sábado, 9 de junho de 2012

Programa “Uma Vida Sustentável”


Kraft Foods leva ao Rio de Janeiro casa itinerante

Exposição inaugurada em 2011 chega à capital carioca pela primeira vez e mostra as mudanças no estilo de vida da família brasileira nas últimas décadas


Sylvia de Sá, do 

Divulgação
Exposição Uma casa, mil olhares
Ação faz parte do programa “Uma Vida Sustentável”, criado pela Kraft Foods Brasil em 2009
Rio de Janeiro - A Kraft Foods aproveita a realização da conferência Rio+20, a partir do dia 13, para levar a exposição “Uma Casa, Mil Olhares” ao Rio de Janeiro pela primeira vez.
Desenvolvida pela empresa em parceria com a Evoluir – Educação e Sustentabilidade e o Instituto Akatu, a casa itinerante mostra as mudanças no estilo de vida da família brasileira nas últimas décadas e estará no Museu da República, entre os dias 14 e 24.
No local, o público poderá participar de atividades interativas, em ambientes que abordam aspectos como consumo de energia, moda, alimentos, uso racional da água, convivência no espaço público e reciclagem.
A ação faz parte do programa “Uma Vida Sustentável”, criado pela Kraft Foods Brasil em 2009. Inaugurada em 2011, a casa mede cerca de 100 metros quadrados e já passou por cidades dos estados de São Paulo e Pernambuco.
Entre 6 e 29 de julho será a vez do público paulistano visitar a obra, que estará na arena de eventos do Shopping Eldorado, na capital paulista.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Desmatamento?

Biodiversidade

http://discoverybrasil.uol.com.br/experiencia/contenidos/biodiversidade/




A ação do homem sobre o meio natural gerou grandes frutos se observamos a história da humanidade nos últimos séculos, e mais especificamente, os últimos 50 anos. Grandes saltos culturais e tecnológicos ocorreram como resultado da constante disposição humana para a criação. No entanto, nem tudo foi feito corretamente e as consequências são visíveis. A contaminação do ar nas grandes cidades; a extensão dos danos causados ao solo pelo sistema de monocultura; a caça descontrolada de animais; a derrubada de florestas; o uso indiscriminado de um recurso tão vital e precioso como a água; o aumento da população mundial, são todos fatores que geram consequências para o futuro do planeta. Em outras palavras, a artificialização do meio natural colocou em perigo a biodiversidade.

Falar de diversidade biológica é falar da variedade de formas de vida que habitam o planeta, sejam pessoas, plantas, animais, ecossistemas, microorganismos e até seu material genético. E a biodiversidade refere-se a milhões de anos de evolução que nos conduziram ao momento presente, o ponto em que a riqueza alcança seu maior nível. No entanto, o que estamos fazendo para proteger a biodiversidade?

Saber aproveitar os recursos naturais sem exigir mais do que a Terra pode dar significa preservar a biodiversidade e, portanto, garantir o futuro da nossa espécie. Será possível mudar o rumo atual?

Dilma lança pacote que cria parques e nova política para terras indígenas


http://www.forumamazoniasustentavel.org.br/?p=2808

O Estado de S. Paulo/ Tânia Monteiro


A duas semanas do início da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e prestes a enfrentar mais uma batalha no Congresso, a presidente Dilma Rousseff lançou nesta terça um pacote ambiental com nove medidas que incluem assinatura de decretos de criação de parques nacionais no Rio Grande do Sul e Paraná e de ampliação de outros na Bahia, Espírito Santo e Ceará.


Dilma aproveitou a ocasião para desengavetar uma série de ações aguardadas há anos. Instituiu a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) e enviou mensagem ao Congresso sobre o Protocolo de Nagoya, que trata de acesso a recursos genéticos e repartição justa de benefícios derivados de sua utilização. A mensagem poderia ter sido enviada desde o final de 2010, quando o acordo foi assinado durante conferência das Nações Unidas.



A presidente também assinou decreto de homologação de sete áreas indígenas na Amazônia. Esta é a primeira vez que Dilma anuncia a criação de unidades de conservação. Presidentes anteriores haviam tomado tal medida no primeiro ano do mandato.
O esperado anúncio das medidas para que o País acabe com os lixões até 2014 não foi feito. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o assunto será tratado depois.



Recado. Em seu discurso, a presidente aproveitou para dar um recado aos ruralistas que reclamam que a proteção ao meio ambiente está prejudicando a produção de alimentos no País, por causa do texto do novo Código Florestal. “A nossa agricultura, para ser eficiente e com alta produtividade, terá de ser sustentável”, disse a presidente, acrescentando que “proteger nossos rios, criar e preservar matas ciliares é fundamental para a continuidade da produção no País”.



Dilma comemorou que “o Brasil tornou-se, de fato, ao longo da última década, um dos países que mais avançou na preservação de sua biodiversidade, na adoção de uma agenda ambiental moderna e na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável”. Mas, reconheceu, que ainda há muito o que fazer.



