumida em Barueri.
PARCERIA
Também na Grande São Paulo, Mogi das Cruzes e mais cinco municípios (Salesópolis, Biritiba-Mirim, Guararema, Arujá e Suzano) montaram um projeto conjunto com características gerais semelhantes ao de Barueri.
"Nós temos um acordo inicial com a Sabesp. Ela está interessada em fazer uma usina de pirólise [tratamento de lixo com fogo] na região", afirma Marco Bertaiolli (PSD), prefeito de Mogi das Cruzes.
Para ele, o consórcio entre os seis municípios é a única saída para viabilizar o destino final de pelo menos 500 toneladas de lixo por dia.
"Mesmo que a Sabesp saia do acordo, o consórcio de municípios vai tocar a construção da usina", diz.
Bertaiolli afirma que não há mais lugar para a construção de aterros na região.

Parque do Chuvisco


05/04/2013 17h12 - Atualizado em 05/04/2013 17h43

Ex-clube de funcionários da Varig vai virar parque municipal em SP

Concluída licitação para parque no Campo Belo que custará R$ 17 milhões.
Área verde ficará na Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul.




Márcio PinhoDo G1 São Paulo



Área antes frequentada por funcionários da Varig (Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo)Área antes frequentada por funcionários da Varig (Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo)
A Prefeitura de São Paulo concluiu a licitação para a implantação do Parque do Chuvisco, no Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, e as obras deverão começar em até 90 dias. A empresa Lemam Construções e Comércio foi homologada a vencedora em publicação no Diário Oficial da quinta-feira (4) e terá 12 meses para concluir a instalação do parque a partir do início das obras.
O terreno tem 35 mil metros quadrados, o equivalente a mais de quatro campos de futebol, e fica na beira da Avenida Jornalista Roberto Marinho. A área verde abrigava anteriormente o Clube do Chuvisco, que era frequentado por funcionários da extinta empresa aérea Varig e foi doada à prefeitura.
Os espaços remanescentes serão reformados para a construção de um núcleo de vivência que abrigará uma gibiteca, brinquedoteca, sala de jogos, área de estar, sala de computadores, café e varandas, além de um auditório para 60 pessoas. Os visitantes terão ainda uma pista de patinação, parede de escalada para crianças, quadras poliesportivas, praças, quiosques, ciclovia e equipamentos para idosos, entre outras estruturas.
Segundo a SPObras, empresa da Prefeitura responsável por intervenções de infra-estrutura na cidade, a implantação do parque acontece por meio de recursos advindos da Operação Urbana Água Espraiada. O custo estimado é de R$ 17 milhões. Caso não haja recursos administrativos de empresas contestando o resultado da licitação, o parque deverá estar funcionando no meio de 2014.
A nova área também integrará a Creche Jardim Aeroporto, situada na Avenida Dr. Lino de Moraes Leme e terá um playground de apoio à creche. Todo o quarteirão situado nessa avenida, entre a Rua Ipiranga e a Avenida Jornalista Roberto Marinho, será anexado ao projeto do novo parque.
Túnel
A criação do Parque do Chuvisco é uma das intervenções que a área irá receber. Atualmente o governo do Estado constrói na Avenida Jornalista Roberto Marinho a linha 17-Ouro do Metrô, que funcionará em sistema de monotrilho. A linha vai interligar as regiões do Morumbi, Jabaquara e o aeroporto de Congonhas.
A Prefeitura também tem outros projetos para a região. Entre eles está a construção de um túnel ligando a Avenida Jornalista Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes e um parque linear que ficará sobre o túnel. A obra terá forte impacto social, já que milhares de famílias que moram em favelas na região terão de sair do local.