Compras sustentáveis. A presidente aproveitou para anunciar ainda uma nova política de compras sustentáveis pelos ministérios. Izabella explicou que o governo brasileiro vai privilegiar compras verdes, “buscando vantagem comparativa em preços”. Citou que o impacto das compras do Estado é 16% do PIB e com isso, espera induzir novas praticas em relação aos chamados bens e serviços sustentáveis.



Ao defender a tese de que é viável crescer protegendo o meio ambiente, Dilma citou que, em uma década, o PIB brasileiro cresceu mais de 40% e, neste período, 40 milhões de pessoas ascenderam às classes médias e dezenas de milhões saíram da pobreza. “Soubemos crescer, incluir sem abusar dos nossos recursos naturais. Crescemos, incluímos e, ao mesmo tempo, nos transformamos recursos naturais. Crescemos, incluímos e, ao mesmo tempo, nos transformamos em uma referência em preservação ambiental.”

Roda de bicicleta

http://discoverybrasil.uol.com.br/experiencia/contenidos/ruedas/


Não há dúvida: a roda é um dos grandes inventos da história da humanidade. E ela já assumiu as mais distintas e curiosas formas, segundo as aplicações que lhe foram dadas. As primeiras rodas de bicicleta eram parecidas com as das carruagens, possuíam um disco fixo de ferro, raios de madeira, e uma superfície giratória revestida de ferro sobre uma roda de madeira. Já as rodas modernas usam raios de arame metálico, aros de metal e um revestimento de borracha que contém uma câmara pneumática. Isso faz com que as rodas modernas sejam bem mais leves e proporcionem maior comodidade e capacidade de deslocamento, com menor esforço para os ciclistas.

Existem dois recordes de velocidade máxima alcançada por uma bicicleta. O "honesto" foi quebrado pelo recordista Sam Whittingham em um a pista reta, sem vento. Ele superou os 130 km/h. O recorde com "jeitinho" ocorreu em 2007 no Chile, quando o austríaco Markus Stoeckl "voou" a mais de 210 km por hora em uma bicicleta... mas num declive de 45 graus.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Decreto Federal nº 7.746/12 criou a Comissão Interministerial de Sustentabilidade na Administração Pública – CISAP nas Compras Públicas Sustentáveis...Só falta a megacidade de São Paulo, que ainda não tem!





Dilma assina decreto para estimular compra governamental 'sustentável'


Por Yvna Sousa, Fernando Exman e Azelma Rodrigues | Valor
BRASÍLIA - 
No Dia Mundial do Meio Ambiente, a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto que pretende tornar as compras governamentais sustentáveis, dando preferência aos produtos verdes, criados em processos de fabricação sustentáveis. Atualmente, as compras do governo representam 16% do Produto Interno Bruto (PIB).

O anúncio foi feito em evento comemorativo no Palácio do Planalto, onde anunciada ainda a criação de duas unidades de conservação: a Reserva Biológica Bom Jesus, no Paraná, e o Parque Nacional Furna Feia, no Rio Grande do Norte, totalizando mais de 46,6 mil hectares. Também foram ampliadas em pouco mais de 2,3 mil hectares as áreas de três unidades na Bahia, Ceará e Espírito Santo.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou a criação da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial em Terras Indígenas e do Comitê Integrado de Gestão da Saúde Indígena. Também foram homologados sete áreas indígenas. As medidas foram comemoradas e aplaudidas por dezenas de indíos presentes ao evento.
O “pacote ambiental” inclui ainda o encaminhamento de mensagem da presidente Dilma Rousseff ao Congresso Nacional, pedindo a homologação de dois protocolos assinados pelo Brasil: o de Nagoia, criado em 2010, que trata de biopirataria, comércio internacional de biogenéticos e patrimônio natural dos signatários. E o de Bonn, que pretende proteger espécies migratórias de animais silvestres.
Um decreto presidencial criará um comitê para acompanhar questões ligadas à Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema, que fica em São Paulo. A área agrega 247 municípios e 4,6 milhões de habitantes.
(Yvna Sousa, Fernando Exman e Azelma Rodrigues | Valor)

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DECRETO CONSOLIDA E AMPLIA PROGRAMA DE CONTRATAÇÕES SUSTENTÁVEIS


Brasília, 5/6/2012 - Para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta terça-feira, 5, a presidenta Dilma Roussef assinou, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, uma série de medidas para desenvolver políticas de sustentabilidade no Brasil. Entre elas está o decreto nº 7.746 que consolida e amplia o Programa de Contratações Sustentáveis, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). A norma será publicada no Diário Oficial desta quarta-feira.
De acordo com a presidenta, o governo federal definiu uma política muito concreta ao estabelecer por decreto a prioridade de compra de produtos sustentáveis. “Ao fazer isso sinalizamos a importância que economicamente o meio ambiente tem para o governo federal no que se refere ao fornecimento de bens e serviços”, disse.
Pela nova regulamentação, os órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional poderão adquirir bens e contratar serviços e obras considerando critérios e práticas de sustentabilidade. Estes devem estar justificados e estabelecidos no edital da contratação ou compra.
A partir de agora, os órgãos públicos devem seguir diretrizes de sustentabilidade determinadas pelo decreto. São elas: menor impacto sobre recursos naturais como flora, fauna, ar, solo e água; preferência para materiais, tecnologias e matérias-primas de origem local; maior eficiência na utilização de recursos naturais como água e energia; maior geração de empregos, preferencialmente com mão de obra local; maior vida útil e menor custo de manutenção do bem e da obra; uso de inovações que reduzam a pressão sobre recursos naturais; e origem ambientalmente regular dos recursos naturais utilizados nos bens, serviços e obras.
Desde o início do Programa de Contratações Sustentáveis, realizado há aproximadamente dois anos, a administração pública federal já investiu mais de R$ 34 milhões no setor. Somente no primeiro trimestre de 2012, já foram adquiridos cerca de R$ 12 milhões em produtos e serviços que promovem a sustentabilidade. Dados do Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais (Siasg) revelam que o governo federal já realizou 1.490 licitações utilizando esses critérios. Atualmente, 550 produtos são considerados sustentáveis.

Comissão
Para implementar os critérios, práticas e ações de sustentabilidade no âmbito da administração pública federal, o decreto cria a Comissão Interministerial de Sustentabilidade na Administração Pública (CISAP). Esta comissão será formada por representantes do MPOG e também dos seguintes ministérios: Casa Civil; Meio Ambiente; Minas e Energia; Ciência Tecnologia e Inovação; Fazenda; Desenvolvimento, Indústria e Comércio; e Controladoria-Geral da União.
A Secretária de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) presidirá a CISAP e será responsável por expedir normas complementares sobre critérios e práticas de sustentabilidade. O secretário de logística e tecnologia da informação, Delfino Natal de Souza, destaca a nova regulamentação para as contratações públicas sustentáveis. “Não existem mais de 10 países com uma legislação tão forte sobre o tema”, explica.
A CISAP proporá regras para a elaboração dos Planos de Gestão de Logística Sustentável, no prazo de noventa dias a partir da sua instituição. Todos os órgãos da administração pública federal deverão elaborar o seu plano. Este deve conter, por exemplo, a atualização do inventário de bens e materiais do órgão e a identificação de similares de menor impacto ambiental para a sua substituição, e também práticas de sustentabilidade e de racionalização do uso de materiais e serviços.





Regulamenta o art. 3o da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, para estabelecer critérios, práticas e diretrizes para a promoção do desenvolvimento nacional sustentável nas contratações realizadas pela administração pública federal, e institui a Comissão Interministerial de Sustentabilidade na Administração Pública – CISAP.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 3o da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993,