Papel reciclado português "floresce" depois de usado


Terça-feira, 02 de Abril de 2013

Papel reciclado português "floresce" depois de usado


Papel reciclado português "floresce" depois de usado
Fotos © Papel Florescente
A "causa ambiental" e a "preocupação com a sustentabilidade" sempre estiveram presentes no dia-a-dia de Nuno Bernardes e Mónica Oliveira. Foi com estes ideais como pano de fundo que nasceu, o ano passado, a Papel Florescente, uma empresa portuguesa que produz folhas de papel reciclado especiais: depois de usadas, podem ser semeadas e dão origem às mais variadas flores e plantas.
por Catarina Ferreira
Se a ideia de utilizar, por exemplo, o papel de uma carta recebida pelo correio como "matéria-prima" para cultivar, em casa, folhas de chá de camomila, agrião ou cravos franceses pode parecer remota à primeira vista, está agora mais perto graças ao trabalho destes dois portugueses, com formação em Economia e Marketing, que decidiram contribuir para tornar a vida na Terra mais ecológica.
"Sempre admirámos as iniciativas que iam surgindo em prol da sustentabilidade do planeta e sempre ambicionámos poder vir, um dia, a explorar áreas ou os recursos que ele nos oferece sem grandes impactos negativos", conta Nuno Bernardes, de 35 anos, em entrevista ao Boas Notícias.
Foi por esta razão que, quando, em conversa com a sócia Mónica Oliveira, de 34, a ideia de criar folhas de papel reciclado com sementes incorporadas surgiu, ambos se entusiasmaram de imediato com a possibilidade, já utilizada em tempos passados. "A ideia era tão desafiadora, tão excitante e inovadora que era impossível não avançar", confessa o empreendedor português.
Mas, afinal, o que distingue estas folhas? Em suma, a principal novidade está na utilização das sementes, que são "aplicadas no papel na altura em que a folha está a ser produzida". A folha final é o resultado de uma folha dupla e, no meio, estão as sementes que vão dar vida ao papel que, de outra forma, acabaria no lixo, esclarece Nuno Bernardes. 


Produção é "totalmente" artesanal e amiga do ambiente
A produção é feita de modo "totalmente ecológico e artesanal": primeiro, "o papel é selecionado e moído em água até formar uma pasta"; depois, "acrescenta-se ainda uma espécie de cola, desenvolvida especialmente para este papel para não ferir as sementes" e estas são inseridas entre as duas "camadas".
"De um modo geral escolhemos sementes, devidamente selecionadas e certificadas, que sejam pequenas, que facilitem o processo de impressão e que ofereçam maior garantia de germinação", explicam os responsáveis da Papel Florescente.

As folhas produzidas pela empresa "possuem uma variedade vasta de escolhas entre flores, 'gourmet' ou chás" - que permitem cultivar cravo francês, boca de leão, cosmea, chá de camomila, agrião, rúcula, salsinha, manjericão e pimenta - mas, segundo Nuno Bernardes, "as sementes maiores não podem ser utilizadas para impressão".
De qualquer das formas, garante, a empresa está sempre disponível para trabalhar "com outras sementes que sejam sugeridas pelos clientes", embora seja necessária uma análise prévia do que será possível fazer.
Para já, estas folhas de papel que "florescem" depois de usadas estão apenas à venda nas cores branca e parda, mas brevemente estará disponível a oferta "de papel com outras cores e padrões diferenciados", desvenda Nuno ao Boas Notícias.
No que toca a preços, uma folha A4, sem qualquer impressão, tem, em média, o custo de 1,90€, "independentemente da gramagem, da cor (branca ou parda) e da semente", sendo as folhas vendidas em pacotes de 10 unidades.
"Comercializamos também noutros tamanhos, como, por exemplo, A5 e A6, pelos valores de 0,95€ e 0,65€, respetivamente", adianta o empresário, acrescentando que "o preço das restantes peças varia conforme os trabalhos, formas, quantidades pedidas e impressão - simples ou dupla".


Os primeiros sinais das plantas começam a brotar das folhas de papel depois de rasgadas e regadas regularmente



Adesão ao produto está a superar as expetativas
Embora o projeto tenha apenas arrancado em Novembro de 2012, Nuno e Mónica mostram-se satisfeitos com os resultados obtidos até ao momento, reconhecendo que "os portugueses, tanto em termos individuais como a nível empresarial, estão cada vez mais conscientes da necessidade de um mundo sustentável", estando, portanto, "bastante recetivos a este tipo de produto".
"Acreditamos que fizemos uma boa avaliação do mercado português e que existe lugar para o nosso produto", destacam os fundadores da Papel Florescente, sublinhando a existência de "um número interessante de empresas com projetos focados na área da sustentabilidade e que procuram diminuir o impacto ambiental que causam", algo que também "já é uma preocupação nos governos corporativos". 
De acordo com Nuno Bernardes, "as empresas têm reconhecido a vantagem" deste "papel ecológico e artesanal como instrumento primordial, de comunicação corporativa, em termos sociais e ambientais" e as reações têm sido "mais que positivas" desde o início da comercialização destas folhas de papel com sementes. 
O próximo passo será continuar "a fazer a divulgação do produto e a alertar para a necessidade da utilização de materiais sustentáveis", com o objetivo de ampliar a utilização do Papel Florescente, cujo sucesso inicial está já "bastante acima" das expetativas, concluem.


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