DECRETA:
Art. 1o Este Decreto regulamenta o art. 3o da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, para estabelecer critérios, práticas e diretrizes gerais para a promoção do desenvolvimento nacional sustentável por meio das contratações realizadas pela administração pública federal direta, autárquica e fundacional e pelas empresas estatais dependentes, e institui a Comissão Interministerial de Sustentabilidade na Administração Pública – CISAP.
Art. 2o A administração pública federal direta, autárquica e fundacional e as empresas estatais dependentes poderão adquirir bens e contratar serviços e obras considerando critérios e práticas de sustentabilidade objetivamente definidos no instrumento convocatório, conforme o disposto neste Decreto.
Parágrafo Único. A adoção de critérios e práticas de sustentabilidade deverá ser justificada nos autos e preservar o caráter competitivo do certame.
Art. 3o Os critérios e práticas de sustentabilidade de que trata o art. 2o serão veiculados como especificação técnica do objeto ou como obrigação da contratada.
Parágrafo único. A CISAP poderá propor à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão o estabelecimento de outras formas de veiculação dos critérios e práticas de sustentabilidade nas contratações.
Art. 4o São diretrizes de sustentabilidade, entre outras:
I – menor impacto sobre recursos naturais como flora, fauna, ar, solo e água;
II – preferência para materiais, tecnologias e matérias-primas de origem local;
III – maior eficiência na utilização de recursos naturais como água e energia;
IV – maior geração de empregos, preferencialmente com mão de obra local;
V – maior vida útil e menor custo de manutenção do bem e da obra;
VI – uso de inovações que reduzam a pressão sobre recursos naturais; e
VII – origem ambientalmente regular dos recursos naturais utilizados nos bens, serviços e obras.
Art. 5º A administração pública federal direta, autárquica e fundacional e as empresas estatais dependentes poderão exigir no instrumento convocatório para a aquisição de bens que estes sejam constituídos por material reciclado, atóxico ou biodegradável, entre outros critérios de sustentabilidade.
Art. 6º As especificações e demais exigências do projeto básico ou executivo para contratação de obras e serviços de engenharia devem ser elaboradas, nos termos do art. 12 da Lei nº 8.666, de 1993, de modo a proporcionar a economia da manutenção e operacionalização da edificação e a redução do consumo de energia e água, por meio de tecnologias, práticas e materiais que reduzam o impacto ambiental.
Art. 7o O instrumento convocatório poderá prever que o contratado adote práticas de sustentabilidade na execução dos serviços contratados e critérios de sustentabilidade no fornecimento dos bens.
Art. 8o A comprovação das exigências contidas no instrumento convocatório poderá ser feita mediante certificação emitida por instituição pública oficial ou instituição credenciada, ou por qualquer outro meio definido no instrumento convocatório.
§ 1o Em caso de inexistência da certificação referida no caput, o instrumento convocatório estabelecerá que, após a seleção da proposta e antes da adjudicação do objeto, o contratante poderá realizar diligências para verificar a adequação do bem ou serviço às exigências do instrumento convocatório.
§ 2o Caso o bem ou serviço seja considerado inadequado em relação às exigências do instrumento convocatório, o contratante deverá apresentar razões técnicas, assegurado o direito de manifestação do licitante vencedor.
Art. 9o Fica instituída a Comissão Interministerial de Sustentabilidade na Administração Pública – CISAP, de natureza consultiva e caráter permanente, vinculada à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, com a finalidade de propor a implementação de critérios, práticas e ações de logística sustentável no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional e das empresas estatais dependentes.
Art. 10. A CISAP será composta por:
I – dois representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, sendo:
a) um representante da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, que a presidirá; e
b) um representante da Secretaria de Orçamento Federal;
II – um representante do Ministério do Meio Ambiente, que exercerá a vice-presidência;
III – um representante da Casa Civil da Presidência da República;
IV – um representante do Ministério de Minas e Energia;
V – um representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;
VI – um representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação;
VII – um representante do Ministério da Fazenda; e
VIII – um representante da Controladoria-Geral da União.
§ 1o Os membros titulares da CISAP deverão ocupar cargo de Secretário, Diretor ou cargos equivalentes no órgão que representam, possuindo cada um deles um suplente.
§ 2o Os representantes, titulares e suplentes, dos órgãos referidos nos incisos II a VIII do caput serão designados, no prazo de trinta dias contado da data de publicação deste Decreto, por ato do Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Art. 11. Compete à CISAP:
I – propor à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação:
a) normas para elaboração de ações de logística sustentável;
b) regras para a elaboração dos Planos de Gestão de Logística Sustentável, de que trata o art. 16, no prazo de noventa dias a partir da instituição da CISAP;
c) planos de incentivos para órgãos e entidades que se destacarem na execução de seus Planos de Gestão de Logística Sustentável;
d) critérios e práticas de sustentabilidade nas aquisições, contratações, utilização dos recursos públicos, desfazimento e descarte;
e) estratégias de sensibilização e capacitação de servidores para a correta utilização dos recursos públicos e para a execução da gestão logística de forma sustentável;
f) cronograma para a implantação de sistema integrado de informações para acompanhar a execução das ações de sustentabilidade; e
g) ações para a divulgação das práticas de sustentabilidade; e
II – elaborar seu regimento interno.
Art. 12. A CISAP poderá constituir Grupo de Apoio Técnico, formado por técnicos indicados pelos órgãos referidos no art. 10, com o objetivo de assessorá-la no desempenho de suas funções, nos termos do seu regimento interno.
Art. 13. Poderão ser convidados a participar das reuniões da CISAP especialistas, pesquisadores e representantes de órgãos e entidades públicas ou privadas.
Art. 14. A participação na CISAP é considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada.
Art. 15. Compete à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, como órgão central do Sistema de Serviços Gerais – SISG, expedir normas complementares sobre critérios e práticas de sustentabilidade, a partir das proposições da CISAP.
§ 1o As proposições da CISAP serão avaliadas com base nas diretrizes gerais de logística e compras da administração pública federal.
§ 2o A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação exercerá a função de Secretaria-Executiva da CISAP.
Art. 16. A administração pública federal direta, autárquica e fundacional e as empresas estatais dependentes deverão elaborar e implementar Planos de Gestão de Logística Sustentável, no prazo estipulado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, prevendo, no mínimo:
I – atualização do inventário de bens e materiais do órgão e identificação de similares de menor impacto ambiental para substituição;
II – práticas de sustentabilidade e de racionalização do uso de materiais e serviços;
III – responsabilidades, metodologia de implementação e avaliação do plano; e
IV – ações de divulgação, conscientização e capacitação.
Art. 17. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 5 de junho de 2012; 191o da Independência e 124o da República.
DILMA ROUSSEFF
Miriam Belchior
Izabella Mônica Vieira Teixeira


Evento Pré-Cúpula dos Povos-10 de junho de 2012 – 12h às 17h VALE DO ANHANGABAÚ


Evento Pré-Cúpula dos Povos-10 de junho de 2012 – 12h às 17h VALE DO ANHANGABAÚ



Pré-Cúpula dos Povos SP
10 de junho de 2012, das 12h às 17h
no VALE DO ANHANGABAÚ


“Apenas 11,5% ouviram falar da Rio+20, evento mundial sobre economia verde*”
Instituições, associações, movimentos sociais, ONGs, coletivos, grupos, cidadãos e cidadãs que se dedicam ou se identificam com as práticas sociais, culturais, educacionais e ambientais:
Tendo em vista o baixo nível de conhecimento e informação da população sobre a realização desta importante Conferência da ONU, convidamos a todos e todas para juntos construirmos uma nossa ação coletiva por UM MUNDO EM DEFESA DA VIDA.
Vamos juntos ocupar o Vale do Anhangabaú no dia 10 de junho de 2012.
A Crise Capitalista e a Justiça Social e Ambiental.
Será um ato de responsabilidade cívica, mas também desejamos impregná-lo de uma atmosfera lúdica, onde suas indignações serão tão importantes quanto suas paixões e emoções. Estarão abertos espaços para oficinas de arte, músicas e construção de ÁRVORES DOS SONHOS. Traga seus instrumentos musicais.
Convidamos também artistas plásticos e artesãos que trabalhem com materiais recicláveis para ministrarem coletivamente uma oficina para a confecção de muitas ÁRVORES DOS SONHOS.

Pré-Cúpula dos Povos SP no Vale do AnhangabaúRelease: http://forumsocialsp.org.br/noticias/precupsp/
Facebook: https://www.facebook.com/events/289653377798365
Grupo de Articulação do Comitê Paulista Rumo à Rio+20www.sp.cupuladospovos.org.br
Coletivo de Facilitadores do Fórum Social São Paulo
www.forumsocialsp.org.br

OS LIMITES DO NOSSO PLANETA


A        Câmara Técnica de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da ABES -        SP, em        parceria com a SABESP - Companhia de Saneamento Básico do Estado        de de        São Paulo  e CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São        Paulo,        convidam para a Palestra Técnica:



OS LIMITES DO NOSSO PLANETA


Data: 11 de          junho de 2012
Horário: 8h30
Local: Sabesp Complexo        Costa        Carvalho
        Auditório  Tauzer Garcia Quinderê
        Rua Nicolau Gagliardi, 313
        Pinheiros - São Paulo - SP

 Palestrante:      Dr. Juan Carlos          Sánchez M.

Doutor do        Institut National des Sciences Appliquées de Toulouse, França. Consultor        ambiental, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade        Central        da        Venezuela. Co-autor da Primeira Comunicação Nacional de Mudanças        Climáticas da        Venezuela, e autor do livro “El Cambio Climático y su Impacto en        Venezuela”.        Participa do Painel Intergovernamental de Especialista em Mudanças          Climáticas        das Nações Unidas desde 2003, sendo co-ganhador do Prêmio Nobel        da Paz        2007.


        Inscrições gratuitas: comunicação@abes-sp.org.br
        Maiores informações no telefone da ABES: 11-3814-1872




   



Os automóveis do futuro


http://discoverybrasil.uol.com.br/experiencia/contenidos/carros/

Se você é fanático por motores, esta infografia irá surpreendê-lo com as últimas propostas de inovação do setor automotivo. São carros que, além de transporte, oferecem novos conceitos em design.

E para comprovar que estas são realmente propostas novas, propomos um jogo de livre associação. Se perguntasse a seus avós que palavras viriam à mente ao procurar um carro, as respostas geralmente iriam variar entre: segurança, velocidade e design. Mas estes conceitos já estão estabelecidos, e os carros de hoje apontam para novos caminhos: sustentabilidade, impacto sobre o meio ambiente, energia alternativa e também a incorporação de novas tecnologias.

Ou seja: construir carros acessíveis, com itens dignos de um sonho de James Bond e com o menor impacto ambiental possível. 

Apesar de não se expressar em todos os casos, esta tendência "verde" está ganhando cada vez mais espaço na indústria automotiva. Descubra você mesmo nesta infografia e comprove que o futuro será rápido e verde.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Lançamento do e-book hoje no Parque da Luz: Guia de Permacultura para Administradores de Parques

Lançamento do e-book hoje no Parque da Luz: Guia de Permacultura para Administradores de Parques

Parques sustentáveis também participou na elaboração deste importante guia prático.

Valeu, amigos!



http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/publicacoes_svma/index.php?p=41791




O guia é resultado de trabalho voluntário e colaborativo e apresenta algumas técnicas de construção, gestão e manutenção de parques, com tecnologia disponível, que possibilite desenhar modelos sustentáveis, econômicos e facilmente replicáveis.
A Permacultura é um conjunto de princípios éticos, socioeconômicos e ambientais testados e aplicados para o desenvolvimento de ambientes humanos sustentáveis. Tem sua origem na Austrália, na década de 1970, buscando inicialmente métodos de produção agrícola com baixo impacto ambiental, reestruturação de solo e florestas.
Aplicar seus princípios, metodologia de desenho, planejamento e potencialização dos fluxos nos sistemas de preservação e manutenção dos ecossistemas propicia a diversidade, a estabilidade e a resiliência natural. Desenvolve espaços construídos com recursos locais, com reaproveitamento ou reuso, observa e imita os sistemas e ciclos da natureza e capta o máximo de sua energia proveniente de fontes renováveis e limpas, além de promover ações cooperativas e fortalecimento de comunidades solidárias.



Acesse:




http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/chamadas/guiadepermacultura_admparques_junho2012_1338934446.pdf


Avião solar


05/06/2012 - 02h59

Avião solar decola de Madri rumo ao Marrocos

DA EFE

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1100411-aviao-solar-decola-de-madri-rumo-ao-marrocos.shtml


O avião solar "Solar Impulse" decolou às 5h30 (horário local) desta terça-feira (5) do aeroporto de Barajas, em Madri, para completar a travessia que iniciou em 24 de maio na Suíça e que concluirá no Marrocos.
Com isso, seus pilotos, Bertrand Piccard e Andre Borschberg, concluirão o desafio de voar mais de 2.500 quilômetros sem "uma gota de combustível".
O "Solar Impulse", pilotado por Borschberg, chegou ao aeroporto de Barajas desde a localidade suíça de Payerne em 24 de maio e deveria ter continuado seu trajeto quatro dias depois, mas a saída foi adiada devido ao mau tempo no Marrocos.
Jean Revillard-Solar Impulse/Reuters
O avião "Solar Impulse" parte do aeroporto de Barajas, em Madri, para completar a travessia até Marrocos
O avião "Solar Impulse" parte do aeroporto de Barajas, em Madri, para completar a travessia até Marrocos
O avião solar, após decolar de Madri, alcançará uma altitude de 3.600 metros para dirigir-se rumo a Sevilha, antes de atravessar o estreito de Gibraltar a uma altitude de 8.500 metros.
Posteriormente, entrará em território marroquino e, após sobrevoar Tanger, aterrissará em Rabat por volta da 1h de quarta-feira.
Piccard será o encarregado de pilotar o avião solar entre Madri e Rabat e terá de usar um traje especial contra o frio e uma máscara de oxigênio, já que a cabine dessa aeronave, que tem a envergadura de um Airbus 340 e o peso de uma caminhonete (1.600 quilos), não está pressurizada.
Piccard e Borschberg começaram essa aventura há sete anos, e o primeiro teste com o avião foi feito em 2009, enquanto em 2010 o "Solar Impulsione" fez seu primeiro voo real e conseguiu ficar 26 horas seguidas no ar, dia e noite, sem nenhum tipo de combustível.
As 12 mil células fotovoltaicas que cobrem suas asas recolhem a energia solar e a transferem às quatro baterias da aeronave, que desta forma pode voar por até cinco horas seguidas.
O avião, fabricado com fibra de carbono, é o resultado do trabalho em equipe de 70 pessoas e 80 sócios, e essa viagem corresponde a um convite da Agência da Energia Solar do Marrocos, que planeja a construção de cinco parques solares até 2020.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Dia Mundial do Meio Ambiente


Tema de Dia Mundial do Meio Ambiente é a economia verde

Do UOL, em São Paulo

http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2012/06/05/tema-de-dia-mundial-do-meio-ambiente-e-a-economia-verde.htm


De hoje até o final de junho você vai ouvir muito sobre economia verde, mas o que ela significa? A economia que leva em conta o meio ambiente, mas também tantas outras variáveis bem mais próximas do seu dia a dia do que você imagina. É o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado neste 5 de junho com país sede o Brasil, e também da Rio+20, Conferência da ONU para o desenvolvimento sustentável, que ocorre de 13 a 22 de junho.

Dia Mundial do Meio Ambiente

Foto 1 de 7 - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner, lançaram a campanha "Passaporte Verde, Turismo Sustentável por um Planeta Vivo" no Cristo Redentor. A ideia é conscientizar o turista de que forma suas escolhas durante uma viagem podem contribuir para a conservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida das pessoas. A iniciativa faz parte da semana em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, e da Rio+20, de 13 a 22 de junho Divulgação/PNUMA
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) define economia verde como uma que resulte em melhoria do bem-estar humano e da inclusão social ao mesmo tempo em que reduz de forma significativa os riscos ambientais e a escassez ecológica. É muito atrelada à questão das emissões de carbono, mas também refere-se ao uso eficiente dos recursos e inclusão social.
Consumir produtos que degradem menos o ambiente é a faceta mais popular, mas mudar o consumo também está incluído no conceito. A crise econômica atual, apontada por alguns como a pior crise financeira desde a de 1929, é um sinal de que precisamos mudar o rumo. E a economia verde é apontada como o caminho.
E para isto a vontade pública é essencial. Os investimentos devem ser catalisados e apoiados por reformas de políticas, mudanças nos regulamentos e direcionamento de despesas públicas.

A Tragédia dos Comuns
O dilema que enfrentamos entre a atual economia “marrom” e a proposta de economia “verde” pode ser ilustrado por um artigo escrito por Garret Hardin, chamado A Tragédia dos Comuns, em 1968. Ele descreve um pasto comum em que vários agricultores deixam seu gado pastar. A fim de aumentar a riqueza individual, é do interesse de cada produtor ampliar o seu rebanho e continuar a pastar no mesmo trecho de terra. Mas quando o limite de um certo número de bois é ultrapassado, a qualidade da terra começa a diminuir.
Como ninguém é particularmente responsável pela terra e nenhum imposto é cobrado para pastagem, cada agricultor continua a maximizar os lucros com o aumento de seu rebanho. O problema, no entanto, continua sendo o fato de a qualidade da terra continuar a degradar-se cm a crescente pressão dos crescentes rebanhos e o capim se torna insuficiente para alimentar o gado. Ou seja, os agricultores que aumentam seu rebanho podem até se beneficiar no início, mas depois perdem seu meio de subsistência, e todos perdem nesse cenário.
Economistas ambientais identificaram como principal problema deste dilema o fato de o recurso natural (o capim) ser consumido sem gastos, já que ninguém é dono da terra “comum”. Se, todavia, um imposto for cobrado por cabeça de gado e o valor da terra aumentar com o aumento do rebanho, ficaria muito caro ultrapassar o limite de pastagem. Assim, os agricultores perceberiam as perdas e seriam forçados a reduzir o número do rebanho, consequentemente se autorregulando para níveis sustentáveis para benefício de todos.




segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rio + 20 deve criar "paradigma internacional" de sustentabilidade

02/06 às 17h09


http://www.jb.com.br/ambiental/noticias/2012/06/02/rio-20-deve-criar-paradigma-internacional-de-sustentabilidade/


O Brasil espera que após a Rio + 20, a comunidade internacional adote a questão da sustentabilidade como um paradigma global. A declaração foi feita pelo negociador-chefe da delegação brasileira na conferência, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, em entrevista à Rádio ONU, neste sábado, em Nova York.

Cooperação Internacional
"O paradigma do desenvolvimento sustentável tem que passar a ser, até como resultado da Rio + 20, o paradigma internacional dentro da própria ONU, mas também na área de cooperação internacional. A cooperação tem de sempre estar baseada em fatores que façam sentido economicamente, socialmente e ambientalmente. As três dimensões da sustentabilidade devem estar presentes na cooperação."
Segundo o embaixador, a sustentabilidade exige um modelo de combate à pobreza em todo o mundo.
"Não existe desenvolvimento sustentável com fome, com estagnação econômica e com degradação ambiental. Está é a mensagem que vale para todos os países. E é com esta mensagem que nós temos que sair do Rio de Janeiro.
A Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas está marcada para 20 a 22 de junho, no Rio de Janeiro.
Uma semana antes do evento, negociadores dos países que participam do encontro devem se reunir na cidade para preparar a declaração final que será endossada por dezenas de chefes de Estado e governo.

SP recebe maratona de práticas sustentáveis

Atualizado em domingo, 3 de junho de 2012 - 14h48
http://www.band.com.br/noticias/cidades/noticia/?id=100000507863

Virada Sustentável leva ao público atividades gratuitas como filmes, exposições, oficinas, peças de teatro e shows de música

Pimp My Carroça é comandada pelo grafiteiro Mundano e visa melhorar a estrutura de dezenas de carroças de catadores de recicláveis Paduardo/Futura Press

A cidade de São Paulo está sendo palco neste domingo de centenas de atrações que, por meio da arte, da cultura e do lúdico, pretendem chamar a atenção das pessoas para o tema sustentabilidade. 

A Virada Sustentável, que está em sua segunda edição, leva ao público atividades gratuitas como filmes, exposições, oficinas, peças de teatro e shows de música. Biodiversidade, água, mudanças climáticas, mobilidade urbana, consumo consciente, qualidade de vida e cidadania serão alguns dos temas abordados. 

De acordo com André Palhano, um dos organizadores do evento, a Virada Sustentável, este ano, teve o intuito de ampliar as atividades também na periferia. “Além dos grandes parques, praças e centros culturais, conseguimos nesta edição levar a Virada Sustentável para os bairros periféricos. Com esta distribuição, teremos um evento ainda mais democrático”, disse. A 1ª edição do evento, que ocorreu em 2011, reuniu mais de 500 mil pessoas em 482 atrações distribuídas em 78 espaços.

Entre os destaques da programação de 2012 está o Pimp my Carroça, atividade que feita por grafiteiros no Vale do Anhangabaú. A intenção é melhorar a estrutura dos carrinhos dos catadores de recicláveis, com instalação de itens de segurança e pintura artística.

Outra atividade de destaque é a oferta de "pratos sustentáveis" por 27 restaurantes da capital paulista. Os chefs terão o desafio de desenvolver pratos com produtos de origem 100% orgânica, sem desperdício de alimentos e com a redução de resíduos descartados. A lista e o endereço dos restaurantes pode ser encontrada aqui.

O Parque Ibirapuera acolherá grande parte das atrações com foco no público infantil. No auditório são  exibidos filmes e apresentadas peças com a temática da sustentabilidade. “Viemos no parque e ficamos sabendo sobre a Virada. Vamos ver a apresentação no auditório e depois tentar provar algum dos pratos sustentáveis em um dos restaurantes”, disse Luciana Nishimoto, que visitava o parque Ibirapuera com dois filhos.

domingo, 3 de junho de 2012

Às vésperas da Rio+20, governo lançará pacote ambiental e social


Medidas incluirão ampliação de áreas de conservação e demarcação de novas áreas indígenas

01 de junho de 2012 | 18h 41



Reuters
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff vai aproveitar o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado na próxima terça-feira, 5, para lançar uma série de medidas para a área ambiental e social, como ampliação de áreas de conservação e demarcação de novas áreas indígenas, informaram fontes do governo.
Veja também:

O anúncio vem duas semanas antes da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, evento no qual o Brasil se esforça para mostrar uma imagem de protagonismo nas propostas ambientais, de justiça social e de combate a pobreza.
Até esta sexta-feira estavam previstos anúncios de ampliação de áreas de conservação -como parques-, a criação de seis reservas extrativistas e a demarcação, via decreto presidencial, de seis áreas indígenas.
O governo finaliza na segunda-feira a proposta, que pode incluir ainda um decreto que ajude as cidades a reduzir a zero os lixões até o final de 2014, medida incluída no Plano Nacional de Resíduos Sólidos, e iniciativas de apoio a cooperativas de catadores.
Também deve ser anunciada a ampliação do Bolsa Verde, que dá incentivo financeiro a famílias de baixa renda que desenvolvam atividades de conservação no meio rural. Segundo as fontes do governo, o foco do anúncio é ampliar o número de famílias atendidas.
As medidas serão anunciadas pouco mais de uma semana após o governo anunciar vetos no texto do novo Código Florestal aprovado no Congresso. Mesmo sem agradar grande parte das entidades ambientalistas, as mudanças do governo no texto contribuíram para o discurso de preocupação com a proteção ambiental às vésperas da conferência.

Decreto que estabelece critérios de sustentabilidade para as compras públicas


02/06/2012 - 07h00

Dilma prepara o seu 1º pacote ambiental para a próxima terça

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1099336-dilma-prepara-o-seu-1-pacote-ambiental-para-a-proxima-terca.shtml


KELLY MATOS
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA


A presidente Dilma Rousseff deve criar as primeiras áreas protegidas de seu mandato na próxima terça-feira. Os novos decretos integram um pacote de medidas para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente.
O 5 de junho, uma data oficial do calendário da ONU, terá o Brasil como sede das celebrações, por causa da conferência Rio+20, neste mês.
Serão criadas duas reservas extrativistas, homologadas seis terras indígenas e anunciada a inclusão de mais famílias na Bolsa Verde.
O anúncio ocorre menos de uma semana depois de o Senado ter aprovado uma medida provisória que reduz sete áreas protegidas na Amazônia para a construção de oito hidrelétricas do PAC.
Os cortes, feitos sem estudos técnicos e criticados por ambientalistas e comunidades locais, incluem o parque nacional da Amazônia, o mais antigo da região.
A MP é objeto de uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal.
Também pode ser assinado um decreto que estabelece critérios de sustentabilidade para as compras públicas.
Dilma quer aproveitar a data para dar uma guinada em seu discurso ambiental, a uma semana do início da conferência do Rio e com o mundo inteiro cobrando liderança do Brasil nessa área.
Em 5 de junho do ano passado, por exemplo, não criou nenhuma unidade de conservação, sendo a primeira presidente desde o final do regime militar a não criar áreas protegidas em seu primeiro ano de mandato.

DE OLHO NO LIXO
De olho na agenda da Rio+20, o Planalto também estuda um programa de subsídio e financiamento público para acabar com os lixões no país e instituir uma agenda nacional de reciclagem de resíduos sólidos.
Apelidadas internamente de Brasil sem Lixão e Recicla Brasil, as propostas destinariam recursos federais para construção de aterros sanitários e estabeleceriam metas de reciclagem para mais de uma centena de municípios.
A ideia é fazer uma campanha nacional para conscientizar e educar a opinião pública sobre o manejo de resíduos sólidos desde a separação do lixo doméstico.
Ainda não há valor definido de desembolso, apenas um valor preliminar superior a R$ 1,8 bilhão, a ser liberado até 2015.
A ideia em negociação é concentrar as ações do Brasil sem Lixão no Sudeste e no Nordeste, onde há os casos mais críticos. No lugar dos lixões-a proposta sob análise é eliminar quase mil deles nos próximos três anos-, a União quer ajudar prefeituras a instalar aterros.
As ações devem contemplar, ainda, a coleta seletiva e a ampliação de logística da reciclagem. Incluirá também iniciativas para beneficiar os catadores de lixo.
Dados oficiais mostram que o Brasil se desfaz, por dia, de quase 200 mil toneladas de resíduos sólidos. Desses, menos de 2% são reciclados. Quase 40% são lançados no ambiente de forma considerada inadequada.